Toda vez que eu vejo uma ação inovadora, com recursos de criação que vão muito além dos tradicionais meios papai-e-mamãe, eu fico muito feliz.
Normalmente até faço vista grossa para o ineditismo, ou a boa execução, ou o uso das ferramentas adequadas, ou o case que conta a história de trás para frente, ou a funcionalidade da ação em si.
Porque eu sempre penso em algo maior, que é: a coragem de experimentar e arriscar.
A Escala é, sem dúvida, a agência gaúcha que tem liderado esse movimento de inovação (pelo menos, entre as agências ditas “tradicionais”). É uma empresa séria, competente, com grandes contas, com grandes profissionais e grandes lideranças. E que não se deixou envelhecer. Que não tem medo de tentar coisas novas.
Se o Mosquitarelli é fantasma*, não sei. Se o outdoor ambulante funcionou, não sei. Se “Desafiando a inércia” é um bom conceito, não sei.
Mas o que eu sei é que a Escala está virando notícia, sendo blogada e reblogada, se familiarizando com as novas possibilidades da comunicação. Errando, sim. Mas acertando bem mais do que errando. E deixando muita gente comendo poeira.
Eu, como Diretor de um centro de inovação (esse é o nome pomposo que a gente gosta de dar para a Perestroika), vou sempre ser um defensor dos que não estão acomodados. Dos que não ficam só assistindo da platéia a propaganda mundial deitar e rolar com a internet, o celular, o Google Earth, o Ning, o Netvibes. Enquanto, aqui, a gente morre de medo de botar no ar um simples Twitter.
Espero que esses exemplos sirvam para levantar o nosso sarrafo. Para mudar a nossa mentalidade aos pouquinhos. E torço para que esses exemplos não despertem o tradicional Pensamento-siri-gaúcho, de ficar procurando defeitos em vez de reconhecer as qualidades.
Se você reparar, tanto no caso do Outdoor ambulante, quanto nos 35 anos, o cliente era a própria Escala. Isso significa que você não precisa, necessariamente, de um cliente para pagar pela sua ousadia. Você só precisa assinar embaixo. Convenhamos: é muito mais fácil correr riscos com a marca e com o dinheiro dos outros.
A Escala está, definitivamente, impondo um desafio. E não apenas à inércia.
A todos que se envolveram na ação, meus parabéns.
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*- Troquei uns emails com o Axel sobre a citação que eu fiz a respeito do Mosquitarelli. E até para não ficar uma impressão errada: eu sempre curti muito a peça. Recebi direto do Malinoski (quando devia ter apenas uns 15 views, hehe) e respondi de bate-pronto: “isso que é propaganda!”. Ele pode confirmar. Sempre elogiei muito a ação. Mas é fato que muita gente critica e usa essa hipótese para questionar a validade da peça.
12 Comentários
15 de outubro de 2008 às 17:45
Usar GPS pra desenhar coisas que serão “vistas” do céu não é inédito. Mesmo assim, é uma idéia docaralho. Parabéns aos criadores.
Ah, na minha humilde opinião, o outdoor ambulante foi uma das coisas mais docaralho que aconteceram por aqui nos últimos anos. Melhor que o Mosquitarelli, inclusive.
(Porra, usei “docaralho” duas vezes. Preciso diversificar meu vocabulário.)
15 de outubro de 2008 às 18:50
E antes que qualquer um diga qualquer coisa, essa é a minha opinião, não a da Perestroika.
Portanto, qualquer discordância, estamos aí.
Tiago.
15 de outubro de 2008 às 19:10
Opa. Acho que, quanto a iniciativa e postura da agência, irretocável.
15 de outubro de 2008 às 19:48
e a designer precisa se manifestar tb… tipografia e design com gps! MARAVILHA! tb. quero fazer!
15 de outubro de 2008 às 21:00
Foooodaaaaaa pra caralho essa ação… a do outdoor ambulante mais ainda…. parabens pra escala….
15 de outubro de 2008 às 23:34
Bah orgulho master, quem idealizou a ação foi a Mazah, a primeira agência que acreditou em mim quando eu era “bem mais” pequena!!!!
No fim de semana passado cruzei com duas gurias vestidas de caneta marca texto aqui na Dna Laura, maior curiosidade, quando descobri que era uma ação dos guris sabia que vinha coisa legal, adorei!!!
16 de outubro de 2008 às 10:57
Gente, fiquei muito feliz com o post. Assino embaixo do texto, não só por causa dos elogios à ação que desenvolvemos (é bom receber elogio né?) mas também pela postura contra o siri. Também não gosto dele.
Alguns esclarecimentos: sim, escrever coisas com GPS não é novo, mas acho que o jeito que fizemos foi extremamente pertinente dentro do conceito. Teve gente que já levantou a bola de ser chupação do case Starvos da Farfar. Eu conhecia o case antes e não acho que foi chupação.
Segundo. Mariana, a Mazah foi uma super parceira na ação, nos ajudaram muito inclusive em decisões estratégicas, o que vem fazendo também em outros trabalhos. É impossível fazer esse tipo de ação a duas mãos. Mas a idéia nasceu dentro da Escala.
17 de outubro de 2008 às 11:51
Bom pra ca-ra-lho. Parabéns, Mini, Escala e Mazah. Concordo plenamente: não é está no ineditismos (ou não) do GPS a PUTA pertinência da ação.


15 de outubro de 2008 às 16:11
pra paulista ver.