Arquivo de abril de 2008
Suruba de Blogs.
18 de abril de 2008Todo mundo, ou quase todo mundo, tem alguma dica de Blog. (A gente sabe disso porque, volta-e-meia, recebe links por email. E também pelos questionários de vocês, que sempre trazem umas barbadas.)
Daí, fiquei pensando: esse amontoado de blogs poderia render um post bem bacana.
Então, eu convido todo mundo a postar nos comments algum endereço legal. Pode ser mais óbvio ou mais off-broadway. Vale tudo. Até porque, a gente tem alunos em diferentes níveis que acompanham o Blog da Perestroika. É legal sempre colocar o link e junto uma sinopse, dizendo do que se trata.
Ah, claro. Quem quiser fazer um jabá e propagandear o próprio Blog, tá liberado.
Eu começo. Minhas três primeiras dicas estão ali nos comments.
Waltão era o cara.
17 de abril de 2008Walt Disney - ou Waltão para os íntimos - brincou de SimCity. Construiu um universo paralelo com tudo a que tinha direito. Castelos, casinhas, carruagens, chafarizes, ratos gigantes. E principalmente lojinhas, muitas lojinhas.
É impossível visitar os parques temáticos e não sair de lá maravilhado. É impossível não entrar nas lojinhas e não sair com uma sacola cheia de souvenirs.
Waltão era o cara.
Só que esse mundo da fantasia não é só feito de fantasia. Existem detalhes que você só percebe Quebrando a Matrix. E que ajudam a explicar por que a Tia Iara ficou rica.
Alguns destes segredos estão no post “6 Disney Secrets You’ll Wish You Never Read”.
Ficou curioso? Então clique aqui.
Sentiremos saudades.
16 de abril de 2008Segunda-feira, um dos maiores redatores de todos os tempos encerrou sua carreira. Pelo menos, a carreira de jogador.
Romário.
Romário que, entre uma frase e outra, fazia gols como ninguém.
Um centroavante brilhante, com declarações ácidas que ficaram imortalizadas na cultura popular.
Se a partir de agora Romário pára de jogar futebol, a gente pelo menos espera que ele continue soltando o verbo com a sua língua presa. Afinal, no meio de tanta obviedade, no meio de tantos “a gente vamos dar o melhor de si”, Romário sabia polemizar como ninguém.
Como jogador, Romário foi um fora-de-série. Mas como redator é que ele foi o cara.
Veja abaixo algumas das tiradas sensacionais do Baixinho:
“A corte agora está toda feliz. O rei, o príncipe e o bobo”
Em 2000, após fazer quatro gols no Olaria e assumir a artilharia do Carioca, Romário resolveu responder a Edmundo, que disse que Romário era o “príncipe” do rei “Eurico”.
“Quando eu nasci, o Papai do Céu apontou o dedo e falou: esse é o cara”
Na época em que jogava pelo Flamengo
“O cara entrou no ônibus agora. Não está nem em pé e já quer sentar na janela”
Em 2004, criticando o técnico Alexandre Gama, do Fluminense, que o tinha barrado do time.
“Não sou cavalo paraguaio. Mais uma vez, mostrei quem é o puro-sangue.”
Em 2005, após atingir a artilharia do Campeonato Brasileiro de 2005, com 22 gols, na última rodada.
“Aqui tem muito rei. Rei tem dois, três, quatro, cinco. Mas Deus, Deus só tem um. E agora eles sabem quem é”
Em 1995, respondendo a Túlio e Renato Gaúcho na briga pela artilharia do Campeonato Carioca.
“Deus abençoou os pés desse cidadão, mas se esqueceu do resto e principalmente da boca, porque quando ele fala só sai besteira, ou melhor: só sai m…”
Rebatendo as críticas de Pelé, em 1998, sobre sua atuação na Copa Ouro pela seleção brasileira
“É bom ele se preocupar com a casa dele. Está dando ladrão lá…”
Provocando o atacante Túlio.
“Técnico bom é aquele que não atrapalha”
Em 2006, em entrevista ao SporTV ao comentar sobre os técnicos de futebol.
