Arquivo de agosto de 2008
Curso de Photoshop Remodelado
19 de agosto de 2008A Perestroika está lançando a segunda turma de Photoshop.
Fizemos um “focus group” (hehehe) com os alunos da primeira turma e adaptamos muitas coisas do curso. Agora, está tudo 110%. Perfeito. Lindo. Ajustado. Como um curso de Photoshop deve ser. As aulas começam na terça que vem, dia 26 de agosto. As vagas são limitadíssimas.
Confere aí o serviço e o programa. Se curtir, manda um e-mail para photoshop@perestroika.com.br
PHOTOSHOP PADRÃO IOGURTE - Aulas com Diretor de Arte
PROFESSOR: Greg Kickow, diretor de arte da DCS, que atende as contas Tramontina, Vonpar, RBS, Banrisul, entre outras. O Greg é respeitadíssimo pelos seus colegas, especialmente pelas suas montagens e tratamento de imagens. O acabamento do cara é realmente espetacular.
CARGA HORÁRIA: total de 15 horas/aula.
INÍCIO: 26 de agosto.
HORÁRIO: Terças, das 20h às 23h.
ENCONTROS: total de 5 encontros
VALOR: 3x R$ 195.
VAGAS: 8
Os melhores da Perestroika - O Grande Inimigo da Inovação.
19 de agosto de 2008Seguindo com as republicações, separei um post do Márcio que foi muito comentado: O Grande Inimigo da Inovação. Ele inspirou tanta gente que virou email e circulou pelo mercado.
E circulou mesmo. Chegou uma hora que o próprio Márcio recebeu o texto que tinha escrito.
Na real, ele fala de uma coisa muito simples, mas de uma maneira superbacana. Se você não conhece, clique aqui.
Gestores de contas
18 de agosto de 2008Hoje é o primeiro dia de aula da Turma 2 do Gestão de Contas.
Mas, o que a gente tem pra falar e ainda da Turma 1.
Provavelmente, a tarefa mais difícil das 36 horas de aulas e de mais de 170h de preparação (sim, a gente discute demais) foi a escolha dos indicados.
Se já era difícil entrar em consenso sobre o template das aulas, imagina sobre algo tão mais importante, e até subjetivo, como “os escolhidos”.
Eles foram os alunos que mais se destacaram, que demonstraram tesão e capacidade. Os critérios foram: consistência, interesse, pertinência, capacidade de argumentação, disciplina e muita, muita vontade de aprender.
O mais legal é que entre esses indicados tem desde uma pessoa que nunca trabalhou com propaganda, e que tampouco tem formação na área, até uma legítima gestora de contas. O que comprova a nossa tese de que sempre há espaço pra quem quer aprender e crescer.
A Carol Dutra fala com uma segurança e fluência que não condizem com sua pouca idade e experiência em propaganda. Ela não se intimidou em nenhum momento e sempre colocou seu ponto-de-vista. Inclusive chamou bastante atenção sua segurança e capacidade de argumentação especialmente com os professores.
A Cláudia Schneider foi a aluna que mais enriqueceu a turma com referências e exemplos profissionais. Mas, isso a gente já esperava da aluna mais experiente da turma. A gente que trabalha com comunicação sabe que bem mais difícil do que significar e ressignificar. A Cláudia ganhou nossa indicação e nossa confiança de ir muito mais longe do que ela já foi justamente por essa capacidade.
O Júlio Mendez já ganhou muitos pontos logo na arrancada. Não apenas porque a formação em psicologia ajuda muito na área da comunicação, mas pelo peito que ele teve em cair de pára-quedas em um universo completamente novo para ele. Essa postura que mistura coragem, desbravamento e humildade para saber agüentar e lidar com o não-saber o fez voar alto nas nossas aulas.
Então, se alguém estiver precisando de atendimento competente por aí, pode indicá-los de olhos fechados. A gente assina embaixo. Só não pensem que eles vão aceitar trabalhar em um lugar qualquer.
E para o pessoal da nova turma: estamos ansiosos para colocar o nome de vocês aqui.
Sexta foi meu último dia na DCS.
