Arquivo de julho de 2008
Um por cento
22 de julho de 2008Por Beto Baibich*
Há um tempo atrás o Felipe me pediu pra escrever algo pro blog da Perestroika. A minha primeira reação foi achar que eu ia falhar miseravelmente. Faz muitos anos que eu saí do Brasil e o meu português já não é o mesmo. E pra ser sincero, ele nunca foi muito bom. Além disso, sobre o que diabos eu podia escrever? A solução tava de baixo do meu nariz. Se é pra escrever sobre alguma coisa, melhor que seja sobre algo que tenha uma boa chance de continuar sendo uma verdade pra mim por um bom tempo. E que possa ser usado por qualquer pessoa que queira testar o método.
O trabalho em criação - publicitária ou não - tem muito a ver com a personalidade de quem tá bolando seja lá o que tem que ser criado. E existe um aspecto da personalidade de qualquer criador que acaba fazendo uma diferença enorme na qualidade do trabalho que ele é capaz de fazer e o quão longe ele vai poder chegar em qualquer carreira que involva o processo criativo: o jeito que ele encara o fracasso.
É preciso ser meio masoquista pra ser realmente um bom criador. O único jeito de chegar a uma idéia genial é ter outras 2938572938 idéias que vão de completamente estúpidas às que são boas, mas não excepcionais. E a realidade é que 99.999999% de todas as idéias que você tiver têm que morrer. De morte matada, de morte morrida. E
assassinar uma idéia não é fácil. Todos nós temos mecanismos pra tentar nos convencer a salvar uma idéia na beira do abismo. Mas se a idéia chegou na beira do abismo, você tem um só dever: dar o pontapé.
A ironia do processo é que a cada idéia matada vem um sentimento de mini-fracasso. A tendência natural é de aprender com os nossos erros, o que leva a maioria dos criativos a cometer um erro ainda maior: eles aprendem a não errar mais. Desenvolvem cacoetes, exploram terrenos conhecidos. Tudo isso por um sentimento falso de segurança.
A solução pro problema é algo que beira uma forma de insanidade: encarar cada mini-fracasso como um grande sucesso. É colocar quantidade de idéias como a prioridade número um. E depois de ter 100 idéias, matar as 99 (de vez em quando 100) com um sorriso. O truque é sempre se lembrar que idéias ruins nos ajudam a aprender quais são os caminhos que são mais frutíferos, que a gente sempre vai aprender mais das idéias que a gente matou do que das que sobreviveram.
Um dos estagiários mais promissores na agência onde eu trabalho é um cara que passa o tempo inteiro falando as idéias que ele tem, quase sem parar. Praticamente todas são ruins. Mas ele continua mandando ver com um sorriso de orelha a orelha. E vira e mexe ele diz algo interessante, que vale a pena, que começa idéias interessantes. Ele tá com a contratação praticamente garantida. Fracassar mil vezes e se sentir bem a cada idéia que não deu certo é uma fórmula perfeita pra passar o tempo todo se divertindo nessa profissão.
Existe um jeito super simples de começar a encarar criação dessa forma: numere as suas idéias. Todas elas. Não interessa se é uma frase quando você tem que criar um comercial de TV ou se é uma única palavra que lembra algo de interessante. Todas idéias, por menores que forem, merecem seu próprio número. Quando você estiver num brain,
comece com o número 1 e coloque objetivos de quantidade, não qualidade. Toda vez que você tiver quantidade, a qualidade acaba vindo junto. É inevitável.
Normalmente eu tento ter 100 idéias antes de começar a filtrar as que são interessantes e as que vão pro saco. É super importante não se censurar de nenhum jeito antes de chegar a hora de passar todas as idéias pelo filtro. Depois que vocé escolher as 5 a 10 idéias que você gostar, desenvolva elas um pouco mais. Pense em diferentes execuções. Veja se a idéia rende ou se é difícil desdobrar em diferentes mídias. Faça desenhos simples. Se você tiver algum lugar pra fazer isso, cole
tudo na parede. Não há nada como ter uma visão geral da coisa.
E daí o lance é voltar pro caderno e voltar ao brain. As primeiras 100 são as mais difíceis. Então agora dá pra parar pra passar o filtro a cada 50 idéias e repetir o processo de novo e de novo. Poucas campanhas realmente boas vem antes de umas 200 idéias. Mais cedo ou mais tarde você vai ter que apresentar as suas idéias pro seu diretor de criação. O trabalho dele vai ser muito mais simples. Ele só vai precisar escolher as idéias que realmente têm potencial, e as que chegaram a esse estágio do processo são provavelmente já idéias bem melhores do que se você tivesse tentado achar uma idéia genial quando você começou a trabalhar no projeto. O trabalho é muito mais fácil quando a gente realmente gosta duma idéia. É pura diversão.
Boa sorte.