“Quem tem filho grande é elefante”
Ao expulsar familiares que moravam de graça em um de seus apartamentos.
“Pelé marcou gol contra a seleção do Exército e valeu; marcou gol de terno na demolição de Wembley e valeu; eu não posso fazer gol contra time da 3a. divisão que vem um monte de babaca encher o saco”
“Se depender da parte técnica ainda vou jogar muitos anos, porque os que estão surgindo agora são muito ruins”
“Onde está o meu nome tem confusão. Mas até que eu gosto. Porrada é comigo mesmo. Mas sou igual a índio. Só ataco quando sou atacado”
Confissão de quem vive cercado pela polêmica
“Não sei como vai ser acordar com 40 anos. Na verdade, não sei se vou dormir (risos). Mas depois da meia-noite sei que vou estar mais velho”
Ao comentar como vai se sentir ao completar 40 anos
“O Pelé calado é um poeta”
Em 2005, respondendo ao Rei Pelé, que declarou que Romário deveria encerrar a carreira.
“Como vou aturar um mala igual a mim?”
Sobre a possibilidade de tornar-se técnico quando encerrar a carreira
“Eu quero que eles se danem de verde, amarelo, preto e vermelho. Eles não merecem nada de mim. Só espero coisas ruins deles e torço para que só esperem coisas ruins de mim”
Disparando farpas contra a facção organizada Força-Jovem, do Vasco, em 2001.
“Quem tem que se preocupar com imagem boa é aparelho de TV”
Romário ao falar da sua personalidade
“Tenho uma relação íntima com a noite. Ela sempre foi minha amiga. Quando saio, estou contente e marco gols”
Ao comentar as suas noitadas antes dos jogos
“Sou que nem dinheiro. No fundo, todo mundo quer um pouquinho. Conhece o ditado que diz que quanto mais velho melhor é o vinho? Tem muito vinho falsificado e que avinagra. Eu não”
Na época em que estava decidindo com que time iria acertar entre Flamengo, Vasco e Fluminense
“Só vejo o Pelé na minha frente. Ele não é rei, é Deus, inigualável. Quanto mais perto chegar dele, mais prazer vou ter. Eu sou eu, nunca me comparei a ninguém e não vou fazer isso agora. Respeito todo mundo, mas me respeito muito também”
Em 1998, despejando críticas veladas ao ex-craque Zico ao comentar quais seriam os maiores jogadores da história do futebol brasileiro.
“Goleiro sempre tem mérito. Mas dessa vez não. Do jeito que bati, até a minha mãe pegava”
Ao comentar o pênalti que perdeu contra a Ponte Preta no Campeonato Brasileiro de 2005
Viaje.
15 de abril de 2008A coisa mais importante que eu aprendi com meu ex-psiquiatra é que a gente costuma dar opiniões de forma extremamente irresponsável.
As pessoas adoram dar conselhos. E dão conselhos sem se preocupar muito com as conseqüências disso. Poucas vezes levam em conta tudo o que se tem a ganhar ou a perder. Simplesmente se colocam no lugar do outro por alguns instantes, dizem alguma coisa que pareça inteligente e voltam a viver suas vidas.
Não sou um cara com bagagem suficiente para dar conselhos de vida. Até porque, como disse Hipócrates, A experiência é enganadora. A gente pensa que sabe como as coisas vão acontecer para os outros só porque aconteceram de determinada forma para a gente.
Só que mesmo levando em conta tudo isso, todos os conselhos irresponsáveis e as experiências enaganadoras, ainda assim existe uma certeza na vida que eu quero dividir com vocês.
Viaje.
Viajar é a melhor coisa do mundo.
E não estou falando em viajar no sentido abstrato. Estou falando da viagem literal. De pegar um carro, um ônibus ou um avião e desbravar o mundo. Seja para uma cidade vizinha, seja para um país distante, seja para outro planeta.
Viajar é a melhor coisa da vida porque absolutamente todas as coisas boas podem ser feitas viajando. E aí, elas ganham um gostinho especial.
