Arquivo de março de 2009
O que aconteceu com as novelas?
30 de março de 2009Sendo bem sincero, eu gosto de novela. Gostava pelo menos.
Desde criança, quando no colégio ainda existia uma coisa do tipo “novela é coisa de mulher (de mãe)” eu já curtia assistir novelas.
Mas vou dizer: ultimamente - e isso significa de vários anos para cá - mesmo com toda a minha predisposição a gostar e boa vontade em fechar um olho para toda questões de falha produção e de atuação que uma novela gera, preciso confessar que está um saco acompanhar uma.
Não sei bem o que aconteceu. Pode ser que eu tenha ficado mais velho e com referências melhores e me tornado, desta maneira, mais crítico. Pode ser que se eu visse hoje as mesmas novelas que eu via então, eu achasse ruins.
Pode ser que a concorrência com a Record tenha colocado a Globo num ciclo de competitividade e agilidade que a impede de se preocupar com questões mais relevantes, como argumento, trama, roteiro.
O que eu noto é que ultimamente tem havido uma explosão de núcleos. Por alguma necessidade comercial talvez, vários personagens e núcleos secundários acabam ganhando tanta relevância que a trama principal, que envolve os protagonistas e o argumento principal da novela, acaba disputando a atenção com tramas menores.
Já ouvi falar que cada capítulo de novela custa uma banana. Não me lembro bem, mas é negócio de tipo R$ 200 mil. É muito dinheiro. Com esse orçamento, na boa, não tem desculpa para não se oferecer um material de qualidade.
Eu poderia pegar várias novelas recentes para ilustrar tudo isso que eu estou falando. Mas vou me concentrar no Caminho das Índias, que é a que me despertou a vontade de escrever esse post.
Esse negócio de fazer toda novela começar no exterior, na boa, caducou. Eu acho uma boa fórmula até, porque gera toda uma estratégia de crosspromotion interessante para a divulgação da novela. Globo Repórter sobre a Índia, por exemplo. Mas acaba que banaliza o formato.
E acaba faltando lugares interessantes para começar a novela. Daqui a pouco, vão ter que fazer uma novela chamada “Pátria Bulgária” sobre uma família que foi expulsa da Bulgária na guerra e que encontrou seu novo lar em São Paulo. E vamos combinar, desculpem-me os búlgaros, que não se trata de uma cultura que sustenta uma novela inteira.
O pior é esse tique da Glória Perez de querer colocar todo o universo numa novela. Então, começa que ela tem que explicar toda a cultura indiana. Fica muito superficial. E falso. Imagino um indiano vendo Tony Ramos e sua família na sala de estar com umas piás dançando com a mãozinha levantada. Sei lá, não deve ter nada a ver com o que é mesmo. Índia de apartamento.
Daí, vem as expressões que os próprio personagem tem que ficar traduzindo logo depois. “Namastê. Bom dia”. E a quantidade de minutos desperdiçados explicando a cultura: “Você não pode casar grávida, porque na nossa cultura quem engravida antes do casamento blasfema contra a família. E não só a sua família, mas a sua nova família porque quanto uma indiana casa, Maya, adota os pais do noivo como seus novos pais.”
Com esse texto não tem ator que segure a atuação. Não importa se é novo, experiente ou se é ruim mesmo, tipo a Tânia Kalil, que não consegue interpretar nem ela mesmo: uma jovem urbana, bonita e que sai por aí engravidando.
Como se isso não bastasse, a autora ainda quer encaixar temas sociais na história. O drama dos portadores de deficiências, as pessoas “especiais”. Acho nobre a intenção. Mas a novela fica ruim.
