Arquivo de junho de 2008
15 anos atrasado
30 de junho de 2008Olha, queria que tivessem inventado esse esporte há 15 anos.
Deve ser MUITO afudê.
Nem vou comentar mais.
Retirado do blog da Camiseteria.
Confira o bolão do IronMan Perestroika 2008.
Paródia.
29 de junho de 2008Nunca tinha pensando muito sobre o assunto. Mas essa semana, depois de receber uma peça publicitária por email, me dei conta que a paródia é uma fórmula quase sem erro na propaganda.
Claro que existem paródias que não funcionam. E normalmente não funcionam quando os criadores não levam a paródia ao extremo.
A paródia exige que a gente pise fundo. Tem que ir até o fim, e não enfiar só a cabecinha. Tem que realmente avacalhar muito além do que o bom senso permite.
A paródia parece ser mais ou menos como o cachorrinho ou o nenê. Ou, para lembrar de uma outra fórmula que a propaganda já desgastou, a dublagem.
Botou cachorrinho ou nenê, a peça sempre fica cuti-cuti. Fez dublagem, provavelmente ficará engraçado (o Hermes e Renato recém se reiventou a partir do Tela Class, por exemplo). Paródia é a mesma coisa.
Não estou aqui dizendo que a paródia, os nenês, os cachorrinhos ou as dublagens, a partir de agora, devam ser banidos da propaganda.
Claro que não. Paródia é do caralho. Fazer bem paródia é mérito.
Mas quem me conhece, sabe que eu sempre procuro encontrar padrões nas coisas. Porque o único jeito de ser verdadeiramente criativo, de ser verdadeiramente inovador, é conhecer todos os padrões existentes. Para, então, subvertê-los.
Por sinal, esse meu jeito maniático por padrões é um prato cheio para uma paródia.
IronMan 2008
27 de junho de 2008Tem muita gente perguntando “Afinal de contas, o que é esse tal de IronMan Perestroika?”
Para deixar todo mundo a par do que é, do que será, e, principalmente, acompanhar o projeto ao vivo, criamos um perfil no twittwer.
Sigam-me os bons:
www.twitter.com/perestroika
Axe Temptation.
26 de junho de 2008Como falamos há alguns posts, o advergame da Axe, The Dark Temptation, entrou no short-list de Cannes.
Ficamos felizes pra cacete, já que é um projeto que envolve a Aquiris, empresa de games do nosso amigo Israel. O Israel foi redator por anos e trabalhou em várias agências, como a Dez, a DCS e a Globalcomm.
Como todo cara de visão, o Israel deu um peitaço, largou tudo e trocou o hobby dos videogames pela profissão de criador de games.
Acho legal citar esse exemplo, já que tantas vezes a gente diz que “o RS não tem mercado para isso, não tem mercado para aquilo”. O que é sempre meia verdade.
O RS não tinha mercado para games. Mas a galera da Aquiris botou as caras e criou esse mercado. Em vez de ver como problema, viu como oportunidade.
***
Bom, o fato é que eu sempre esqueço de jogar em casa, e não consigo jogar aqui na agência por causa do plugin. Mas imagino que seja bem legal (acho que os jurados de Cannes merecem um crédito, né?).
Então, quem quiser curtir a pegação do chocolate, clique aqui.
Perestroika: agora fornecedora de tecnologia de educação para a ARP
25 de junho de 2008O nome do post assusta, eu sei.
Mas calma.
É que esse tipo de comunicado exige uma certa pompa.
Na verdade, o anúncio foi feito pré-oficialmente na nossa última aula do Criação 2. Quando, a convite do Rafa, o Chittolina foi na Perestroika falar sobre Linguagem Fotográfica.
Os alunos tiveram oportunidade de aprender pra caralho e conhecer um pouco melhor a personalidade do Celso. Que, além de um puta fotógrafo, é também um exemplo para o nosso mercado.
Ele vai lá e faz.