Comer é um dos maiores prazeres que já inventaram. Pois numa viagem, você se dá ao luxo de visitar restaurantes únicos e experimentar sabores impensáveis. Mesmo que você não goste de pratos exóticos, ainda assim você pode se esbaldar. Basta entrar num mercadinho, comprar pão, queijo, presunto e apreciar o sabor da cultura local. Aposto que não será um simples sanduíche.
Beber é uma maravilha. Quando você está de férias, você fica em contato com cervejas das mais diferentes texturas e vinhos das mais diferentes safras. E o melhor: você pode fazer um brinde no almoço, outro no happy hour e - se ainda tiver estômago - um terceiro no jantar. Sem ter que se preocupar com compromissos, com hora para voltar ou com os efeitos colaterais.
Comprar é muito bom. E quando se viaja, você não só tem tempo para visitar lojas, pesquisar preços, comparar vitrines. Mas tem a oportunidade de ver coisas diferentes, marcas diferentes e ficar em contato com tudo o que ainda não chegou no Brasil. Seja moda, sejam filmes, sejam produtos de tecnologia.
Curtir a sua mulher é o máximo, não é? Pois de férias fica tudo mais romântico. Só a quebra da rotina já é capaz de reaquecer qualquer relacionamento. E são tantas paisagens lindas que fica impossível não encontrar pelo menos uma para rolar aquele beijo de novela.
Certamente existe um lugar no mundo onde você poderá fazer o que mais gosta de um jeito ainda mais divertido. Seja andar de montanha russa, esquiar, dançar, dormir, visitar museus, ver shows ou ir num coffee shop.
E isso não tem nada a ver com grana. Você não precisa ser milionário para sair por aí. Eu sou amigo de muitas pessoas que não são cheias do dinheiro, e ainda assim conhecem o mundo inteiro. Algumas, o mundo inteiro mesmo.
Confie em mim. Mesmo que você não acredite em conselhos, por favor, acredite neste.
Viaje.
Viaje e não se esqueça do filtro solar.
Quem é o melhor?
14 de abril de 2008Com tanta promoção clichê para fazer, a Coca acertou em cheio nessa.
Até o Rafa, que ama a Argentina, já tem o seu candidato.
Começa hoje o novo curso: Gestão de Contas.
14 de abril de 2008A Perestroika está vivendo um momento muito especial. Quatro grandes acontecimentos de uma só vez.
A primeira novidade é a nossa sede, que inaugurou no último sábado. Valeu todo o esforço. Valeu todo o investimento. Valeu a incomodação para resolver cada detalhezinho. Porque a galera percebeu, e elogiou, e - o que é mais importante - se sentiu à vontade na nossa nova casa. Sem dúvida, ficou muito diferente das salas de aula tradicionais.
A segunda é a nossa nova turma de Criação I. De todas as aulas inaugurais, essa foi a mais leve, a mais descontraída. Com certeza o ambiente aconchegante da sede ajudou. Mas o mais legal é que rolou uma sintonia de cara. A galera falou sem medo e as piadas saíram naturalmente. Foi muito alto astral.
O terceiro motivo para comemorar foi a estréia do tão esperado Criação II. Uma aula cercada de muita expectativa, que colocou o sarrafo lá em cima - para os alunos e para nós mesmos. Ao que tudo indica, o pessoal adorou.
Mas talvez a mudança mais emblemática para a Perestroika seja a da noite de hoje. A primeira aula de Gestão de Contas.
É o momento em que a Perestroika deixa de ser um curso de Criação e passa a ser um negócio maior, num âmbito maior. Um curso inédito no RS, talvez no Brasil, que nos coloca em outro patamar.
A partir de agora, novos cursos virão, sempre dentro da mesma proposta que vocês já conhecem. Nada de papai-e-mamãe. A gente vai botar pra fuder sempre.
Aos nossos novos alunos, e aos novos parceiros: sejam bem-vindos à Perestroika.
A vida só muda com atitude.
13 de abril de 2008Eu adoro Poker. Na verdade, adoro o Poker Texas Hold’em. Pratico ao vivo e na internet, vejo as partidas pela televisão, visito diariamente sites, leio livros, artigos, estudo pra caralho. Quando viajo, sempre dou um jeito de aparecer num cassino.
