Arquivo de maio de 2008
Montando o quebra-cabeça.
30 de maio de 2008Se você ainda está curioso para saber o que é Ironman, aí vai mais uma pista: Overlord.
Pork and Beans
28 de maio de 2008A banda Weezer postou o seu novo clipe no Youtbe. Que junta, justamente, as celebridades do site mais famoso de vídeos do mundo.
Estão lá: o gordinho NumaNuma, a Miss South Carolina - do “They don’t have maps!”, o choroso fã da Britney. E até referências ao Star Wars Kid.
Em uma semana, já rolaram quase 4 milhões de views.
Tava caindo de maduro. Até nós, da Perestroika, já tínhamos pensado em fazer um lance parecido.
Então, mais uma vez, fica a lição: teve a idéia, vai lá e faz. Porque se for boa, alguém vai fazer logo, logo.
Já matou o seu hoje?
28 de maio de 2008Fazendo escola
28 de maio de 2008Inferno astral X mamutes
27 de maio de 2008Que porra é essa?
Me explicaram (não sei se está certo), que é um período de um mês antes do aniversário. E que tem inferno no nome porque é um período bem difícil.
Pura bobagem.
Sempre acreditei que o aniversário é pra ser uma coisa boa. É uma hora de comemoração.
Não tem sentido esse tal inferno astral. Meu mês foi ótimo.
Bom, isso tudo é pra dizer que essa semana faço aniversário.
E que assim como eu faço aniversário, logicamente, outras pessoas que trabalham nas criações das agências no Brasil também fazem seus aniversários durante o ano.
Mas o que me intriga é que apesar de sempre fazerem aniversários, as criações nunca envelhecem.
Tem sempre gente nova, sempre mais jovens. Onde vão parar as pessoas mais maduras??????
Um dia vão ter pessoas de 15 anos trabalhando?
Onde foram parar os redatores e diretores de arte que faziam o dia-a-dia das agências?
Hoje uma pessoa que está a 2 ou 3 anos em uma agência, às vezes é a mais antiga na conta.
Já faz algum tempo que entrei a primeira vez na criação, e desde lá vi vários profissionais ótimos desaparecerem. Sinto saudades deles, aprendi muito com eles. Gostaria que eles voltassem e ensinassem as novas gerações.
As novas gerações são sedentas por aprender. E muitas vezes são jogadas no fogo das agências e tem que aprender sozinhas a sobreviver na selva. É, às vezes é uma selva mesmo. E tem que matar um mamute por dia. Com mais pessoas experientes, talvez fosse mais fácil matar os mamutes. Afinal, elas já devem ter matados vários, né?
Talvez eu que esteja errado, talvez essas pessoas experientes tenham decidido largar tudo para serem mais felizes fazendo outras coisas menos desgastantes que matar mamutes, ou foram engolidas pelo inferno astral e resolveram largar tudo.
Ou, talvez eu esteja certo em não parar de matar mamutes enquanto ainda gostar de matar mamutes. E descobrir a cada dia novas maneiras de acabar com eles.
Já pararam pra pensar que na Inglaterra devem existir muito menos mamutes que aqui? Talvez por existirem mais pessoas experientes trabalhando?
Resumindo: aniversário é superbacana. Inferno Astral é bobagem. E mamute é difícil de matar, mas quando morre dá um prazer do cacete.
O que acontece quando a gente cria apenas, somente e exclusivamente para televisão?
26 de maio de 2008Por Fabiano Goldoni*
Antes de qualquer coisa, vou explicar o que eu faço para ganhar a vida já que não trabalho mais em propaganda. Para não encher o saco com muita explicação, eu posso resumir o meu dia-a-dia assim: Participo do processo de criação e produção de tudo o que aparece no canal FOX desde que não seja filme, série ou propaganda. Desde as chamadas dos filmes e séries, passando pelas vinhetas institucionais, até aquelas animações com a marca que não dizem nada muito diretamente, mas que dão identidade visual ao canal. Isso tudo é o que chamamos de Branding. Além disso, eu também tenho que garantir que o trabalho do departamento de marketing e relações públicas tenha unidade com as campanhas que criamos para cada produto da programação. É bastante coisa para fazer, mas acho que consegui resumir tudo em apenas um parágrafo.
Apesar de ser um meio de comunicação e ter bastante espaço comercial reservado para si próprio, um canal de televisão também precisa de uma agência de propaganda para anunciar em outros meios. Ou seja: de publicitário, eu virei cliente. Mas acontece que eu sou um cliente que também cria peças para vender seu próprio produto. Ou, como eu prefiro dizer, sou um cliente publicitário que trabalha numa espécie de House Agency, mas que faz um trabalho que nenhuma agência de propaganda é capaz de fazer: o trabalho de “propaganda” dentro do canal.