***
*Beto Baibich é diretor de arte gaúcho e um cara do caralho. Já trabalhou na Fischer America, Dez Propaganda e Escala. Depois de trabalhar um temporada na Taxi, do Canadá, ganhar Leões em Cannes e ser apontado como um dos jovens criativos mais promissores do Canadá, se mudou de mala e cuia para o Colorado. Hoje ele é DA da Crispin Porter + Boguski, uma das agências mais hypadas do mundo.
Se tudo der certo, em breve vai ser mais um Czar da Perestroika. O texto acima não foi tirado de lugar nenhum. É uma contribuição exclusiva do Betinho para o Blog da Perestroika.
Correria? Correria!
21 de julho de 2008É comum a gente, numa rodinha de publicitários, ouvir o seguinte papo:
- Esse findi eu trabalhei pra caralho.
Ou:
- Essa semana saí todos os dias às três da manhã.
Ou ainda:
- Putz, faz quatro meses que eu trabalho sábado e domingo.
Cada vez mais, eu acho que esse discurso não é por causa da nossa rotina mega-atarefada. O que eu percebi, e essa é a tese que eu defendo, é que nós vemos a fodelança como status.
Isso aí. No nosso meio, se fuder é ser foda.
Você pode até nem concordar comigo. Mas sei lá. Parece que existe uma necessidade da gente mostrar para os outros que se está trabalhando muito.
Não consigo identificar bem a razão.
Talvez, isso signifique que a gente está numa agência grande (afinal, todas as agências grandes são assim).
Ou um sinal de que temos muitas responsabilidades, que somos imprescindíveis no processo.
Ou que nós somos mega-exigentes e, dessa forma, nunca nos damos por satisfeitos saindo na hora (quem garante que o próximo Leão não vai pintar às 3h da madrugada?).
Repare que, nos papos do Salão da Propaganda, o discurso clássico é:
- E aí, como tá lá?
- Correria, e lá?
- Correria, correria.
É ou não é?
***
Parece meio aquela piada da Sharon Stone na ilha deserta. Se você come uma gostosa, e não conta pra ninguém, não tem a menor graça.
Se você vira a noite trabalhando, e não conta para seus colegas, ninguém vai saber que você foi um herói.
Não seria essa uma prova de que vemos a fodelança como status?
Eu, num Salão há uns 2 anos, fiz questão de responder pra todo mundo “Pois é, minha vida tá bem tranqüila, tenho saído no horário”. (Tá, não era verdade. Mas eu só queria ver a reação das pessoas.)
E não é que todo mundo me olhava meio estranho? Como se fosse proibido estar bem posicionado no mercado e sair às 19h.
***
Veja como é curioso. Normalmente, as pessoas mentem para mais. Elas exageram na fodelança. Elas realmente fazem questão de dizer que saíram às 4h da matina. Mesmo quando terminaram o job mais cedo.
Outro indício de que minha tese não é tão absurda assim.
***
Mais: se a questão é se exibir, não seria mais lógico o raciocínio inverso?
“Eu trabalho pouco, chego às 11h, saio pra almoçar, só volto às 15h, nunca fico até mais tarde, tô cagando para todo mundo, e ainda assim precisam de mim”.
Ninguém se vangloria de ter um carro caindo aos pedaços, ou de ganhar mal, ou de morar num JK alugado.
Ninguém, tirando o Jorge Kajuru, chega para uma mina dizendo “Eu sou ruim de cama, tenho pau pequeno e já fiz troca-troca”. (Se você não conhece essa entrevista, clique aqui.)
Ninguém se vende assim. Porque não existe status nisso.
Então, por que insistimos tanto nessa Síndrome de Sofrenildo?
***
Agora, não confunda isso tudo com falta de ralação.
Uma coisa é trabalhar para caralho. Ser um eterno insatisfeito. Ser exigente e não se contentar com o que já fizeram. Não aceitar bem a média.
Outra coisa é ter a necessidade de falar para todo mundo que você trabalha para caralho. É se afirmar em cima disso.
Uma coisa é a realidade do mercado. Que exige bastante e faz a gente virar a noite. Que joga para o acostamento que não agüenta o tranco.
Outra coisa é se exibir. Como se o fato de ficar até tarde fosse um troféu.
***
Eu tô na contramão. Pra mim, ficar até tarde é um saco. Perder o final de semana é um saco. E quanto mais eu lembrar desse sofrimento, pior. Por isso, nem toco no assunto.
Quando eu estimulo os alunos a ralarem, é porque eu tenho certeza que a quantidade faz a qualidade. Agora, eu procuro na medida do possível (evidente que nem sempre isso é possível) não ficar me exibindo de algo que, pra mim, não tem valor nenhum.
E ainda assim, às vezes, eu me pego dizendo “Nunca almoço, passo o horário do meio dia resolvendo coisas da Perestroika, hoje eu tenho dois expedientes, a reunião de ontem terminou de madrugada, blá, blá, blá”.
***
Sinceramente, espero que esse post sirva para recrutar pessoas que também pensam como eu. Não existe nenhum problema em trabalhar bastante, nem em ser exigente. O bizarro é ver alguma vantagem nisso.
