Arquivo de setembro de 2007
Forma e conteúdo
21 de setembro de 2007Terça-feira foi ao ar o episódio de encerramento da temporada atual dos Simpsons. Neste capítulo final, foi possível conferir a participação de Jack Bauer e Chloe O’Brian (personagens do seriado 24 horas, interpretados, respectivamente, por Keifer Sutherland e Mary Lynn Rajskub) com as vozes dos próprios atores, em idioma original.
Em aula, nós falamos muito das combinações entre forma e conteúdo (”forma com conteúdo”, “forma sem conteúdo”, “forma acima do conteúdo”, etc.). Também falamos de como uma boa execução é fundamental. E ainda vamos entrar no processo de criação, que é justamente cruzar duas informações que não têm relação direta.
Esse episódio tem tudo isso. O humor dos Simpsons embalado dentro do padrão 24h, um clássico seriado de ação.
Abaixo, um trechinho do capítulo, em inglês.
Maratona - Briefing 4
20 de setembro de 2007Vender o seriado South Park.
Para quem não gosta ou não é muito familiarizado, abaixo vai a abertura antiga do programa, que reflete um pouquinho de como é o desenho. Um humor caótico, 100% politicamente incorreto, que não tem medo de avacalhar ninguém. Então, já sabem: em títulos do South Park, vale qualquer tipo de barbaridade, até palavrão. Desde que usado com coerência.
Ah, e uma boa notícia. A Maratona termina hoje. Sexta vocês estão de folga.
Bom descanso.
Mini
19 de setembro de 2007Lembram do clip da Walverdes que o Felipe mostrou na última aula? Pois o vocalista da banda é um redator da Escala chamado Gustavo “Mini” Bittencourt.
Na real, na real, há poucos meses ele saiu da criação e assumiu um novo cargo na agência. Agora é Diretor de Conexões.
Não conseguimos falar com o Mini para entender direitinho essa mudança. Mas por tudo o que já foi falado, “conexões” são os pontos de contato entre o consumidor e as marcas. É uma nova forma de enxergar aquilo que um dia foi o Departamento de Mídia. Pelo menos, é o que tudo indica.
O Mini é um cara inteligentíssimo, muito bem informado sobre as novas mídias e com anos e anos de bagagem de criação. Parece ser a pessoa certa para assumir esse tipo de desafio.
Ele mantém um Blog chamado Conector, que é uma excelente fonte de referência.
http://conector.blogspot.com.
Além de notícias e novidades, há ótimos artigos, como o “Dança do Siri, o maior viral do Brasil?”.
http://conector.blogspot.com/search?q=dan%C3%A7a+do+siri
Maratona - Briefing 3
19 de setembro de 2007Brechó Moderno.
Briefing: Roupas usadas, porém estilosas. Um jeito barato de ficar cool.
UMA PROFISSÃO
18 de setembro de 2007Turma, aqui é o Felipe.
Preciso que vocês me ajudem a gerar o conteúdo da minha aula.
Para isso, preciso de sugestões de profissões.
Coloquem as sugestões nos comments, por favor.
Valeu.
Mentes férteis
18 de setembro de 2007Nos últimos anos, a Sony Bravia teve o privilégio de entrar para a história da propaganda com dois comerciais fantásticos.
Primeiro foi o Balls (http://blogperestroika.blogspot.com/2007/08/reflexes-sobre-as-referncias.html) e, em seguida, o Paint (abaixo).
A terceira geração promete não frustrar as expectativas e vai invadir as ruas das grandes metrópoles com coelhos coloridos.
Muitas vezes, mais do que uma idéia legitimamente publicitária, a propaganda precisa despertar sensações. Ícones universais são capazes de provocar o nosso lado mais primitivo, que gosta/odeia sem saber direito por quê.
Não existe regra. As idéias podem ser mais Juliana Paes do que Marília Gabriela. Não precisam ser inteligentíssimas para impressionar. Às vezes, basta um grande espetáculo visual que nos faça adorar o filme.
Maratona - Briefing 2
17 de setembro de 2007Muito bem, prazo encerrado do Briefing 1. Quem mandou, mandou.
2)
Secretaria de Saúde do RS.
Briefing: não deixe água parada. Propaga a dengue.
Maratona - Briefing 1
17 de setembro de 2007Kronenbier. A cerveja sem álcool.
Mandem para o tiago@cursoperestroika.com.br até amanhã, antes de chegar o novo briefing. Colem no corpo do email os títulos. E não esqueçam de colocar no SUBJECT o nome do tema.
Pau na mula. Até amanhã.
Analógico x Digital
17 de setembro de 2007O discurso do Felipe sobre Analógico x Digital é fundamental para um criador. Não só na maneira de executar as idéias, mas também na forma de enxergar as novas mídias que estão surgindo.
No último mês, aconteceu a Game Convention, em Leipzig. É a maior feira de videogames da Europa. Além dos lançamentos de novos consoles, jogos e tecnologias, outro assunto esteve bem presente: os advergames (ou in-game advertising). Uma nova plataforma já experimentada por grandes marcas, como Coca-cola, Adidas e Intel.
Nós fomos educados dentro de uma cultura analógica. E é curioso ver como isso nos faz enxergar, muitas vezes, as novas mídias de maneira tradicional. O vídeo abaixo mostra bem isso.
Repare que a empresa simplesmente comercializa mídias tradicionais. Elas estão dentro de um ambiente virtual, sim, mas funcionam exatamente como as mídias tradicionais do mundo real. Estáticas, passivas, como paisagem. No Second Life acontece a mesma coisa. Por que, por exemplo, não pode sair uma mão de dentro de um outdoor e puxar o consumidor?
A Burger King já viu por outro ângulo. Ela criou seus próprios jogos, de forma que o consumidor fique em contato com a marca full-time. Mais: para adquirir os games, o cliente precisa ir até um restaurante BK. E pagar por isso.
Humor sério.
16 de setembro de 2007Neste exato momento, está começando a transmissão do Emmy Awards, o Oscar da produção televisiva. O prêmio sempre foi supervalorizado nos EUA, mas de uns anos para cá ele também ganhou espaço no Brasil. E o motivo é bem simples: o interesse dos brasileiros por sitcoms cresceu pra valer.
Hoje, é difícil encontrar alguém no círculo de amigos que não acompanhe alguma série. Heroes, CSI, House, Prison Break, 24 Horas, Dexter e por aí vai. O Felipe até brinca que, em breve, os restaurantes não vão mais dividir as pessoas em fumantes e não-fumantes, mas em Lostmaníacos e não-Lostmaníacos.
Por trás de 30 minutos de diversão, existem grandes aprendizados. Os seriados de humor, por exemplo, são excelentes aulas sobre construção de piadas. Preste atenção. Dentro de um mesmo episódio, o volume de gags é imenso. Dizem que Friends tem, em média, uma a cada seis segundos. Talvez seja um exagero, mas mesmo que sejam dez, doze, não importa. Um roteiro desse nível exige, acima de tudo, conhecimento da estrutura do diálogo e da técnica do humor.
Há pouco tempo, a Skol veiculou um comercial excelente. Veja só.
Agora, reveja e preste atenção no número de piadas e na forma como o diálogo foi montado. É um bombardeio de pequenas gags. Todas verdadeiras e universais. E que tiveram como inspiração a melhor das referências: a vida.



