4 Comentários | Categoria: Perestroika


Off-off-line.

12 de setembro de 2008

Hoje, na hora do almoço, eu escutei um texto de rádio que falava mais ou menos assim:

“O Sindibancários está com um novo outdoor. É um vampiro, algemado e atrás das grades, que faz redeferência aos banqueiros que não param de sugar a gente. Banqueiro. Chega disso. Blá, blá, blá.”

Fiquei pensando como essas duas peças são pouco efetivas. Um outdoor que precisa ser explicado com um texto de rádio, não funciona. E um texto que rádio que gasta quase todo o seu tempo explicando um outdoor, também não funciona.

Se esses caras não sabem nem usar a mídia offline, fico imaginando no dia em que o Sindibancários decidir anunciar via Twitter, Ning ou Netvibes.

6 Comentários | Categoria: Perestroika


Cavalcate of Cartoon Comedy.

11 de setembro de 2008

É bizarro como algumas marcas conseguem criar coisas estupidamente simples e extremamente funcionais.

Foi lançado ontem no Youtube o canal Cavalcade of Cartoon Comedy. Nele, o criador do Família da Pesada, Seth Macfarlane, cria estorinhas divertidas. Entretenimento puro.

O Burger King, que tem um espírito jovem e contestador, entra naturalmente com patrocinador. Não fica parecendo merchandising da novela das oito. Não fica palha. Não fica nada forçado.

O mais legal é que o conteúdo dos vídeos é hiperadequado à linguagem do Youtube, mesmo bebendo de outras fontes (esse papo de linguagem fica ainda mais claro para quem viu nossa última aula de Mashup).

Curtiu? Então visita lá o canal dos caras. É www.youtube.com/bk.

2 Comentários | Categoria: Perestroika


A Lenda do Mercado Saturado.

9 de setembro de 2008

Todo mundo já ouviu lendas urbanas.

“Não aceite bebida de estranhos, ou você pode acordar numa banheira cheia de gelo e sem os seus rins.”

“Não vá no cinema do Iguatemi, porque os caras colocam agulhas infectadas com HIV.”

“Não coma no McDonald’s: os hambúrgueres são feitos com carne de minhoca.”

É ou não é? Ainda mais, depois que inventaram o e-mail. Lenda urbana é o que não falta.

Pois bem: dentro da propaganda gaúcha, existe uma lenda que me incomoda bastante. A de que “o mercado está saturado”.

Eu já troquei de emprego quatorze vezes. Já fui peão de gráfica e host de restaurante metido. Já fui assistente de arte, arquivador de fitas e jornalista de um veículo totalmente picareta. Já distribuí flyer na praia. Já fui o último estagiário na hierarquia de uma grande produtora (aquele que vem depois do cu do cachorro). Hoje, sou Diretor da minha própria empresa. Mas sabe-se lá o que vai vir amanhã.

E por todos esses lugares, eu sempre acompanhei o desespero dos meus chefes quando alguém pedia demissão. Guardadas algumas exceções, era sempre um parto achar um substituto. Fosse quem fosse. Do novato ao presidente.

Isso indica que, diferente do que se diz nos corredores, o mercado gaúcho não está saturado. Quer dizer: o mercado está saturado, sim. Mas saturado de profissionais que estão abaixo da expectativa de quem contrata.

Quando se precisa de alguém bom, realmente bom, que entregue coisas acima da média, que tenha o respaldo de um bom portfólio, com maturidade e postura, que seja do bem e não tenha medo de trabalho, é foda de achar.

Vi isso se repetir por todas as agências que passei. Mas também no restaurante, na gráfica e até no jornal picareta.

Esse cara valioso, quase insubstituível, que é uma mistura de Romário (pelo talento) e Dunga (pela postura), é dificílimo de achar. E se você abrir mão dos nomes de maior visibilidade (que normalmente já recebem um bom salário, ou já atendem boas contas, ou já estão felizes na empresas em que trabalham), fica mais difícil ainda.

Lembro bem quando o Perottoni foi para Londres e a DCS ficou meses e meses até achar a pessoa certa. O João Pedro Vargas, que é um puta diretor de arte. Um cara gente finíssima, super low-profile, e que justamente por isso foi um pouco mais difícil de encontrar.

Não sei como é em São Paulo, nos EUA ou na Europa. Mas aqui, eu garanto. Se você for bom, mas bom mesmo, você vai ser valorizado pela sua agência e respeitado pelos colegas. E vocês viverão felizes para sempre.

THE END.

11 Comentários | Categoria: Perestroika


Márcio Callage na M&M.

9 de setembro de 2008

1 Comentário | Categoria: Perestroika


Depois de um longo período de pré-lançamento, a gente finalmente abriu os trabalhos para o Curso de Som.

Com a coordenação do Edu Santos, da Ipanema e da Loop, o projeto é mais um passo da Perestroika na direção de um centro de criatividade que vá muito além da propaganda (mesmo que som/música/áudio tenha tudo a ver com o dia-a-dia da propaganda).

