Arquivo de janeiro de 2008
O novo criador
21 de janeiro de 2008Todos já conhecem este filme da Dove, certo?! Passei ele pra turma 2 no último dia de aula.
Um dos criadores se chama Tim Piper, quem já ouviu falar?
É dele também o filme mais falado de 2007, ganhador de dois GPs em Cannes, para o mesmo anunciante.
Muito bom, né?! Agora vejam quantas vezes o nome do Tim aparece na ficha técnica:
Agency: Ogilvy Toronto
Creative Directors: Janet Kestin, Nancy Vonk
ACD/Writers: Tim Piper (1), Mike Kirkland
Art Directors: Stuart Campbell, Mike Kirkland, Sharon Lee Pan, Tim Piper (2)
Production Companies: Worldwide Productions, Miami; Steam, Toronto
Director: Tim Piper (3)
Photography: Mark Belvedere, Tim Piper (4), Mike Kirkland
Post Producer - Stefani Kouverianos (Soho)
Online Editor: Kevin Gibson (Soho)
Off-line Editor: Tim Piper (5)
Sound design: Vapor, Toronto
Cinco vezes. O novo criador, o cara que vai dominar a banda, precisa ser assim. Precisa saber criar -e muito bem, mas deve entender também o máximo sobre tudo aquilo que envolve o processo que começa antes mesmo do PLIM da idéia e vai até depois do OK do cliente pra ir pra rua.
Envolve idéias, referências, produção, MAS envolve TAMBÉM estratégia e conhecimento do negócio do cliente. Vale entender mais, até, sobre o resultado da campanha na mídia. A internet, por exemplo, permite ir mensurando ao vivo uma ação e mudando ao longo do caminho.
E não espere por ninguém, ou no caso das agências mais estruturadas, o departamento de planejamento. Uma campanha, uma idéia, não precisa necessariamente de um planejador, MAS precisa ser planejada. É batata: quando mais curiosidade, mais informação tivermos, e mais entendermos do todo, melhor vai ser o resultado daquilo que passar pelas nossas mãos.
A Perestroika e o conteúdo das aulas, surgiu desta crença, até. A soma das aulas tenta mostrar isso. O estímulo ao “foi lá e fez”. A tentantiva de fazer os alunos experimentarem de tudo: de uma stand up comedy a uma campanha colocada na rua, valendo Brahma. As aulas de referências criativas e marketing criativo com perspectivas, cenários e possibilidades. Isso o novo criador precisa pra caramba. Só que não adianta ter isso e querer ser redator ou DA (ou os dois, como é comum na Ingleterra) e não saber a técnica. Porque só sabendo tecnicamente que o cara coloca CINCO VEZES o nome dele na ficha. Tem que saber fazer. E bem. Por isso maratona de títulos.
O Tim Piper é mesmo um belo exemplo. É neste tipo de gente que o nego que tá começando precisa mirar. Entender o padrão dele. Em entrevista sobre a campanha do Evolution e o filme Onslaught (o primeiro deste post, mas que na real foi ao ar depois do segundo mostrado aqui) o Tim fala que eles sempre souberam que o Evolution tinha mais potencial viral (e tem) que o Onslaught, mas que a mensagem do segundo é muito mais poderosa. Filhodaputa, pensei: primeiro eles viralizaram com o Evolution, depois lançam o segundo já “contaminado”. Todo mundo quer ver, em função do primeiro, e vai tomar um soco na barriga pela mensagem -que eu acho FODA. Essa, pra mim, é outra graaaaande idéia dessa ação que só estudando a gente descobre. E ele sabe disso.
Numa outra entrevista, ele conta todo o conceito da marca Dove, da relação aberta com o cliente e a multiplicação de toda a ação numa plataforma incrível. Fala que eles sabem quando precisam seguir policies porque é mais eficiente mesmo e quando o conteúdo da comunicação é a idéia poderosa. Tipo, o cara entende de conceito, de marca, de posicionamento. E sabe fazer.
Descobri mais este filme que ele aparece como redator e diretor.
No YouTube dá pra achar o USER dele tb.
Que o cara sirva de inspiração. Esse envolvimento e conhecimento dos processos todos deu GP em Cannes em FILMES e CYBER.
Melissa e Vivienne Westwood
18 de janeiro de 2008No São Paulo Fashion Week ninguém queria perder a chance de ouvir e ver das estilistas revolucionárias da moda do século 20 falar. Vivienne Westwood, responsável por oficializar a influência do punk na moda lá nos anos 70.
