Arquivo de maio de 2008
Maratona de títulos - quarta-feira
21 de maio de 2008Vamos lá, tá na metade.
Briefing:
Billabong Hour no restaurante Outback. Todos os dias, das 18h às 20h, você pede um chopp e ganha dois.
Olympikus x Loctite
20 de maio de 2008Quem acompanha as revistas de esporte, deve ter visto a nova campanha de Olympikus, criada para mostrar a tecnologia Tube. Ela veiculou no início do ano e mostrava corredores feitos de cerâmica se quebrando quando encostavam no chão. A forma - e conseqüentemente, a idéia - foi inspirada no trabalho de um artista que trabalha com fotos em altíssima velocidade.
Hoje, na capa do Ads of the World, foi publicada uma outra campanha, dentro da mesma linguagem, para um cliente de cola. E que certamente partiu da mesma referência. Vejam só.
É aquela velha coisa: com a internet, as referências estão aí pra todo mundo. E não tem o que fazer. Ou você usa rápido, ou sabe que alguém, do outro lado do planeta, pode chegar na mesma idéia. Ou na mesma forma - porque, nesse caso específico, as idéias até que são bem diferentes.
É óbvio que ninguém copiou de ninguém. Nem eles da gente, nem nós deles. É só mais um dos infinitos casos que acontecem diariamente. Acidentes de trabalho que normalmente incomodam os outros. Mas de vez em quando rolam com a gente também.
E quando acontece com a gente, o negócio é dar com os ombros e se esmerar no próximo job.
A moral da história é uma só: está cada vez mais difícil ser original.
Maratona de títulos - terça-feira
20 de maio de 2008E aí, dormiram bem?
Bom, lá vai o novo briefing:
Espaço Vídeo. A locadora com a maior variedade de filmes de Porto Alegre.
O cavalo encilhado está passando.
19 de maio de 2008Por Marco Loco Bezerra*
Existe uma teoria, hoje em dia, que diz que a propaganda está mudando. Todo mundo fala disso. Sinceramente, só comecei a pensar mais sobre o assunto quando ingressei na TBWA. Esse é o discurso padrão aqui. Influenciados pelo cabeção e guru da rede Lee Claw, todos os escritórios buscam arduamente alternativas para as mídias tradicionais: TV e Print. Na TBWA essa terceira via é chamada Mídia Arts.
Tudo é mídia. Um guardanapo é mídia, um copo de plástico é mídia, um cavalo morto a beira da estrada é mídia, uma bunda de uma guria gata pode ser um billboard maravilhoso. Enfim, qualquer oportunidade de conversar com o público vira uma alternativa ao anúncio. Pode parecer óbvio, o que realmente é, mas no Brasil isso é pouco lembrado. Essa é a primeira parte da teoria sobre as mudanças nos formatos convencionais. A teoria do diálogo.
Voltando para a TBWA, vale lembrar que o grupo beneficia-se de outro dado importante sobre a mudança de comportamento do consumidor. Hoje propaganda é cada vez menos unilateral. A forma de comunicar-se com o público é mais dinâmica. A coisa fica muito mais próxima de um diálogo. A marca fala través de qualquer mídia e o cliente responde.
Hoje, se o cara não gosta do que você comunica ele retruca. Pode ser num blog na internet, num cartaz ou em uma música disponível na rede. Como falei, a resposta é rápida.
Escrevi esses três parágrafos iniciais para introduzir o assunto que eu realmente gostaria de falar. O tema desse texto é um pouco polêmico. Assim guarde as informações acima, pois quando chegar a hora, vou voltar a martelar nelas.
Eu queria falar um pouco sobre propaganda gaúcha. Não sei se algum dos seus professores já falou da MPM. Não essa atual MPM cujo dono é o Nizan. Eu estou referindo-me a uma mais antiga que essa. Se os guris não falaram não tem galho, essa agência é uma lenda até mesmo para nossa geração. Ela é como aquelas histórias sobre Atlântida.
Atlântida era uma nação super-desenvolvida, tecnologicamente e socialmente, mas acabou por desaparecer em um cataclismo. Um dilúvio afundou a ilha e escondeu seus vestígios por toda eternidade. O que ficou para a posteridade é uma tradição oral ou fragmentos de poemas de filósofos gregos. Isso se Atlântida realmente existiu.
A MPM, para nossa sorte, foi melhor documentada. Ela era a maior agência do Brasil, em sua época. E, segundo a tradição oral que chegou até mim, também uma das mais criativas do mundo. O mais legal é que essa poderosa força tinha seu “head quarter” aqui no nosso rincão: Porto Alegre. Além de ter sido fundada por 3 gaúchos: Mafuz, Petrônio e Macedo. É dessa escola que derivam muitas das agências atuais e a maioria dos profissionais mais antigos. Só para constar, entre esses ilustres ex-MPM está Luis Fernando Veríssimo.
