SOCO NO QUEIXO.

19 de fevereiro de 2008

“Apenas 25% da população brasileira entre 15 e 64 consegue ler e escrever plenamente. Os outros 75% apresentam muita dificuldade ou nenhuma habilidade na leitura e na escrita. É o que atesta a terceira pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) no Brasil sobre analfabetismo funcional e absoluto.

Entre os dois mil entrevistados, 68% são analfabetos funcionais, isto é, apresentam dificuldade em interpretar textos e não têm muita habilidade na escrita.

Uma pequena melhora foi notada entre o grupo do nível dois de alfabetismo, formado por pessoas capazes de ler textos curtos e localizar algumas informações. O aumento de 34% para 38% reflete uma melhora no ensino fundamental no Brasil. A prova aplicada pelo Instituto nos pesquisados tinha 20 perguntas sobre família, estudo e hábitos de leitura e escrita.

Os outros níveis de ensino da leitura e escrita abordados pelo Ibope mantiveram os índices da última pesquisa, realizada em 2001 pelo Instituto. O nível rudimentar, em que a pessoa consegue ler títulos e frases isoladas, manteve os 30%. Já o nível pleno continua com os mesmos 26%.”

Essa reportagem foi publicada em setembro de 2005. Foi capa da Zero Hora. Além de sublinhar uma realidade triste da nossa sociedade, reforçou a posição dos que acreditam que ninguém lê título. De que ninguém lê texto publicitário. E de que os poucos que lêem não entendem.

Ora, não vamos nos deixar iludir. É óbvio que a minoria absoluta das pessoas perde tempo lendo propaganda. Mas quem lê espera ler um título bom. Espera ler um texto que o faça mudar de opinião sobre o produto. Espera ouvir um diálogo bem escrito, que soe natural.

A maioria das pessoas está com a guarda alta, sim. Mas o texto eficiente desarma. E aí, nós temos uma chance, uma única e valiosíssima chance, para acertar o neguinho no queixo. Nessa hora, não dá pra pegar de raspão. Não dá para ser um titulinho qualquer. Tem que ser foda. Tem que botar o cara na lona.

Essa pequisa pode induzir a um segundo pensamento equivocado. Porque assim como a maioria da população não interpreta bem os textos, essa mesma maioria não lê determinados veículos. Portanto, o erro não é do redator que faz um título inteligente para a Carta Capital. É do cara que complica a vida da tiazinha que lê Ana Maria.

Então, fica a dica. Sempre dá simplificar com dignidade. É aceitável - e coerente - que, num veículo popular, a idéia seja menos criativa. Mas nunca menas criativa.

P.S.: Este post não tem imagens por motivos óbvios.
P.S. 2: Se você não entendeu os motivos óbvios, dirija-se ao grande grupo.

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O ano de 2008 é realmente histórico para nós, da Perestroika.

Começou com o lançamento do Criação II. Um curso que nasceu da vontade dos alunos. E que, exatamente por isso, foi pensado nos mínimos detalhes. Nós não queríamos simplesmente subir um degrau. Queríamos pular uma escada inteira.

Em seguida, foi anunciada a nova sede da Perestroika no prédio Furriel 250. Um lugar aberto para toda a Comunidade Perestroika. E com a cara da Comunidade Perestroika: informal, com personalidade, misturando forma com conteúdo.

Mas a grande novidade desse início de ano é o Gestão de Contas: um curso especialmente feito para quem trabalha na área de atendimento.

O Gestão de Contas tem tudo o que os alunos da Perestroika já estão acostumados. Aulas com muito conteúdo, com muita forma e com professores que estão na linha de frente do mercado. São eles:

Fernanda Tegoni, Diretora de Atendimento da Paim.
Laura Kroeff, Gerente de Planejamento da Box, de São Paulo.
E João Batista Cabral de Melo, Gestor de Marcas da Grendene.

Além disso, no Gestão de Contas os melhores alunos do curso também são indicados para as grandes agências do RS. Igualzinho ao sistema do Criação I.

As inscrições abrem hoje. E começa com a confirmação de que também vai ser um sucesso: já começa com mais de um terço das vagas preenchidas durante o pré-lançamento.

Quem quiser saber mais é só visitar o nosso site (agora atualizado): www.cursoperestroika.com.br. E qualquer dúvida, basta escrever para a Fernanda Tegoni: fernanda@cursoperestroika.com.br.