É ou não é, Kajuru?
Left Luggage
21 de julho de 2008Seguindo a nossa linha de novas contribuições, aí vai o Post da Carol D’ávila. Ela é Diretora de Criação da Bendito e vai coordenar um dos nossos novos projetos: o Curso de Design da Perestroika.
Bem-vinda, Carol.
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LEFT LUGGAGE
Há exatos dez anos, no auge dos meus vinte e poucos, eu fazia minhas malas.
Era a primeira vez que saía da casa dos meus pais e a primeira vez que sentia uma necessidade absurda de independência.
Foi tudo sem muitos planos, e com muita, mas muita excitação e frio na barriga.
Eu tinha uma academia de design me esperando. E eu, cheia de esperanças, queria entrar nessa academia.
A única coisa que eu sabia é que ficaria no mínimo um ano e que só me permitiria voltar quando sentisse que tinha feito alguma coisa por mim - e isso significava, profissionalmente.
O sentimento dos meus primeiros dias era de chapação total. E não porque eu estava na Holanda (sorry pelo trocadilho), mas por todo o bombardeio de informações que me rodeava.
A sensação que eu tinha é de que não ia dar tempo de absorver tudo e que um ano talvez fosse muito pouco.
Foi na Holanda que virei designer. Na verdade, descobri que já era. Mostrando a pasta de agência em agência, num belo dia um diretor de criação me pergunta por que eu queria trabalhar em agências de propaganda se eu era designer.
Pronto, a confirmação!
Um ano e meio passou, muitas viagens, experiências profissionais absurdas, amigos, trabalhos, informação, informação, informação.
E de tudo o que vivi, o mais importante que trouxe dentro de mim, foram as pessoas que passaram pela minha vida.
A sensação que eu tinha - e estou tendo hoje - é de que todo mundo que passou por mim, deixou um pedacinho. E essas pessoas fazem de mim o que sou hoje.
A Perestroika teve o poder de mexer comigo nessas últimas semanas. Frio na barriga, a sensação de que o tempo vai ser pouco pra tanta informação, empolgação.
E o melhor de tudo, a certeza de que vou me tornar uma nova pessoa. Sei que além de ensinar, vou aprender horrores com vocês.
Eu espero poder mudar ou mexer ou deixar um pedacinho, que seja, de mim em vocês.
Festinha do Criação 1.
19 de julho de 2008É hoje! É hoje!
Festinha duplamente arregada.
Primeiro o churras.
Depois a balada.
Ah, nada de beber e dirigir.
E, por último: aí vai uma inspiração para quem pretende fazer gêmeos.
Caprichem.
Até onde dá pra brincar?
18 de julho de 2008Na segunda-feira, um dos professores do Gestão de Contas veio conversar comigo no intervalo.
- Tiago, me contaram uma coisa, não sei se é verdade.
- Manda.
- O Nizan comprou a Perestroika?
- (Risos) Não! Mas eu sei de onde saiu esse boato.
- Pois é. Uma pessoa lá onde eu trabalho me perguntou, e eu não soube responder. O que me deixou mais impressionado é que ela contou que a notícia veio pelo namorado.
- Isso nasceu de uma piada interna nossa com a turma do Criação 2. Nós sugerimos que tínhamos uma janta com o Nizan. Depois, eu escrevi um post no Blog Padrão Iogurte (Blog dos alunos), reforçando a brincadeira. Mas no final, todo mundo sacou que era piada.
***
Passados alguns dias, eu e o Felipe anunciamos a nossa saída da Live e da DCS, para assumirmos a Perestroika.
Exatamente por causa do nosso histórico de pegadinha, muita gente demorou a acreditar.
Foi o preço de ter feito a piada do Nizan.
***
Ontem, fizemos mais uma piada. Colocamos (e retiramos, você já vai entender por que) uma introdução no texto da Bibiana, nossa estagiária, que nos escreveu direto do Canadá.
Não, ela não está indo para o Canadá às nossas custas. Inclusive, quem prestou atenção, viu que em nenhum momento a gente disse isso com todas as letras.
O que acontece é que a Bibiana foi liberada, com menos de 2 meses de contrato, para ir para o Canadá. De certa forma, foi um presente, sim. Quantas empresas topariam esse acordo? Ainda mais porque ela saiu na parte mais crítica da história da Perestroika. Recém abrimos as inscrições de seis novas turmas.
Enquanto ela está lá, no bem bom, nós estamos nos fudendo aqui para deixar tudo em dia. É ou não é um arrego, hein, Bibi?
É claro que a maioria dos nossos alunos, o pessoal mais próximo, sacou a piada. Uma boa parte pode até ter ficado na dúvida. Mas no final, a gente sabia que tudo ia ficar bem.
Era mais uma tiração de sarro em cima do nosso problema. Sim, porque ficar sem estagiária, justo nesse perído, é uma fodelança sem tamanho.
Nós estávamos rindo de nós mesmos.
