Como é bom ver as pessoas que a gente admira dando certo na vida.
Ontem encontrei a nossa ex-aluna Kika e ela me deu essa notícia maravilhosa.
O Marco Loco e o Emiliano agora são Diretores de Criação da TBWA/Berlin.
Pois é, vcs já ouviram a gente falando um monte deles. E agora vão ouvir muito mais.
Guris, PARABÉÉÉÉNS.
Parabéns pela promoção, pelo trabalho que vocês estão fazendo, parabéns por tudo.
Vocês são um grande orgulho pra terrinha.

Quase esqueço: para quem não sabe, o blog do Marco tá ali do lado nos nossos links.

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Férias II: Tralhas legais.

25 de fevereiro de 2009

Voltei.

Voltei morto. Foram 25 dias intensos de uma viagem inesquecível.

A primeira metade foi uma correria do caralho. E foi do caralho.

A segunda, mais focada em métropoles e compras. Bem menos exótica, mas igualmente divertida. Sobrou tempo para refletir e organizar as ideias.

***

Antes de entrar nos pormenores da viagem, resolvi listar algumas das minhas tralhas preferidas.

É, nas minhas viagens, é sempre assim. Eu compro uma coisinha aqui, outra ali. Mas algumas aquisições cativam mais que outras. Com você não é o mesmo?

Serve como warm up para os posts que vem por aí. E ainda tem um serviço de utilidade pública, já que as lojas citadas estão todas linkadas.

Então vamos para o meu top 7. Só não reparem nas fotos porque tirei tudo do meu celular (pensando bem, eu deveria ter comprado uma câmera também).

1) Russian Criminal Tattoo Encyclopaedia Vol. III

Digam o que disserem. Mas, em geral, a parte que eu mais curto nos museus é a lojinha de livros. Sempre tem uns títulos bacanas. E o mais curioso é que, normalmente, eu não digo “Putz, eu estava procurando esse livro!”. Não. São aqueles que você só se interessa se vê. Então, se você nunca topar na vida, não vai sentir falta. Mas depois que vê, fica com aquela coceirinha para comprar.

Saquem essa doença.

Um russo chamado Danzig Baldaev trabalhou a vida inteira como guarda de uma prisão. De um dia para o outro, ele começou a documentar todas as tatuagens dos condenados. A KGB ficou sabendo e patrocinou o trabalho do cara, que, a partir daí, teve apoio de fotógrafos e ilustradores. Juntos, eles montaram um guia, com as imagens, a legenda com o texto traduzido e a interpretação das tatuagens a partir do universo prisional.

Vai dizer: é ou não é imperdível?

O mais legal é saber que esse é o terceiro volume. Então, eu vou ter que dar um jeito de arranjar as duas primeiras edições.

2) Coca-cola turca.

Tá, você vai dizer: grande merda. É só uma Coca-cola comprada na Turquia. Sim, é exatamente isso. Mas para quem faz coleção de garrafas de Coca, é uma senhora aquisição.

3) Chocolate Demel.

A Demel é uma confeitaria de Viena. Ou melhor: um escândalo gastronômico.

Primeiro, você entra, e percebe que ela está (sempre) lotada de turistas, todos embasbacados, tirando fotos dos doces. Bolos que são verdadeiras obras arquitetônicas.

Aí, você fica se perguntando: como é que esses caras fazem isso?

Então, você caminha mais um pouco, e percebe que a linha de montagem dos caras é toda envidraçada, para que a gente consiga acompanhar passo a passo. Só assim, só olhando com os próprios olhos, você entende como que eles tranformam açúcar em escultura.

Inclusive, o sistema dos caras é todo documentado por câmeras. Não sei se é para controle interno ou se vira DVD.

Isso já dá uma dimensão do respeito e do cuidado dos artistas. Ou você acha que qualquer confeitaria faz isso? Ou você acha que a Nega Maluca do Armelin também é gravada?

Eu não aguentei e pedi um torta com cinco camadas. Cada uma com uma textura diferente de chocolate.

