Arquivo de janeiro de 2008
Atendimento, você é meu burro.
31 de janeiro de 2008Um dos meus diálogos prediletos do cinema vem do clássico O Poderoso Chefão. Michael e sua esposa estão conversando quando, de repente, ela sugere que seu sogro, Vito Corleone, é mafioso. Usando um brilhante eufemismo, Michael filosofa:
- Meu pai é como qualquer homem poderoso. Qualquer homem responsável por outros. Como um senador ou presidente.
- Você é ingênuo. Senadores e presidentes não matam.
- Quem é ingênuo, Kay?
Acho que existe um preconceito, até uma certa ingenuidade, quando se fala que o atendimento é burro.
Claro, eles não entendem a sutileza de determinadas idéias. Simplesmente porque não têm o cérebro treinado para isso. Assim como você provavelmente não entende um monte de coisa que eles fazem muito bem. E com uma mão nas costas.
Claro, eles não escrevem tão bem quanto um redator. E por isso aparecem erros de português no PIT. Por outro lado, você provavelmente não tem o tato que os atendimentos precisam ter quando o cliente liga bufando porque acabou de ver que o seu anúncio saiu borrado na Zero Hora.
Esse tato é talento. Um talento diferente do criador, mas igualmente importante para a agência.
Se você fez um anúncio do caralho e o atendimento não aprovou, não significa que ele tenha apresentado mal. Existem infinitos fatores para que o cliente renegue um trabalho. Quem já esteve na linha de frente sabe como é.
Já vi um diretor de arte reclamar que o atendimento tinha enviado sua campanha para o cliente por email. E eu perguntei: “Você foi até o atendimento defender a idéia? Ou mandou por email?”. Ele nem teve coragem de responder.
Você já se imaginou no papel do atendimento? Como reagiria se alguém chegasse em cima do prazo e disesse “olha, vai demorar mais uma hora até terminar de montar”. Ou quando apresentassem um anúncio completamente fora do briefing quando não desse mais tempo de refazer?
Está cheio de atendimento burro ganhando 4, 5 mil por mês. Assim como está cheio de criador esperto, talentoso e premiado ganhando 600 pila. Conheço muito atendimento que tem o cliente na mão. Que se saísse da agência, levaria a conta junto. E não conheço nenhum criador que tenha esse poder.
Até concordo que, na média, eles são menos capacitados que os criadores. Mas discordo da generalização. Até porque, se eu concordar, durmo no sofá. Minha mulher é atendimento. E lê o Blog da Perestroika.
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O Diogo Mainardi há pouco lançou um livro que se chama “Lula é minha anta”. Ele diz que a “anta” do título é um substantivo, não um adjetivo. Ou seja: o Lula é o animal que foi incansavelmente caçado pelo colunista nesses últimos anos.
Se o Diogo Mainardi fosse redator ou diretor de arte, e o livro falasse da sua relação com o atendimento, talvez ele defendesse o título da seguinte forma:
“Pouca gente percebe, mas o atendimento carrega uma grande responsabilidade nas costas. Ele merece o meu respeito. Atendimento, você é meu burro”.
Aurelião Perestroika
30 de janeiro de 2008Estamos montando um pequeno glossário com os principais termos da Perestroika. E como muita coisa se perde na memória, queremos a ajuda dos nossos amados alunos e ex-alunos.
Então: que termos vocês diriam que são marcas registradas do curso? (Ex: Foi lá e fez.) Não precisam ser necessariamente gírias, podem ser conteúdos de aula. (Ex: Quebrar a Matrix.)
Ah, só listem o nome do termo. Não coloquem a explicação, senão vai estragar a surpresa. Tem muito aluno da Turma 3 que acompanha o Blog.
Eles merecem ficar curiosos até abril, não acham? Até porque, não pode ser uma curiosidadezinha qualquer. Tem que ser uma curiosidade Padrão Iogurte.
Stash
29 de janeiro de 2008É fácil entender por que a propaganda estrangeira usa tanto animação. Enquanto que, por aqui, esse é um privilégio de poucos.
Primeiro: grana. Infelizmente, animação demanda um alto investimento em softwares, pessoal, cursos, equipamentos. A hora/homem é caríssima. E como rola muito trabalho na madrugada, essa hora/homem vira hora-extra. E fica mais cara ainda.
Segundo: oferta de fornecedores. Pouca gente tem peito - e bolso - para bancar essa empreitada.
