Arquivo de janeiro de 2009
Férias!
30 de janeiro de 2009Assim como o Felipe teve o seus dias de descanso, chegou a minha vez de aproveitar. E como ele fez um post muito bacana (clique aqui para ver), resolvi mostrar o outro lado da moeda.
Afinal, diferente do Felipe, eu não estou tirando férias para descansar. Estou tirando férias para cansar.
Sempre que o cara faz esses roteiros mais culturais, visitando países que não conhece, não se relaxa muito. Além das longas caminhadas diárias, o cérebro não pára. Como tudo é novo, o cabeção trabalha com a capacidade máxima, full time, armazenando trilhões de dados e associando pontos As e pontos Bs a todo instante.
Certa vez, li no blog do Ricardo Freire que um dos grande baratos de viajar é estimular os cinco sentidos. Porque quando a gente fica em contato com um ambiente diferente, tudo é estranho. Não só as coisas que a gente vê. Mas o cheiro, os sons, o gosto e até o tato.
Adoro esse conceito. Sempre que viajo, cuido desses detalhezinhos. Mesmo que esteja comendo um pão com manteiga, fico meio ligado para sacar o sabor, a textura e os temperinhos da cultura local.
E se o pão com manteiga não for lá muito diferente do nosso pão com manteiga? Bom, ainda assim estarei exercitando algo que a gente não faz no dia-a-dia: estimular os sentidos e curtir a riqueza das idiossincrasias da vida.
Eu adoro experimentar pratos locais. Muitas vezes, nem gosto de saber o que eu estou comendo, para não correr de ficar com nojo.
Lembro uma vez na China que fomos num restaurante famoso e pedimos a especialidade da casa, sem fazer a menor ideia do que viria. Chegou uma carne, revestida com um molho parecido com Nutella, e alguns pedaços de pão. Encarei na garra, curti pra caralho e, depois de satisfeito, perguntei para a garçonete qual era a carne em questão. Ela respondeu com aquele inglês incompreensível.
- Dog.
- Dog????
- Yes, dog!
Por alguns segundos, fiquei perplexo. E para desespero pelos fanáticos por cachorro, confesso: estava feliz por saber que tinha comido carne de cachorro.
Imaginem: quando desgustaria esse tipo de iguaria novamente? O mais próximo que eu tinha chegado, até então, eram os churrasquinhos de gato no Beira-rio.
Ainda assim, fiquei na dúvida. E perguntei mais uma vez, para poder guardar para a posteridade e tirar onde com todo mundo.
- DOG? Are you sure? (Eu imitando um cachorro para confirmar.)
- No, no: duck!
E lá se foi uma história para se contar para os netos.
(A foto, como gostam de dizer as revendas de carro, é meramente ilustrativa.)
***
Outra coisa que eu curto para caralho é viajar quando é inverno.
Inverno lá, não aqui.
Por mais na contramão que isso possa parecer, eu realmente acredito que enfrentar um clima inóspito também pode ser um fator bacana, dentro daquela filosofia de experimentar situações novas. Já peguei, por exemplo, sensação térmica de -25Co. É ou não é algo que fica lá, congelado – e bem congelado – na memória?
Como ultimamente a gente não tem tido muito frio por aqui (quando digo frio, é frio de colocar casacão e cachecol), só assim para a gente sair da zona de conforto.
Conheço gente que já foi para a Europa mais de dez vezes e nunca viu neve. Acho isso meio insosso. É mais ou menos como ir para uma praia paradisíaca e passar todos os dias na piscina do hotel. Ou visitar um local com uma gastronomia riquíssima e comer diariamente no McDonald’s.
Piscina você tem aqui. McDonald’s você tem aqui. Viajar é conhecer coisas diferentes. Viajar é ser destemido, ora.
Nesta viagem em específico, o inverno foi um fator determinante. Separei alguns dias para fazer esportes de inverno.
Então torçam para que eu volte inteiro.
***
Procuro fazer pelo menos uma grande viagem por ano. Mesmo que, às vezes, seja um esforço financeiro.