Se você já faz parte da Comunidade Perestroika, e preferir um contato com um de nós quatro, não tem problema. A gente está crescendo, mas nem por isso quer perder essa proximidade com vocês. É só escrever ou ligar pra gente.

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Mas mais do que anunciar o curso, esse post tem dois objetivos.

O primeiro é dar as boas vindas aos nossos três novos colegas - Fernanda, Laura e João - e, principalmente, a todos os novos alunos do Gestão de Contas.

E o segundo é dividir esse momento especial com todos vocês, da Comunidade Perestroika. Essa é mais uma conquista nossa.

Realmente, não dá pra esconder a nossa empolgação. Estamos muito felizes com tudo isso.

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A Perestroika mudou minha vida.

15 de fevereiro de 2008

Não é de hoje que eu me declaro à Perestroika. Mas não se preocupem que desta vez não vou encher a cara e mostrar minha barriga peluda (até porque encher a cara eu já fiz ontem e porque minha barriga aumentou desde o ano passado).

Sou um cara que não fechou nem um ano de mercado ainda - completo um ano de vida agora no finalzinho de fevereiro. Tou recém aprendendo a andar. E, como muitos de vocês, aprendi meus primeiros passos lá no Madison.

Mas tem aquela hora que a cria tem que andar sem a mão do pai. É aquele momento em que o cara tem que se virar com o que conseguiu aprender. Te vira, guri.

Foi assim no último projeto que entrei. Um job pesado que fez eu mudar de cidade, ficar longe da namorada e dos meus colegas de criação (isso é muito foda).

Virei noite e virei o manifesto do avesso: a merda de ter que encarar a folha em branco; a frustração de saber que o mais ou menos é menos; cair na real de que qualidade só vem com quantidade; comprovar que trabalhar com criação pode ser um saco. Ah, e comprar um Mac também.

Sem contar nos momentos de provação: “sou uma fraude, vão me descobrir” ou ainda de ir dormir e pensar “puta, esse trabalho não é pra mim”.

E não era mesmo: foi um trabalho de equipe. Imersão total, daquelas em que o cara perde a noção de tempo (e também a inteligência emocional). Foram vários “tínhamos” até chegar no “temos”.

Mas e daí? O temos só é temos depois de ir à prova. Então, ontem, pela primeira vez na vida, fui numa reunião com o cliente.

Porra, pensei, se eu já não falo em reunião na Live, imagina se vou falar nessa com o cliente.”

Fui e foi como eu pensava. Acompanhei tudo que nem cachorro que quer agradar o dono, mas que tem medo de apanhar. Com aquela sensação que a gente tem na primeira aula da Perestroika: não conheço esses caras, sei que eles são foda e certo que eu vou falar merda.

E acabei não falei nada mesmo. Até porque, apesar de dar pro gasto, meu inglês anda meio enferrujado. Sim: em menos de um ano de mercado, tive uma reunião totalmente em inglês com um cara daquela marca que o Márcio odeia. Uma reunião com a Nike, onde a proposta criativa, além de um sorriso, ganhou um “that’s exactly what i wanted”.

Precisa mais? Porra, guri quase chora com isso.

Depois disso, foi só baixar o espírito do Yeltsin e continuar seguindo o manifesto: beber várias, até porque, como vocês devem ter aprendido, a quantidade faz a diferença.

Obrigado, czares.

Vinicius Facco
Criativo Live

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O post acima é, na verdade um e-mail que eu recebi do Facco ontem à noite, após uma apresentação para um cliente da Live, onde o Facco e eu trabalhamos. Uma apresentação para a Nike.

Para o Gerente de Comunicação de Marca da Nike no Brasil

O Facco foi aluno da primeira turma da Perestroika. Se formou em julho de 2007.
Teve grande destaque na turma. Foi um dos indicados e, de lambuja, ganhou o Prêmio Boris Yeltsin, com um trabalho destaque. Entrevistei o Facco e trouxe ele para a Live.

Ontem, me senti muito emocionado de duas maneiras, pela Live e pela Perestroika, por ter recebido este e-mail. Dividi com o Tiago, o Rafa e o Márcio, e a emoção deles foi a mesma.