17 de agosto de 2008Nas últimas semanas, muitas pessoas me procuraram para tentar entender a minha decisão de sair da DCS e assumir a Perestroika.
Não foi fácil explicar. Porque não é fácil explicar.
Na maioria das vezes, eu dei uma resposta-padrão, apenas para ganhar tempo. Eu sabia que haveria um momento do pronunciamento oficial.
Agora, que eu estou desligado da agência, chegou a hora.
Escrevi um grande texto. Ele fala de mim, da minha saída, dos meus motivos, das pessoas a quem sou grato e dos planos que eu tenho para a Perestroika. Foi a única maneira que eu consegui de expressar tudo, ou quase tudo, que eu estou vivendo.
Achei necessário esse esclarecimento.
A verdade é que esse post tem muito mais significado para mim, que estou escrevendo, do que para qualquer um que possa estar lendo.
Para facilitar a vida de todo mundo, eu separei em capítulos. Assim, você pode ir direto ao ponto que mais interessar.
Para ler o Capítulo 1, “Por que eu saí”, clique aqui.
Para ler o Capítulo 2, “O que eu vou fazer na Perestroika”, clique aqui.
Para ler o Capítulo 3, “Como tudo aconteceu”, clique aqui.
Para ler o Capítulo 4, “Agradecimentos”, clique aqui.
Para ler o Capítulo 5, “Recado final”, clique aqui.
Beijos, abraços.
Tiago Mattos.
1) Por que eu saí.
17 de agosto de 2008A pergunta que eu mais respondi nas últimas semanas foi: “O que você vai fazer na Perestroika?”.
É verdade que boa parte das pessoas parecia empolgada, feliz e demonstrava bastante curiosidade com a minha decisão. Por outro lado, também é verdade que muitos reagiram de uma forma, digamos, um pouco intrigada.
“Deixa eu entender, Tiago. Você está largando a DCS, deixando de criar para uma puta verba como Olympikus, abrindo mão de ter o Rafa Bohrer como dupla, o Beto Callage como Diretor de Criação, um cliente cabeça-aberta com o Márcio, abandonando um bom salário, para ir para a Perestroika? É isso mesmo?”.
Evidente que ninguém perguntava com essas palavras. Mas nas entrelinhas, sim, elas estavam todas lá.
Acho isso até certo ponto curioso. Porque essas pessoas certamente entenderiam se eu dissesse que estava saindo da agência para me reciclar. Para estudar numa escola de criatividade. Onde teria aulas de Consumidor, com os caras que atendem Nike nos EUA e Nokia na Finlândia. Ou um curso de Design com uma galera que trabalhou na Itália, na Holanda e no Japão.
Se eu contasse essa versão, acredito que diriam: “É isso aí, Tiago. Um ano vai passar e a vida de todo mundo vai estar igualzinha. Enquanto que você vai se tornar um criador muito melhor.”
Pois é exatamente isso que eu vou fazer. Só que esse curso fica aqui, em Porto Alegre. A cinco minutos da minha casa.
A dedicação full-time à Perestroika vai fazer a nossa empresa crescer. Mas também vai possibilitar que eu tenha tempo para participar de todos os nossos novos projetos. Consumer Beat, Som, Mashup e Design.
Então, mesmo que aconteça um desastre, e dê tudo errado - a Perestroika quebre, eu fique sem emprego, sem dinheiro e tenha que voltar para o mercado -, tenho certeza que, em seis meses, serei um profissional muito mais valorizado do que sou hoje. Um criador com muito mais domínio da técnica da redação, com conhecimento de propaganda, pesquisa, tendências, mercado e novas plataformas de comunicação.
Reparem: mesmo que eu quisesse continuar sendo Redator, estudar na Perestroika seria a melhor decisão que eu poderia tomar para a minha carreira.
***
Por sinal, isso me dá o gancho para explicar que a minha saída da DCS e da redação não tem nada a ver com ter enchido o saco da agência ou da profissão.
Eu adoro criar e não teria problema nenhum em ser redator por mais 10, 20, 30 anos. Ao mesmo tempo, existem outras atividades que também me dão prazer. Dar aula. Administrar o meu negócio. E (por que não?) criar. Afinal de contas, esse é um pensamento muito ingênuo. Achar que só existe criação dentro de um departamento de criação de uma agência de propaganda.