Foi a maior estupidez da minha vida. A partir daquele momento, nenhum outro doce terá a menor graça.

Não por acaso, a Demel é considerada por muitos a melhor confeitaria do mundo. Impossível não sair de lá com um chocolatinho. Mesmo que você não goste de chocolate.

Dá uma olhada na embalagem dos filhos da puta.

4) Azulejo árabe.

Em Istambul, não é raro você ver uma banquinha que escreve seu nome (ou qualquer outra coisa que você pedir) em caligrafia árabe.

Vale lembrar que, assim como a caligrafia japonesa ou chinesa, essa é uma técnica apuradíssima. Não é só sair rabiscando qualquer merda, cheia de fru-frus. Tem uma lógica, e é isso que faz da peça uma obra de arte.

Mais impressionante que o resultado final é admirar a execução. O cara escreve tudo na sua frente, ao vivo, em questão de segundos. Ele só pergunta a palavra e cria o desenho na hora.

Ah, caso você não tenha percebido, ali diz “Mattos”.

5) Obamania Shirt.


Eu adorei essa camiseta e adquiri na hora. Justamente pela mensagem dúbia. Afinal: ela faz apologia ao Obama? Ou critica o lado marqueteiro do presidente americano? Você decide.

6) Comic Blocks.

Esse é o clássico lance inútil, mas legal de ter em cima da mesa. São dadinhos, cada um para um dia da semana, com situações sarcásticas do ambiente corporativo. Meio que um Dilbert sem grife. Encontrei na Carpe Diem: uma Imaginarum com grife.

7) Le Coq e New Balance.

Sou fã dessas duas marcas. Mas nunca, NUNCA consigo encontrar um modelo legal. Dessa vez, numa coincidência cabalística, achei os dois tênis na mesma loja. Claro, não foi tão coincidência assim. Pesquisei na internet e encontrei um pico muito a fudê em Zurique chamado Köenix (inclusive, já fica a dica para quem curte comprar: sempre faça o tema de casa e anote os nomes das lojas legais ANTES de sair do Brasil). O Le Coq até que é bem comunzinho. O New Balance recém tinha chegado na loja. É meio marrento.

***

Então tá. Até o próximo post, onde eu disseco os meus sete dias de Turquia. Camelos, Alá e Futebol.

Beijos, abraços.
Tiago.

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Pequenas doses de Carnaval

24 de fevereiro de 2009

Feriado na cidade é bacana. Ter tempo para fazer nada nos dias de hoje é coisa de neguinho privilegiado. Tive um pouco disso.

Meu Carnaval teve o final de semana liberado, trabalho na segunda e uma terça trabalhando em casa, o que significa trabalhar com dispersão liberdada: música boa, revista aberta, esposa por perto batendo papo e cafezinho na máquina nova de Nespresso.

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Nespresso: é um case. É a marca de café premium que a Nestlé lançou há alguns anos. Genial. A proposta é muito bacana, obra-prima do design. São cafés top-de-linha que vêm em cápsulas de porções individuais. Cada tipo tem a sua história, seu país, blend e força. E só pode ser feito em uma máquina especial de café Nespresso, que é barbada de mexer. De limpar. De ligar: basta colocar a cápsula fechada na máquina e apertar um botão. Uma marra.

O serviço de compra online tb é incrível. O manual que vem é fascinante. É um negócio para ser degustado e estudado por qualquer um que curta construção de marca. Ou café. www.nespresso.com.br

É o exemplo perfeito de negócio cheio de idéias, do início ao fim. Idéias que extrapolam muito formatos de anúncio ou os 30 segundos da TV. A imagem da Nestlé sai fortalecida depois de uma experiência com essa brincadeirinha.

Pra saber 1 pouco mais: http://en.wikipedia.org/wiki/Nespresso

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Adorei as páginas amarelas da Veja dessa semana. Mulheres, em especial, deveriam ler. A coluna da Lya Luft tb está bacana. Gosto de imaginar um mundo mais sensível e familiar. Yes, we can.