Na real, eu acredito que se o cara racionaliza os custos de uma viagem, ele não faz nada. Na ponta do lápis, os valores envolvidos nunca são muito simpáticos. Especialmente porque é tudo efêmero. Então, se você compara com bens de consumo duráveis, a tentação por deixar o dinheiro no banco é grande.
Por isso que eu nem penso. Já cansei de viajar e depois resolver as contas. Para mim, viagem é: vai lá e compra a passagem. Daí, com o ticket em mãos, você já está comprometido. Então tem que dar um jeito de pagar.
***
Sempre procuro dosar roteiros mais culturais/experinciais de viagens mais relax/diversão.
A hora agora é a hora de encher a bateria. Depois eu invento alguma outra coisa para queimá-la.
Beijos, abraços.
Se der, mando novidades de lá.
Tiago.
Orkut: mais Flogão ou mais Facebook?
27 de janeiro de 2009Eu não sei. Mas eu percebo que algumas pessoas tiram o Orkut para chinelo. Assim como quem usa o Orkut tira o Flogão para chinelo. (Nunca ouviu falar do Flogão? Então clique aqui).
Não sei se, de fato, o público brasileiro que se relaciona pelo Facebook é mais metidinho. A primeira impressão que eu tive é que é. Parece ser uma galera mais viajada, que domina melhor o inglês e que, normalmente, tem amigos no Exterior. Até por isso usa o Facebook: para se relacionar com os gringos.
Eu descobri o Facebook há alguns meses atrás. Foi meio assim: “Tá, vou lá ver qualé para poder dizer se é legal ou não”. Meio naquela curiosidade natural do ser humano.
Aproveitei para catar meus colegas dos tempos de Miami Ad School. Gente que eu tinha perdido completamente o contato e que não sabia nem por onde começar a procurar.
Para minha surpresa, encontrei todo mundo. Refiz vários contatos profissionais com gente que, hoje, está trabalhando nas melhores agências do mundo. Também refiz vários contatos pessoais, com gente que eu gostava de trocar idéias e que não falava há séculos.
Esses dias, recebi uma foto de uma festa que aconteceu entre a nossa turma, lá em 2002. Vejam: eu, magro e bronzeado. Uma das vantagens em morar em South Beach.
Enfim: o Facebook virou para mim uma caça ao tesouro. Ficar lá, encontrando gente do meu tempo de intercâmbio é uma diversão. E quando eu acho, é ainda mais legal retomar assuntos que ficaram sete anos hibernando.
Com isso, comecei a perder interesse pelo Orkut. Entro mais de forma reativa (quando alguém me aciona) do que por vontade própria.
É fato que o Orkut é uma ferramenta mais democrática. Atinge o pessoal bacana, com grana, mas também está na telinha da galera humilde. Não por acaso pinta tanta barbaridade no GTO, o Grandes Tolices do Orkut. É só ver o vocabulário que já dá para perceber que o cara não é lá muito letrado.
Mas eu estou sendo injusto. No Orkut, a galera também é poliglota. Não acredita? Então veja este exemplo.
Só não descobri ainda que língua é.
Para que serve o Twitter?
23 de janeiro de 2009Não sei se todo mundo usa o Twitter. Eu espio muito raramente. Tenho aproveitado apenas como ferramenta de divulgação dos cursos, da bolsa e de algumas novidades da Perestroika.
Quando sobra um tempo (coisa rara), faço uma piadinha. Mas só. Não acho graça ficar escrevendo. E também não acho graça ficar vendo o que os outros escrevem. Até porque, a maioria das coisas supostamente engraçadas do Twitter não têm a menor graça.
Para que serve o Twitter afinal? É para ser realmente uma fonte de humor cotidiano? É para ser um pocket-stand-up-comedy-mini-me? É isso?
É para as pessoas relatarem a própria rotina? Como se todo mundo estivesse interessado em saber coisas como “Estou comendo bolachas” ou “Vendo Lost”. Um voyeurismo sem imagem? É isso?