Terceiro: prazo. Definitivamente, a publicidade brasileira não trabalha com cronogramas saudáveis. Se o cliente costuma pedir para ontem o anúncio que ia ficar pronto só amanhã, imagine um filme de animação, que só vai ficar bala daqui 3 meses.
Quarto, e último: desconhecimento dos criadores. Vamos combinar: em geral, nós entendemos muito pouco de animação. Nós pegamos o DVD do Shrek, colocamos os Extras, vemos a Dreamworks modelando o burrinho, colocando textura no burrinho, colocando pêlos no burrinho, animando o burrinho. E não passamos daí. Um ou outro criador abre o Maya, se apavora com os menus e nunca mais vê pela frente. Pouca, pouquíssima gente vai além disso.
Quando a gente não domina a ferramenta, fica muito mais difícil de saber o que é caro, o que é barato, o que é rápido, o que é demorado. E o que é que o animador quis dizer com “isso não vai dar para trocar, porque o render das curvas do dope sheet não funcionam com o atalho qwer”.
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Há um tempo, quando estava filmando uns comerciais para Neosoro, descobri com o pessoal da produtora uma revista digital chamada Stash. É meio que uma Archive da animação. Eles falaram que é muito legal e que vale o investimento. As edições e os valores podem ser vistos em www.stashmedia.tv.
Aproveito e já coloco alguns vídeos do Stash que eu encontrei no Youtube.
P.S.: Alguém sabe o que é “atalho qwer”?
Blog da Perestroika: seis meses de vida.
29 de janeiro de 2008Quando a história é contada de trás para frente.
28 de janeiro de 2008Essa é a capa da revista Wired. A prova de alguém que gosta de correr riscos.
Aposto que a grande maioria das pessoas, quando leu pela primeira vez, interpretou o “Pray” (Reze) como “Reze em nome da Apple, afinal de contas, ela é foda”.
Observe na foto acima, no canto direito superior. Diz “June 1997″. Sim, essa edição tem mais de dez anos. E, ao contrário do que possa parecer, o significado de “Pray” é “Reze pela Apple, afinal de contas, ela está quase morrendo”.
A Wired previa um futuro extremamente nebuloso para a companhia. Justo quando Steve Jobs voltava à empresa como consultor e começava a tornar a Apple uma das empresas mais inovadoras do mundo. Talvez A mais inovadora do mundo.
Revista Wired, 1997. A reportagem tem como título “101 maneiras de salvar a Apple”. Curiosamente, o item 1 sugere: “Admita, Apple. Você está fora do ramo de hardwares”. Hoje nós sabemos que a Apple não só aumentou sua fatia no mercado de computadores, como criou uma nova plataforma de hardware: o I-pod.
Canso de ver jogos de futebol que, até os 25 do segundo tempo, estão indefinidos. Um time na pressão, outro na retranca. Aí, num contra-ataque, sai o segundo. A equipe se joga para tentar empatar, mas abre espaços na defesa. Termina 4×0 e o comentarista larga: “foi uma partida de um time só, que mostrou superioridade, soube se defender e matar o jogo na hora certa”.
Quando a história é contada de trás para frente, é tudo muito fácil.
Cresci ouvindo meu pai dizer que as pessoas julgam o sucesso dos outros, mas nunca consideram os riscos envolvidos para alcançar esse sucesso. No caso do jogo de futebol: colocar o time inteiro na retranca pode ser um tiro no pé. Se tomar um gol, o técnico é burro. Se ganhar, é um herói.
Muita gente erra porque se arrisca. No ramo de computadores, no futebol e na propaganda. Quantas campanhas a gente vê no ar e diz “caralho, onde é que eles estavam com a cabeça?”.
Se dissessem que “para anunciar o PSP, a Sony vai grafitar muros de Nova York com imagens de caras jogando”. Alguém em sã consciência teria coragem de reprovar esse viral?
Vocês com certeza ainda enfrentarão muitas situações assim. Agora, como criadores das suas próprias idéias. E mais para frente, como avaliadores das idéias dos outros.
Eu aprendi a admirar quem, no mundo da propaganda, sabe correr riscos. Sejam os doentes ou sejam os comportados. Sim, porque quando se fala em riscos, muitos confundem com ousadia. Às vezes, ser conservador é o mais inusitado, justamente o que garante vida longa para determinada campanha.