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Curti o Oscar. Pra mim, bem melhor que o Desfile do Grupo Especial das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Os grandes nomes do cinema mundial apresentando os indicados foi emocionante. Tirei o chapéu. Ponto fraco apenas a tradução HORRÍVEL do canal TNT.

O americano sabe criar ídolos. Mitos. Um puxa o outro pra cima e todos saem sempre mais fortes. A entrega do Oscar foi isso. No Brasil, o ator é bom porque o outro é ruim. Um Diretor de Arte é melhor, porque o outro chupou tal campanha. Tem sempre a crítica. O veneno. Tocou no Faustão, virou famoso, mainstream, é lixo/perde valor. Sucesso no Brasil é feio. No Rio Grande do Sul, então, é pecado mesmo.

Sem falar que algumas pessoas da mídia e formadores de opinião acreditam que dar opinião é encontrar defeito. Cansa isso.

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Fui ver o O Curioso Caso de Benjamin Button. Ou, como saí falando, O Abalante Caso… Filme todo bom, mas pesado, meio triste. Tirei o chapéu pro Brad Pitt. Achei que o maior talento dele fosse a Angelina. Talvez seja, mas o cara tem outras grandes habilidades. Mostrou que sabe construir um personagem complicado, complexo, denso.

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Revista boa essa Rolling Stone. É um verdadeiro prazer, todo mês. Percebe-se a melhor das intenções em todos que fazem a revista. Levam a sério a coisa.

E como um pouco mais acima falei de elogiar: na revista tem um texto/matéria excelente do Marcelo Ferla, jornalista gaúcho, amigo da Perestroika, gremista fanático, sobre o também gaúcho (e tb gremista) Yamandu Costa (e tb amigo da Perestroika. - não, esse ainda não). Raro talento que merece uma estátua no estado. Legal ver a Rolling Stone falando dele.

É das coisas mais originais e criativas que o Rio Grande do Sul já produziu na sua história, eu arriscaria dizer.

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Programa feliz de terça-feira a tarde, meio feriado, é ler a revista em frente ao computador e iniciar, através dela, um mergulho mais profundo em alguns assuntos.

Da revista para o Google. Para o YouTube. MySpace. Blogs. Sites. Por exemplo: vai ter show dos Los Hermanos agora em março. SIM. Descobri na revista, não estava sabendo: Just a Fest, o nome do evento que vai trazer na mesma noite, no mesmo lugar, Radiohead, Vanguard e Kraftrwerk e os irmãos. Imperdível. Já entrei no site, descobri as datas, preços e agora já comecei a pilhar uma turma pra ir (mais alguém é parceiro? Dia 20 no RJ e 22 em SP).

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Por sinal, ando numa fase totalmente Los Hermanos. Pela 4a vez. De todos os jeitos, todas as formas e todas as suas variações. Pro lado Marcelo Camelo com Mallu Magalhães e pro lado Rodrigo Amarante com Devendra Banhart ou o velho-novo Little Joy, com Fabrizio Moretti (baterista do Strokes) e sua namorada Binki Shapiro, que canta muito com pouco.

O nome do grupo já é bárbaro. O disco mata a pau. Unattainable, então…

O MySpace dos caras: http://www.myspace.com/littlejoymusic
Vale ver todos os vídeos.

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Legal perceber que cada vez mais o conceito do rústico, caseiro, informal está com tudo. Acho que deixa tudo mais leve.

A imperfeição do som feito gravado em casa já é proposta de muitos músicos. A idéia de que o som ambiente, o pequeno chiado, também conta a história, expressa o contexto, começa a ganhar espaço versus o moderno e tecnológico estúdio, com mesas de milhões de canais, vozes afinadas por computador e sons sendo tirados de sintetizadores.

Na moda isso tá rolando com o crochê, por exemplo. Na colunária, o gosto da comida caseira vem sendo citado por chefs, como sendo a proposta de diferenciação dos restaurantes.