Todos queriam saber da novidade: uma parceria com a Melissa.
Vivienne criou uma versão Melissa de seu sapato Mary Jane, da coleção de 2000 (com o relevo dos dedinhos na lateral e tudo), e estampou o forro do modelo Ultra Girl da marca. “Sempre quis trabalhar com o plástico. Tentei nos anos 80, mas não deu certo”, contava ela, na abertura da coletiva, que teve a apresentação de Lilian Pacce.
A próxima celebridade convidada pela Melissa deve ser a arquiteta Zaha Hadid, para quem lembra tem um post no blog sobre ela.
PRESSA E VELOCIDADE
17 de janeiro de 2008O último comentário no post anterior foi da nossa aluna Gabriela Oliveira. Ela disse “eu acho que este blog está mudando… não tem mais atualizações. :(”
E é engraçado porque eu mesmo já tinha acessado o blog algumas vezes e estava meio ansioso com o novo post que deveria estar para nascer. Mas daí, me dei conta que estávamos há apenas um dia sem post novo, o que na real nem é tanto tempo assim.
Só que na minha percepção, na da Gabriela, e provavelmente na de mais gente, parecia que já estava velho. Desatualizado. É a tal da pressa, dessa questão que aparece em tudo o que é pesquisa de comportamento e de tendências de consumo. Como a gente quer informação cada vez mais rápida, cada vez mais instantânea, cada vez mais tudo ao mesmo tempo. De preferência, agora. A tal da snack-culture. O tal do mash-up.
(Vejam só como esse negócio de mash-ups musicais. Ouvi numa festa um mash-up de Paradise City com ABC. É ouvir Guns n’ Roses e Jacskon Five ao mesmo tempo. E é muito afudê por sinal.)
De certa forma essa pressa acaba se refletindo muito na nossa vida profissional. Prazos apertadíssimos, clientes que querem resolução de um briefing para ontem, diretores de criação que querem que seus estagiários de 19 anos já sejam criadores mais maduros. Pior: estagiários de 19 anos já se julgando criador maduro, querendo fazer leilão entre agências, coelhar trabalhos, achar que todos atendimentos e clientes são caretas, que não entendem o vanguardismo das suas propostas.
Não falo do alto da minha experiência, porque ainda não cheguei lá. Mas já tenho 30 anos e só com isso já consigo saber que tem coisas que só vem com o tempo. Que não tem como amadurecer mais rápido. Como o tempo necessário para aprender a lidar com as frustrações da vida profissional de modo igualmente profissional, sabendo o que significa ter jogo de cintura e diplomacia. É saber que daqui a pouco o teu salário vai aumentar. Que uma nova oportunidade vai aparecer em pouco tempo. Que às vezes um trabalho não vai ficar tão bom.
E também, é saber que existe um tempo para a idéia chegar, amadurecer e se confirmar como uma idéia boa mesmo. Por isso, hoje em dia, quando eu pego um briefing, não fico arrancando os cabelos se não surje uma idéia logo na primeira hora de brain. Às vezes, isso acontece. Mas muitas vezes, são dias e dias de conversa, discussões, insights, passos para trás e trcandas, muitas trancadas. Mas ela chega.
Leva tempo para quebrar a matrix.
É como a hora certa de dar o primeiro beijo numa mina. Tem que ter o timming. Se quiser acelerar, é capaz de não rolar. Tem que criar o climinha, estabelecer alguns contatos e química antes de fazer o primeiro movimento de chegar. Mas também não poder demorar muito, porque se também se perde a oportunidade.
Agilidade na hora certa. Porque há de se ser rápido. Mas talvez não com tanta pressa.
Os homens estão mudando?
15 de janeiro de 2008Sábado estava vendo a festinha do Big Brother e me surpreendi com os homens dançando com eles mesmos numa rodinha. Não tem nada mais ridículo que homem dançando com homem (na minha opinião pelo menos).
Pra começar homem não dança.
O mais estranho é que enquanto os manés dançavam em rodinha, a mulhereda ficava em volta empinando trago. O mundo virou de cabeça pra baixo. Tá tudo trocado.
As mulheres é que saem para dançar.
Homem sai pra beber e se divertir. E, sim, isso inclui ver as mulheres dançando.
Por isso que eu gosto do Big Brother, ele me mantém atualizado com essas modernidades, por mais bizarras que elas pareçam.