É, porque se você diz que está saindo da criação de uma agência de publicidade para virar administrador, a reação é quase sempre a mesma. “Esse aí cansou”. “Esse aí virou um burocrata”. “Esse tinha tudo para ser um criador bacana, mas desistiu no meio do caminho”.
Fico imaginando como reagiriam os designers da Ferrari, os estilistas da Diesel e os músicos do Radiohead a esse pensamento. Já que eles nunca trabalharam numa agência de propaganda – e, por isso, alguns devem achá-los extremamente burocratas.
Para mim, a tendência das pessoas criativas é buscar o novo. Por muito tempo, eu busquei novas idéias publicitárias, novos posicionamentos, novos formatos de propaganda. A partir de hoje, vou continuar fazendo a mesma coisa. Só que agora estou atrás de um novo negócio, um novo emprego, uma nova profissão.
Meu pai, quando saí do colégio, disse que não se preocupava com o curso para o qual eu prestaria vestibular. Afinal, com 40 anos de idade, eu estaria trabalhando numa profissão que talvez nem existisse ainda.
Hoje, eu vejo que ele tinha toda razão.
Portanto, a todos que torcem por mim, e que ficaram meio ressabiados com a minha decisão, eu digo: não se preocupem. A Perestroika não é meu Plano B. A Perestroika é meu Plano A.
2) O que eu vou fazer na Perestroika.
17 de agosto de 2008De certa forma, até entendo que algumas pessoas fiquem inseguras com a minha decisão. É quase impossível explicar o que é a Perestroika. Tudo aconteceu tão rápido que nem todos tiveram oportunidade de conhecer a essência do nosso negócio.
A Perestroika não é um curso. É muito mais. É tanta coisa que eu precisaria de um segundo texto, tão grande quanto esses cinco capítulos, só para explicar os nossos novos projetos.
Em resumo, o que a Perestroika se propôs a ser, desde o primeiro dia, desde quando ela era só um cursinho num auditório alugado, era um Centro de Criatividade, Entretenimento, Inovação e Geração de Conteúdo. Sendo um dos seus braços uma escola.
O que eu acho mais legal na Perestroika é que ela foi concebida de um jeito que, pelo menos na teoria, transita em harmonia com todo o mercado.
Veja se você concorda.
A Perestroika não veio substituir as faculdades. A gente veio para complementar o conteúdo acadêmico. Inclusive, por mais que os alunos façam piadas e comparações (que nos envaidecem muito), nós acreditamos que o mais legal é cursar os dois. A nossa relação é tão saudável que até fomos contratados por uma universidade para desenvolver um projeto de educação. Sem falar nos muitos outros namoros que já pintaram.
A Perestroika, definitivamente, não é uma agência. Entretanto, nós certamente vamos fazer jobs de criação (para falar a verdade, já temos um bem grandinho na nossa pauta). É até uma necessidade. É isso que me dá autoridade para continuar falando de redação com a propriedade de quem está no mercado. O próprio Beto Callage disse que pretende me procurar para concorrências e prospecções.
A Perestroika não quer se posicionar como uma fornecedora das agências, como são as produtoras de vídeo, de áudio e as gráficas. Agora, em algum momento, ela até pode ser. Um exemplo que nos faz acreditar nisso é o Núcleo de Humor & Comédia que está nascendo, aos pouquinhos, dentro da Perestroika. Com exercícios de stand-up e improvisação, shows de humor e um profundo estudo em cima da estrutura da comédia (que tem tudo para virar uma bibliografia inédita).
A Perestroika não quer funcionar como uma agenciadora de estágio. Mesmo que, na prática, isso já aconteça. Já perdi a conta do número de e-mails que recebi de gente pedindo indicação. Como a Perestroika tem uma relação muito próxima com os alunos, de forma que a gente sabe o nome de cada um, os planos de cada um, a área de interesse de cada um, o perfil de cada um, fica fácil aproximar essas duas pontas.