A gente discutiu muito para saber se a gente pedia pro Facco transformar o e-mail em post. Mas uma das coisas que sempre quisemos na Perestroika, e expressamos isso aos alunos continuamente durante as aulas, é que a gente quer que a Perestroika represente uma mudança na vida dos nossos alunos. Que as pessoas sintam que sairam diferente do que entraram. E esse texto do Facco é um retorno real de que conseguimos fazer isso.

Então, decidimos postar.

Sem arrogância. Sem querer ser vendedor. Sem pensamentos comerciais. Sem “se achismos”.

Postamos porque acreditamos que a verdadeira propaganda, a comunicação que funciona, como dizemos em aula, é feita com muita verdade e muita paixão.

E verdade e paixão, como você vêem, não falta na Perestroika.


Vinicius Facco não cursará Criação II. Ele está morando em SP.

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PORQUE SIM!

14 de fevereiro de 2008

Por que anúncio de varejo tem que ser sempre poluído?

Por que alguém ainda usa “No nosso aniversário, quem leva o presente é você”?

Por que o gerente enlouquece?

Por que tem tanto anúncio com uma barra embaixo para colocar todas as informações?

Por que propaganda de cerveja sempre tem mulher gostosa?

Por que os comerciais da Wella são sempre com umas modelos internacionais e uma dubladora em cima?

Por que os comerciais do Sorriso é sempre um monte de gente numa piscina?

Por que não se deve começar um título com uma negativa?

Por que tem tanto conceito em dois tempos no gerúndio (Fazendo amigos. Produzindo mudanças)?

Por que os descendentes de italianos sempre batizam os seus negócios com ARE?

Por que os grandes lançamentos sempre acontecem no intervalo do Fantástico?

Por que a assinatura das agências sempre vai no ladinho do anúncio?

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Pense bem. Quando você vai num restaurante, sempre pede o mesmo prato? Se chama uma pizza, pede sempre calabresa? Se você respondeu sim, talvez você também esteja ajudando a perpetuar a espécie de propaganda que é sempre igual.

O vídeo abaixo foi enviado por Keka Morelle, diretora de arte da F/Nazca, especialmente como referência para a Comunidade Perestroika. E inspirou esse post. Valeu, Keka!

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PERGUNTA CABELUDA DO DIA

14 de fevereiro de 2008

Barba se lava com sabonete ou shampoo?

Por favor, justifique a sua resposta.

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IRONMAN PERESTROIKA

13 de fevereiro de 2008

Uma das grandes surpresas da turma Criação II da Perestroika é o IronMan.


Trata-se de uma aula que representará 9 horas do curso. Porém na prática, será muito mais. Na verdade, a aula começa às 15:30 do dia 05 de julho e só termina às 18:30 do dia 06.

Ou seja, todo mundo tem que reservar o final de semana inteiro para essa atividade.


Tem um monte de gente perguntando o que será. As especulações são muitas: 24 horas de corrida ao redor do Parque da Redenção? Uma maratona de títulos para uma grande rede de varejo que veicula na segunda? Faxina coletiva na casa dos professores?


Não podemos dizer nada por enquanto. Só que será inesquecível para os alunos que participarem do Criação II.

Qual é a sua aposta?

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DOTADA DE MODERNAS INSTALAÇÕES

12 de fevereiro de 2008

Foi dada a largada. Há 2 meses do início das aulas da terceira turma de Criação 1 e do superhipermegalançamento da turma de Criação 2, começaram as obras da nossa sede, que vai ocupar a sala 1302 do Furriel 250.

O espaço é muito legal, muito inspirador e com um horizonte bem amplo, pra poder caber muitas idéias dos nossos queridos alunos. E é claro, com o espaço disponível integralmente para nós, vai ter muitas outras atividades novas, muitas delas exclusivas para a Comunidade Perestroika.

Obviamente, a sala de aula vai ser toda muito especial. Com bastante direção de arte, roubando direto a cor do lado. Aqui, você começa a conhecer um pouquinho dessa sede Padrão Iogurte. E, óbvio, vai poder acompanhar o andamento das obras no blog.

Boa sorte para todos nós.

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SuperBowl 2008.

10 de fevereiro de 2008

O Marcelo Jung lembrou do SuperBowl 2008.

Para quem não sabe, o SuperBowl é a final do campeonato de futebol americano - e o intervalo mais caro do mundo. Algo em torno de 2 milhões de dólares por 30″.