É para ser uma coisa meio Orkut? Tipo, “tenho que seguir um monte de gente, assim um monte de gente vai me seguir, e eu vou ser mais popular na Twittosfera”. É isso?
É para ser uma ferramenta institucional? Como fazem a Camiseteria, a Void e a Perestroika? Um carro de som virtual? É isso?
Eu não sei para que serve o Twitter. Não entendo. O que eu sei é que cada vez mais gente entra e mais gente me segue. Gente que eu recém conheci (daí, legal) ou gente que eu nunca ouvi falar (um tanto estranho, já que eu não escrevo nunca).
Alguns dizem que o Twitter vai ter a força dos blogs em breve. Outros, que é só uma moda, como foi o Second Life. Enquanto isso, Vitor Fasano, Hebe e Renato Gaúcho fazem sucesso com seus 140 caracteres.
Afinal, para que serve o Twitter?
Fofoca da hora
21 de janeiro de 2009Eu ando cada vez mais viciado nos seriados.
O primeiro foi Friends. Devoção pela série. Isso há uns 6/7 anos.
Até hoje revejo os capítulos e dou risada das mesmas piadas.
Timing perfeito. Ouvi falar que dá pra visitar o apê deles em NY.
Pra mim seria um programa bárbaro pra fazer, por exemplo.
Aí descobri o Sex in the City. Curtia muito, depois, cansei.
Começou a se repetir e realmente não sou o público que querem atingir.
Seinfield chegou em seguida (pra mim), embalado pela paixão do Felipe.
E achei que se resumia a isso. O resto era Alf, Barrados no Baile e outras fracas.
Até o dia que o Lúcio Regner, amigo Caveleiro de Jedai (um grupo de emails/amigos que se conheceram na PUCRS), chegou num encontro pagando muito pau pra um tal de LOST, seriado americano que estava começando nos EUA. Contava a história de um avião que caiu numa ilha, seguido de fatos estranhos. Meio bizarro, mas dei uma chance. Consegui alguns capítulos e fui ver: sensacional.
Depois, com o Perottoni (ou foi o Lúcio?), dei mais um passo rumo ao fanatismo: aprendi a fazer o download de torrent, legenda, etc. Um sentimento de independência parecido com o dia que recebi a carteira de motorista. No dia seguinte a transmissão para os americanos já estou vendo o capítulo.
Em seguida, ouvi falar de HEROES. Me pegou de jeito tb. E TUDORS, outra série sensacional, talvez menos conhecida para alguns, que recomendo muito.
Nesse meio tempo, minha digníssima esposa já assistia na televisão Gossip Girl. Eu não dava bola e achava um absurdo ela ficar acordada até 1h30 da manhã, de domingo para segunda, para assistir. A Rê esperava feliz da vida. Ansiosa. E eu nem aí.
Foi quando ela comprou toda primeira temporada em DVD. Preciso dizer? Pareço um retardado assistindo. No começo, foi difícil aceitar. Mas fui pegando gosto. Porra, um seriado com jovens da alta sociedade de Nova Iorquina do Upper East Side? Eu? Histórias giram em torno de um blog de fofoca? Eu?
Sim. Muito. Já acabamos a primeira temporada e estamos vendo a segunda pela web. É MUITO bem feita. Texto, piadas, histórias, intrigas. É impressionante como conseguem tirar tanto caldo. Como conseguem, sim, surpreender.
Não tenho dúvida que a trilha, as roupas, gírias e atitudes estão influenciado muitos jovens. I’m From Barcelona está lá desde 2007. As grifes mais bacanas tem suas roupas esgotadas no dia seguinte que aparecem na série. E ontem tive a prova final, quando nosso aluno Rafa me enviou o link do vídeo abaixo: a Nike usando um dos personagens em um viral.
Como te disse, Rafa, era justo o meu próximo post. Quem mais tá nessa? Qual a melhor série que você já viu? Tem alguma indicação?
Perestroika lança bolsa para Criação I e Design.