Mas uma coisa é certa. Se alguém vai passar o rodo na mulherada do programa vai ser um dos caras que não entrou na rodinha.
Homem que dança em rodinha é blefe.
INSCRIÇÕES ABERTAS
14 de janeiro de 2008Módulo II.
Depois de muita reunião chegamos no programa completo.
Como vocês podem ver, é um programa bem mais profundo que o Módulo I.
A gente acredita que o conteúdo está realmente preza.
Tão preza que poderia ser útil a muitos profissionais experientes.
Nós esperamos que, a partir do Módulo II, vocês consigam discutir sobre determinados assuntos, quase de igual para igual, com os redatores e diretores de arte sênior.
Muitas vezes, até com o próprio diretor de criação.
Esperamos por vocês.
LEGALIZE O TATU.
11 de janeiro de 2008Está na hora da sociedade dar um passo atrás e resolver de uma vez por todas um assunto que há décadas vem reprimindo e cerceando a liberdade dos nossos cidadãos: o dedo no nariz. Este é um tabu que diz respeito a todos. Não segrega classe social, raça, gênero ou etnia.
Vamos combinar pessoal: tatu é só poeira e muco. Não é nada tão nojento assim.
Me expliquem por que, meu Deus do céu, por que está tudo bem para um jovem estudante de faculdade beber muito e vomitar das tripas coração na frente de todos os colegas? Essa é uma cena comum de ver acontecendo em festinhas juvenis pelo Brasil afora e adentro. E o que acontece com o fanfarrão? Sofre retaliações? É hostilizado pelos colegas?
Nada disso: acaba virando sinônimo de cara festeiro e animado. E se estiver realmente mal, observem quantas pessoas se voluntariam para ajudá-lo a encontrar um lugar mais confortável para repousar corpo e cabeça, buscar refrigerantes, água, cafezinho.
Agora, tenta tirar aquele tatu que está incomodando o nariz no meio da mesma festa e olha o que acontece. Olhares tortos, batidinhas de ombros, pessoas que não querem mais te cumprimentar. Apelidos indesejáveis. Me diga, existe lugar melhor do que a pista de dança para limpar o salão?
Sejamos transparentes: não existe outra forma melhor de limpar o nariz. Não me venha com cotonetes. Tem lugares que o cotonete não alcança. Fora que a área entre o dedo e a pontinha da unha proporcionam uma garra sem igual para arrancar os tatus mais bem presos. O dedo é o fio dental do nariz!
Dedos em riste, povo. Legalize o tatu.
Vivendo o Dia, Ilusão do Sonhos: o Colecionar de Amizades na Sapucaí
9 de janeiro de 2008Tem uma coisa que eu não gosto no Ano Novo. E não são os foguetes. Não é o Show da Virada na Globo. Não é o excesso de movimento nas praias de Floripa. Nem o arroz que aparece cheio de cenoura e passas.
O grande problema é que, além da euforia, das expectativas, das esperanças renovadas, além da chegada de uma nova oportunidade para a gente fazer a vida dar certo, a virada do ano também marca o início da vinhetinhas de carnaval da Rede Globo.
Entenda-me, por favor. Não tenho nada contra o carnaval em si. É um ótimo feriado.
Fora isso que tudo o que eu preciso fazer para não ser impactado por duas dezenas de baterias que tocam exatamente igual, de duas dezenas de alas das baianas que só muda a cor das roupas das velhotinhas, das centenas de alas que precisam de toda uma explicação para a gente saber do que se trata (“Na comissão de frente, essas pessoas vestidas com latas na cabeça e colar de havaianas representam o heroismo e bravura dos primeiros colonizadores angolanos, que ouviam histórias de seres míticos que moravam na floresta e que mergulhavam suas espadas em águas correntes porque acreditavam que assim os espíritos de seus antepassados ofereceriam proteção”) e de um monte de madrinha de bateria que samba muito pior do que os carinhas que ficam puxando o carro Abre-Alas, é não assistir TV durante 3 dias.
Mas das malditas vinhetinhas da Globo, não dá para escapar.
Puta que pariu, que dá vontade que o cu daqueles filhos da puta pegue fogo de fora pra dentro.
O bom é que esse ano o Carnaval é bem cedinho.
SÓ A CABECINHA
8 de janeiro de 2008O camarada aí embaixo é o Gregor Ferreira. Você talvez nem saiba quem ele é porque não deu tempo dele ficar famoso. Ele desistiu de participar da oitava edição do Big Brother Brasil ontem, um dia antes de entrar na casa. PEDIU PRA SAIR! PEDIU PRA SAIR! O cara desistiu antes do Capitão Nascimento fazer a chamada. Alegou questões particulares.