Ele foi lá e fez, por exemplo, o Anuário do RS. Pegou embaixo do braço e deu um jeito de botar na rua a primeira edição. Como ninguém se apresentou nos anos seguintes, ele foi em frente. Pariu Anuário atrás de Anuário. E, agora em 2008, chegou ao sétimo filho.
Só que o Chittolina é um Jack Bauer de carne e osso. E, não satisfeito, há algumas semanas, ele se candidatou - e venceu - a eleição para Presidente da ARP, a Associação Rio grandense de Propaganda.
Pois bem: uma das plataformas do Chittolina é desenvolver, via ARP, projetos de educação. Pensando no crescimento e no fortalecimento do nosso mercado como um todo.
Para isso, a ARP procurou a instituição que, segundo eles, era a melhor opção em termos de inovação e criatividade do RS.
Sim, a Perestroika.
Então, a partir de Agosto, nós vamos desenvolver um projeto completo de educação. A partir de Agosto, a Perestroika passa a ser também uma fornecedora de tecnologia de educação para a ARP.
Nessa empreitada, contaremos com a ajuda do próprio Chittolina e também do Marco Valério (que é publicitário, mas não tem nada a ver com aquele cara do escândalo - por sinal, o Valério é uma grande figura.)
Mais uma vez, a gente gostaria de lembrar que o projeto NÃO É A PERESTROIKA. É um projeto PARA A ARP, desenvolvido pelas mesmas pessoas que criaram a Perestroika. Ponto.
A gente tem sempre bastante cuidado com isso. Sabemos que um dos maiores valores do nosso curso é a exclusividade. É o conteúdo que vocês têm acesso. E ninguém mais.
A gente não vai entregar os nossos segredinhos. As nossas Quebradas de Matrix, as nossas Cores do Lado, os nossos Jumentus e os nossos Títulos de Repetição Reflexiva.
Não se preocupem. A gente nunca vai deixar de ser uma Aldeia Gaulesa. Nunca.
Por outro lado, a gente acredita que é possível fazer - e fazer muito bem - esses programas. Dentro de outros formatos, com outros apelos. Coisas completamente distintas, que só terão uma coisa em comum: o nosso jeito de pensar.
***
O mais legal nisso tudo é saber que, com apenas 16 meses de vida, a Perestroika já se tornou uma referência em modelo de educação.
Isso realmente nos deixa envaidecidos.
E, sem dúvida, essa é uma conquista de todos nós. Porque a gente acredita que a Perestroika não é um grupinho de quatro pessoas. A Perestroika é uma galera, que pensa de um jeito parecido e que quer fazer coisas do caralho.
Então, a gente agradece ao pessoal da ARP, pela confiança. E agradece a vocês, alunos, por continuarem acreditando nesse nosso jeito Asterix de ser.
Million
24 de junho de 2008Lembram da sugestão que rolou no Youtube, do Humanitarian Lion? Pelo visto a idéia não saiu do papel. Mas se tivesse saído, teríamos um forte candidato: o case Million, do sistema educacional da cidade de Nova York.
Para ver o case do Million, clique aqui.
Dica do ilustríssimo leitor do nosso blog, Marco Loco.
Não desperdice o tempo das pessoas com propaganda.
23 de junho de 2008Por Fabiano Goldoni*
Todo mundo sabe que a propaganda está se transformando em algo bem diferente do que aquilo que os professores da faculdade nos ensinam. Estão surgindo novas formas de anunciar marcas e junto com isso uma nova nomenclatura para definir o que é a propaganda hoje em dia. Começamos a falar naturalmente sobre todos esses termos, como guerrilha, viral, ambush marketing, PR stunt, seeding, e até aproveitamos para rebatizar o bom e velho merchandising com o pomposo nome de product placement. E um dos assuntos mais falados hoje em dia é que a propaganda está se parecendo cada vez mais com conteúdo de entretenimento ou, em bom português, está se convertendo em advertainment.