Eu até poderia ficar aqui, explicando e dando todo o serviço. Mas acho que o Edu tem mais a manha.

2 Comentários | Categoria: Perestroika


Ponto A.

8 de setembro de 2008

Depois de um longo namoro, a gente lançou, na última semana, o Ponto A. O curso da Perestroika na PUC.

Um produto criado exclusivamente para uma demanda específica da Famecos. E que, ao que tudo indica, pode se desdobrar em outros projetos tão legais quanto.

Sempre é bom lembrar que o Ponto A não é a Perestroika. É um produto da Perestroika criado para a PUC. Outro curso, com outros conteúdos, com outra duração, outros valores e outra dinâmica.

O conteúdo da Perestroika vai continuar intacto e exclusivo para os nossos alunos e ex-alunos.

Bom, o mais legal para conhecer o novo projeto é visitar o blog: cursopontoa.wordpress.com. Lá tem todas as informações para quem quiser se inscrever.

Nenhum comentário | Categoria: Perestroika


Nova turma de Photoshop

5 de setembro de 2008

Estamos lançando mais uma turma de Photoshop.
Fizemos um “focus group” (hehehe) com os alunos da primeira turma e adaptamos muitas coisas do curso. Agora, está tudo 110%. Perfeito. Lindo. Ajustado. Como um curso de Photoshop deve ser. As aulas começam no sábado que vem, dia 13 de setembro As vagas são limitadíssimas.

Confere aí o serviço e o programa. Se curtir, manda um e-mail para photoshop@perestroika.com.br

PHOTOSHOP PADRÃO IOGURTE - Aulas com Diretor de Arte

PROFESSOR: Greg Kickow, diretor de arte da DCS, que atende as contas Tramontina, Vonpar, RBS, Banrisul, entre outras. O Greg é respeitadíssimo pelos seus colegas, especialmente pelas suas montagens e tratamento de imagens. O acabamento do cara é realmente espetacular.

CARGA HORÁRIA: total de 15 horas/aula.

INÍCIO: 13 de setembro

HORÁRIO: Sábados, das 9h às 12h.

ENCONTROS: total de 5 encontros

VALOR: 3x R$ 195.

VAGAS: 8

Nenhum comentário | Categoria: Perestroika


Perestroika vs. Fernando.

4 de setembro de 2008

Vocês já ouviram falar do Caixola? É o Clube de Criação da Fabico. Uma iniciativa muito legal, com um blog bacana (http://cdcfabico.blogspot.com) e uma pilha que a gente dá todo apoio. Da busca de integração, capacitação e do debate sobre a propaganda.

Nós achamos tudo muito do caralho. Até que descobrimos que a campanha de divulgação tinha um cartaz, falando da Perestroika. (Clique no JPG para aumentar.)

O que um instituição faria numa situação dessas? Pediria uma retratação? Acionaria na justiça? Demonstraria indiferença? Mandaria um capanga encher o cara de azeitonas?

Não sei. Mas o que a gente fez está no vídeo abaixo.

29 Comentários | Categoria: Perestroika


Filosofia para o dia-a-dia.

3 de setembro de 2008

A primeira pergunta que todo mundo faz quando me encontram é se eu sinto saudades da DCS, ou da vida de agência.

No caso específico da DCS, tem uma coisa que eu sinto muita falta. São as reuniões de criação.

Muito mais do que uma reunião operacional, ela era uma reunião de inspiração. O Beto Callage, que é um cara mega-culto, sempre trazia (e imagino que continue trazendo) referências incríveis. E não apenas de propaganda. Por sinal, eu achava as mais legais aquelas que não tinham nenhuma relação com propaganda.

Lembrei de um DVD que, na minha opinião, foi uma das Reuniões mais fantásticas que eu participei nesses últimos 3 anos. O documentário se chama “Filosofia para o dia-a-dia”, onde o filósofo Alain de Botton explica o conteúdo denso dos grandes pensadores e mastiga para nós, pobres mortais. Bem arroz-com-feijão mesmo.

O mais legal é que são coisas extremamente simples, como o Amor ou a Raiva. E tudo em cima de exemplos banais, como o trânsito ou o supermercado.

A coleção completa traz Sêneca e a Raiva, Schopenhauer e o Amor, Montaigne e a Auto-estima, Epícuro e a Felicidade, Nietzche e o Sofrimento e Sócrates e a Autoconfiança.

Encontrei no Youtube, meio por acaso, um desses capítulos. Para quem gosta de cabecices, e tem um tempinho livre, vale a pena. Eu, pelo menos, respeito pra caralho os filósofos. Ou não é para se respeitar alguém que passou a vida inteira pensando?

*
*
*

Bonus track: lembrei de uma esquete genial do Monty Python que fala sobre os filósofos. Depois de tanta cabecice, acho que vale um pouco de nonsense.

3 Comentários | Categoria: Perestroika