Veja o exemplo de marcas que não alteram as suas embalagens há décadas. Aposto que algum chato passou anos e anos tentando convencer o Seu Maizena a trocar o rótulo para que o produto não parecesse velho.
Então, chega a hora de dar sentido a esse post. Um post aparentemente comum. Mas experimente lê-lo novamente, agora de baixo para cima. Primeiro o último parágrafo, depois o antepenúltimo, e assim por diante. Muita gente vai dizer que não é uma idéia 100% original. Muita gente vai dizer que é moleza. Sabe como é: quando a história é contada de trás para frente, é tudo muito fácil.
Vocês é que mandam.
28 de janeiro de 2008Depois de listar os principais clássicos da propaganda brasileira, analisar um a um e montar toda a minha aula do Módulo II, me dei conta que não aparecia muita coisa do nosso mercado.
O que provavelmente reflete a realidade. Ou será que eu estou sendo injusto?
Por isso, queria a ajuda de vocês. Digam aí, de sopetão: quais foram as grandes campanhas que o RS já produziu? Tem que ser de apelo popular. Não vale anúncio que a gente só vê em festival.
Eles não param.
25 de janeiro de 2008
Novo viral da Dove. Dica da Renata Freitas.
Programa para o final de semana.
24 de janeiro de 2008Tá aí, quem acha que férias (ou final de semana) e verão é tempo de curtição, vai uma ótima dica: procurar propaganda boa na internet. São as campanhas mais premiadas de 2007 em vários festivais. Tipo, passaram pelos mais diferentes jurados e critérios.
Detalhe entre os redatores mais premiados: em primeiro lugar, um brasileiro, Ícaro Doria, que o Tiago entrevistou e mostrou em aula. E em segundo, o Tim Piper, citado no blog.
Have fun. Carnaval não tá com nada.
(Fonte: CCSP)
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The Big Won é a nova versão do The Won, série de rankings realizada desde 2003, mas que anteriormente só levava em conta ações online e below the line.
Reformulada e ampliada, esta é primeira versão do projeto que lista as melhores agências, redes, campanhas e profissionais, seguindo os moldes do Gunn Report.
A versão ampliada do relatório continua a ser editada por Patrick Collister, ex- vice-presidente e diretor executivo de criação da Ogilvy de Londres.
Na edição de 2008, a The Garden Partnership, empresa de pesquisa e recrutamento, será parceira do The Big Won.
Além do ranking anual, os organizadores pretendem lançar rankings mensais.
Nos rankings relativos a 2007, aparecem as agências AlmapBBDO, F/Nazca S&S, NeogamaBBH e Salem. Também é destacado, em primeiro lugar entre os redatores, o brasileiro Ícaro Dória, que atua na S&S de Nova York. Campanha da Almap para Havaianas é a única brasileira entre as que integram as listas.
Confira abaixo as empresas, campanhas e profissionais mais premiados em festivais de publicidade internacionais e regionais, segundo o The Big Won:
The Top 20 Agencies
1. Jung von Matt, Germany 598
2. Crispin Porter + Bogusky, Miami 591
3. Saatchi & Saatchi New York 440
4. DDB Germany 435
5. Scholz & Friends, Germany 388
6. AlmapBBDO, Sao Paulo 365
7. DDB London 334
8. Ogilvy Frankfurt 331
9. BBDO New York 310
10. TBWA\Chiat Day, New York 294
11. Leo Burnett, Chicago 292
12. Duval Guillaume, Belgium 269
13. AMV BBDO, London 232
14. DDB Chicago 230
15. Shackleton, Madrid 220
16. Ogilvy & Mather, Singapore 208
17. Nordpol + Hamburg, Germany 194
18. Saatchi & Saatchi, Singapore 192
19. Y&R Buenos Aires 191
20. Forsman & Bodenfors, Sweden 174
Notes:
Jung von Matt includes their offices in Hamburg, Frankfurt and Berlin. Scholz & Friends includes their offices in Hamburg and Berlin. Ogilvy Frankfurt includes OgilvyOne, Frankfurt.
Duval Guillaume includes the Antwerp and Brussels agencies.
Crispin Porter + Bogusky’s points include work in partnership with Arnold Worldwide for The American Legacy “Truth” anti-smoking campaign.)