Os serviços de propaganda fora do canal são terceirizados. O resultado disso é que a agência acaba não fazendo o papel do ator principal na conceituação e planejamento da marca. Já que essa é a função do departamento onde eu trabalho, e que chamamos de On Air. A agência é um criativo coadjuvante nessa história, porém um coadjuvante de luxo, tipo o Morgan Freeman ou Paul Giamatti. Não por ego, mas porque o departamento de On Air tem um conhecimento profundo do consumidor. Estamos o tempo todo anunciando e medindo o resultado através dos medidores de audiência. Observamos o que funciona e o que não funciona com cada um dos públicos imagináveis de um canal de TV, durante as 24 horas do dia, todos os dias da semana. Por isso, como todo ator coadjuvante que se preza, o papel da agência é dar aquela sacudida, nos avisar para não embarcar no vôo 77, nos mostrar o caminho para Mordor e não nos levar para onde estão os Orcs. Em outras palavras, é dizer “Epa! Levar o King Kong pra Nova Iorque parece genial à primeira vista, mas no fundo vai ser uma grande cagada!”. Sempre em busca de soluções criativas: “Quem sabe a gente não filma o macaco gigante aqui na ilha e leva só o filme, hein?”. Enfim, ter aquelas idéias óbvias, porém geniais, que nós não tivemos durante todo o filme: “Vai por mim, criar um parque com Dinossauros é fria!” O que eu posso dizer é que a agência é fundamental para um final feliz.
Na prática, o que eu quis dizer com a minha exibição gratuita de metáforas cinematográficas, é que trabalhar numa agência para um canal de TV não significa que pessoas com um ego maior que o seu vão reprovar todas as suas idéias geniais porque essas mesmas pessoas têm um conceito pré-concebido da campanha. As idéias geniais apenas precisam estar dentro desse conceito pré-concebido, digo, dentro do conceito criativo da campanha de On Air.
Sim, é meio foda. Porque já é complicado criar campanhas para produtos de carne e osso. Imagine criar para uma série de TV que, antes de chegar nas suas mãos, foi baseada num conceito, ou se preferir, numa idéia. Logo, o desafio da agência é ter idéias para vender essa idéia.
Se for pensar, ter idéias para vender uma idéia não é um problema exclusivo das agências que trabalham para canais de TV a cabo. Aliás, todas as agências de propaganda que se prezam precisam ser especialistas em vender idéias. Acho que vocês já ouviram isso, mas nunca é demais recordar alguns exemplos:
A Nike produz tênis para correr, mas vende a idéia de que é possível ter uma vida saudável mesmo vivendo numa cidade repleta de concreto e poluição.
A Sony produz o Playstation, só que vende a idéia de que jogar video-game por 70 horas seguidas é tão divertido quanto brincar de fazer uma montanha humana.
A Dove faz sabonete, mas vende a idéia que as mulheres não precisam seguir um modelo de beleza para serem felizes.
A FOX, por exemplo, produz Os Simpsons, mas vende a idéia de que só uma religião tem tantos fãs (fiéis) pelo mundo. Como campanhas de On Air, de qualquer canal, não costumam ser tão famosas como as da Nike, Playstation e Dove, deixo aqui o link para que entendam. Se essa campanha, que chamamos apenas internamente de “Simpsonismo”, saísse da TV para a rua, a criação teria que partir do princípio de que é preciso criar uma campanha para promover uma religião e não a série Os Simpsons em si. Sacam a diferença?
Isso não significa que dentro do departamento de On Air não se pensa em propaganda. Quando nos reunimos para um brainstorm, as idéias não são separadas nas nossas cabeças por On Air e Off Air, ou por tipos de mídias. Afinal idéias surgem de forma aleatória e podemos criar na campanha para Internet ou guerrilha ao mesmo tempo em que pensamos nos conceitos, no design, nos trailers, vídeos e vinhetas.
O resultado disso é uma competição saudável entre o departamento de criação do cliente e da agência. Por um lado, pode ser ruim para a agência, porque não é uma competição muito justa, já que um dos lados tem o poder de decidir o resultado. Mas tem o lado positivo que é o de atender um cliente que tem um critério criativo mais apurado do que qualquer gerente de marketing.