18 de janeiro de 2009Se você quer fazer a Perestroika, mas anda meio apertado, então chegou a sua chance. A gente acaba de lançar o Concurso Bolsa da Perestroika.
1) Inscrições: a primeira coisa que você deve fazer é se inscrever. Mande um e-mail para bolsa@perestroika.com.br e agende com o Rodrigo um dia e uma data para passar na Perestroika e realizar o seu cadastro. Tipo assim: “Rodrigo, vou passar aí tal dia, tal hora para realizar minha inscrição para a bolsa”. Não adianta passar sem combinar. Você corre o risco de nos pegar numa reunião e dar com a cara na porta. Além disso, o Rodrigo vai passar algumas instruções por e-mail que são importantes.
2) Briefing: criar um anúncio (o formato que você quiser) ou um poster (formato que você quiser) para divulgar qualquer um dos nossos cursos. Veja bem: não é para divulgar todos os cursos. É para escolher apenas um. Vale lembrar que a peça será enviada por e-mail. Então, considere isso na hora de pensar no seu anúncio ou poster.
3) Prazo: dia 30/01, sexta-feira, às 18h. Não haverá prorrogação em hipótese alguma. Se o seu e-mail chegar 18h01 (pelo nosso relógio), você está desclassificado. Mande um JPG para bolsa@perestroika.com.br. Só cuide para não ficar muito pesado, ou pode não abrir. Ah: não mande por correio, nem entregue ao vivo para a gente. Nós não vamos aceitar.
4) Valor da inscrição: R$ 0,01. Ou, em bom português: um centavo. Não aceitamos fiado. Não adianta pendurar. Tem que trazer o centavo. Se você só tiver moeda maior, problema seu. A gente não dá troco.
5) Comissão julgadora: o julgamento será feito por nós mesmos. Aquele que acharmos mais legal, leva. O vencedor será divulgado aqui no Blog, no dia 02/02.
6) Observações.
a) A bolsa vale apenas para o curso de Criação I*/Tarde (maiores informações, clique aqui) ou Design (clique aqui). Não adianta participar querendo bolsa para outro curso. Não vai rolar.
b) Para saber tudo sobre os nossos cursos, clique aqui e vá selecionando um a um na barra lateral. Os programas que estiveram em remodelação ou pré-lançamento (Ponto A, Som, Poker Pro e Futebol) não valem.
c) Quem já está matriculado para o Criação I (manhã ou tarde) ou para o Design, pode participar. Se você for o vencedor, a gente devolve a grana.
d) Quem já fez o Criação I, pode concorrer para Design. E vice-versa.
e) Cada pessoa pode participar com uma única peça. E deve escolher, se quer a bolsa de design ou de Criação I.
f) O regulamento do concurso você encontra na sede da Perestroika.
Agora, vai lá e faz. E boa sorte.
*Em virtude da grande procura, neste semestre, excepcionalmente, teremos uma segunda turma de Criação I aos sábados, das 15h às 19h15. Datas: de 04/04 a 11/07, sem aulas nos dias 11/04 e 02/05. O programa, o número de encontros, os professores e os valores: tudo isso fica igual. É só inscrever normalmente no site que entraremos em contato.
***
Atualizado às 18h12: a fonte da Perestroika é a Chalet mais fininha (nunca sei se é a London ou a Paris). Ah, se virem.
Perestroika participa de documentário sobre Criatividade.
14 de janeiro de 2009Há alguns meses, eu fui convidado para participar de um documentário sobre Criatividade.
Aceitei. Meio com medo, mas aceitei. Até me considero um cara de boas ideias. Mas não domino profundamente a teoria do assunto.
Para piorar, eles entrevistariam nomes da literatura, cinema, artes visuais, música, animação e arquitetura. Alguns bem famosos. Ou seja: eu definitivamente não podia pagar vale.
Meu medo foi tão grande que fui até a Cultura e me abasteci de bibliografias sobre o processo do pensamento criativo. Li os autores consagrados. Visitei blogs. Conversei com algumas pessoas que manjam afu. Me armei para a guerra.