Estamos sentindo saudades de casa. Discutimos isso bastante quando fizemos a sede de Perestroika. Por isso o sofá, por isso a idéia da caixinha (pra quem não conhece, o sistema é geladeira aberta. A pessoa pega o que quer e deixa a grana na caixinha. Sem nenhum tipo de fiscalização). Não é porque tem aula, conteúdo, que precisa ser formal e pesado. Quase óbvio.

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A entrevista do Camelo pra Rolling Stone rendeu também duas horas entre vídeos dele, da Mallu e outros. Legal ver ele elogiando falando de suas inspirações e das versões de suas músicas feitas por fãs. Fui atrás da Roberta Campos, citada na entrevista.

Essa geração nova e mais cabeçuda da música tá sabendo usar, abusar e se divertir com a internet. Acabou a ditadura das rádios e revistas. Agora está tudo lá, sem filtro, numa via clara de duas mãos.

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Buenas, a idéia era essa: um post mais leve pra essa volta de Carnaval, em que a maioria deve ter espiroqueado o melão. Semana curtinha vindo aí pra preparar pra março: o ano finalmente vai começar para todos nós.

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Gente que foi lá e fez.

19 de fevereiro de 2009

Por Solon Brochado*

Todo mundo aqui deve ter, pelo menos, um grande sonho. Ganhar na
loteria e passar o resto da vida tomando martini na beira da praia em
Cancún. Tocar “Through the Fire and Flames” no nível expert
do Guitar Hero 3 sem errar uma nota. Ganhar um monte de leões em Cannes, fundar uma agência do
caralho e ser a capa da Creativity Online já no seu primeiro ano de trabalho.

Mas só ir lá, fazer e concretizar seu sonho, não quer dizer que alguém vai dar bola. Que não vão mais dizer que você é um louco fadado ao fracasso. Que não vão tentar lhe passar a perna e torcer pelo seu fim. Ou seja, que você não vai ter que continuar indo lá e fazendo pelo resto dos seus dias, para manter seu sonho de pé.

João Augusto Conrado do Amaral Gurgel sabia bem o que era isso. Garanto que, há algumas semanas, quase todo mundo que viu a notícia de sua morte ou não deu bola, ou lembrou de alguma piada com a marca de carros que ele fundou na década de 70.

E no entanto, ele no mínimo merecia uma música do Vitor Ramil. Primeiro, pela enormidade do que fez: construir uma fábrica de carros 100% brasileiros, em plena ditadura, utilizando tecnologias desenvolvidas por ele próprio - a carroceria e o chassi de fibra de vidro (ou plasteel) e o sistema de bloqueamento seletivo das
rodas para evitar atolamentos.

Mais do que isso, por ter feito carros que, por mais bizarros e feios que possam parecer atualmente, tinham uma lógica que 30 anos depois está sendo usada para vender crossovers (esses carros em versão Adventure, Cross, Trail, etc que se vê pela ruas) país afora: um automóvel que pudesse encarar as ruas esburacadas, as estradas de terra (lembrem-se que a Freeway nem existia na época, por exemplo) e não enferrujasse.

E se alguém quiser saber o quanto ele conseguiu alcançar esse objetivo, é só olhar pelas ruas e ver quantos Gurgel ainda estão andando por aí, e pensar que apenas 45 mil deles foram construídos ao
longo dos 25 anos da empresa (para comparar, em coisa de 30 anos a VW já produziu mais de 25 milhões de unidades do Golf mundo afora).

Ele se aproveitou do protecionismo econômico da ditadura? Certamente que sim, bem como de bons contratos para fornecer jipes ao exército brasileiro. Ele foi culpado por não ter conseguido modernizar a
empresa diante da abertura de mercado patrocinada pelo governo Collor? Talvez, embora haja muita discussão sobre o assunto (a Embraer, hoje a terceira maior exportadora do Brasil, não teria sobrevivido à mesma época sem a injeção de muito dinheiro pós-privatização).

Mas é indiscutível que João do Amaral Gurgel é um cara que foi lá, fez e continuou fazendo enquanto conseguiu. E que, ainda assim, morreu sendo mais lembrado como motivo de chacota ou de fracasso do que como o empresário sonhador e batalhador que foi.