Porra, Gregor! Que decepção.
Nós aqui, no Blog da Perestroika fazendo a maior torcida, o maior lobby, a maior corrente pra frente pelo BBB 8, convertendo até descrentes como o Michel Morem a assistir o programa e tu desiste assim, na maior?

MICHEL MOREM
Indicado da Turma 2 do Módulo 1 da Perestroika.
Atual assistente de arte da DCS.
Difícil julgar o cara. Uma vez, tinha uma viagem com a turma para São Miguel das Missões e tava tudo certo para eu ir. Aí, na última hora desisti. Fui o único da turma que não foi. Mas também, eu tava na quarta série, tinha 8 anos e muito medo do escuro.
O cara teve todo o trabalho de mandar a carta, fazer um vídeo. Teve 7 edições anteriores para saber como funcionava a porra toda. Teve a sorte de 1) ser um dos selecionados e 2) ter um cara na frente dele que pegou rubéola e deu lugar pra ele. E daí, desiste? É meio que ser o primeiro colocado na lista de espera do vestibular de medicina da USP, o cara da tua frente morrer, tu ser chamado, e decidir que o que tu quer mesmo é fazer Ciências Atuariais.
Acho que até o Panichi, que toda a noite dos próximos 3 meses vai rezar e agradecer ao Papai do Céu por ter Net no quarto, se se visse magicamente transportado para o hotel da concentração da Globo, prestes a partir para a casa, ia pensar “Bá, já tô aqui no inferno, vou dar um beijinho no Diabo!”
GUSTAVO PANICHI
Indicado da Turma 2 do Módulo 1 da Perestroika.
Atual DA da M+A.
O Gregor deve ser o tipo de cara que se chama a puta e ela não é tão bonita quanto no site, manda ela voltar. E ainda não paga o táxi.
Será que ele se ligou que trata-se de um programa superficial? Que é tudo gente sem conteúdo? Que ele não teria a oportunidade de agregar para a educação do país? Se revoltou que só tinha mulher bonita e gostosa na casa e acha isso um absurdo porque não reflete a verdadeiro biotipodiversidade brasileira?


Sei lá. Só sei que o Gregor é empresário.
Do ramo das produções de formaturas.
Empreender é fazer.
O Gregor foi lá e não fez.
Talvez devesse se formar na Perestroika.
É amanhã! É amanhã!
7 de janeiro de 2008Começa amanhã um dos meus programas favoritos da TV brasileira: o Big Brother Brasil. E não, eu não tenho vergonha de dizer isso. Porque é meio foda gostar de BBB: sempre tem um grupinho que acha um absurdo, que é um programa sem conteúdo, que é uma exploração, que é uma ignorância, que o Pedro Bial é ridículo, que é tudo armado e mais um monte de coisas.
De certa maneira, eu entendo a posição dessas pessoas. Assim como eu entendo o pessoal que critica o Mc Donald’s. Mas eu gosto. Os que criticam o cinema americano. Mas eu gosto. Os que acham a Ana Maria Braga uma chata. Mas eu gosto.
O grande lance é que o pessoal que detona o Big Brother usa argumentos que eu não acho que desvalorizem o programa. Tipo, tudo bem não gostar. É questão subjetiva. Mas não tentem usar argumentos racionais pra isso. Não precisa.
ARGUMENTO CONTRA O BBB #1 : “É tudo armado, que a Globo edita as imagens pra tirar quem eles querem.”
Em primeiro lugar, eu que assisto bastante o BBB, uma vez cheguei a assinar o Pay-Per-View, dou o meu relato de que as edições resumem bem a trajetória de cada participante da casa. Claro que não dá para colocar TUDO o que o cara fez nas últimas 7 semanas. Então, é óbvio que eles precisam editar. Mas não acho que seja tendenciosa. Se o cara foi 50% chato, 25% pau no cu, 15% bêbado e 10% carinhoso, numa edição de 3 minutos, isso dá a ele 18 segundos de carinhoso contra 1 minuto e meio de chato.
A outra questão é que não nenhuma razão para a Globo ser tendenciosa. Se 80% do público prefere que o carinha saia, isso significa que 80% das pessoas que votam vão continuar assistindo se o carinha sair. Por que a Globo quereria mudar esse panorama?