Antes de entrar no assunto, paro para fazer duas aclarações: primeiro, os professores da faculdade não estão ensinando coisas inúteis. É preciso entender a propaganda desde as origens para poder transformá-la de forma lógica e consciente. Segundo, o fato da propaganda estar tomando a forma de conteúdo como entretenimento não significa que ela não tenha conteúdo em si. É preciso entender a diferença entre esses dois conteúdos. O conteúdo da propaganda tem a função básica de informar sobre o produto, já o conteúdo como forma de entretenimento, mesmo quando associado a uma marca, não se preocupa (teoricamente) em informar o público sobre um produto ou uma marca.
Vou tentar explicar isso com exemplos mais práticos: você criou um comercial de TV superdivertido, que grudou na cabeça de todo mundo e virou uma referência de como a propaganda pode fazer parte da vida das pessoas e se transformar num fenômeno social e cultural. Isso é entretenimento? Não. Isso é boa propaganda. Entretenimento é tudo o que as pessoas fazem por livre e espontânea vontade para ocupar seu tempo livre. Ou seja, assistir uma série de TV, ler um livro, ver um filme, jogar vídeo game, acessar um site, praticar um hobby, etc. Os únicos que preenchem seu tempo livre com propaganda somos nós, publicitários. As pessoas normais preferem coisas normais. Ocasionalmente, elas dão de cara com o nosso trabalho enquanto estão preenchendo seu tempo livre.
Por incrível que pareça, ou melhor, graças à criatividade dos profissionais de criação, a propaganda ainda dá resultado mesmo assim. O problema é que esse resultado vem diminuindo cada vez que surge uma nova revista ou um novo canal de TV. A culpa é do excesso de conteúdo disponível para preencher o tempo livre das pessoas. Tudo porque o tempo dedicado ao entretenimento não aumentou na mesma proporção em que se multiplicaram as mídias. E o pior é que a maioria dos anunciantes não tem como aumentar a sua verba publicitária o suficiente para cobrir todas essas novas mídias e opções de entretenimento. E, como as pessoas não consideram a propaganda como uma opção, ela é a primeira a ser ignorada. No fim das contas, isso acaba sendo uma batalha mais do que perdida para nós, publicitários.
A solução para isso é o velho ditado “se não pode vencê-los, junte-se a eles”. Precisamos transformar a propaganda em algo que não represente uma interrupção da diversão para as pessoas, mas sim uma continuação ou uma nova opção para preencher o tempo ocioso. Para isso, precisamos mudar um pouco a nossa mentalidade na hora do brainstorm.
A primeira coisa é mudar de referência. Deixe os One Show e as Archives na prateleira. Procure livros e sites de arte. Principalmente, os que tratam de intervenções urbanas, arte interativa, vídeo arte e novas tecnologias na arte. Essas referências são o que existe de mais vanguardista em criação para preencher o tempo livre das pessoas. Depois, observe com um olhar mais técnico a programação da TV. Tente dissecar a estrutura narrativa de um episódio de uma série, de um documentário ou de um longa-metragem. A TV é a forma de entretenimento em que as pessoas mais investem seu precioso tempo entre o trabalho e o sono. Por último, preste atenção nas coisas bobas que as pessoas fazem para se divertir. Afinal, toda forma narrativa, como a literatura, o teatro e as novelas da Globo são representações fictícias da vida cotidiana.
Quando a gente se referencia na arte, é mais fácil imaginar que margaridas amarelas que formam um corpo num grande parque pode ser uma boa idéia para anunciar uma série, cuja única referência com margaridas está no título: Pushing Daisies.
Quando observamos com um olhar técnico a programação da TV, fica mais simples elaborar falsos documentários, como o Where Are The Joneses? criado para a Ford.