The Top 20 Direct Marketing Agencies
1. Shackleton Madrid 210
2. AIM Proximity, New Zealand 140
3. M&C Saatchi, Australia 129
4. ARC Worldwide, Kuala Lumpur 125
5. OgilvyOne, Frankfurt 111
6. OgilvyOne, Malaysia 84
7= DDB Germany 77
7= Di Paoloa & Asociados, Argentina 77
9. GEKKO, Copenhagen 72
10. Salem, Sao Paulo, Brazil 71
11= BMF, Sydney 70
11= Ogilvy, South Africa 70
13. Nordpol + Hamburg 69
14. E-Volution, Argentina 65
15. Proximity, London 64
16. Lowe Bull, South Africa 62
17. Wunderman, Dubai 56
18= CP Proximity, Spain 52
18= Harrison Troughton Wunderman, London
18= Net#work BBDO, Johannesburg
Top 20 Digital agencies
1. Crispin Porter + Bogusky 247
2. In-house 162
3. Farfar, Stockholm 137
4. Forsman & Bodenfors, Gothenburg 125
5. AlmapBBDO, Sao Paulo 113
6. Goodby Silverstein + Ptnrs 110
7. R\GA New York 100
8. Euro RSCG 4D Amsterdam 88
9. AKQA, USA 86
10= DM9DDB Brazil 84
10= Lowe Brindfors, Sweden 84
12. Neue Digitale, Frankfurt 77
13. argonauten G2, Germany 76
14. Great Works, Stockholm 68
15. start/interone, Munich 66
15. Jung von Matt, Germany 64
16= Glue, London 58
16= GrupoW, Mexico 58
18. GT Inc, Tokyo 55
19. McCann Erickson, San Francisco 51
20. Ogilvy & Mather, Canada 48
The Top 20 TV agencies
1. Crispin Porter + Bogusky, Miami 193
2. TBWA\Chait Day, New York 160
3. Jung von Matt, Germany 156
4. BBDO New York 153
5. BETC Euro RSCG, Paris 116
6. Vegaolmosponce, Argentina 116
7. DDB, Germany 114
8. Leo Burnett, Chicago 111
9. AMV BBDO, London 91
10. Fallon, London 87
11. Wieden + Kennedy, Amsterdam 80
12. Fallon, Minneapolis 71
13. Del Campo Bazca Saatchi & Saatchi, Buenos Aires 69
14. Duval Guillaume, Belgium 68
15. Nordpol + Hamburg, Germany 66
16. McCann Erickson, San Francisco 62
17. DDB Amsterdam 61
18= 180 Amsterdam 56
18= Y&R Buenos Aires 56
18. BBH, London 52
Top 20 Print agencies (press and posters combined)
1. Saatchi & Saatchi, New York 382
2. Jung von Matt, Germany 271
3. DDB, London 262
4. Scholz & Friends 220
5. Ogilvy & Mather, Singapore 192
6. DDB Germany 188
7. Saatchi & Saatchi, Singapore 160
8. Duval Guillaume, Belgium 154
9. Leo Burnett, Chicago 144
10. Ogilvy Frankfurt 128
11. Y&R Buenos Aires 127
12. Neogama BBH, Sao Paulo 105
13. TBWA\Paris 100
14. AMV BBDO, London 96
15. Villarrosas, Barcelona 90
16. F/Nazca Saatchi, Sao Paulo 87
17. Craverolanis, Buenos Aires 84
18. JWT Paris 78
19. Leo Burnett, Bangkok 76
20. Walker, Zurich 72
Top networks
1. BBDO 2247
2. Ogilvy 2174
3. DDB 2096
4. Saatchi & Saatchi 1671
5. Leo Burnett 1451
6. TBWA 1225
7. Y&R 1033
8. McCann Erickson 851
9. Jung von Matt 612
10. Lowe 666
11. Publicis 649
12. Draft FCB 546
13. Euro RSCG 507
14. Havas 504
15. Grey 375
Top 10 campaigns across all media
1. Evolution Dove O&M Canada
2. Singing Cowboy ALF “Truth” Arnold/CP+B
3. Safe Happens VW CP+B
4. Balloon/Ice/Man Harvey Nicholls DDB, London
5. Short Vehicles VW Golf R32 DDB Germany
6. Railcycle campaign Clima Co. Leo Burnett Bangkok
7. King Games Burger King CP+B
8. Not Here But Now Amnesty walker, Zurich
9. 2 Heidis Diesel Farfar, Stockholm
10. Paint Sony Bravia Fallon, London
Top 10 Direct Marketing campaigns
1. Body Parts Bank of NZ AIM Proximity NZ
2. Earth Hour WWF Australia Leo Burnett, Sydney
3. Smoke is Poison CRUK Ogilvy, London
4. Poms Whinge British Council M&C Saatchi, Australia
5. Lopetegui Faints Banco Gallego Shackleton, Madrid