Então: a gente dá aula, sem ser concorrente das universidades. A gente cria, sem ser concorrente das agências. A gente gera conteúdo, sem ser concorrente dos fornecedores. A gente indica estagiários, sem ser concorrente do CIEE.
Afinal, que porra é a Perestroika?
Como eu falei, é difícil de explicar. Nós sabemos exatamente qual é o nosso posicionamento. Nós sabemos exatamente quem é o nosso público para cada um dos nossos braços. Nós realmente acreditamos que é possível. E que é possível fazer coisas muito legais e inovadoras a partir desse negócio.
Um dos fatores que mais me convence disso é que a Perestroika foi construída no extra-pauta, depois do expediente. Então, imagine o que ela pode virar se nós tivermos toda a nossa energia canalizada para o negócio, oito horas por dia, cinco dias por semana.
***
Em parte, o que foi dito acima já responde a outra pergunta com a qual eu me deparei muitas vezes nas últimas semanas. “Se um dos maiores diferenciais da Perestroika é ter professores do mercado, não é incoerente vocês saírem das suas agências para se dedicarem exclusivamente ao negócio?”.
Evidente que não.
Até porque, esse pensamento impõe duas premissas de forma definitiva, como se fossem verdades absolutas.
1) Ao sair da DCS, eu estou saindo do mercado.
Errado. Eu continuarei criando, não apenas porque acho importante para o negócio, mas também porque eu gosto.
2) Eu serei professor.
Veja bem: eu pretendo continuar dando aula por bastante tempo. Porque eu adoro e o feedback dos alunos tem sido muito positivo. Não acho que eu vou desaprender o que sei só porque, agora, eu não recebo mais pits feitos por um atendimento.
De qualquer forma, se isso incomodar quem realmente importa – que são os alunos –, é muitos simples. Eu abro mão da vaga e nós buscamos um puta redator de uma puta agência.
3) Como tudo aconteceu.
17 de agosto de 2008Acho que a melhor maneira de explicar como tudo aconteceu é através de uma metáfora criada pelo próprio Beto Callage, no dia em que nós conversamos sobre a minha saída.
Eu era casado. Tinha uma esposa perfeita. As coisas iam maravilhosamente bem. De repente, surgiu uma amante. Mais parecida comigo. Mais liberal. Extremamente sedutora.
Aos poucos, eu comecei a guardar as melhores piadas para a amante. Comecei a sair nos melhores restaurantes com a amante. Comecei a dar atenção para a amante, e deixar de lado a esposa.
Até que chegou uma hora em que não dava mais. Eu não podia mais continuar com essa enganação. Pedi o divórcio e fiquei com a Outra.
O fato é que 2008 não vinha sendo um ano de muito brilhantismo da minha parte. Tinha alguma coisa errada, e eu sabia direitinho o porquê.
Eu até poderia ficar enganando os outros. Mas seria uma grande burrice fazer isso comigo mesmo.
***
Acho que meus dois primeiros anos de agência foram muito legais. Me orgulho de muita coisa que fiz na DCS.
Ao mesmo tempo, não posso negar. Isso só aconteceu por um voto de confiança que me deram com Olympikus. Ser um dos co-autores de um filme que virou saga. Ajudar na mudança da comunicação de uma marca tão grande. Participar de um projeto como o Conspiração Pequim. Tudo isso foi um grande privilégio. E só foi porque apostaram em mim.
Agradeço também as oportunidades em termos de premiação. Os dois Salões que participei pela DCS me deram muita visibilidade.
E não me deixo iludir. Apesar de saber que tive uma participação importante, as circunstâncias que estavam a meu favor – verbas grandiosas, pits excelentes e muita gente boa criando ao meu lado – foram o mais determinante.
Qualquer bom redator, com a estrutura que eu tinha, faria tanto ou mais do que eu fiz.
4) Agradecimentos.
17 de agosto de 2008E para terminar, eu não poderia sair da DCS sem agradecer a algumas pessoas que foram fundamentais nesses três anos. Por mais piegas que seja (eu falei na Reunião de Criação que não vejo problema com as coisas piegas), é impossível evitar.