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VALE TUDO
Putz, essa novela foi foda. Mária de Fátima era um grande personagem. Heleninha Roitman, era preza. A história de “Quem matou Odete Roitman” foi afudê. Me lembro que realmente havia um suspense para saber quem matou. E o desfecho foi bem imprevisível mesmo. Não sei se porque foi uma das pioneiras nesse truque ou porque eu era pequeno e não tinha tanto acesso a revista de fofocas. Mas me lembro que o último capítulo foi gravado no dia mesmo. Boa novela.
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A GATA COMEU
Essa foi a primeira vez que eu me lembro de ter contato com um negócio chamado novela, que passava antes do Jornal Nacional. 25 anos antes de Lost, um navio de cruzeiro naufraga e todos os passageiros fica presos em uma ilha por alguns meses (semanas?).
Os personagens se conhecem nessa ilha e depois que são resgatados seguem a sua vida na cidade, mas agora desenvolvendo as tramas que iniciaram lá. Uma época em que Nuno Leal Maia ainda era galã. Mas me lembro muito das trocas de tapas entre ele e a Jô (Christiane Torloni). “Bateu, levou”
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QUE REI SOU EU?
Eu tava lá pela quinta série quando essa novela estreou. Uma megaprodução de época. O legal é que ao contrário dessas novelas de época, que geralmente são bem água-com-açúcar, essa tinho o humor como pilar de apoio. Humor dos bons. Escrachado e inteligente ao mesmo tempo. Era como se tivesse um TV Pirata às 19h.
Reinos, castelos, príncipes e princesas. Tinha tudo para ser um besteirol. Mas era foda. Grande texto. Excelente elenco. E me lembro que eles respondiam muito rápido às coisas que aconteciam no Brasil (o Reino de Avillan era um Brasil feudal). Teve uma época do selo pedágio. Isso saiu num dia e uns 3 dias depois já tinha piada na novela “Um selo que se coloca nos focinhos dos cavalos.”
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ROQUE SANTEIRO
Porra, essa foi foda. Novela de interior nordestino. Alexandre Frota era mocinho. Patrícia Pilar era novinha. Sinhozinho Malta. Viúva Porcina. Fábio Jr. como comedor. E tinha metalinguagem, porque tinha uma equipe de produção fazendo um filme sobre a vida do Roque Santeiro na cidade. Depois o Roque Santeiro não tinha morrido, tinha era dado um golpe na galera toda. Muito afudê.
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Uma observação final: acho que naquela época, onde ainda se tinha “cenas dos próximos capítulos”, o fato de ter mais segredo deixava tudo mais interessante. As revistas de novela entregam tudo muito rápido. E coisas importantes da trama. Dá para acompanhar a novela só lendo as capas das revista nos supermercado. Não precisa nem ler a revista inteira.
Acho que eles deveriam fazer um Vale a Pena Ver de Novo Mega Power. Ao invés de reprisar novelas de 5 anos atrás, reprisar as de 20 anos.
Abraços,
Felipe
LIVEDESIGN: novo curso com temporada em Londres
26 de março de 2009A Perestroika está lançando um curso novo. LiveDesign é o design visto pelo olhar dos designers. Além da técnica, vamos falar das experiências de vida. Além do desenho, vamos abordar a personalidade. Além do resultado final, vamos analisar o processo criativo e o caminho percorrido pelo designer fora do seu trabalho, para entender como o que a gente consome e vive se reflete no produto final.
O time de professores fala por si só: Carol d’Avilla, Karen Ferraz, Gustavo Guedes, Anne Gaul, Fábio Haag, Heloísa Crocco, Pedro Damásio, Rafael Chaves e Marcelo Quinan.
E ainda tem o GoPro LiveDesign, que garante vagas para experiências de trabalho para os alunos com melhor desempenho em 06 empresas: Revista Void, Estúdio Heloísa Crocco, GAD Design e Bendito Design. Sem falar n’OEstudio, do Rio de Janeiro e de uma vaga para uma temporada de 2 meses na Dalton Maag, de Londres.
Para saber mais, veja o vídeo abaixo ou clique aqui.