6. Anniversary Hasselblad GEKKO, Denmark
7. The Greatest Show DMAM Arc Worldwide Kuala Lumpur
8. 24:The game Sony PS2 20:20 London
9. Tate Tracks Tate Modern Fallon, London
10. Bonded By Blood NZRU/adidas TBWA\Whybin, Auckland
Top 10 Alternative & Innovative Media campaigns
1. Wrong Environment jobsintown.de Scholz & Friends
2. Barrio Bonito Nike BBDO Argentina
3. Fresco adidas, Germany TBWA\Germany
4. Noodleslurper Mondo Pasta Jung von Matt
5. King Games Burger King CP+B
6. Talking Boony VB George Patterson Y&R
Melbourne
7. Iced-Lolly Nature Conservation Y&R Germany
8. Tate Tracks Tate Modern Fallon, London
9. Kahn adidas, Germany TBWA\Germany
10. Tap Water Project UNICEF Droga5, New York
Top 10 digital campaigns
1. 2 Heidis Diesel Farfar, Stockholm
2. Nike+ Nike R\GA, New York
3. Safe happens VW CP+B
4. Come into the closet Ikea Forsman + Bodenfors
5. R8 Microsite Audi argonauten G2
6. Evolution Dove Ogilvy & Mather, Canada
7. Big Shadow X-Box GT Inc., Tokyo
8. X-Box King Games Burger King CP+B
9. Clearification Microsoft McCann Erickson, San Francisco
10. The Hunt Volvo Euro RSCG 4D Amsterdam
Top 10 TV campaigns
1. Singing Cowboy ALF “Truth” Arnold/CP+B
2. Paint Sony Bravia Fallon, London
3. Happiness Factory Coca-Cola Wieden + Kennedy Amsterdam
4. Evolution Dove Ogilvy & Mather, Canada
5. Power of Wind Epuron/BMU Nordpol + Hamburg, Germany
6. Underwater World Indesit Leo Burnett, Italy
7. Cuckoo Clock VW Parts DDB Germany
8. Happydent Palace Perfetti Van Melle McCann Erickson, Mumbai
9. The Day You Went TfL M&C Saatchi, London
10. Return of the Sun Solon Jung von Matt
Top press campaigns
1. Balloon/Ice/Man Harvey Nicholls DDB London
2. Lingerie FHM Singapore Ogilvy & Mather Singapore
3. Ketchup CALM Publicis Mojo, Auckland
4. Short vehicles Gold R32 DDB Germany
5. Railcycle campaign Clima Co Leo Burnett Bangkok
6. Haiavanas campaign Sao Paulo Alpargatas AlmapBBDO, Sao Paulo
7. Baeball/Catfight Harvey Nicholls DDB London
8. China campaign Stufit Deluxe Saatchi & Saatchi, New York
9. Imagine etc Prince’s Trust CHI + Partners, London
10. Get A Girlfriend Axe Lowe Bull, South Africa
Top 10 poster campaigns
1. Voting campaign BBC World BBDO New York
2. Sundial McDonalds Leo Burnett Chicago
3. Short vehicles Gold R32 DDB Germany
4. Builders of Tomorrow Lego Jung von Matt, Germany
5. Hangar etc Lego Saatchi & Saatchi Singapore
6. Railcycle campaign Clima Co Leo Burnett Bangkok
7. Not Here But Now Amnesty Walker, Zurich
8. Bush/Bean etc Marmite Squeezy DDB London
9. Balloon/Ice/Man Harvey Nicholls DDB London
10. Shapes adidas, Germany TBWA\Germany
In association with The Garden Partnership:
Top 10 Art Directors
1. Menno Kluin Saatchi & Saatchi, New York
2. Jeff Anderson TBWA\Chiat Day, New York
3. Mike Kirkland Ogilvy & Mather Toronto
4. Emer Stamp DDB London
5. Adam Larson Crispin Porter + Bogusky
6. Marc Wientzek DDB Germany
7. Juan Cabral Fallon, London
8. Kevin Grady Crispin Porter + Bogusky
9. Pipat Uraporn Leo Burnett, Bangkok
10. Sompat Trisadikun Leo Burnett, Bangkok
Top 10 copywriters
1. Icaro Doria Saatchi & Saatchi, New York
2. Tim Piper Ogilvy & Mather, Toronto
3. Isaac Silverglate TBWA\Chiat Day, New York
4. John Kearse Crispin Porter + Bogusky
5. Ben Tollett DDB London
6. Rob Thompson Goodby Silverstein + Partners
7. Heiko Freyland DDB Germany
8. Matthew Brink Lowe Bull, Johannesburg