É claro que, em tão pouco tempo, eu não conseguiria absorver todas as nuances de um assunto complexo. Mas só de entender melhor como as ideias nascem, já valeu a pena.
Essa situação me fez pensar. Como nós, publicitários, estudamos pouco, né? A gente se preocupa tanto em se abastecer de boas referências publicitárias (anuários, filmes, músicas, moda) e não publicitárias (viagens, festas, porres, saltos de paraquedas) que deixa o conhecimento técnico/teórico de lado.
Parece que é feio ler um livro sobre o Criatividade. Parece que é inútil se aprofundar, ver o que os cabeções dizem. Parece que os acadêmicos, por estarem distantes da prática, não tem nada para contribuir.
Vai dizer? Existe esse preconceito, não existe?
Só que uma coisa não exclui a outra. O nosso cérebro tem neurônios de sobra. Dá para ler a Caras, ver o Big Brother, pesquisar as fofocas sobre a Amy Winehouse, baixar as últimas do Kings of Leon, acompanhar o desfile do Marc Jacobs. E você tem HD suficiente para entender o que Teorema de Pareto tem a ver com critério criativo. Ou até coisas extremamente práticas. Como a influência da cavidade oral no processo de rima de um jingle.
Falando, assim, é chato. Mas depois que você quebra a Matrix, e consegue aplicar toda aquela cabecice no dia-a-dia, fica legal.
E o seu trabalho fica muito melhor.
É hoje!!!!!!
13 de janeiro de 2009Começa hoje o Big Brother.
Hoje todos começamos e exercitar a nossa capacidade de prever o futuro.
Na primeira semana já dá pra ter uma idéia de quem será a capa de Playboy, quem será o pegador, quem fará parte do núcleo pobre, quem será a coitadinha, quem será o agitador, quem será o mauricinho. Só não dá pra saber qual desses personagens irá vencer.
Mas hoje começa uns dos programas mais divertidos da Tv brasileira.
E pra gente analisar ainda tem todos os patrocínios(como entram, em que tarefas são ligados),
as vinhetas, o PaperView. Esse ano teremos alguma novidade? O twitter de um dos personagens, inventado por alguém?
Façam suas opostas.
Aliás, podíamos mesmo fazer apostas, um grande bolão na Perestroika e quem ganhar leva tudo.
O que acham?
Perestroika ganha concorrência para Planeta Atlântida Renner.
12 de janeiro de 2009Desde o dia 30 de setembro, a Perestroika está envolvida num projeto gigante de Criação: o Planeta Atlântida Renner.
Na real, tudo começou com uma concorrência. Fomos convidados a apresentar ideias de ações para Renner, que acontecessem durante o Planeta. O prazo não era dos piores, mas como o Felipe estava na Disney, ficou bem complicado de assumir a bronca.
Sem dúvida, pesou a experiência que eu tive criando para Renner - e especificamente para Planeta Atlântida Renner - nas duas passagens pela Paim. Também pesou a ajuda do Felipe, que chegou cheio de referências de fora. E todas as ideias que o Gasparetto sugeriu - muitas delas aproveitadas e aprovadas.
No final das contas, matamos no peito e fomos até o final. Felizmente, ganhamos. E ganhamos bem, porque a concorrência era forte.
Como eu falei, não tem nada a ver com os anúncios do jornal ou o filme na TV. São ações de no media e relacionamento na arena do Planeta e na Arena da Renner. É tudo o que vai acontecer lá, durante o evento. Invisível para o público publicitário. E muito visível para todos os caras que estiverem se roçando na plateia.
O mais legal é que, por não se tratar de uma agência (quem nos repassou todas as informações foi a Inventa.Evento, empresa de eventos), o processo de criação foi o mais próximo do ideal. Até tinha um briefing, mas que servia mais de guia do que de Alcorão. As gurias confiavam muito na gente e compraram tudo. O posicionamento, a estratégia e a criação em si.
Não tinha isso não pode. Tudo podia, desde que estivesse na verba e fizesse sentido.