Com certeza, uma Archive ou One Show não servirá muito de inspiração para criar a história de uma mulher que descobre que seu pai era doador de esperma e resolve ir atrás dos seus 27 irmãos a bordo de um Ford. Talvez só quando essa ação for premiada numa dessas publicações. Mas aí já vai ser tarde demais pra você.
E o viral da Red Bull, onde o maior atleta de X-Games de todos os tempos salta de um avião sem pára-quedas? E o viral da Levis em que as pessoas saltam dentro das calças? Estou enganado ou isso parece um quadro de programas sensacionalistas tipo aquele quadro “Isto é Incrível” do SBT no domingo à tarde?
Por último, quando a gente observa as coisas idiotas que as pessoas fazem para se divertir, é óbvio que vamos saber como aproveitar as oportunidades que surgem a todo o momento. Se a Coca Cola não tivesse abraçado a campanha Menthos + Diet Coke como uma promoção, talvez hoje estaríamos falando sobre vídeo do Menthos + Diet Pepsi.
Como já deu para notar, os exemplos de advertainment se encontram muito mais em novas mídias do que nos meios tradicionais. Para produzir adverteinment na TV é preciso ter uma verba muito grande ou se associar com uma emissora. Um caso que eu pude acompanhar de perto foi o da série City Hunters produzido pela Unilever em conjunto com a FOX. Não existe nenhuma referência ao produto ou merchandising dentro da série. É apenas uma série animação com um tema voltado ao público masculino. O Joga TV da Nike e o The Contender da Everlast também são bons exemplos de como uma marca pode investir em conteúdo na TV.
Tá, mas o meu cliente não tem muita grana e quer anunciar na TV. E aí como eu faço para criar advertainment na TV com uma verbinha mixuruca? Espero as sugestões de vocês nos comentários e conversamos sobre isso no próximo texto.
***
*Fabiano Goldoni é criador dos canais Fox e FX, em Buenos Aires e um cara do caralho. Se tudo der certo, em breve vai ser mais um Czar da Perestroika. O texto acima não foi tirado de lugar nenhum. É uma contribuição exclusiva do Fabiano para o Blog da Perestroika. A segunda de várias. Veja a primeira.
Esse emprego eu queria ter.
20 de junho de 2008Where the hell is Matt, versão 2008.
Rodrigo Pinto e o terceiro Leão.
19 de junho de 2008A primeira turma do Criação 1 lembra do Rodrigo Pinto. Ele veio de São Paulo só para participar de um bate-papo ao vivo na Perestroika. Foi uma puta aula para todos nós. E quando eu digo nós, me incluo nessa.
Mas os outros alunos, das turmas 2 e 3, já devem ter ouvido falar do Rodrigo também. Eu vivo citando o quanto ele influenciou a mim e a todos os redatores da minha geração.
Para quem não sabe, o Rodrigo trabalhou anos na Paim, foi para a Lew,Lara, voltou para a Paim, voltou para a Lew,Lara, e agora está na Loducca.
Bom, tudo isso para dizer que o Rodrigo acaba de ganhar o seu terceiro Leão em Cannes. A ação está aí embaixo, para quem quiser conferir.
Você já fez o tema de casa?
19 de junho de 2008Recém saíram os vencedores de Cannes. Quem ainda não espiou, é só futricar na internet. O que não falta é blog com imagens dos anúncios, filmes e cases vitoriosos.
Um desses sites é o Brasinstorm, que acompanhou o desempenho do Brasil de perto. Para entrar no Brainstorm e ver os GPs, clique aqui.
A grande notícia para o mercado do RS foi o duplo shortlist gaúcho, coisa que não acontecia há muito tempo.
Parabéns à Escala, que emplacou uma ação de mídia exterior, para o combate à aids. O nosso amigo Diego Wortmann está realmente em grande fase: depois do Young, um shortlist em Cannes.
E parabéns à galera da Cubo / Aquiris, que criou o jogo da Axe e também raspou. Grande Israel: fazendo bonito para os gringos.