Agradeço ao Beto Callage. Porque se ele não tivesse apostado em mim, eu não teria nada para dizer da DCS. Um exemplo de cultura, sensibilidade e sabedoria.
Sou muito grato a ti, Beto.
Agradeço ao Rafa. De todas as muitas duplas que eu tive, o melhor. O melhor layout. O melhor brain. O melhor critério. O melhor motivador. O melhor chefe. O melhor amigo. Se eu já admirava o Rafa quando entrei na faculdade, imagine depois de tanto tempo dividindo os mesmos pits.
Foi uma honra ser teu dupla, Rafa.
Agradeço ao Perottoni. Que talvez nem veja esse post. Mas que foi o responsável pelo momento mais importante da minha carreira. Foi ele quem me recebeu de braços abertos na DCS. Foi graças a ele que eu me transformei em Redator do Ano, ganhei o respeito do mercado e uma condição que não esperava conquistar tão cedo.
Perottoni, te considero meu irmão.
Agradeço ao Régis. Que apesar de tratar mais diretamente com os diretores de arte, foi uma pessoa que acompanhou meu dia-a-dia com muita paciência, didática e atalhos que eu não vou esquecer tão cedo.
Régis, foi um grande prazer.
Agradeço ao Márcio. Principalmente por me indicar para a vaga. Esse empurrão (junto a algumas circunstâncias da vida) me deram uma oportunidade impagável. De trabalhar com o melhor cliente que alguém pode ter. Espero que o meu substituto valorize o teu talento como eu sempre valorizei.
Márcio, tu é o cara.
Agradeço ao Felipe. Que é, a partir de agora, o meu novo dupla. Por todas as discussões, ligações, e-mails e noites mal dormidas por culpa da Perestroika. Por todas as performances brilhantes. Por todas as idéias fora de série. Por toda a entrega. Por todos os posts inspiradores. Por me ensinar a ir lá e fazer. Por me ajudar a ter coragem para mudar.
Felipe, tu é genial.
Agradeço aos meus fiéis escudeiros. Bárbara, Ballico e Rech. Em meio a tantas críticas, tantas cobranças, tantas caras feias, espero ter contribuído de alguma forma com o crescimento de vocês. Torço para que vocês consigam ir mais longe do que eu.
Contem comigo. Sempre.
Agradeço a todos os alunos da Perestroika. Pelos elogios e pela admiração, que só aumentaram a minha convicção nessa mudança. Se não fossem vocês, eu nunca estaria escrevendo um post de despedida.
Vocês são foda.
E aos demais, que não foram citados aqui, sejam da DCS, do mercado, amigos, ex-colegas, e que de alguma forma foram importantes para mim, sintam-se abraçados e beijados.
Valeu, gente. Foi do caralho.
5) Recado final.
17 de agosto de 2008Eu já tomei muitas decisões ousadas na minha vida. Só para vocês terem uma idéia, eu já pedi demissão oito vezes, sem ter nenhuma proposta ou negociação em andamento. E em todas as oito, as coisas deram certo.
Então, não seria agora, na oportunidade profissional mais cristalina dos meus 28 anos, que eu iria refugar.
Existe um lema na Perestroika que a gente não cansa de repetir. “Vai lá e faz”. Porque nós, criadores de agência, somos treinados para conceber idéias, não para executá-las. Então, nós sempre deixamos os nossos projetos pessoais e profissionais para depois.
Se Perestroika, em russo, significa reconstrução, eu não podia me deixar inibir pelo medo. Era a hora de reconstruir a minha vida e a minha carreira.
Depois de entender isso, eu sabia que só precisava de um último empurrão para conversar com o Beto e pedir demissão.
Eu vejo isso até de uma forma um pouco romântica. Acho que existe um momento que a gente lê, vê ou ouve alguma coisa que liga aquela chavezinha mental da coragem. E que fica guardado pra sempre como o evento precipitador da mudança.
No meu caso, esse empurrão veio após ler uma frase do Einstein, que, ironicamente, está gravada numa parede da DCS. “Não há nada que seja maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes”.
Então, eu fui lá e mudei. Fui lá e fiz.
Torçam por mim, galera.
Beijos, abraços.
Tiago.

