Desde o dia 30 de setembro, a Perestroika está envolvida num projeto gigante de Criação: o Planeta Atlântida Renner.
Na real, tudo começou com uma concorrência. Fomos convidados a apresentar ideias de ações para Renner, que acontecessem durante o Planeta. O prazo não era dos piores, mas como o Felipe estava na Disney, ficou bem complicado de assumir a bronca.
Sem dúvida, pesou a experiência que eu tive criando para Renner - e especificamente para Planeta Atlântida Renner - nas duas passagens pela Paim. Também pesou a ajuda do Felipe, que chegou cheio de referências de fora. E todas as ideias que o Gasparetto sugeriu - muitas delas aproveitadas e aprovadas.
No final das contas, matamos no peito e fomos até o final. Felizmente, ganhamos. E ganhamos bem, porque a concorrência era forte.
Como eu falei, não tem nada a ver com os anúncios do jornal ou o filme na TV. São ações de no media e relacionamento na arena do Planeta e na Arena da Renner. É tudo o que vai acontecer lá, durante o evento. Invisível para o público publicitário. E muito visível para todos os caras que estiverem se roçando na plateia.
O mais legal é que, por não se tratar de uma agência (quem nos repassou todas as informações foi a Inventa.Evento, empresa de eventos), o processo de criação foi o mais próximo do ideal. Até tinha um briefing, mas que servia mais de guia do que de Alcorão. As gurias confiavam muito na gente e compraram tudo. O posicionamento, a estratégia e a criação em si.
Não tinha isso não pode. Tudo podia, desde que estivesse na verba e fizesse sentido.

(Acima, um dos rafes que não chegou a passar pelo primeiro filtro. Absurdo até num trabalho onde tudo conspirava a favor.)
Como vocês podem ver, foi um job daqueles. Filé do filé. Criar para gurizada, num evento de música, onde todo mundo pega todo mundo? Não dá para reclamar.
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Acho que, além da nossa experiência com Renner, outra coisa que fez diferença foi a visão que eu e o Felipe temos da propaganda atual, onde não existem mais barreiras entre o off-line e o on-line. Inclusive, nós chamamos internamento isso de NOFF (que é a junção dos dois numa palavra só - quando papo fica mais cabeça, chamamos isso de Consciência Digital).
Em vários momentos, eu me imaginava criando dentro de uma agência, onde boa parte da estrutura (inclusive, muitos criadores) entendem apenas o básico da internet. Não apenas das ferramentas em si (como elas funcionam e para que servem). Mas a cabeça dessa Geração NOFF. As transformações no comportamento off-line que aconteceram em virtude de uma vida on-line muito mais ativa.
Só para explicar algumas ações, eu demoraria uma tarde inteira. Uma tarde inteira que eu poderia estar pensando em mais ideias.
Pior: fiquei pensando em quem não vive a internet. Como criar uma ação no Ning se eu nem posso usar o Orkut durante o expediente?
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É claro que, como todo o processo, nem tudo sai como o esperado. Algumas coisas atropelaram, algumas alterações frustaram. Mas o saldo foi extremamente positivo. Quem for no Planeta, preste atenção. E depois me diga se gostou.
Por questões de sigilo, ainda não posso revelar nenhuma ação. Inclusive só resolvi comentar essa concorrência agora, que faltam poucos dias para o Planeta (começa dia 16 em SC). Nesse tipo de evento grande, qualquer coisinha vira munição para a concorrência.
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Foi ótimo voltar à rotina de criador de agência. Na real, foi ótimo continuar na rotina de criador. Eu nunca deixei de ser um. Quando comuniquei que estava deixando a DCS para assumir a Perestroika, reforcei que não estava me tornando um burocrata. Muita gente achou que era balela.
Mas, de fato, é legal para manter uma certo respeito como redator. Fica mais fácil convencer os meus colegas de profissão de que eu continuo no mercado ou ainda sou um redator quando tenho coisa legal para mostrar. A única diferença é que, como eu não concorro no Salão, fico mais longe da vitrine. É tão recompensador quanto, só um pouco mais low profile.
Além disso, mantém a autoridade de professor. É mais tranquilo conquistar os alunos quando se tem um exemplo recente par mostrar. Até porque, convenhamos: esse é um dos diferenciais da Perestroika.
Como diz o Jack Black numa passagem antológica do School of Rock, quando ele está reunido com os professores das outras matérias: Those that cannot do, teach. Those that cannot teach, teach gym.
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E antes que alguém entenda mal o que eu falei: nós não somos uma agência. Nós nem podemos (a Perestroika em si nos toma um tempo que não permitiria isso) e nem queremos. Eu, particularmente, não quero. Se quisesse a vida em agência, eu estaria muito feliz na DCS e não teria por que sair de lá.
Foi, tipo, um cabritão. Mas que só alguém de fora de agência poderia assumir, já que deu muuuuuito trabalho.
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O legal de trabalhar assim, por projeto, é que tudo fica mais lógico. Como a Perestroika não é uma agência (não vou cansar de dizer isso), como a nossa remuneração vem da escola em si, nós podemos nos dar ao luxo de escolher os trabalhos que queremos fazer. Seja pela remuneração, seja pela visibilidade, seja pela legalzice do job.
Assim, não fica aquela relação imprevisível que se cria em função do fee, ou dependente por causa do BV. A gente propõe o que a gente acredita. Se quiserem, ótimo. É uma grana a mais. Se não quiserem, beleza. Não vai mudar absolutamente nada na nossa vida.
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Valeu, Renner.
Valeu, Escala.
Parabéns à Inventa.Evento, que foi a líder nesse processo todo, e à Divisão de Efêmeros, que montou uma Arena Renner fantástica.
E claro, parabéns para a Perestroika também, né?
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Atualizado às 23h42: imperdoável o meu esquecimento. A Carol D’ávila, coordenadora do curso de design, e co-criadora de praticamente todas as peças, não foi citada. Viram só que feio?
Então tirem todos os meus méritos e repassem para ela. A Carol até interrompeu as férias para mexer em alguns layouts. E deixou tudo lindo, como sempre.
Carol: essa aí não tem desculpa. Pode vir com a chibata.
7 Comentários
12 de janeiro de 2009 às 17:14
Eu tb não ia, juro que fiquei com muita vontade de ir pra conferir! Planeta padrão iogurte é outra coisa. Parabéns! bj

12 de janeiro de 2009 às 16:14
apesar de estar meio velho, vou estar lá para conferir.