Arquivo de janeiro de 2009
Aviso importante sobre o curso de AI - Arquitetura da Informação.
6 de janeiro de 2009Por algum motivo sobrenatural (e bota sobrenatural nisso!), nenhuma inscrição do curso de Arquitetura da Informação feita pelo site chegou para a gente. Os cadastros simplesmente sumiram.
Então, se você enviou os seus dados e não recebeu nenhum retorno, saiba que foi esse o motivo.
Por mais inconveniente que seja, infelizmente temos que pedir para todos os interessados se inscreverem de novo. Não existe outra forma.
O problema já foi corrigido (também sobrenaturalmente). Mas o mico, não. Então, mesmo sabendo que a gente foi vítima da Lei de Murphy, fica o nosso pedido de desculpas pela mão.
Quem escreveu diretamente para o ai@perestroika.com.br, pode ficar tranquilo. Esses e-mails chegaram direitinho. Só as inscrições do site que estavam com problema mesmo.
Se você já pagou, ou se eu já entrei em contato, não se preocupe. Está tudo certo com o seu cadastro.
Qualquer dúvida vocês podem tratar diretamente comigo (Tiago) pelo e-mail tiago@perestroika.com.br ou pelo ai@perestroika.com.br. Ou até pelo telefone: (51) 3062-5568 ou (51) 8111-7771.
Ah, e não deixem de ler o post do Márcio abaixo. Está muito legal, mas teve que sair da capa por causa desse comunicado urgente.
Wall Street e o ano que nasce.
6 de janeiro de 2009Não sou um cara religioso. Não tenho conhecimento de astrologia ou posição lunar. O tarô, as cartas, buzios, nada disso acabou influenciando alguma decisão minha na vida. De supertição mesmo, lembro de uma: o ano novo.
Podemos começar tudo sempre, a qualquer momento. Evidente. A desculpa de que hoje é domingo, vou começar a correr na segunda, é esfarrapada. Mas, ao menos pra mim, a virada do ano é punk. Como faço aniversário 28 de dezembro, vira tudo um bolo só. E o momento se torna realmente especial.
No dia-a-dia, brinco que vivo muito num close, em planos fechados, vivendo o momento, o detalhe, o desafio. E uso a virada do ano pra rodar um plano aberto. Ver de cima, e enxergar a cena toda. É o momento em que, de uma maneira não tão racional quanto parece quando escrevo, faço um geralzão: um balanço do que rolou, e o que quero daqui pra frente. O que vou deixar na lata de lixo e o que quero carregar junto comigo.
Raramente acerto sobre o futuro (se acertasse, seria tarólogo). Não vivemos só do que existe dentro de nós. O mundo conspira. Coisas acontecem. Existem reflexos externos inesperados para as nossas atitudes. E não temos bola de cristal. Sem falar que tem sempre um filho da puta em wall street aprontando alguma coisa. Mas no fim das contas, o ano sempre foi mais bacana do que planejei. 2008 foi assim. 2009 também vai ser. Desejo isso pra mim, e desejo isso para cada um de vocês.
Feliz 2009.
E obrigado a todos que ajudaram a fazer meu 2008 tão bacana: alunos, sócios, professores e amigos.
Últimas semanas
5 de janeiro de 2009Está chegando ao fim a novela das 8h. Que na verdade começa as 9h.
Quando ela começou, confesso que não dei muita atenção. Achei até um pouco chata.
Mas como é nosso dever, fui dando uma olhadinha um dia, outra olhadinha outro dia e agora no final não perco um capítulo. Pareço aquelas tias noveleiras que assistem e comentam a novela ao mesmo tempo.
Quem não está acompanhando eu recomendo assistir esses últimos capítulos. Destaques para o Dódi, que é um personagem incrível, muito engraçado e para a Flora, um personagem maquiavélico que a muito tempo não aparecia em novelas.
Mas apesar de tudo isso a abertura da novela é uma das mais feias já feitas pela Globo. Quem assiste 2 ou 3 capítulos entende que a abertura é um resumo da história, isso é a parte bacana. Mas a estética é muito feia.
E tem mais notícia boa, quando a novela terminar o Big Brother vai estar bombando!!!!!!!
Política do Bem-estar Perestroika.
4 de janeiro de 2009Dezesseis dias de puro ócio. Nunca uma empresa me deu tanta moleza. Foi bom. Foi excelente. Foi, na verdade, mais do que justo.