As empresas criam comerciais exclusivamente para o SuperBowl. Já virou uma tradição. Algumas até já brincaram com isso. Vejam esses dois exemplos.

Determinadas marcas batem ponto no SuperBowl. Todos os anos estão lá. Imagino que o público americano até já espere. Pelo menos os publicitários esperam. A Bud Light é uma delas, que ano após ano consegue se superar.

Ainda não conferi todos de 2008. Mas no Youtube já tem algumas listinhas com os “Top Ten”.

Para os mais encarnados, dá para acompanhar a lista completa no site www.superbowl-ads.com.

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Pra cuidar do corpo

8 de fevereiro de 2008

Conhecia essa exposição apenas por notícias, nunca tinha tido a oportunidade de ver.
Mas um dia estava passeando por Buenos Aires e adivinhem o que encontrei.
Isso mesmo, essa exhibición. É tão buena que me emociono e já cambio para o portunhol pra escrever pra vocês.
Afinal, agora soy argentino.

É una exhibición donde se puede apreciar el cuerpo humano desde una óptica nunca antes vista.Son cuerpos reales conservados y preparados de una forma especial.

Bodies The Exhibition nació en 1996 en Japón. Ha sido vista por más de 11.000.000 de personas.
Es referente a nivel mundial de muchas otras muestras.
Esta muestra es impactante gracias a su revolucionaria técnica de conservación de los cuerpos.

Márcio, se yusted estiver por aí. Dá uma passadita no shopping Abasto e olha.
Vale a pena.

Esse post é só para confirma que a vida é a melhor referência. Se eu não tivesse ido a Buenos Aires e se não tivesse ido despretenciosamente no shopping, não tinha visto essa exposição maravilhosa.

E só para não perder a piada.

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CRISE DE IDENTIDADE

7 de fevereiro de 2008

Passei o feriado em Buenos Aires.

A cidade está cada vez mais legal. Palermo Viejo e Hollywood estão bombando e o lado de lá do Puerto Madero tá se desenvolvendo de uma maneira impressionante. É tão perto daqui que a gente devia ir lá mais vezes.

Muitos restaurantes bacanas, uma quantidade sem fim de livrarias, pessoas educadas, arquitetura de todos os tipos, história em cada esquina, uma cidade do mundo.
Pensando sobre isso me dei conta que sou mais argentino do que brasileiro. Me identifico muito mais com eles do que com os brasileiros em geral. É um absurdo que eu vá tão pouco para lá.
Aliás, o Rio Grande do Sul devia fazer parte da Argentina e não do Brasil.

O Brasil é Tropical, o RS não.
O Brasil é o país do samba. O RS não.
O Brasil é o país do futebol arte. O RS não.
O Brasil é o país das mulheres bonitas.
Na verdade não é. O RS é que é.
Do Mampituba para baixo devia ser a República Platina.

E pra completar: O Maradona é o cara!
Tá bem, tá bem… o Pelé jogava muito.

Jogava tanto que é difícil se identificar com ele. Entende.
Ele parecia de outro mundo, não do nosso.
Parecia que não fazia força para jogar. Entende.
E no fim da carreira se meteu na política do futebol e se quebrou.
E depois tentou ser comentarista. Entende.

Já o Dieguito.
Esse sim é fácil de simpatizar.
Além de jogar muito. Parecia que tinha mais vontade de ganhar que o Pelé.
Fazia golaços, mas tropeçava, caia, gritava, xingava, brigava.
Engordou, emagreceu, bateu em fotógrafos, era viciado, foi pego no anti dopping, fez um programa de TV que só convidava amigos e mostrava seus golaços. É torcedor do Boca assumido.
E o mais humano de tudo: era baixinho.
Não existe superherói nanico.
É fácil simpatizar com Maradona porque ele parece humano.
E pra completar, a vontade que ele tinha de ganhar e o jeito que deixava transparecer isso era muito mais gaúcho que brasileiro.

E ainda convidou o rival para o seu programa de tv.
A câmera não mostra, mas quem erra a cabeçada é o Pelé.

É. O rei dos baixinhos é o cara. E é tão marrento como nós argentinos que deixou a rainha dos baixinhos para o outro e ficou com todas as mulheres da corte.

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