(Se você tem algum interesse em aprender o Texas Hold’em, clique aqui e aqui. Se não, siga em frente sem problemas.)
O que me fascina nesse jogo, que é considerado a variante mais sofisticada de todos os tipos de poker, é que ele é uma mistura de estatística e atitude, com uma pequena interferência de sorte.
Se você só for bom de matemática, e só souber calcular as chances de virar uma carta a seu favor, pode ganhar hoje. Mas ao longo do tempo, é mais provável que quebre.
Se você só for corajoso, se só tiver cara-de-pau para blefar na hora certa, pode ganhar hoje. Mas ao longo do tempo, é mais provável que quebre.
Um bom jogador precisa ter essas duas habilidades. Porque in the long run, a sorte se dilui. Todo mundo recebe boas cartas. Ganha quem sabe o que fazer quando elas aparecem.
Jogo de poker: uma única mão valendo 750 mil dólares.
Primeiro, porque a vida de um criador não se define apenas pelo seu talento, mas também pela sua atitude.
Adoro quando vejo alunos da Perestroika demonstrando atitude - atitude que transforma suas carreiras.
Teve aluno que vivia no interior, largou tudo, veio para Porto Alegre e hoje está contratado na Escala. Teve diretor de criação que repensou toda a sua carreira a partir do curso, decidiu dar um passo atrás para dar dois passos a frente. E deu certo. Teve redator que já era contratado e aceitou um estágio para investir no portfólio e continuar aprendendo. E está fazendo bonito.
O que vale para esses três casos talvez não valha para todo mundo. Mas com certeza, era exatamente isso que essas três pessoas queriam. E só com atitude é que elas conseguiram botar em prática.
O segundo ponto é: assim como todo jogador de poker recebe boas cartas, todo mundo têm boas oportunidades na vida.
Alguns, percebem e conseguem aproveitá-las, porque estão bem preparados. Outros percebem, mas como não estão bem preparados, não conseguem aproveitar. E outros estão tão mal preparados que nem percebem a oportunidade. E o cavalo passa encilhado.
Acredite. Na maioria das vezes, a infelicidade no trabalho está diretamente relacionada a alguma rateada. Essa pessoa provavelmente teve uma chance e pisou na bola na Hora H.
E não estou dizendo que essa chance significa uma entrevista numa grande agência.
Pode ter sido apenas um job que o cara não deu tanta bola, e que poderia ter se transformado numa campanha com puta visibilidade. Pode ter sido um dupla pilhado, que você não aproveitou e, desmotivado, foi para outra agência. Pode ter sido uma competição que você deixou de participar, e que poderia ter ganho.
***
Aproveito o gancho para falar do Young Creative 2008.
Muita gente deixa de participar do Young porque acredita que não tem chances de ganhar.
Para essas pessoas, eu lembro que, no júri, sempre estão profissionais com poder de contratação de grandes agências. Na primeira vez que fui jurado, eram dois diretores de criação avaliando as pastas, mais um que participava da organização. Todos eles viram os portfólios e anotaram vários nomes. Na última sexta, a história se repetiu.
Vencer o Young é muito legal. Mas só participar já é uma experiência que melhora a sua pasta e que dá visibilidade para o seu trabalho.
Vale lembrar: tirando o Rafa, que foi o primeiro Young do RS, acho que ninguém ganhou a competição de cara.
Então, ano que vem, nada de cu doce. Coloque a sua pasta a julgamento. Se você for mal, ótimo. É uma boa maneira de saber que você tem que se puxar mais. Se você for bem, ótimo. Sinal de que está no caminho certo.
Se você ganhar, daí você me deve uma.
Hoje é sexta-feira!
11 de abril de 2008Zag.
10 de abril de 2008Há alguns anos, a Advertising Age elegeu a BBH (Bartle, Bogle & Hegarty) como a melhor rede de agências do mundo. O Márcio teve o privilégio que trabalhar lá por algumas semanas, num internship. Foi curto, mas tempo suficiente - como ele mesmo diz - para entender melhor toda a efervescência criativa do lugar.