(Acima, um dos rafes que não chegou a passar pelo primeiro filtro. Absurdo até num trabalho onde tudo conspirava a favor.)
Como vocês podem ver, foi um job daqueles. Filé do filé. Criar para gurizada, num evento de música, onde todo mundo pega todo mundo? Não dá para reclamar.
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Acho que, além da nossa experiência com Renner, outra coisa que fez diferença foi a visão que eu e o Felipe temos da propaganda atual, onde não existem mais barreiras entre o off-line e o on-line. Inclusive, nós chamamos internamento isso de NOFF (que é a junção dos dois numa palavra só - quando papo fica mais cabeça, chamamos isso de Consciência Digital).
Em vários momentos, eu me imaginava criando dentro de uma agência, onde boa parte da estrutura (inclusive, muitos criadores) entendem apenas o básico da internet. Não apenas das ferramentas em si (como elas funcionam e para que servem). Mas a cabeça dessa Geração NOFF. As transformações no comportamento off-line que aconteceram em virtude de uma vida on-line muito mais ativa.
Só para explicar algumas ações, eu demoraria uma tarde inteira. Uma tarde inteira que eu poderia estar pensando em mais ideias.
Pior: fiquei pensando em quem não vive a internet. Como criar uma ação no Ning se eu nem posso usar o Orkut durante o expediente?
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É claro que, como todo o processo, nem tudo sai como o esperado. Algumas coisas atropelaram, algumas alterações frustaram. Mas o saldo foi extremamente positivo. Quem for no Planeta, preste atenção. E depois me diga se gostou.
Por questões de sigilo, ainda não posso revelar nenhuma ação. Inclusive só resolvi comentar essa concorrência agora, que faltam poucos dias para o Planeta (começa dia 16 em SC). Nesse tipo de evento grande, qualquer coisinha vira munição para a concorrência.
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Foi ótimo voltar à rotina de criador de agência. Na real, foi ótimo continuar na rotina de criador. Eu nunca deixei de ser um. Quando comuniquei que estava deixando a DCS para assumir a Perestroika, reforcei que não estava me tornando um burocrata. Muita gente achou que era balela.
Mas, de fato, é legal para manter uma certo respeito como redator. Fica mais fácil convencer os meus colegas de profissão de que eu continuo no mercado ou ainda sou um redator quando tenho coisa legal para mostrar. A única diferença é que, como eu não concorro no Salão, fico mais longe da vitrine. É tão recompensador quanto, só um pouco mais low profile.
Além disso, mantém a autoridade de professor. É mais tranquilo conquistar os alunos quando se tem um exemplo recente par mostrar. Até porque, convenhamos: esse é um dos diferenciais da Perestroika.
Como diz o Jack Black numa passagem antológica do School of Rock, quando ele está reunido com os professores das outras matérias: Those that cannot do, teach. Those that cannot teach, teach gym.
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E antes que alguém entenda mal o que eu falei: nós não somos uma agência. Nós nem podemos (a Perestroika em si nos toma um tempo que não permitiria isso) e nem queremos. Eu, particularmente, não quero. Se quisesse a vida em agência, eu estaria muito feliz na DCS e não teria por que sair de lá.
Foi, tipo, um cabritão. Mas que só alguém de fora de agência poderia assumir, já que deu muuuuuito trabalho.
***
O legal de trabalhar assim, por projeto, é que tudo fica mais lógico. Como a Perestroika não é uma agência (não vou cansar de dizer isso), como a nossa remuneração vem da escola em si, nós podemos nos dar ao luxo de escolher os trabalhos que queremos fazer. Seja pela remuneração, seja pela visibilidade, seja pela legalzice do job.
Assim, não fica aquela relação imprevisível que se cria em função do fee, ou dependente por causa do BV. A gente propõe o que a gente acredita. Se quiserem, ótimo. É uma grana a mais. Se não quiserem, beleza. Não vai mudar absolutamente nada na nossa vida.
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Valeu, Renner.
Valeu, Escala.