Mais informações pelo livedesign@perestroika.com.br
Sem Legendas
25 de março de 2009A gente sempre tenta e se cobra por desenvolver assuntos aqui no blog. Mas, meu, acho que esse vídeo dispensa qualquer comentário. Só queria dividir com vocês.
Dica: Cristiano Baldi
As coisas estão ficando sérias.
23 de março de 2009
Ontem à noite, teve a estreia do Balalaika Night no John Bull. O evento foi um sucesso total. Casa cheia, cerca de 300 pessoas. Muitas risadas. A galera pareceu gostar muito mesmo. Depois do show, teve um monte de gente parando para dar os parabéns. Claro, tinha muitos amigos e a gente fica com uma certa desconfiança: “será que eles gostou mesmo ou só está dizendo isso para não me magoar?”. Mas teve muita gente que eu não conhecia fazendo questão de me parar e cumprimentar pelo show.
Os guris da Produtora doSul que ajudaram a operacionalizar toda a bagaça de ontem, também pareciam bem felizes e satisfeitos. A propósito, um abraço e muito obrigado para os guris. Especialmente para o Fausto Hagen e Daniel Macedo, dois ex-alunos da Perestroika, e sócios da produtora.
Também fizemos uma pequisinha informal. Tivemos 64 avaliações “du caralho”, 28 “bem legal” e 1 “mais ou menos”. Mas acho que era gozação, porque quem deu essa nota foi o Dunga, nosso ex-aluno, que me encontrou no fim da festa e disse que tinha curtido muito.
(Claro, teve um erro nesse processo porque a gente pede pro cara fazer a avaliação num papelzinho em que ele já colocou o nome. Então, pode ser que tenha uma distorção aí. Mas ainda assim, tá avaliando).
Mas mesmo com todos os pés atrás, problemas de auto-estima e excesso de modéstia, tem uma hora que a gente se convence de que estava bom mesmo. Não é prepotência. É consciência crítica. Foram muitas risadas, muitas palmas. Um clima de alegria forte.
Muito, muito afudê.
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Obviamente, houve alguns problemas operacionais. Fila enorme para entrar, gente que ficou de fora, fila enorme para pagar e sair. Parecia as filas do Le Cap Ferrat quando eu tinha 17 anos. Sinal de que o público superou muito as expectativas do bar.
De qualquer maneira, essa parte não ficou Padrão Iogurte e certamente será corrigida para o próximo evento.
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Acho que o grande ponto conquistado ontem foi o seguinte: Porto Alegre ganhou um programa legal para domingo de noite. Finalmente. Putz, desde que eu tenho uns 5 anos de idade, me lembro dos meus pais reclamando da “depressão de domingo”.
26 anos se passaram e Faustão+Fantástico continuam sendo o programa de 90% das pessoas que eu conheço. Ah-huhu-ha. Ha-huhu-ha. Ou isso, ou rodízio de pizza na Cristóvão. Ou fila de cinema, atrolhado de gente. Bastante provinciano, eu diria.
A partir de agora, os domingos, pelo menos alguns deles, contarão com um programa muito legal. Um show de comédia, regado a cerveja e comidinhas bacanas, num lugar astral. Tudo para começar a semana bem, com bom-humor e com ótimas histórias para contar para os amigos. Um programa que começa cedo e acaba cedo. Um programa perfeito, na real.
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Acho que outra coisa muito importante da noite de ontem é que o Balalaika Night marca a dissociação da Perestroika e da Balalaika. São dois projetos que nasceram no mesmo lugar e que são desenvolvidos por muitas cabeças em comum. Mas se tratam de dois negócios distintos, que merecem a sua equipe e seu canal exclusivos. Por isso, este será o último post referente à Balalaika no nosso blog.
A partir de agora, vocês pode acompanhar as novidades do humor brasileiro no site da Balalaika.
E para ver todos os posts referentes à Balalaika já publicados no blog da Perestroika, clique aqui.