Com sua morte, como costuma ser de praxe, algumas homenagens começam a ser desvendadas. Por um post no blog do Fábio Seixas, na Folha Online, por exemplo, acabei descobrindo este belo documentário sobre a vida de Gurgel feito por alunos da Escola de Comunicação da USP:

Depois disso tudo, posso contar pra vocês qual é um dos meus grandes
sonhos: ter grana suficiente para comprar e recuperar um Gurgel
Carajás TR Diesel, o primeiro e mais divertido carro que já tive. Quem
sabe, até lá, isso deixe de ser motivo de chacota para os meus amigos.

***

* Solon Brochado é jornalista formado pela Fabico/UFRGS em 2006, atualmente trabalhando com planejamento em mídias sociais na CUBOCC, com passagem pela LiveAD e W3Haus, nerd e ex-dono de um Gurgel X12 TR e de um Carajás TR Diesel. Escreve nos blogs Roda Presa e Meio Social.

O texto acima não foi tirado de lugar nenhum. É uma contribuição exclusiva do Solon para o Blog da Perestroika.

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MELANCIA ATÔMICA

17 de fevereiro de 2009

Muito obrigado pelas sugestões em Buenos Aires.
Serão todas muito bem aproveitadas.
E como retribuição aqui vai uma dica para os foliões mais animados:
a Melancia Atômica.

Essa é uma receita simples que já fez a alegria de muita gente.
Primeiro o ingrediente principal: a melancia.

Pegue a melancia e com uma faca, faça um quadradinho daqueles tipo que você pode tirar e depois tampar de volta.
Com o quadradinho aberto, vire uma garrafa de uma boa vodka dentro.

A melancia irá absorver toda a vodka. Depois tampe o furo com o quadradinho novamente e coloque a melancia na geladeira.

Depois que ficar bem gelada. Corte a melancia e distribua a bomba alcoolica para os convidados.
É festa e diversão garantida.

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Férias I: Viagem em Família.

16 de fevereiro de 2009

Depois de vários dias tentando, finalmente consegui arranjar um tempinho para sentar e escrever um post. O que é um ótimo indicativo. Sinal de que as férias estão do caralho.

As cidades têm me consumido ao máximo e os dias estão sempre cheios de coisas novas para descobrir. Nunca viajei de forma tão intensa.

Meu primeiro comentário é sobre viajar em família.

Sempre tivemos esse hábito lá em casa. De tempos em tempos, a gente organizava um roteiro e ia para algum canto do mundo. Na época, a viagem em si é que era o barato, já que eu morava com os meus pais e convivia com eles diariamente.

Agora, a situação mudou.

Eu me transformei num cara muito ocupado e não consigo vê-los mais do que uma vez por semana. Passar um mês juntos é uma oportunidade fantástica para curtir mais de perto os Mattos. E talvez esse seja o grande barato dessas férias.

Definitivamente, esta é a viagem de família mais família que eu poderia fazer. Consegui juntar meus pais, meus irmãos e a minha mulher.

Convivendo com eles tanto tempo, a gente vê que as pessoas só envelhecem, mas não mudam. A essência continua lá. Quem é atrapalhado continua atrapalhado. Quem é dorminhoco continua dorminhoco. Quem é consumista continua consumista.

Inclusive, serve para você perceber que você também não muda. Porque se a sua família continua reclamando das mesmas coisas que você fez durante toda a sua infância e a sua adolescência, algum indício forte há.

E o mais legal é que sendo a sua família, ninguém tem pudores. Não é como no ambiente de trabalho, que os comentários são mais cuidados. Aqui, a minha mãe simplesmente vira para mim e diz: “Você continua um chato!”.

(Minha mãe adora tirar fotos e eu odeio sair nas fotos. Ela sempre me achou um chato por causa disso.)

***

O roteiro montado foi democrático. Estamos em seis, e cada um tinha uma sugestão. Demos um jeito de agradar a todos. O que deixou o programa, no mínimo, inusitado.

Justamente por isso ficou legal.