Estar ligado à indústria do entretenimento e poder participar desse processo de interação criativa entre On Air e agência me fez ver a propaganda de uma forma diferente.
É sobre isso que eu vou falar nós próximos textos e, quem sabe, vídeos aqui no blog.
***
*Fabiano Goldoni é criador dos canais Fox e FX, em Buenos Aires e um cara do caralho. Se tudo der certo, em breve vai ser mais um Czar da Perestroika. O texto acima não foi tirado de lugar nenhum. É uma contribuição exclusiva do Fabiano para o Blog da Perestroika. A primeira de várias.
Diamantes.
25 de maio de 2008Nesse final de semana, eu e o Rafa tivemos o privilégio de filmar novamente com o Bernardinho. Ele é um cara fantástico no set. Não reclama, não tem nenhum estrelismo e topa todas as bizarrices que a gente inventa. E ainda é puro alto astral, tá sempre fazendo piada e divertindo a galera da produção.
Mas dessa vez, eu tive um privilégio maior que nas edições anteriores. Em determinado momento da filmagem, quando estavam rodando uma cena só com o Giba, ficamos batendo um papo in off. Sem câmeras, sem microfones, sem responsabilidades.
Seria até presunção dizer que foi uma conversa. Porque durante aqueles 20 minutos, eu praticamente não falei. Não valia a pena investir aqueles poucos minutos ouvindo a minha própria voz.
Vale lembrar: o Bernardinho cobra muito caro pelas palestras que dá.
Falamos principalmente de esporte. Eu adoro esporte, e parecia que eu estava lendo um almanaque. Ele sabia datas, placares, nomes, tudo de cor. Detalhes que fariam inveja ao PVC. Impressionante.
No meio disso tudo, ele explicou qual é a principal diferença entre um grande jogador e um campeão. Usando outras palavras, ele disse que “o grande jogador é aquele que praticamente não erra. E o campeão é o que não erra quando não pode errar.”
Tá, eu sei que esse não é um ponto de vista muito novo. Muita gente fala isso e não é de hoje. Mas sei lá: ouvir essas palavas do cara que montou o time mais vitorioso da história do esporte, em todos esportes, em todos os tempos, foi diferente.
Peguemos como exemplo o Michael Jordan.
Sempre que tinha jogo decisivo, a história era sempre a mesma. Faltavam poucos segundos. O técnico adversário sabia que a bola ia para o Jordan. O time adversário sabia que a bola ia para o Jordan. A torcida, o comentarista, o mundo inteiro sabia que a bola ia para o Jordan.
E bola ia para o Jordan. Mas parecia impossível marcá-lo. Na pressão, ele não arrepiava.
Acho que esse conceito se aplica um pouco ao nosso negócio.
Os grandes profissionais com quem convivi foram justamente aqueles que, na hora do aperto, tiraram leite de pedra. Quando alguém virava e dizia “ou a gente acerta nessa campanha, ou vamos perder a conta”. E o cara ia lá, e fazia o melhor anúncio da vida dele.
Ou quando dava um problema num comercial, que mudava o roteiro depois de filmado. E a dupla era obrigada a fazer um remendo, com as cenas já captadas, deixando tão bom quanto a versão original.
Ou naquelas vezes que tá tudo pronto, montado, e alguém descobre que a concorrência vai lançar uma campanha igual. Daí é virar a noite e produzir algo tão bom quanto o que acabou de ser feito, mas em tempo recorde.
***
Existe um ditado que eu amo, que é: diamantes nascem sob pressão.
Sempre que eu vejo os vencedores de um festival - principalmente aqui no Salão da Propaganda, que é onde eu tenho mais contato e mais histórico das peças - faço a minha própria avaliação.
Cada vez mais eu valorizo aqueles trabalhos de verdade, para produtos de verdade. Que dá para ver o briefing sendo resolvido. O problema que o cliente tinha e a solução que foi encontrada. É aí que estão os diamantes.
Só nessas condições, só um trabalho que vai para a rua MESMO é que me impressiona. Porque só assim a idéia é colocada a prova por um diretor de criação que está pensando seriamente sobre o assunto. Que tem um cliente avaliando de forma séria o que vai ao ar. E que é julgado pelo consumidor, o verdadeiro júri das nossas idéias.
Criar para o mercado publicitário, ou para filantropia, ou fazer fantasmas, ou até esses clientes que não remuneram a agência e topam qualquer barbaridade, é como jogar um amistoso.