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FELIPE ANGHINONI

Para mim, a noite de ontem teve um significado ainda mais especial.
Desde os 5 anos, época em que meus pais começaram a reclamar dos programas de fim de domingo, eu tenho me interessado por humor e comédia. E obviamente, já tinha imaginado em trabalhar com isso profissionalmente. Mas parece meio coisa de sonho. “Vou ser comediante” é muito parecido com “vou ser jogador de futebol”, “vou ser músico”, “vou ser modelo”. Parece não ser tão simples assim.
Durante algum tempo, sempre dei um jeito de escoar essa vontade nos meus trabalhos publicitários. Depois, nas aulas da Perestroika. No final de 2008, começamos com as apresentações da Balalaika. Em apenas 5 meses, passamos de apresentações num auditório para 40 pessoas para um show para 300 pessoas. Ontem, foi meio que um sonho realizado. Mais um itenzinho para tchicar na pauta da vida.
Quando eu sai da Live e vim para a Perestroika, prometi me envolver em 10 projetos nos próximos 12 meses. O Balalaika é mais um deles. Um que espero que fique cresça, que fique maior, e que ocupe mais tempo da minha vida.
A partir de agora, assim como os nossos alunos poderão dizer que tem aula com o Rafa Bohrer, diretor de criação da DCS, também vão poder dizer que são alunos do Felipe Anghinoni, comediante da Balalaika.
Mais uma prova de que o VAI LÁ E FAZ realmente funciona.
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Parabéns ao Nando Viana e ao Leo Prestes, que estrearam ontem também.
E muito obrigado por terem entrado nessa comigo.
Um abraço muito, muito feliz.
Felipe
Protesto
19 de março de 2009A última grande manifestação popular que aconteceu eu vivi e, imagino, a grande maioria dos nossos alunos apenas ouviu falar. Eu pintei a cara, fui pro Centro e ajudei a aniquilar o Collor.
Estudava no João XXIII e, na época, a escola estava sem Grêmio Estudantil. Era 7a ou 8a série e o que tínhamos era o conselho dos representantes de classe. Eu era um.
Observando as manifestações em SP, liguei para o Grêmio Estudantil do Júlio de Castilhos. “Vamos organizar uma passeata?!”. Poucos dias depois, estudantes de váaaaaaaarias escolas estavam reunidos na frente do Julinho para a primeira das 5 passeatas que organizamos. Eram milhares de pessoas, pois a manifestação cresceu, ganhou mídia, virou fato e notícia. No primeiro dia chovia e fomos, mesmo assim, caminhando pacificamente até o Centro. Elle caiu.
Até agora. No mínimo, um post já estou fazendo. Mexeu comigo. COMO ASSIM, O COLLOR DE VOLTA? Legalizou geral, então, é? Na boa, não sei mais o que pensar. Mas fico louco com a maneira como nos anestesiamos e paramos de acreditar que o governo não só pode, como DEVE nos dar algo. Trabalhar por nós, para nós. São nossos empregados. Brasília fica no cú do mundo e, de lá, os caras tiram todo nosso dinheiro em licitações fraudadas, troca de favores, indicações suspeitas, feriados prolongados, verbas para viagens…
Agora, o Collor de novo. Não dá. Uma geração INTEIRA lutou pela democracia. E olha o que fizemos com ela. COMO?
Brasília é longe, foi construída lá exatamente pra isso. Mas se todos gritassem, não teria saída. A culpa do Brasil ser assim é do povo. É nossa. A gente bota os caras lá. A gente acredita no papinho. A gente aceita Sarney e Collor de braços cruzados, sendo que o país é nosso. Não me venham com Cesta Básica por Voto dados aos pobres. Temos o poder de formar opinião.