Parabéns à Inventa.Evento, que foi a líder nesse processo todo, e à Divisão de Efêmeros, que montou uma Arena Renner fantástica.
E claro, parabéns para a Perestroika também, né?
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Atualizado às 23h42: imperdoável o meu esquecimento. A Carol D’ávila, coordenadora do curso de design, e co-criadora de praticamente todas as peças, não foi citada. Viram só que feio?
Então tirem todos os meus méritos e repassem para ela. A Carol até interrompeu as férias para mexer em alguns layouts. E deixou tudo lindo, como sempre.
Carol: essa aí não tem desculpa. Pode vir com a chibata.
Reforma ortográfica.
12 de janeiro de 2009Assim, gente, já vou avisar para que não venham me encher o saco. Eu passei 22 anos da minha vida escrevendo de um jeito. Daí, de repente, mudam as regras do jogo com a partida em andamento. Não dá.
Portanto, eu vou relaxar com essa questão da nova ortografia. Se enquanto eu estiver escrevendo a regrinha vier à minha cabeça, beleza. Eu mudo e deixo de acordo com as novas normas.
Agora, se passar, foda-se. Eu tenho quatro anos para corrigir.
Anti-embalagem: embalagens “frustration free” da amazon
9 de janeiro de 2009Há tempos venho pensando em vários assuntos referentes a design de embalagem - meu ganha-pão durante vários anos de carreira. Compartilho alguns com vocês.
Hoje em dia não podemos abordar esse assunto sem pensar também em desperdício, esgotamento de recursos naturais, o nosso estilo de vida que estimula o consumo como forma de realização pessoal, enfim.
Junte-se a isso um jeito bem arraigado de se fazer embalagem no Brasil, copiando o líder da categoria, procurando mostrar-se como uma alternativa “tão boa quanto” ao invés de mostrar-se como uma proposta autêntica e única, inovadora.
O resultado, em um cenário cada vez mais competitivo, é ver quem grita mais usando um repertório visual já conhecido, que acaba virando paisagem e que exige gritos cada vez mais altos, numa espiral crescente de splashes promocionais, efeitos photoshopísticos, uso de materiais mirabolantes e nada sustentáveis, over-embalagens para causar o tal do impacto.
Minha sensação é de que estamos precisando de um respiro. Tá, não é só a minha percepção, a nova tendência de linguagem para a classe A/B é informativa, limpa, essencial, segundo o Observatório de Sinais, consultado pela Folha de São Paulo no ano passado (apelo sensorial ainda segue “ruling” para classe C/D). Já não era sem tempo.
Menos emoção? Talvez signifique menos emoção explícita. Mais sensibilidade e respeito no contato com o público, ainda mais numa era de super-estimulação como a que a gente vive - por todos os lados. Não precisa gritar, que eu não sou surdo!
Algo que vinha girando na minha cabeça era a segunte premissa: se a compra on-line está ficando cada vez mais consagrada, o que será das embalagens cujos produtos são escolhidos desta forma? Elas se tornarão meras contenedoras/transportadoras, perdendo o lado promocional, do apelo, da promessa emocional? Os excessos nas embalagens costumam ser justificados pelas guerras das gôndolas. Uma vez que a escolha passa a se dar pela visualização do produto em si, como ficam as embalagens?
Quem melhor pra me trazer uma resposta que a referência mundial em compras on-line, a Amazon? Os caras desenvolveram embalagens básicas (em papelão microondulado com impressão a 1 cor) para o envio de vários produtos, inclusive em parceria com seus fabricantes, gigantes de vários setores. Chamam de frustration-free-packagings. Os produtos chegam tão protegidos quanto e não precisamos ficar usando tesouras e facas pra abrir aqueles plásticos, soltar cordinhas e arames. Além do óbvio: alternativa mais sustentável não há.
Back to basics.
Acessem os links pra ver uns vídeos divertidos sobre o assunto, reunidos pela Amazon.
Bom ano a todos! Com menos “efeitos especiais”, mais essencial.

