***
Só que essa notícia da Bibi gerou um bafafá. Só o Rafa recebeu três ligações de gente perguntando se era verdade. A história, evidente, foi esclarecida. Mas um comentário nos deixou pensativos.
- Pô, vocês já estão picareteando.
E aí, ao ouvir isso, nós descobrimos que estávamos pagando um segundo preço. O preço da visibilidade.
***
Talvez nem nós mesmos tivéssemos nos dado conta do crescimento da Perestroika.
Esse episódio me fez sentir como um adolescente. Que cresce e não se dá conta do próprio tamanho. Então vai batendo nas coisas, tropeçando nos móveis, e fica pensando que só ele é desastrado.
Foi quando eu me dei conta que é isso que rola com as empresas quando crescem.
Enquanto elas são pequenas, livres, tipo franco-atirador, elas fazem o que bem entendem. E ninguém da bola. Por isso que sai tanta coisa boa, tanta coisa nova, tanta irresponsabilidade elogiável.
No entanto, é só crescer um pouquinho que todos já ficam te julgando. Ficam te olhando de cima para baixo. Ficam procurando um defeito para dizer “bah, olha os caras, são uns picaretas!”.
E aí, a Perestroika vai se engessando, vai se engessando, e vai virando um elefante branco, chato, insosso, morno e sem graça.
Se a gente começar a pensar muito nos outros, vamos acabar com os testes cego de cerveja na aula (isso realmente acontece), com a galera fuzilando bolinhas uns nos outros (isso realmente acontece), com um grupo de ufólogos falando da cidade perdida de Atlântida (isso realmente acontece) e anões de cueca desfilando pela sala (isso realmente acontece).
Será que, a partir de agora, a gente vai ter que medir todas as palavras e atitudes, porque tem muito mais gente olhando?
Será que o preço de crescer é ser um chapa branca?
Ainda não tenho essa resposta.
***
Para mim, ser picareta é ser intelectualemente desonesto. É mentir para tirar vantagem. É querer que as pessoas acreditem nessa mentira porque é justamente isso que vai trazer benefícios.
É dizer que tem o que não tem. É dizer que faz o que não faz. É dizer que é bom onde não é.
Eu conheço muita empresa grande que se valeu de picaretagem para crescer. E conheço algumas que continuam picareteando até hoje, mesmo depois de grandes.
Sugerir, brincar, ironizar, fazer piada interna, rir de si mesmo, pra mim, não é ser picareta.
É evidente que a Perestroika não quer enganar ninguém. A gente não promete o que não pode cumprir. Inclusive, quem já nos procurou para fazer matrícula, sabe que a gente joga aberto. Eu mesmo já disse para várias pessoas. “Olha, não faz a Perestroika. Acho que não é bem o que tu está procurando”. Principalmente quando vêm se matricular em busca de um bom portfólio. “Olha, se tu quer portfólio, faz a Escola de Criação da ESPM”. Já gastei a voz repetindo essa frase.
Isso é ser picareta?
***
Não estou dizendo que não aceleramos demais. Sei lá, ninguém é obrigado a acertar sempre. E sabendo que o nosso Blog tem MUITOS leitores novos, a gente deveria ter levado isso em conta. Então: a todos que entenderam mal, e se sentiram engrupidos por causa disso, as nossas sinceras desculpas.
Agora, um conselho aos novos leitores do Blog da Perestroika. Não levem tudo tão a sério. Esse aqui é um espaço que traz conteúdo, opiniões e muita coisa interessante.
Mas sempre vai levar a vida com bom humor. Porque o nosso jeito de pensar é assim.
***
Quem acompanha o Blog há mais tempo sabe que, todo final de mês, nós elegemos “O funcionário do Mês”. Mesmo que só tenhamos um. Uma piada bem com a nossa cara.
Fico pensando: será que isso também não pode gerar confusão?
Está cada vez mais difícil saber até onde dá pra brincar. Mas que a gente vai continuar sacaneando, ah, vai.
E agora, me dêem licença por favor. Acabei de ver que tem uma chamada não atendida do Nizan.
Bibiana, direto do Canadá.
17 de julho de 2008“Viajar. Nossa, que coisa boa eh viajar. (sim, teclado sem acentos, obvio).A gente ve um monte de gente diferente, de comidas diferentes, de estilos de vida diferentes. E cada viagem feita traz um bilhao de referencias pra gente. Nao importa onde a gente vai, se aqui do lado ou do outro lado do mundo. A gente tem eh que ver o que acontece alem dos muros da nossa cidade.
(…)
Chegamos bem tarde, entao nao tinha nada aberto pra gente comer. Muito simples. Atravessamos a rua ate um furgao daqueles que vendem lanches rapidos, e comemos um xis-leptospirose (um rato saiu debaixo do furgao no momento em que recebemos o lanche pra comer).