Começamos a trip por Atenas. Meu pai queria porque queria visitar a Grécia. Eu insisti que esse tipo de lugar é ideal no verão, para se curtir as ilhas ao máximo. Então decidimos fazer só um pit-stop rápido, para ele matar a curiosidade e não atrapalhar planos futuros.

O mais legal é que Atenas caiu exatamente no dia 4, aniversário do meu coroa. Aproveitamos e fizemos um rangão sarado, ao melhor estilo grego. Muita comida, muita bebida e muita gritaria. Sempre em família, como bem gostam os locais.

Atenas é bem mais legal do que tinham me falado. Tem, obviamente, muita coisa antiga para se visitar. Mas também é recheada de lojas metidinhas e conta com um mercado de moda bem respeitável. Inclusive, lendo mais sobre o assunto, descobri que a cidade é um dos principais centros europeus nesse assunto. A Rua Ermou e as travessas de Monastiraki que o digam. Levaram vários dos meus Euros.

E mesmo para quem não quer gastar, observar a cultura local já é do caralho. Uma das minhas diversões era tentar identificar os sons do alfabeto grego. Ouvia com atenção a voz do metrô e comparava com a versão escrita. Depois, ficava cabeceando para descobrir o que significavam aqueles símbolos das aulas de física. Delta, Sigma e Pi não foram tão difíceis. Complicado foi entender o que eram os dois “y” juntos.

Enfim: não quero falar avançar muito, porque a minha análise sobre a Grécia merece um outro post.

Beijos, abraços.
tg

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Sugestão de Carnaval

13 de fevereiro de 2009

Como todos estão cansados de saber, sou muito fã da Argentina.
Adoro Buenos Aires. E como muitas pessoas esquecem que estamos bem aqui do lado, e o quanto é fácil visitar e aproveitar a cultura dos hermanos esse post é uma sugestão para quem ainda não planejou o feriado do carnaval.
Além de ser uma cidade incrível, vc ainda foge do engarrafamento da NadaFreeWay.
A nossa querida ex-aluna Ana Rovati que passou uns tempos por lá me mandou algumas dicas,
quem tiver mais, por favor escreva nos comments. Restaurantes, bares, baladas, lojas, todas dicas serão bem-vindas.
Os argentinos são marrentos, são metidos, mas é impossível não simpatizar com eles.

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Coisa de tiozão?

12 de fevereiro de 2009

Tá, não sei. Pode ser nostalgia.
Passou pela minha cabeça.

Afinal, ela estourou em 1995 e, nesta época, eu:

- morei nos Estados Unidos, por isso lembrei de MUITA que vivi lá.
- estava ainda no 2o grau no Brasil e ô tempo bom: nada pra fazer.
- roubava o carro da minha mãe e colocava uma fita-cassete gravada especialmente pra este momento que tinha , entre outras hiperselecionadas (só 60 minutos de gravação, né, meu), Ironic e Hand in my pocket.

Mas quero dizer que achei o show da Alanis MUITO bom. Repertório bem pensado, entre músicas novas e clássicas. Versões bacanas. Presença de palco. Rockzão tocando. Coisa séria mesmo.

Bati pé, levantei braço, cantei, pedi BIS.

Até a acústica do Pepsi On Stage achei melhor.

Depois de alguns posts falando de música, Victor and Leo, Planeta, etc, não podia deixar de comentar isso. Superou todas as minhas expectativas. Nunca mais tinha ouvido os CDs dela. Nao tinha nenhum MP3 no meu iTunes. Mas sai do show me agradecendo por ter ido.

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Tempestade num copo d’água.

10 de fevereiro de 2009

A gente já abordou a questão da discussão sobre a maconha em outro post aqui. Mas agora novos fatos trazem o assunto de volta à tona e na minha opinião merece uma reflexão.

O que fez o assunto voltar à pauta foi todo o episódio envolvendo o Michael Phelps e a sua foto flagrante, consumindo maconha.