E pra mim é foda o silêncio. Que começa nos políticos honestos (existem) e termina em nós. Estamos cada vez mais individualistas, será? Cada vez mais preocupados apenas com a gente, será? Esquecemos do coletivo a esse ponto? Deixamos de acreditar. A burrice é que o coletivo mínimo poderia trazer mais paz pras nossas vidas. Mais segurança. Mais saúde. Deixar nossas vidas menos duras. Quem já viajou pra qualquer país da Europa, pros USA, sabe o que estou falando. Poucas coisas no nosso país realmente funcionam.
Estamos gradeados bizarramente. Estamos saindo correndo do carro pra ninguém colocar uma arma na nossa cabeça. Estamos assistindo filas em postos de saúde, que neste caso, porque trabalhamos duro, podemos evitar pelo plano de saúde. Mas isso nos custa. Em dobro (e custa mais ainda para o pobres idosos que tem que ir 4h da manhã pra uma fila). Temos que ganhar muito dinheiro pra viver minimamente bem. O país é caro, a culpa é nossa. Pagamos pela saúde nos impostos e nos planos de saúde. Pagamos pelo transporte público, por estradas decentes, e o que vemos é o caos. Uma BR 116 que quase me mata todos os dias na ida e volta do trabalho. BR 116 com buraco que fura o pneu e preciso pagar pra arrumar, pra chamar o guincho, pra pegar um Taxi e ir para o trabalho. O seguro do carro custa mais caro. Claro. Que seguradora vai pagar pelo risco?
E a lista seria gigante. O post ficaria grande e poucos, talvez, fossem até o fim. Claro, assuntinho chato, né?
UFA
17 de março de 2009Fomos desafiados!!!!!
16 de março de 2009Isso mesmo. No churras (que não era um churras) fomos desafiados por um grupo de alunos liderados pelo Líbado a uma partida histórica de futebol.
Histórica por que vai marcar a volta ao futebol de 3 dos professores (a minha, a do marcio e a do tiago) e a apresentação do Felipe ao futebol (desculpa felipe, não resisti).
Tenho certeza que daremos trabalho a esse grupo de jovens e inconsequentes.
Ontem mesmo já me dediquei e corri intermináveis 20 minutos.
O Rocky é véio, mas já tá no 6º filme.
Se preparem para o massacre balzaco!!!!!
Falando do negócio.
12 de março de 2009Sei lá porque, mas tenho a sensação que a maioria das pessoas que trabalha com o assunto propaganda/comunicação está mais interessada em direcionar seu ciclo de aprendizado e conhecimento para a função em si, do que em saber em que indústria, tipo de negócio, está envolvida.
Me explicando, acho que a proporção entre o tempo que a grande maioria fica vendo “cases/campanhas de marcas de sucesso” X “cases de EMPRESAS de comunicação/mkt de sucesso”, POR EXEMPLO, é absolutamente desproporcional. Quase 100 pra 1, chutaria. Não deixe isso só para os acionistas. Ou você nunca vai ser um.
Surge uma puta agência em Nova York. Os mais antenados logo descobrem todos os cases que serão premiados no próximo Festival. Ótimo. Mas poucos se interessam em pensar, imaginar, buscar saber, COMO FUNCIONA essa agência. Qual o processo para tanto trabalho criativo. Como foi passado o briefing ou quanto pagaram por aquela idéia? É um ser que cria tudo? Estão fazendo alguma coisa diferente? As funções são as mesmas? Fluxo de trabalho? Dupla de criação, planejamento, atendimento, tudo igual?
A preocupação em ser o melhor atendimento, planejamento, criativo, mídia, produtor, músico, diretor, fotógrafo, editor, buscando conhecimento e conteúdo sobre este trabalho exato faz com que poucos se preocupem com o que não é conhecimento específico da função.
Nossa indústria está se especializando em formar mão-de-obra e não líderes. A má notícia é que a indústria somos nozes. E a maioria ganha mal. A maioria trabalha mais do que gostaria. A maioria não viaja todo o ano pra fora, não mora num apê grande ou faz muitas extravagâncias.