Dia seguinte, depois do cafe no Starbucks, fomos caminhando ate Chinatown, que eh o lugar mais fedorento ever. La passamos por um funeral chines, bizarresimo. Saindo de Chinatown fomos caminhando ate o Bata Shoe Museum. Esse vale visitar. Tem tudo o que eh tipo de sapato, inclusive alguns de celebridades, como David Bowie e Ella Fitzgerald. Tem tambem uma ala dedicada somente a sapatilhas de ballet. Quem um dia vier pra Toronto, tem que passer nesse museu. Custa mais ou menos 10 dolares, e estudante tem preco especial.
Depois disso caminhamos, caminhamos, caminhamos. Passamos por varias ruas como Bloor, que tem varias grifes, Yorkville, que eh curiosa tendo em vista que antigamente era o point do pessoal da contracultura, e hoje eh totalmente o oposto. Virou um centro de gastronomia e compras chiques.
Pegamos um metro e fomos ate Dundas-Yonge Square, que eh uma mini Times Square em Toronto. Vale ir pra la so pra ver os outdoors iluminados. La esta tambem o Eaton Centre, um dos maiores shoppings do mundo. Saindo de la, caminhamos ate a CN Tower, que tem algumas centenas de metros de altura, e obviamente subimos. Chega dar pressao no ouvido, tao alta eh a torre. Mas vale a vista, mesmo sendo meio caro pra entrar. Alem disso, tem um chao de vidro, que da um medo absurdo. Parece que o vidro vai estourar a qualquer minuto, e a gente vai cair uns 400 metros.
(…)
Dia seguinte fomos pra Niagara Falls. As cataratas realmente sao bem decepcionantes, principalmente pra quem ja foi pra Foz do Iguacu. Mas a cidade, meu deus. Eh um festival de souvenir, meio que um grande parque de diversoes. Deve ter umas 5 mansoes mal assombradas, mais uns 6 museus de cera, mais um monte dessas coisas que criancas e turistas adoram. Tem um cassino bem lindo, mas o que pra mim mais valeu a pena foi a roda gigante. Bem simples, mas la de cima da pra ver absolutamente tudo, alem de ser meio poetico.
(…)
Queria mandar fotos tambem, mas aqui no cyber nao tem a entrada pra camera, entao vou ter que ficar devendo. Mas voltaremos, diretamente de nao sei onde eu vou estar, com noticias do Canada exclusivas pro pessoal da Perestroika.
Beijos!”
Poesia visual impulsionada pelo You Tube.
16 de julho de 2008A partir de agora, o Blog da Perestroika cresce e passa a contar com contribuições de todos os nossos sócios, de todos os nossos novos cursos.
E a estréia não poderia ser melhor. Um texto inspiradíssimo da Carla Mayumi, Diretora de Planejamento da Box.
Aproveitem.
***
Poesia visual impulsionada pelo You Tube.
Quem gosta de poesia? Quase todo mundo. É bonito, é culto, é legal gostar de poesia. Agora quem de fato lê poesia, compra livro de poesia, passa longos minutos sentado em casa e troca a TV por um livro de poesia? Para quem se não se identifica com essa cena quase idílica, a internet vem ajudando a reestabelecer um elo com a poesia, de um jeito visual, lúdico e bem familiar: através da telinha do You Tube.
Billy Collins, poeta americano dos nossos dias, fala do sucesso dos seus poemas no You Tube da seguinte forma: “I like poetry that ambushes people, like it’s no big deal, you’re cruising around YouTube, you know, and there’s a poem.” (algo assim: “gosto da poesia que te pega sem querer, como se não fosse grande coisa, tipo você está passeando pelo You Tube e dá de cara com um poema”). Billy Collins, através da sua poesia, se aproxima da vida cotidiana, fala do cachorro, das calçadas, das coisas com as quais topamos quando olhamos para os objetos dentro de casa, mas que na maioria das vezes não nos damos conta de que estão ali. Os próprios títulos dos poemas falam dos momentos diários de cada um de nós: “Man Listening To Disc”, “The Best Cigarette”.
O vídeo de um de seus poemas, “Forgetfulness”, é um dos que melhor representam esse movimento, é campeão de acessos dentro da temática poesia: já teve mais de 400.000 acessos, o que para uma peça literária não é pouco. Não é para menos: o criador do vídeo, Julian Grey, conseguiu colocar ainda mais poesia no que já era lindo, mesmo que dessa forma tenha transformado a peça numa outra peça.
Deixando um pouco a poesia de lado e falando do que isso tem a ver com business, com criatividade, com planejamento: quem criou esse vídeo foi a área de entertainment da JWT (sim, a agência de propaganda), que realizou a peça para o Sundance Channel. Isso mostra como a inspiração, a arte e a cultura podem conversar de maneira verdadeira com a arte da propaganda. E mostra principalmente a importância de pessoas que trabalham no mercado de marcas estarem ligadas e conectadas a movimentos fora do próprio umbigo. Se todo mundo fica “se inspirando” sempre nas mesmas fontes, nada novo surge no front. É só olhar para o lado que tem um monte de coisa nova e inspiradora acontecendo. Entender isso é um passo de fazer as tendências acontecerem.