9. Juan Cabral Fallon, London
10. Yutaka Tsujino Crispin Porter + Bogusky
Top 10 Executive Creative Directors
1. Alex Bogusky Crispin Porter + Bogusky
2. Andrew Keller Crispin Porter + Bogusky
3. Amir Kassaei DDB Germany
4. Janet Kestin/Nancy Vonk Ogilvy & Mather, Toronto
5. David Lubars BBDO, New York
6. John Condon Leo Burnett, Chicago
7. Tony Granger Saatchi & Saatchi, New York
8. Richard Flintham Fallon, London
9. Graham Warsop Jupiter Drawing Room, Johannesburg
10. Eric Silver BBDO, New York
Top 10 Creative Directors
1= Jan Jacobs Saatchi & Saatchi, New York
1= Lee Premutico Saatchi & Saatchi, New York
3. Rob Strasberg Crispin Porter + Bogusky
4. Bert Peulecke DDB Germany
5. Stefan Schulte DDB Germany
6. Tony Calcao Crispin Porter + Bogusky
7. Adam Tucker DDB London
8. Jan Leube Scholz & Friends
9. Matthias Spaetgens Scolz & Friends
10. Ian Reichenthal TBWA\Chiat Day, New York
O filme está aqui.
24 de janeiro de 2008Não foi uma, nem duas, nem três vezes que fui assistir a primeira versão de um comercial criado por mim e saí extremamente decepcionado. Já vi de tudo: filme que era para ser emocionante ficar engraçado. Filme que era para ser plástico ficar romântico. Filme que era para ser inteligente ficar pastelão.
Para mim, isso tem muito a ver com um fator que, em geral, fica num segundo plano na reunião de produção. A montagem.
Montagem é tudo. Nos EUA, as produtoras captam as cenas, sugerem uma montagem e entregam o material bruto para a agência. É ela quem fica responsável pela versão final - o que justifica o fato das agências americanas terem montadores profissionais nas suas equipes.
Veja esse vídeo fantástico, que transforma o clássico de terror O Iluminado em um filme de comédia (dica do Michel Morem). Um sucesso da internet assistido, segundo o Terra, mais de 50 milhões de vezes.
Eu e o Rafa, como criadores, e o Márcio, como cliente, estamos próximos de filmar um comercial de Olympikus com o Sérgio Amon. Para quem não sabe, o Amon é um dos principais diretores do Brasil. Ele tem na prateleira mais de 20 Leões de Cannes (isso ninguém me contou, eu vi no dia que fomos na Zero fazer reunião de decupagem).
Em determinado momento da conversa, ele apontou para o seu equipamento de edição e disse: “o filme está aqui”. Para ele, montagem é tudo. (Sim, o Amon, além de dirigir e fotografar, também monta os próprios filmes.)
Um dos clássicos dirigidos pelo Amon: o comercial “Formiguinhas”, criado pela F/Nazca.
Não sei se todos vocês sabem, mas eu trabalhei um ano como assistente de montagem da Zeppelin, a maior produtora do RS e uma das mais competentes do Brasil. Lá, aprendi algumas coisas que foram muito úteis e que pude aplicar numa campanha recente. Nunca vou esquecer do Beto Callage vendo a minha sugestão de montagem, gargalhando com o novo final e apertando a minha mão. “Me ganhou.”
Mas não vou estragar a surpresa. Esse case é tão marcante que virou uma aula.
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ATUALIZADO: o post do Fernando Meirelles sobre montagem (dica do Anselmo) é excelente. http://blogdeblindness.blogspot.com/2007/11/post-13-sobre-montagem-juntes-e-frame.html
FUI LÁ E FIZ!
24 de janeiro de 2008
Os meus amigos do Noteu* me convidaram para um desafio envolvendo uma colher e mostarda do Rib’s. Aceitei. Foram os R$100 mais fáceis da minha vida. Confira no link.




