Em boa parte do meu dia, eu assumo o papel “empresário”. E em boa parte do meu dia, eu assumo o papel “publicitário que atende o Tiago empresário”.

Como empresário de uma empresa ainda nova, nem sempre o Tiago-gestor tem a verba ideal para o Tiago-criador. Por um lado, fica um problema: tem que ser barato (de preferência, de graça). Do outro, fica um estímulo: o cliente é um cara legal e curte coisas inovadoras.

E é aí que a gente vê o poder da internet. Porque ela funciona - e funciona muito bem - quando a gente tem pouco dinheiro, mas muito (ou, pelo menos um mínimo) de domínio da ferramenta.

Como empresário e criador, nada foi melhor do que entender bem a linguagem da internet. A convivência com o Felipe (que aprendeu isso na Live), com o Quinan (coordenador do Mthrfckr), com o Leo (que gerencia a Criação e o Planejamento da W3Haus) e com o Renato Rosa (coordenador do AI) foram fundamentais.

Conhecendo a linguagem da internet, as ferramentas certas, as estratégicas e os meios de medição, não tem erro. Acaba aquela história de que “internet é chute”. Acaba aquela história de que “viral é só fazer um vídeo tipo câmera-escondida e botar no Youtube”.

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A Perestroika praticamente não se comunica de forma tradicional (nada contra as mídias tradicionais, a questão é grana e adequação ao público mesmo.)

O mais legal é que economizamos aí uma puta grana. E, pelo menos até agora, temos atingido todos os nossos objetivos. (O Tiago-empresário agradece.)

Um deles aconteceu esta semana. Para divulgar uma promoção-relâmpago do Mthrfckr, aproveitamos o Twitter. Mas não porque “o Twitter está na moda”. Mas porque era a melhor ferramenta para o momento.

Resultado: atingiu a meta da ação, funcionou como recompensa para quem já nos segue há tempo e ainda serviu para adquirirmos novos followers. Sucesso nas três pontas: financeira, estratégica e institucional.

(Vale lembrar que essa foi essa foi uma ação isolada. Em princípio, não vamos fazer promoções para qualquer curso que lançarmos, tá?)

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Mas vamos ao que interessa. Porque a moral desse post não é falar da comunicação da nossa empresa. Sinceramente, acho até que é legal, mas ainda não usamos as ferramentas como gostaríamos.

A moral é convidar você, que é empresário, que é criador, a reverter esse papo chato que ficou impregnado sobre a internet.

Esse ranço de que “Internet só funciona com público jovem”, “internet a gente nunca sabe se deu certou ou não”.

Porque muita gente importante, em palestras, na mídia, defende a internet. Não quer correr o risco de “soar obsoleto”. Mas que na prática, na hora de aprovar ou não uma ação, fica colocando em xeque os resultados da web.

Na frente falam bem. Mas nas costas, detonam.

Essas lendas só depõem contra algo que é irreversível. E, de certa forma, até atestam uma certa ignorância sobre o assunto (digo isso porque eu pensava assim e, hoje, tenho vergonha de algumas coisas que dizia).

Gente, a internet é uma ferramenta de comunicação tão poderosa quanto qualquer outra. O Twitter, o Youtube, o Ning, o Technorati são tão úteis quanto um spot, um rodapé ou um VT de ofertas. Basta saber como usá-las.

A questão é: quem fala mal da internet pelas costas, sabe usá-las?

Para o momento que estamos vivendo, a internet é ainda mais fantástica. Não existe a “desculpa da crise” para não usar a web. Não existe a desculpa de que “o plano de mídia ultrapassou a verba”. Muita coisa é de graça.

Por que ir na contramão de algo que é tão poderoso, eficaz e duradouro?

Postado em 22 de abril de 2009 às 12:22
Arquivado na categoria: Perestroika
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7 Comentários

gabebritto

Todas as verbas pra web!

Lu

Acho que quem não usa a internet como veículo de comunicação hoje, não o faz porque não sabe como funciona, não conhece, não vive. E é difícil investir, mesmo que uma pequena quantia, naquilo que não se conhece. É mais fácil pagar mais caro pelo anúncio do jornal impresso, que vai estar lá na mesa do escritório pra ser folheado de manhã cedo, do que ficar catando seu próprio banner num portal da internet.
Só pode ser essa a explicação.

Abraços pra vcs

Augusto

Na boa quem não sabe o resultado da web, é porque não conhece. Na web você consegue saber quantas pessoas viram seu vídeo, quantas pessoas pararam de ver o vídeo no meio, quantas mandaram o email, quantas nem quiseram olhar depois de entrar no site. Você sabe quanto cada centavo em links patrocinados gerou de receita, você sabe se o banner no site “legal” funciona ou não. Você pode saber tudo. A Aurora Yazuda da Diretora de Desenvolvimento de Negócios da Millward Brown Brasil, falou ano passado no F5 da Agadi, como era difícil para os institutos de pesquisa analisarem os dados da web. Cara, eles não sabem usar a web. A web é a terra dos analíticos. Tudo tem dados, tem médias e tem como calcular metas e conversão.
Me desculpem os poderosos defensores das antigas mídias que ainda não investiram (A globo tá mandando bem, podia ser melhor, mas a gente ia reclamar igual, e a Record anunciou o maior investimento do ano em Web, e a Uol, quer dizer Abril tá há anos na frente) mas deixamos de esperar o futuro da web, estamos no tempo dela.

Você conhece Susan Boyle? Você viu o vídeo do Sadam Hussein, e você chegou até esse post?

Tudo isso é fruto da web e não aconteceria sem ela.

Se ela consegue ser com 2% de verba, o principal veículo na campanha do presidente americano. Esqueça as palavras dinheiro, separar, e apostar. Planejar e focar a estratégia centrada em um ambiente web é a questão chave. Se você quiser usar mídia OOH para bombar a web, não se envergonha, Aston Kutcher já fez isso. Se você quiser usar mídia impressa, a Citroen tá fazendo isso aqui no Brasil já.

Agora quem não está preparado para isso, não pode mais se preparar, tem é que correr atrás do prejuízo.

Desculpa o comentário longo, mas tinha que justificar a minha carinha ali no twitter.

admin

Augusto, muito a fudê! Teu comment poderia ter sido o post.

:)

tg

Foguinho

Alguns pontos a serem analisados:

1)Os mecanismos usados para medir estatísticas na internet jamais conseguirão ser tão precisos quanto os mecanismos utilizados para ver o retorno de um floordoor ou de um flyer.*

2)As agências não apenas dominam completamente as ferramentas como tem perfeito controle sobre como cobrar por estes serviços.*

3)As melhores ferramentas, que são o e-mail marketing e o pop-up já são utilizadas em larga escala pelos clientes.*

* - mentira! (uso cedido inconscientemente pelo Juliano)

Vivemos em um terreno perigoso em que o argumento para utilização da Internet como meio de propagar uma mensagem tem sido “é mais barato”. Sim, é. Mas é mais difícil de usar e de controlar, e o cuidado para não tornar ainda menos valorizada a IDÉIA tem que ser uma preocupação constante.

admin

Exato, Foguinho. Eu talvez não tenha me feito claro. O que eu falei ali tenta defender esse ponto de vista.

Gente, a internet é uma ferramenta de comunicação tão poderosa quanto qualquer outra. O Twitter, o Youtube, o Ning, o Technorati são tão úteis quanto um spot, um rodapé ou um VT de ofertas. Basta saber como usá-las.

O preço “vem de brinde”.

Abraço.
tg

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