ARGUMENTO CONTRA O BBB #2 : “Eles só pegam gente bonita.”
Ótimo. Quem é que quer ficar assistindo umas pessoas feias, usando sunga o dia inteiro, pegando sol e malhando? É isso que acontece no dia dos caras. Melhor que sejam pessoas bonitas.

Por que não ficam reclamando que só escolhem umas gostosas pra madrinha de escola de samba?
Por que não reclamam que todo o ano, a Miss Brasil é uma moça bonita?
Por que não reclamam que só tem mulher bonita na capa da Playboy?
A moral é essa: vamos botar um monte de gente bonita e sarada e vamos ver os bichos querendo se pegar. Quer ver gente feia na TV? Assite o Serginho Groisman e a Marília Gabriela.
ARGUMENTO CONTRA O BBB #3 : “Eles não escolhem pessoas que representem a realidade do Brasil.”
Ouvi isso num programa de rádio da Ipanema.
E nunca vi a Ipanema pegando um cara qualquer para dar entrevista na rádio e falar sobre como é o processo de fabricação do sabão, quantos litros de soda cáustica vai por dia e qual é o corante que eles usam.
Meus, o nome do programa não é BIG IBGE BROTHER.
E digo mais, a Globo até deu chance de colocar pessoas “normais” no programa quando fizeram aquelas entradas por cartas. Mas a moral é que entrou um monte de gente que não fedia nem cheirava, que não tinha nenhuma participação importante, que ficava de canto, que enfim, não participavam do programa.
E essas pessoas acabavam ainda sendo privilegiadas, porque precisavam mais. É o coitadismo brasileiro. Vamos dar então a Copa Libertadores para um time da quarta divisão. 

Pra caridade, a Globo já tem o Criança Esperança. A Mara e a Cida não mereciam ter ganho. Pronto, falei.
ARGUMENTO CONTRA O BBB #4 : “É tudo muito raso, superficial, sem conteúdo.”
Ah, bom. Aí tenho somente 27 palavras para vocês: Zorra Total, Altas Horas, Toma Lá Dá Cá, Saia Justa, Duas Caras, Circo do Edgard, Domigão do Faustão, Lugar (In)Comum, Viva a Noite, Hebe, Show do Leão.
ARGUMENTO CONTRA O BBB #5 : “Esse programa não contribui para a educação das pessoas.”
Claro, essa é a responsabilidade de um programa de TV.
Fora que essa parte de culto à celebridade, formação de celebridades instantâneas e tal, nem é tão assim. Os caras que não têm talento, não têm conteúdo, não tem serventia, acabam sendo naturalmente expelidos. Tanto que os únicos dois casos de pessoas do BBB que acabaram dando mais certo, foram a Grazi e a Sabrina, que, na real, acabaram desempenhando muito bem as funções que estão ocupando agora.
ARGUMENTO CONTRA O BBB #6 : “Festinhas, provas, anjo, líderes. É tudo muito fake, pra gerar os conflitos. As pessoas são escolhidas para cumprirem papéis específicos.”
Sim, amigo. Se não, a gente ia ficar vendo as pessoas dormindo e comendo. E o legal é formar a novelinha, com o bandido e o mocinho. O engraçado, o polêmico. A putinha, a certinha.
É assim que funciona em toda dramaturgia: teatro, TV, cinema. Qual é o problema de se proporcionar um script, mesmo que informal, para que os participantes ocupem posições? É a moral do programa.
Além disso, a Globo já tem na sua grade um horário reservado para mostrar coisas desinteressantes, marasmentas e sem nenhuma ação. É chamado Globo Repórter.
ARGUMENTO CONTRA O BBB #7 : “Estamos acostumando o povo brasileiro com lixo.”
Buenas, vale lembrar que o formato é sucesso em todo o mundo. Inclusive na Inglaterra. E só assiste quem quer. Quem não quer, troca de canal.
Deve ter mais várias restrições. Muitas outras.
Veja bem: não estou tentando convencer ninguém a gostar do programa. Mas acho que, dentro do contexto de “vamos juntar 12 pessoas que não são conhecidas e deixá-los trancafiados numa casa. Cada semana sai um”, o BBB é um produto muito bem feito, construído e desenvolvido.
Se você quiser, pode tentar me convencer do contrário. Pode dar outros argumentos. Vou ficar trifeliz de ouvir e não vou ter problema nenhum de concordar com você.
Mas, por favor, não me liga amanhã depois da novela.