E se a maioria não entende do negócio, a maioria também não tem foco. Entende bem da sua função, talvez tenha técnica, mas não entende completamente o que faz dentro do todo. Deve ter energia demais colocada para alguns assuntos e de menos pra resolver outros mais importantes para o negócio. Ou tem a mesma energia pra tudo, já que não sabe priorizar, e isso é FATAL até pras suas madrugadas na agência.
Essa briga louca pelas premiações em geral, pode ser exemplo. A maioria distorce, através do que é premiado, o foco real que deve ser o trabalho de uma agência. O trabalho de uma dupla criativa. O negócio é outro, são mundos pararelos. Clientes precisam de mais e muitas agências não estão entregando. Continuam engessadas num modelo antigo.
Tem outras maneiras de valorizar os profissionais e mostrar a direção do negócio. Festival pode existir, mas não precisa ser o único jeito de fazer a turma feliz.
Digamos que fosse oferecerido um bônus pra equipe por cada idéia NÃO BRIFADA PELO CLIENTE e APROVADA. Isso: um percentual do faturamento não-previsto indo direto pra equipe. Não ficariam todos mais focados? A galera não ia curtir ganhar R$15.000/R$20.000 a mais no fim do ano, por mérito, independente se é estagiário, júnior, mídia, produção, guardinha?
Ou pra agência é melhor que o cara use todo o tempo livre pra criar um anúncio para uma ONG, sem objetivo real de ajudar? E que o resultado continua valorizando de verdade MEEEEESMO apenas a dupla, sem olhar, de novo, para todo o processo, para toda equipe.
Vivemos o mesmo modelo de agência e mercado dos anos 50. Odeio repetir isso. Enquanto TUDO que surgiu desde 1950 evoluiu: TV, carro, internet, celular, etc.
Entender as engrenagens, o ciclo todo desta indústria, as necessidades, onde está o dinheiro, é entender de mais oportunidades. É só abrir a cabeça. Tem gente que sabe disso e está aproveitando. Mas são poucos.
Sábado começam as aulas. Senti saudades da função.
Perestroika lança Curso PokerStars: PokerStars.net + Perestroika
11 de março de 2009Eu sei que a gente faz uma onda. Às vezes, a gente valoriza mais do que precisa. E diz que “é um momento histórico para a Perestroika”, quando, na verdade, nem é tanto.
Mas hoje, HOJE, eu garanto que nós não estamos falando isso só por falar. Não é malandragem de publicitário. É sério, muito sério.
Isso porque hoje nós lançamos o PokerStars: PokerStars.net + Perestroika. O primeiro curso regular de poker do Brasil.
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Sempre que a gente dá essa notícia (”a Perestroika está lançando um curso de poker profissional”), a reação é a mesma. É um misto de susto, admiração e confusão.
1) Susto
Susto porque, quem olha a evolução da Perestroika, pode imaginar qualquer coisa. Pode imaginar qualquer doença. Mas ninguém em sã consciência arriscaria um curso de Poker Profissional.
Muito em função que, na cabeça da maioria das pessoas, Poker é um jogo de sorte. Hoje você ganha, mas amanhã devolve tudo para a banca.
Como é que alguém vai me ensinar a ter sorte, ora?
Aí, você lembra que é o pessoal da Perestroika. E que eles provavelmente estão aplicando uma pegadinha.
2) Admiração
Depois de ver que a gente está falando sério, e que nós REALMENTE vamos abrir um curso de poker profissional, a reação costuma ser um elogio em forma de palavrão.
“(Palavrão1!). (Palavrão 2!!!). (Palavrão 3!!!!!). Só vocês poderiam fazer isso mesmo!”.
De fato: só a Perestroika poderia fazer isso. Ou você vê mais alguém capaz de lançar um programa assim?
