Aproveitei o final de semana para ir no tão esperado Museu Iberê Camargo. Afinal, não poderia ter cenário mais perfeito. Sábado de sol, beira do Guaíba, puta vista e um café na rua, onde eu poderia fazer uma boquinha sarada (sempre que dou aula, eu acabo almoçando lá pelas 17h).

Pois bem: saí de casa na expectativa de ver Iberê. E vi Siza.

Não estou dizendo que o acervo do museu não é legal. É bacana, sim. Mas para quem curte arte mais a fundo. Porque para os apenas bem-informados (onde eu me incluo), as telas são bastante repetitivas. Os temas, as técnicas, as cores, os formatos, as dimensões. É carretel, bicicleta, bicicleta, carretel. Quando o cara pensa que vai sair disso, termina.

Também não estou tirando o mérito do Iberê, por favor. Sei da importância de um artista desses para a arte brasileira e gaúcha. Mas não tenho como negar que, ali pelo segundo piso, eu já tinha meio que enchido o saco.

Agora, a arquitetura do lugar me impressinou. Muito. E aí entra o nosso amigo Álvaro Siza.

Eu já sabia que o ambiente era do caralho. E até já conhecia um pouco do trabalho do arquiteto português. Mas é aquela coisa: uma cartão postal é muito diferente de viajar e ver a paisagem com os próprios olhos.

Álvaro Siza é português. Mas, de português, ele não tem nada. É considerado um dos cinco arquitetos contemporâneos mais foda do mundo.

Em 1992, recebeu o Prêmio Pritzker, da Fundação Hyatt, de Chicago, pelo conjunto de sua obra. O Pritzker, diferente da maioria dos prêmios publicitários, é um lance realmente relevante. Meio que o Nobel das artes.

E o mais legal: o Siza nasceu na cidade de Matosinhos. Não tinha como eu não gostar.

Postado em 1 de setembro de 2008 às 19:35
Arquivado na categoria: Perestroika
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8 Comentários

Marcelo Jung

Puta merda, eu tb quando fui, so consegui ver uns 5 quadros dos Ibere e, depois disso, enchi o saco. Muito repetitivo MESMO.

Mas o museu eh bacana sim.
So achei estranhos os corredores que dividiam os andares, achei eles mt grandes, tipo, se demora um tempao nos corredores para chegar ao outro andar…. mas… sei la.

Espero pela proxima exposicao no museu.

fernanda obregon

eu fui ao museu só pra ver a arquitetura mesmo. e o mais legal é que a cada andar, cada canto que tu para tu vê um detalhe diferente do prédio.

genial.

bruno christofoli

do caralho, to aguardando pra ir la uma hr… e tem gente que reclama que nao tem vista pro guaíba euheuheue

admin

Uma coisa que eu esqueci de comentar: eu curti mto a lojinha. Na real, toda lojinha de museu é preza. Acho que passei mais tempo lá do que no museu propriamente dito.

Quem é fã do Romeu, vai se divertir lá.

tg

Felipe Só

É irado, mas realmente, um andar de Iberê já seria suficiente. Seria legal uma Bienal ou Bienal B utilizar aquele espaço, uma exposição fotográfica massa, qq coisa nesse estilo.

Ju

eu qse fui trabalhar lá na lojinha do iberê. por pouco, mt mt pouco n tava lá vendendo livros. mas acho que ia cansar de ficar vendo aquelas paredes brancas toooodos os dias; ainda n consegui ir ver o museu todo…

fernanda obregon

marcelo,

eu percebi MOTIVO em todos os cantos do prédio.
te imagina numa exposição ou em uma bienal. os corredores longos são hiatos, espaços para a absorção.

tu olha o que tem no último andar. aí tu queres ver o outro andar. mas antes, tens que passar pelo corredor, arejar, respirar, olhar um “quadrinho” do guaíba, andar mais pelo corredor, e depois de ter assimilado o andar superior, está pronto para o próximo andar.

o corredor é um espaço para a reflexão.

alguém concorda comigo?

Silvana

O museu é absolutamente genial. É um convite à contemplação. Cada canto, cada janela, corredor…a luz do sol que muda a cada instante dentro do ambiente. Realmente impressionante, com todo o respeito ao trabalho do Iberê.

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