Video do poema Forgetfulness, de Bill Collins:
Sem querer acusar ninguém, mas o vídeo “Forgetfulness” parece ter sido uma inspiração para o filme do Itaú Personalite, julguem por si:
Video do filme do Itaú Personalité:
* Neste link, para quem quiser mais, tem todos os vídeos realizados para poemas do Billy Collins - sim, tem vários, o cara realmente despertou o desejo de videomakers por transformarem seu texto em linguagem visual:
http://www.bcactionpoet.org. Ou clique aqui.
Perestroika com 4 novos cursos.
14 de julho de 2008Até agora, a gente só tinha falado dos nossos novos cursos para um pequeno público. Apenas para a Comunidade Perestroika e para as pessoas que nos procuraram por e-mail.
Só que chegou a hora de lançar oficialmente. Chegou a hora de fazer o jabá pra valer.
A partir de Agosto, a Perestroika tem 4 novos projetos. Para todos eles, nós buscamos parceiros que realmente entendem do assunto. Porque, como vocês sabem, essa é uma das nossas filosofias. Quem dá aula na Perestroika, tem que saber do que está falando. Tem que estar no mercado. Tem que ter respeito e admiração dos alunos. Tem que ser foda.
***
O primeiro curso é o Mashup: Criação + Internet. Ele explica profundamente os conceitos on-line, mostrando as ferramentas e explicando como fazer para que as suas idéias tenham linguagem de Internet.
Todas as aulas são interessantíssimas para quem se sente (como eu) defasado com relação às novidades da Internet. Uma das minhas aulas prediletas do programa é a que explica o que é o Google, como ele nos vê e como ele se remunera.
Quem coordena é o Marcelo Quinan, Gerente de Interface da AG2. Um cara do caralho e um profissional fantástico.
Além dele, o curso conta outros professores muito legais. Guilherme Garcia Giacomo, Supervisor de Criação da AlmapBBDO; Renato Rosa, Gestor da RR; Marcelo Bacchieri, Especialista em Gerência de Projetos e Design Production; Leo Prestes, Coordenador de Criação e Planejamento da W3Haus; e o Edu Santos; da Ipanema e da Loop.
***
Falando no Edu, um outro projeto que estamos lançando é o Curso de Som, coordenado pelo Edu Santos.
Ele foi pensado tanto para quem leva música como hobby quanto para quem tem (ou quer ter) a música/o áudio como profissão.
Além do Edu, nós temos outros professores do cacete:
Marcelo Ferla, que escreve para várias revistas, como a Rolling Stone; Tejo Damasceno, produtor e engenheiro de som que já trabalhou com Racionais, Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, entre outros; André Sittoni, editor e desenhista de som, que participou com produções como Seven, The Royal Tenenbaums, Signs, Six Million Dollars Hotel e The Patriot; Rodrigo Leão, Presidente da Casa Darwin; letrista da banda Skank e autor do hit “Saideira”; Piá; um dos precursores do Hip-Hop, que recém passou uma temporada com os melhores DJs do mundo; e o Adriano Basegio,que desenvolve pesquisa de ritmos e sonoridades para a construção da cena dramática.
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O nosso terceiro curso é o de Design, com a coordenação da Carol D`ávila, Diretora de Criação da Bendito.
Mas o mais legal é que, além da Bendito, nós temos outras 2 importantes empresas de Design representadas. Afinal de contas, a nossa idéia é não apenas simular o mercado, mas ter sempre mais de uma visão, para que os alunos tenham uma formação completa.
Por isso, foram convidadas a Karen Ferraz, Coordenadora do núcleo de embalagem do GAD, e o Gustavo Guedes, Sócio-fundador e Diretor de Criação da 321.
Os três têm experiências muito legais. A Carol, por exemplo, cursou tipografia e design de tipos na Koninklijke Academie van Beeldende Kunsten Den Haag, na Holanda, trabalhou na Inizio DMB&B, em Amsterdam e passou por uma triagem na Fabrica, quando o Toscani ainda estava por lá.
A Karen trabalhou no Japão com sportswear design no estúdio Paprika, Inc., criando uniformes, estampas, grafismos, catálogos e artigos esportivos para Asics, Salomon, Puma e Columbia Sportswear.
E o Gustavo, além te ter especialização em Visual Merchandising - PDV pela POPAI (Point of Purchase Institute), criou um trabalho para a Diadora que foi considerado o “Melhor PDV de 2005”, segundo a matriz italiana.
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E chegamos no nosso quarto projeto: o curso de Consumidor (nome provisório).
Ele junta a tecnologia de educação da Perestroika com o conteúdo e a expertise da Box. Uma sociedade que só deu certo porque essas duas empresas possuem DNAs e filosofias muito parecidas.
O objetivo é aprofundar os conceitos de pesquisa, planejamento, tendências e comportamento do consumidor.
Todos os professores são profissionais da Box: Carla Mayumi, Diretora de Planejamento; Eduardo Fraga, Planejamento ; Luisa Bettio, Diretora de Campo; Mariana Baldi, Pesquisadora de Campo; e Desiree Marantes, Trends Researcher.