A gente, na propaganda, trabalha muito. E as empresas em geral não valorizam isso. Agem com a indiferença de quem pode dizer: “Não está gostando? É só pedir as contas. Tem um monte de gente louco pelo seu emprego.”
Infelizmente o mundo corporativo e capitalista é assim. E felizmente, o mundo socialista da Perestroika é diferente.
Quando a gente montou a nossa empresa, uma coisa que ficou clara era a nossa política pessoal. A gente não queria o sucesso a qualquer custo. A gente acredita um jeito menos frio e menos preocupado com o lado direito da tabela do Excel.
Não sei se, daqui um tempo, eu vou mudar de opinião. Mas é fato que, hoje em dia, na medida do possível, a gente tem conseguido implantar a Política de Bem-estar Perestroika.
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No fundo, ela não tem nada de novo. A gente quer dar qualidade de vida para todo o nosso quadro de funcionários. Que atualmente são três: eu, o Felipe e o Gasparetto.
Veja a foto acima. É o nosso estagiário, detonando no Guitar Hero, em pleno expediente. Nós trouxemos o videogame para dentro da empresa e, todos os dias, damos umas paradinhas para relaxar.
Enquanto ele não estiver atrapalhando o rendimento, o Playstation continua firme.
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Eu sei que, falando assim, o nosso videogame diário pode até parecer mais uma atitude desesperada do “falso glamour da propaganda”. Mas acredite: não é.
Para quem não sabe, o “falso glamour da propaganda” é um jeito de pensar que algumas empresas da Comunicação ainda tentam implantar. Elas vão lá, compram um fliperama, uma mesa de sinuca, como se dissessem: “Olha como somos legais. Olha como pensamos no bem do pessoal”.
O problema é que, na prática, não existe uma política clara para o público interno. E a galera se fode trabalhando. Os funcionários não conseguem usufruir de nada. Pior: o ambiente fica tão contaminado que, quando alguém está mais livre e chega perto da mesa de sinuca, todo mundo já olha torto.
Então, na maioria das vezes, o fliper e a sinuca viram um misancene.
Claro que não dá para generalizar. Algumas agências têm políticas internas fantásticas. E é possível que algumas delas tenham fliperamas e mesas de sinuca. Mas comigo nunca foi assim. Em todas as empresas que eu trabalhei, isso sempre ficou só na intenção.
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Na Perestroika, é exatamente o contrário. É uma filosofia que vem de cima para baixo. A gente acredita e coloca em prática.
Evidente que a rotina da Perestroika não é isenta de correria. A gente trabalha, e trabalha muito. Minha carga horária como Diretor é muito maior do que era quando Redator.
O Gasparetto também se fode. E de vez em quando, se fode legal. Mas no final do ano, a gente não vira e dá um tapinha nas costas. Dá um puta presente. Mais caro que qualquer lembrança que eu tenha ganhado nos meus antigos empregos.
No caso do Gasparetto, a Política do Bem-Estar Perestroika foi ainda mais longe. Ele é sócio de um dos nossos negócios. Quanto mais lucro dá, mais ele ganha. Uma forma meritocrática de engordar a grana no final do mês. (Não sei dizer com detalhes, mas é possível que em alguns meses ele tenha dobrado o salário só com essa barbada.)
Isso tudo para um estagiário com apenas 4 meses de casa.
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E a Política do Bem-estar Perestroika não poderia terminar o ano com menos que dezesseis dias de férias coletivas. Em condições normais, soariam como um exagero. Mas para a gente, era a hora de fechar com chave de ouro.
Aproveitei e fiz um monte de coisa inútil. Comi, dormi, vi TV, comprei DVDs, coloquei as leituras em dia.
Mas também fiz umas coisas bem legais. Organizei minhas férias de fevereiro, namorei bastante, fui para a praia com meus amigos, invadi uma festa no Reveillón, comecei a escrever um livro e joguei muito poker.
Por sinal, essas quatro noites de jogo pagaram todas as outras coisas (inúteis e legais) que fiz nesse período. Nada mal para um hobby, né?
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E sabe o que é mais legal disso tudo? Até agora, essa Política do Bem-estar Perestroika tem que se mostrado impressionantemente produtiva.
O lado direito do nosso Excel confirma. O que é ótimo. E felizmente, não é tudo.