Eu já criei, e vez por outra continuo criando para esse segmento. Não sou a favor do fim desse tipo propaganda. Por favor! Adoro criar as campanhas do Salão da Propaganda, ou os anúncios de fornecedores que vez por outra caem na nossa mesa.
Agora, lá no fundinho, eu sei que existe uma grande diferença entre isso e o anúncio produto-e-preço da STIHL que volta e meia entra na nossa pauta.
Então, toda vez que pintar um job casca grossa para você, não veja como uma engronha. Veja como um teste. Um teste para saber se você já está preparado para desafios maiores. Um teste para saber se você já pode assumir grandes responsabilidades. Se você já se transformou em diamante, ou se ainda é carvão.
E se o prazo for curto, lembre-se do Michael Jordan. Ele normalmente tinha que se virar só com alguns segundos.
Vovô garoto.
22 de maio de 2008Fui ver o novo Indiana Jones. Como sempre tenho boa intenção com os caras bem intencionados, gostei. Mas não gostei-gostei. Gostei.
Vi dois grandes problemas no filme. O primeiro são as mentiras escandalosas.
Convenhamos: todo filme de ação tem mentiras. E as mentirinhas a gente faz vista grossa, né? Pô, é um filme de ação. Daí você não tem nem tempo de olhar torto. Faz de conta que o mundo é assim mesmo e continua vendo o filme numa boa.
O que eu fico puto é com as mentiras escancaradas. Porque elas nos trazem de volta para a realidade. Você olha um lance estrondosamente absurdo e exclama “Ah, pára!”. Aí, eu, que estava lá no meio de uma tumba sagrada, acordo do encantamento e volto para a minha cadeira do Arteplex.
Aí não dá.
Me desculpem o George Lucas e o Spielberg, mas dessa vez eles exageraram.
A segunda coisa que eu não curti - e aí talvez seja um pouco de romantismo meu - são os efeitos especiais em excesso. Eu adorava a época em que eles os filmes iam até o limite do analógico.
Não é do caralho saber que eles realmente botaram uma puta bola gigante correndo atrás de um dublê? Eu acho isso fantástico. Muito mais legal que filmar tudo em fundo verde e depois colocar um bolão digital.
E por isso que eu gostei tanto da primeira parte do filme. As cenas de perseguição são hiperbem ensaiadas. Até o meio, eu estava empolgadíssimo, achando que estava prestes a ver o melhor capítulo da série. Até as mentiras escancaradas eu tinha abstraído.
Mas sabe como é. Um filme de Hollywood sem computador é quase tão difícil quanto pasta de estagiário sem anúncio de camisinha.
(Falando em primeira parte: quem vir o filme, sugiro que preste atenção numa cena lá do início, onde o Indy cai num lance bem veloz. Aquela função toda vai virar brinquedo da Disney certo.)
Raiders of the Lost Arc: o melhor de todos.
Mas assim, também não vou ser chato. As piadas que imortalizaram o Indiana Jones estão lá. As cenas de ação divertidas estão lá. E todo aquele clima de mistério e suspense continua firme. O dublê do Harrison Ford engana bem. Até dá pra imaginar que um cara naquela idade poderia fazer todos os movimentos que ele faz.
Curti muito o tema que desencadea a história logo no início. É um assunto que muita gente (como eu) tem curiosidade, e que é cercado de mistério e versões desencontradas. Perfeito para um Indiana Jones e para um universo cheio de perguntas sem respostas.
E a trilha? É tão legal ouvir aquelas cornetinhas no cinema, e não no DVD. Tã, tã, tã, tãããããã, tã, tã, tãããããã.
***
Agora, o mais legal de tudo, foi ver um gordinho na fila, todo vestido de Indiana Jones. Valeu o ingresso antes mesmo de entrar na sala.
Maratona de títulos - quinta-feira
22 de maio de 2008Quase que eu esqueço. Mas lá vai.
Briefing:
Domino’s Pizza. Se o seu pedido não chegar em 30 minutos, você não paga.
Ah, e uma boa notícia: a Maratona termina aqui.
Não tem briefing na sexta-feira.
Por isso, vocês ganharam um dia de prazo.
Têm até as 9h de sábado pra mandar para o meu email.
OK?
Bom trabalho e bom descanso.
Nova contratação para o time da Perestroika.
21 de maio de 2008A partir da próxima semana, teremos uma nova pessoa nos ajudando na parte operacional da Perestroika. Alguns alunos até já conhecem e já estão sabendo da novidade.
Na aula de sábado, dia 31 (vale lembrar que neste sábado, 24, não tem aula), faremos a apresentação, com tudo certinho.