O negócio começou como uma fofoquinha e em pouco menos de uma semana ganhou proporções épicas. Olímpicias. Teve pedido de desculpas. Advertência da Federação Americana de Natação. Teve suspensão da Federação. Teve puxão de orelha porque “centenas de milhares de crianças o tratam como um modelo a seguir e um herói” (Globo). Teve suspensão de patrocínio. Teve um boato de que ele ia desistir dos Jogos de 2012. E a última coisa que eu ouvi a respeito é que um xerife agora quer prender o Phelps, pois existe uma foto e uma confissão.

Acho natural que essa discussão toda tenha surgido. Trata-se de uma grande celebridade flagrada com maconha. Uma celebridade recente. Do mundo do esporte, o que torna as proporções da notícia ainda maiores. E a foto ainda por cima parece que foi pensada, a pose, o pipe, e tudo mais.

Ao mesmo tempo, eu fico pensando que existem outras leituras desse mesmo fato, mas que podem representar uma abordagem diferente sobre a questão.

É possível fumar maconha e ainda assim se tornar um campeão olímpico. Essa foto não poderia estar também dizendo isso? Ou então: É possível fumar maconha e ainda assim se tornar o maior campeão olímpico de todos os tempos. Ou: um grande atleta não deixa de ser nem grande nem atlete por fumar maconha. Ou: a maconha não o transforma em um perdedor. Ou: é possível ser bem sucedido e consumir maconha ocasionalmente. Ou: a maconha não necessariamente vai levar você à ruína.

O que eu entendo de toda essa situação é que, até agora, a foto do Phelps consumindo maconha causou mais efeito do que o consumo da maconha em si. Se ele não tivesse sido fotografado, existe uma possibilidade de que Phelps tivesse ido para casa, retornasse para os treinos em 1 semana, ganhasse mais uma penca de prêmios e ninguém falaria mais no assunto.

A outra possibilidade, é claro, é que Phelps poderia perder toda a motivação, queimasse muitos neurônios, baixasse o seu rendimento, perdesse as próximas provas e que até as Olimpíadas de 2012 ele estivesse arruinado, sem dinheiro, sem amigos, totalmente entregue a drogas mais pesadas.

Mais uma vez, parece que o que está faltando é espaço para discussão. O grande erro de Phelps foi ter consumido uma substância ilícita. Agora, qual foi o grande mal que o erro de Phelps acarretou?


Parece que a única solução para Phelps era não ter tragado. Afinal de contas, parece até que fumar maconha e não tragar é o presságio de um bom futuro. Veja Bill Clinton e George Bush. Veja Obama. Com essas confissões, será que o xerife não deveria prender também o presidente?

*********
Em tempo, para mostrar o meu apoio a Phelps, eu acho que ele ainda tem jeito, criei o site It’s OK, Phelps! Entrem lá e participem. Vamos mandar essa força pro cara. Ele merece.

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Up-date
Artigo du caralho sobre o assunto, indicado por Beto Galeto.
What Michael Phelps Should Have Said.

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Planeta Atlântida & Tendências

9 de fevereiro de 2009

Todo mundo sabe o quanto é importante para uma empresa do campo da comunicação estar ligado no que é tendência. E quando a empresa além de estar envolvida com comunicação também é uma empresa de educação, a importância é exponencial. Porque a informação acaba sendo uma matéria-prima fundamental para o nosso trabalho.

A Perestroika sempre foi uma empresa voltada para o futuro: o que está ali, na nossa esquina, a poucos palmos de distância, mas pouca gente consegue enxergar?

É com essa capacidade de enxergar à frente, de adiantar o que está por vir, de conseguir se preparar com antecedência que a Perestroika lança agora, em primeira mão, com um ano de antecedência, uma previsão de atrações para o Planeta Atlântida 2010.

- O Rappa
- Skank
- J Quest
- Comunidade Nin Jitsu
- NX Zero
- Fresno
- Ivete Sangalo
- Cláudia Leite
- Charlie Brown Jr.
- CPM 22
- Detonautas
- Armandinho
- Papas da Língua

Ao contrário do que fazem com as previsões de começo de ano, nos comprometemos a comparar Previsto X Realizado na primeira semana de fevereiro do ano que vem.

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