A BBH se posiciona como a contramão. O logo da agência é uma ovelha negra. E o slogan é: Se o mundo faz zig, faça zag.
O que é mais legal é que o trabalho da BBH realmente reflete isso. Não é um discurso vazio. Existe na personalidade da agência uma ousadia que, independente do cliente, está sempre lá.
Essa coragem, essa ousadia é uma coisa que eu procuro experimentar no dia-a-dia. É uma coisa que eu literalmente me forço a fazer, já que a nossa natureza é sempre ir pelo caminho mais fácil.
Exemplo: vez por outra eu me arrisco na cozinha. E quando isso acontece, sirvo de cobaia de mim mesmo. Por isso, eu parto de uma receita, mas sempre procuro colocar alguma pitada de improviso. Normalmente eu nem provo a comida para não saber como está ficando.
A tendência natural é a gente temperar até que fique próximo do nosso sabor predileto. Exemplo: se você gosta de pimenta, e a comida está sem pimenta, a tendência natural é você prová-la e apimentá-la. E se você sempre faz isso, você sempre vai cozinhar dentro do mesmo universo (das comidas apimentadas).
Esse método experimentativo não é infalível, evidente. Não foi nem uma, nem duas vezes que, já na primeira garfada, percebi a merda que tinha feito.
Mas na minha opinião, é um preço muito baixo perto de algumas descobertas deliciosamente exóticas que já fiz. E que só aconteceram porque eu arrisquei. Um all-in sem ver as cartas.
Durante esse último mês, nas minhas férias, sempre que possível tentei olhar as coisas por outro ângulo. Até porque, quando se é turista, é muito fácil cair nos clichês. Você abre o guia e o cara diz “veja isso, veja aquilo”. Você vai lá, vê, acha lindo. E vai embora. Normalmente nos falta um pouco dessa coragem, dessa irresponsabilidade, quando se está num ambiente estranho.
Confesso que, na maioria dos pontos turísticos, não rendia nada. Mas em outras foi bem legal. No Louvre aconteceu um episódio curioso (que vai virar outro post mais pra frente.) Mas o meu predileto foi na Basílica de San Marco.
Todo mundo entra lá para ver o teto. E antes que eu pudesse olhar para cima, uma vozinha soprou no meu ouvido e disse Se o mundo zig, faça zag.
Olhei para o chão.
Graças a esse exercício, eu presenciei uma das coisas mais fantásticas da minha viagem. Uma construção toda em mosaico, simplesmente maravilhosa, indescritivelmente linda. Fiquei por vários minutos admirando aquela obra de arte, enquanto japoneses e mais japoneses disparavam seus flashes em direção ao teto.
O mais legal é que, para ter acesso a essa pequena descoberta, não precisei abrir mão de ver a cúpula. Pude observar ambos e inclusive compará-los.
Se eu não estivesse embuído desse espírito (minimamente) aventureiro, talvez tivesse perdido a oportunidade. Assim como todos os meus amigos japoneses perderam.
Num dos seus livros, o Paul Arden fala exatamente dessa mania de segurança. Nós fomos educados para buscar segurança. Mas essa mesma segurança costuma nos limitar, em vez de ampliar os nossos horizontes.
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Agora, não me interprete mal. O mito de que “basta ser diferente para ser criativo” é errado. Esse pensamento dá margem para milhares e milhares de pessoas acreditarem que são gênios incompreendidos.
Veja bem, não é isso que eu estou pregando aqui.
A minha única provocação é que você, sempre que puder, exercite um pouquinho desse risco. Costuma valer a pena.
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Falando em risco e em valer a pena, finalmente chegou a hora. Finalmente a obra está pronta para receber a nossa Comunidade.
É o tipo de problema que parece que nunca vai acabar. E talvez nunca acabe mesmo. Sede - assim como casa - está sempre em construção. A gente sempre quer melhorar aqui, mexer ali, reformar aquele outro. Com a Perestroika não vai ser diferente.
Até porque Perestroika, em russo, significa reconstrução.