Se você quer saber um pouco mais leia aqui no link:
http://www.meioemensagem.com.br/fatosmarcantes30anos/fato_interno.jsp?ID=143
Ou baixe o PDF:
http://www6.ufrgs.br/emquestao/pdf_2004_v10_n2/EmQuestaoV10_N2_2004_est01.pdf
Isso só prova que, essa história de agências boa só em São Paulo, é algo relativamente novo. Hoje, em um mundo globalizado e tecnológico, cada vez menos necessitamos da presença física. Reuniões de todos os tipos podem ser conduzidas facilmente a distância. Sinceramente vejo, a necessidade de nos aglomerarmos em São Paulo, como algo ultrapassado. Então por que tudo lá? Não sei.
A verdade é que a diferença, entre trabalhar em uma agência grande em São Paulo e uma grande em Porto Alegre, é muito grande. As condições são muito mais favoráveis. Os caras tem mais estrutura, mais grana e assim, acabam ficando com a melhor produção também. Se formos ainda mais críticos, concordaremos que o resultado criativo também é superior. Parece que no Rio Grande do Sul e no resto do Brasil, perdemos algo. O que é? Não sei também. Em todo caso, arrisco-me a dizer que o dinheiro (ou a falta dele) é apenas parte do problema. Não justifica completamente esse distanciamento.
Agora sim, posso desenvolver mais a idéia que queria apresentar nos primeiros parágrafos.
Eu vejo essa mudança na propaganda mundial como uma oportunidade para recolocarmos-nos em uma posição de destaque no cenário Brasileiro. Não estou falando de grana. Acho que ela vem em conseqüência do bom trabalho. Eu falo de fazer coisa boa. De ,consequentemente, ganhar prêmios e visibilidade.
Como já falei anteriormente, a grana justifica a produção melhor em print e, principalmente, em filme. O grande lance é que, no mundo, essas mídias perdem cada vez mais força. Sendo repetitivo, a idéia não fica mais presa a uma plataforma de revista, jornal ou TV. Os filmes virais, em sua maioria, são caracterizados por uma produção de menor custo. As ações de mídia exterior não necessitam de um fotógrafo caríssimo ou de uma produção caprichada. As coisas podem ser um pouco mais homemade. Claro que, com dinheiro, tudo fica muito melhor. Em todo caso, isso não é mais fundamental. O custo de execução mínimo para essas novas mídias é bem menor.
Penso muito sobre isso. No anuário passado, uma agência do Ceará levou uma seqüência de ouros com trabalhos para uma empresa de ônibus. E não eram idéias de mídia convencionais. Esse tipo de ação parece ser a falha na Matrix para os festivais internacionais e o anuário. É para esse conceito que os olhos dos grandes criativos se voltam hoje. Na minha opinião, é nesse ponto que os gaúchos deveriam investir mais fósforo.
Para finalizar, vou apenas comentar que esse texto não trata de um assunto futuro. Essas mudanças estão ocorrendo embaixo de nossos narizes. Como estou longe e pouco posso fazer para ajudar mando aqui minha contribuição. É apenas uma pequena dica, de um colega que, ainda sonha fazer o que ele mais gosta, em sua terra natal.
***
*Marco Loco Bezerra é diretor de arte da TBWA, Berlim e um cara do caralho. Se tudo der certo, em breve vai ser mais um Czar da Perestroika na Europa. O texto acima não foi tirado de lugar nenhum. É uma contribuição exclusiva do Marco para o Blog da Perestroika.
Maratona de títulos - Segunda-feira
19 de maio de 2008Briefing:
Grooming Place. A Pet Shop que melhor cuida do seu animal de estimação.
Mais um Blog dos alunos.
17 de maio de 2008Alguns caras da turma 1 se juntaram com outros da turma 2 e montaram um novo blog de alunos.
Vai lá.
http://tropeceinissoaqui.blogspot.com ou clique aqui.
MACONHA
13 de maio de 2008Não sei se vocês andaram acompanhando as discussões sobre a proibição da Marcha da Maconha. Pelo o que eu entendi, foi proibido em quase todas as cidades. O que tem amparo legal, pois fazer apologia ao crime e ao consumo drogas é crime. Então uma marcha que vai juntar um monte de gente querendo conversar sobre maconha. Provavelmente, maconheiros, porque quem é que ia querer conversar sobre maconha e pedir sua legalização? Ninguém quer uma marcha de maconheiros.
Mas é estranho, né? Tipo, de uma certa maneira, os caras estão pedindo para conversar sobre o assunto. Não é um convite para subir no morro e fumar um. Um monte de gente que comete um crime, querendo conversar para ver se é crime isso mesmo, fumar maconha. Se de repente eles não poderiam deixar de estar cometendo um crime, sem deixar de fumar maconha.
É apologia isso? Só de tocar no assunto já é apologia? Pergunto sério mesmo.
Logo que a maconha foi criminalizada nos Estados Unidos, algum momento entre a década de 20 e 30, o governo americano limitou a produção de maconha, que era cultivada em todo o país, a quem recebesse um selo especial, de “autorizado pelo governo”.