3) Confusão
Em seguida, dá para ver no semblante do cara. “Mas, peraí: se a Perestroika está lançando um curso de Poker Profissional, o que é a Perestroika afinal?”.
Muita gente associa o nosso negócio à publicidade e/ou à comunicação. O que não é de todo errado. Os sócios da Perestroika são publicitários. E o primeiro curso, o que deu origem a tudo, é o Criação I, com foco em propaganda.
Além disso, muitos dos nossos projetos orbitam ao redor de uma agência de propaganda. Mashup, Design, Som, Consumer Beat, Gestão de Contas.
A questão é que a Perestroika, desde o início, nunca quis ser uma escola de criação publicitária. Isso, no nosso ponto de vista, limita o negócio. Nós somos (ou pretendemos ser) uma Escola de Criatividade. Portanto, qualquer atividade criativa é muito bem-vinda. Esteja ela ligada a propaganda ou não.
O poker é um bom exemplo disso. A modalidade mais popular hoje, o Texas Hold’em exige uma capacidade inventiva muito, muito grande.
Acredite: poker não é sorte. É habilidade. E essa habilidade está diretamente ligada à criatividade.
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Dito tudo isso, fica mais fácil entender por que esse é um momento histórico para a Perestroika. O Curso PokerStars: PokerStars.net + Perestroika posiciona o nosso negócio. E deixa um recado bem claro: nós queremos ser verdadeiramente inovadores.
É verdade que o projeto pode não dar certo. Pode ser um fracasso absoluto e a gente tenha que repensar toda a nossa estratégia. Fato.
Agora, eu sinceramente acho difícil que dê na trave.
Primeiro porque, analisando friamente, esse curso já deu certo. É o primeiro projeto da Perestroika patrocinado. E não é patrocinado por qualquer um. O PokerStars.net é o maior site de poker do mundo.
Além disso, a CardPlayerBrasil, uma das publicações mais importantes do meio, também é parceira do curso.
Mais: os jogadores envolvidos são verdadeiras estrelas no mundo do poker. Clique aqui e descubra quem são.
E para fechar com chave de ouro, o melhor aluno ganha um pacote completo para disputar o LAPT - Latin American Poker Tour, com direito a passagem, estadia e inscrição no torneio.
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A gente sabe que, no incosciente coletivo, o termo Poker lembra uma sala escura, provavelmente clandestina, num porão de alguma boate de terceira categoria. Lá, as pessoas fumam charutos, bebem whisky e apostam tudo. O carro, a casa e a mãe.
Se você pensa assim, por favor, reveja seus conceitos urgentemente. Poker já é considerado esporte no mundo inteiro.
No Brasil, falta muito pouco para atingir esse status. E o Curso PokerStars: PokerStars.net + Perestroika espera contribuir significativamente para essa mudança de mentalidade.
Entretanto, nós fizemos um FAQ, com algumas perguntas que podem estar passando pela sua cabeça agora. Leia com calma. A gente tem certeza que, depois disso, você vai ficar bem mais tranquilo sobre o assunto.
Combinado?
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Indo para os finalmente:
Se você achou interessante a ideia do Curso, e quer saber mais, é só clicar aqui para ver o programa completo.
Para se inscrever, é só clicar aqui e fazer a sua inscrição pelo site. Qualquer dúvida, escreva para poker@perestroika.com.br.
Shuffle up and deal!
Gestão de Contas - Curso Reformulado
10 de março de 2009O Curso Gestão de Contas foi lançado no primeiro semestre do ano passado. A primeira turma fechou em apenas 3 dias. Sinal de que havia uma forte demanda por essa área de conhecimento. E é claro, a gente sabe que trata-se de um assunto pelo qual se passa muito superficialmente na maioria das faculdades. Pense bem: quantas cadeiras de criação você teve? E agora, quantas de atendimento?