Além disso, o curso tem as participações especiais do Rony Rodrigues, Presidente da Box; João Cavalcanti, Sócio-fundador da Box, Diretor Geral das áreas de Planejamento e Trends; e Helder Araújo, Diretor de Criação da Bola Design.
E dois Guests de peso: a Ana Paula Cortat; VP de Planejamento da agência de propaganda Leo Burnett, de São Paulo, e o Gabriel Shalom, videomaker e artista multimídia que vem direto de Berlim para dar aula na Perestroika.
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Então, gente, é isso. Quem tiver interesse em algum desses projetos, é só escrever para os e-mails dos cursos.
mashup@perestroika.com.br
som@perestroika.com.br
design@perestroika.com.br
consumidor@perestroika.com.br
A primeira vez em Cannes.
14 de julho de 2008Já falei pra vocês do Márcio Fritzen. Amigo meu, do Rafa, Tiago e Felipe.
Eu e o Bohrer trabalhamos juntos com ele na DCS algum tempo. Passei uma virada de ano em Floripa com ele e mais uma galera. Muita história pra contar.
Coração bom, irmão mesmo, que está fazendo bonito na DM9.
Dois Leões em Cannes 2007, Young 2008 por SP.
E é sobre o festival deste ano, conforme já havíamos prometido aqui mesmo, que ele escreve. Interessante e divertido. Aproveite.
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A PRIMEIRA VEZ EM CANNES.
De Márcio Fritzen exclusivo para o BlogPerestroika.
Eu prometi um texto para a Perestroika falando de Cannes 2008. Mais um pouco fica para Cannes 2009.
Mas enfim, aqui está.
Na verdade, o que escrevi tem bem menos qualidade e conteúdo do que alguns textos que já vi nesse blog.
Peço desculpa também se está tudo fora de ordem.
Mas acho legal que é um texto para todos.
Os cedefes ganham considerações, comentários e percepções sobre o festival.
A turma do fundão, dicas de baladas, festas e outras curtições.
Eu ganho lembrando dos melhores 9 dias da minha vida.
BALADAS OU PALAIS? OS DOIS.
Um dia antes do festival tem balada.
No primeiro dia do festival tem balada.
No dia seguinte tem balada.
No último dia do festival tem balada e tem também aquela dor de cabeça que te faz prometer não beber mais.
É muito louco porque todo dia tem a melhor balada da sua vida.
E todo dia tem também coisas imperdíveis no Palais, onde rola o festival.
Todo dia você pode ver um anúncio que nunca imaginou fazer.
Todo dia você pode ver um filme que te dá inveja.
Por tudo isso, deixe para dormir no avião.
FODÕES.
Uma das coisas mais legais de Cannes é o contato que você tem com as feras da propaganda mundial.
Você pode estar sentando ao lado do Nick Law e do Bob Greenberg, os caras que criaram o Nike Plus.
Os caras que você admira estão lá. Os nomes que você leu nas fichas existem.
Com isso não estou dizendo que você deve encher o saco dos caras. Nem puxar.
Mas pode rolar um papo.
Quem sabe entender como determinada idéia foi realizada.
Ou até mesmo mostrar a sua pasta se for oportuno. Eu disse, se for oportuno.
BIRITA NA FAIXA.
Existe um lounge chamado JCDecaux que fica na Croisette. Lá pelo posto 14.
Nem todo mundo conhece esse espaço. A JCDecaux é uma puta empresa de mídia exterior na europa.
O trabalho dos caras é bem legal.
Mas vamos ao que interessa: lá dentro é tudo liberado. Desde acepipes até champanhe.
Tem dias que lota o tal do JCDecaux e ninguém mais entra.
Aí, se você for cara de pau como eu pode entrar pela praia.
Tipo como se estivesse de passagem e quando viu, entrou e já está lá dentro.
PALESTRAS E WORKSHOPS.
Adorei a palestra do David Droga da Droga5. Se você não conhece o trabalho do Droga, acesse www.droga5.com.
Pelo site já dá pra sentir o quanto é incrível.
Outra palestra que não tinha necessariamente a ver com propaganda foi a do Tony Bennett.
Por não ser um cara de propaganda eu já achei a idéia legal.
O tema era a importância da música para as marcas. Foi bacana. O Tony é uma figura.
Parece um mafioso. Sem falar da napa. Que baita napa…
Também vi a palestra do Alexandre Gama sobre o case do Bradesco e a preocupação com a conservação do planeta.
Interessante e super em cima do que a gente tá vivendo.
Outro workshop que participei aconteceu onde eu estava hospedado, no hotel Atlas.
O porteiro, o Alain, me ensinou a abrir um champanhe com uma colher. E sem deixar a rolha cair no champanhe.
Uma mistura de “Se vira nos 30” com “Isso é incrível”.
Não aprendi porque já tinha bebido uma garrafa de champanhe antes.