Só que o governo não deu um selo pra ninguém. Assim seja, qualquer plantação e posse passou a ser ilegal, criando uma classe novo de criminosos quase que da noite para o dia.
Daí, algumas pessoas que tinham achado que toda a função em volta da criminalização tava meio histérica demais - políticos inclusive, como o Prefeito de Nova York chamado La Guardia - que tinham uma posição antiproibicionismo, queriam fazer experiências para estudar os efeitos da maconha no ser humano. Só que a posse de maconha era crime, até mesmo a posse para fazer experiências científicas.
É mais ou menos uma situação parecida, né?
O que afinal de contas é crime, apologia ou uma simples conversa?
Esse texto é apologia? O que vocês acham?
Foi lançada a campanha Ironman 2008
12 de maio de 2008Para quem ainda não sabe, a turma de Criação 2 vai participar da primeira edição do Ironman Perestroika. Trata-se de uma aula especial, de 12 horas de duração. Os alunos que participam do Ironman já foram devidamente avisados e já reservaram o final de semana dos dias 05 e 06 de julho para o evento.
As preparações para essa surpresa anda fudendo a vida dos organizadores, que estão virando às noites pra fazer essa merda que eles inventaram funcionar. Mas tudo bem, sempre vale a pena quando a gente olha a cara de pânico dos alunos no sábado.
Aqui vai o primeiro material da campanha, que estará estampando os jornais, revistas, cartazes e principalmente uma forte mídia em cinema que compramos em todo o Brasil.
Novo curso da Perestroika: Photoshop.
12 de maio de 2008A gente sabe como é a vida de um jovem criador.
Muitas vezes, para entrar numa agência maior é preciso ter uma pasta bacana. Não só com idéias legais, mas com um bom acabamento.
Pensando nisso, no próximo mês, a Perestroika lança o seu Curso de Photoshop.
Alguns podem pensar que é loucura nossa lançar um curso de Photoshop num mercado onde existem tantos concorrentes. Mas não é.
E não é porque, diferente da maioria, o curso de Photoshop da Perestroika não será ministrado por um técnico. Mas sim, por um diretor de arte do mercado.
O nome dele é Greg Kickow, diretor de arte da DCS, que atende as contas Tramontina, Vonpar, RBS, Banrisul, entre outras. O Greg é respeitadíssimo pelos seus colegas, especialmente pelas suas montagens e tratamento de imagens. O acabamento do cara é realmente espetacular.
Como você já deve ter se dado conta, essa decisão faz toda diferença na hora do aprendizado. Um diretor de arte pode conhecer as ferramentas do programa tão bem quanto um técnico. Mas o seu olho publicitário consegue saber como cada ferramenta se aplica no dia-a-dia.
É uma simulação muito mais próxima da realidade, e não um simples tutorial. O programa, os temas e as atividades de aula foram pensadas justamente em cima disso.
A aula acontece na sede da Perestroika, numa sala especial. Em parceria com a Compumac, a gente montou um laboratório com Macs bombados, telão e projetor. Aquela coisa de Padrão Iogurte que vocês já conhecem.
Não tem pré-requisito. Não tem que saber mexer no programa pra fazer o curso. O importante é estar pilhado.
O email para inscrições é photoshop@cursoperestroika.com.br. Só não demore muito para escrever. Se as vagas da Perestroika já são limitadas, essas são ainda mais.
Ah, e se você tem algum amigo que tenha interesse, pode pedir para ele escrever também, mesmo que ainda não faça parte da Comunidade Perestroika. Na medida do possível, a gente vai tentar encaixar nas nossas turmas.
Informações:
Carga horária: total de 12 horas/aula.
Início: 17 de junho.
Horário: Terças, das 20h às 23h.
Encontros: total de 4 encontros
Valor: Matrícula de R$ 200 + 3x R$ 263.
Vagas: limitadíssimas.
Quem estiver cursando algum outro módulo da Perestroika (Criação I, Criação II ou Gestão de Contas) ainda tem uma barbada especial de lançamento: 10% de desconto.
Então é isso. Em breve, a gente lançará novos cursos, de outros programas. E no meio do ano, vem mais novidade aí. Assim que tivermos tudo certinho, a gente avisa.
Humanitarian Lion
8 de maio de 2008Eu sempre achei bizarra a idéia de que nós passamos o dia tendo idéia para os outros, em vez de termos idéias para nós mesmos.
Foi esse um dos maiores motivadores para o nascimento da Perestroika. Um lugar onde a gente podia colocar em prática as idéias que a gente acredita sem ter ninguém para desaprovar.
Recém recebi do Donati um vídeo muito legal, que parte mais ou menos desse princípio. Coincidência ou não, eu tinha um projeto da mesma natureza, mas para o mercado gaúcho. Até já tinha conversado com uns amigos sobre isso. Só que, vocês sabem como é: estava mofando na gaveta.
Ainda bem que alguém foi lá e fez. E pensou grande, pensou de um jeito que realmente pode dar certo.