As duas turmas do ano passado foram muito legais. Discussões bem interessantes. Aprofundadas. E dá para ver que os alunos são muito interessados e querem debater as questões que enfrentam na sua rotina profissional com alguém mais experiente.
Pois bem: para o ano de 2009, o curso foi revigorado. Uma edição revista com base em todas as sugestões e também nas críticas dos alunos. Poderia se chamar Gestão de Contas 2.0. A principal mudança é que convidamos um grupo de profissionais Classe A para enriquecer ainda mais os conteúdos do Gestão de Contas. Além da Fernanda Tegoni, do João Batista e da Laura Kroeff, os alunos do terão o grande prazer de ter aulas com:
Luciane Franciscone.
Gerente Geral de Propaganda e Promoções da Renner.
Marcus Paim.
Diretor da Ferreira Paim Dinâmica Empresarial.
José Caetano Dell’Aglio Jr.
Psiquiatra, Doutorando em Psicologia, Mestre em Psicofarmacologia, Especialista e Terapias Cognitivo-Comportamentais.
Felipe Anghinoni.
Diretor e professor da Perestroika. Comediante do Grupo Balalaika.
Temos certeza que o curso vai estar du caralho. Até porque temos muita gente de outras áreas procurando: arquitetos, produtoras, empresas de produção de eventos, cientistas sociais. O que demonstra que trata-se de um conteúdo universal, que serve para qualquer empresa de prestação de serviços. E sinal de que o debate será em alto nível.
Para maiores informações sobre o Gestão de Contas, é só clicar aqui.
Ou mandar um e-mail para contas@perestroika.com.br
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A propósito do assunto atendimento, acho que vale a pena comentar um pouquinho sobre algumas coisas que vai ano, passa ano (no meu caso, vai década, passa década) continuam iguais.
Aqui na Perestroika, a gente tem uma relação muito próxima com quase todas as agências de Porto Alegre. Uma relação “entranhada”, de conhecermos as entranhas mesmo. Visitamos muitas agências, e trocamos ideias com todo mundo. Desde o presidente até os estagiários. E é engraçado como o duelo Criação X Atendimento tem se perpetuado. Principalmente nas alas mais jovens. Principalmente na criação.

É curioso como a galera começa a estagiar na criação e em poucos meses já desenvolve um ranço contra a figura do atendimento. Parece aquela velha história dos macacos na jaula. À medida que vão amadurecendo e precisando apresentar campanhas, pegar briefings, conversar com o cliente, parece que os criadores vão entendendo melhor os problemas e os sapos que assombram o dia de seus atendimentos. E ficam mais maduros. Ficam mais importantes. E acabam sendo disputados a tapa para pegar os briefings mais relevantes. Será coincidênca?
Eu comecei a minha carreira na propaganda como atendimento. Trabalhei quase 4 anos como atendimento na Dez Propaganda, junto da querida Cláudia Gonçalves. Depois, minha diretora passou a ser a Luciane Franciscone (que agora dará aula na Perestroika - as voltas que o mundo dá). Quando mudei para a criação, tenho certeza que tive uma vida bem mais fácil por ter visto o outro lado. Minha relação com os gestores de conta sempre foi sem atrito. Me preocupava em ajudá-los a construir raciocínios para apresentar campanhas, achar argumentos de venda, decupar melhor o briefing para achar o foco, me colocando à disposição para ir junto nas reuniões.
Esse é meu recado para a galera que está começando: não entre no clichê da briga com o atendimento. Profissionais ruins existem em todos os departamentos. Talvez, seja você o profissional ruim, que gasta mais tempo brigando com o briefing do que tentando achar uma solução.
Seja esperto: alie-se ao atendimento. Faça ele ser o seu par. Uma outra dupla. Você vai ver que o trabalho vai fluir melhor. Ele vai ganhar um aliado na hora de resolver um problema do cliente. E você, um aliado motivado, tentando aprovar a sua campanha.