Mas o Alain ainda está lá para ensinar quem quiser aprender.
COMPETIÇÃO DOS YOUNGS.
Achei foda a rotina dos youngs que competem. Eu gostaria de competir. Acho uma puta oportunidade.
Mas você aproveita bem menos o festival.
Ganharam uns argentinos da BBDO em filme. Sempre os argentinos em filme.
O briefing era o briefing do momento: Como curtir a vida sem ferrar o planeta?
O Brasil ganhou em internet. Sempre os brasileiros em internet.
HOLANDÊS QUE É MALANDRO.
Os youngs da Holanda é que são espertos. Os caras criaram uma festa que virou febre.
A bebida é bem cara e eles faturam alto.
Para você sacar a organização da delegação holandesa, eles têm até um buzão.
VIRAIS. NÓS AINDA VAMOS APRENDER A FAZER.
O Brasil não emplacou nenhum trabalho na categoria Viral Video. Um vídeo da Dm9 deu na trave. Bem legal:
Acho que muita gente ainda não entendeu o que é um viral e deixa a coisa muito comercial. Aqui tem alguns virais que ganharam Cannes esse ano:
http://www.simviral.com/2008/06/cannes-lions-2008-vencedores-de-viral-video/
CHORA NA CAMA QUE É LUGAR QUENTE.
Todo mundo apostou que o GP de Film seria “The Key” para Freixenet, criado pela JWT Espanha, de Barcelona.
Mas levou apenas prata.
Olha a peça:
Isso mostra como o festival às vezes é imprevisível. E cruel.
Quem dirigiu esse filme foi nada mais, nada menos do que Martin Scorsese.
GP POLÊMICO.
O Grand Prix da categoria Film no Cannes Lions 2008 foi para o filme Gorilla, da Fallon de Londres, criado pelo argentino Juan Cabral para os chocolates Cadbury.
(Um parentese no parágrafo: se você não conhece o Juan Cabral, vai atrás. Ele criou os filmes de Bravia e tem vários outros trabalhos geniais.)
Quando o Gorilla passou no Palais, ninguém aplaudiu loucamente. Nem vaiou.
Todo mundo gosta. Mas muita gente questiona se não poderia assinar qualquer cliente.
GP DE PRINT.
O GP de print desse ano foi a peça de Energizer. A criação é da DDB Africa do Sul.
Deu o maior barulho, porque parece que tinha uma campanha da TBWA Cingapura
com o mesmo conceito que foi short em 2005.
Aqui dá pra ver as duas peças:
http://www.ccsp.com.br/ultimas/noticia.php?id=32675
GP DE ACTING.
Por favor, confira.
Esse garoto é incrível.
E os dentes do Bob Esponja?
Levou ouro em film.
GP DE…DEIXA PRA LÁ.
TITANIUM LIONS.
Essa categoria é fascinante. Só grandes idéias. Não tem fantasma.
É idéia do caralho e de verdade. E quem julga são as mentes mais brilhantes da propaganda mundial.
O trabalho de Halo 3 me deixa sem palavras. A produção…o conceito…
Vai na veia, mergulha nesse universo do real x virtual.
Você precisa ver. Vai atrás. Foi o GP.
PRICELESS.
Dar uma volta de Ferrari no circuito de Mônaco da F1. É o horário nobre da vida!
Mostre para o Rubinho como se faz.
São oitenta euros com você no comando e um mala do seu lado falando “Slow..slow…”
A CASA DO PIERRE CARDIN CAIU.
A festa mais alucinante em Cannes 2008 foi a do Terra.
Show do Morcheeba na faixa no lugar mais alucinante que já eu vi. A foto fala melhor do que eu sobre a casa-nave-disco-voador do Pierre.
A festa da Microsoft também foi incrível. A pista rodava. Sério…
Tá duvidando? Botei no youtube. Dêem uma olhada.
Detalhe: eu sou o louco gritando ao fundo.
O RETORNO.
Voltar não é fácil.
Ao mesmo tempo, quando você volta, Cannes te impulsiona.
Deixa você mais cascudo. Não deixa você ir na primeira idéia.
Faz você pensar mais.
Você volta com a vontade de fazer.
Ano que vem espero vê-los em Cannes.
Eu vou estar lá.
Um pouco menos nas baladas. Bem mais no Palais.
Mas ainda podemos tomar umas.
Stand-up Leo Prestes.
14 de julho de 2008O Leo Prestes (aquele cara que eu elogiei pra caralho na aula de rádio), ex-redator de várias agências, e atual coordenador de planejamento e design da W3Haus, fez um puta stand-up na aula do Felipe do último sábado.
O mais legal é que foi a primeira apresentação do Leo. Começou com pé direito.
Imaginem a pressão. Foi logo após uma routine do Felipe. E depois de vermos vários vídeos de stand-ups nacionais e mundiais.
Bom, a Carol Janovik, que trabalha com o Leo, mandou essa pérola pra gente. Aí vai.
O vídeo abaixo se chama “A técnica da toalha”.



