O Gênio.

Não concordo com o ponto de vista da Elizabeth Gilbert, mas acredito que muita gente vá achar interessante. A dica foi do Rodrigo Pinto. (É em inglês, e o máximo que dá pra colocar são legendas em inglês também.)

Postado em 29 de maio de 2009 às 15:59
Arquivado na categoria: Perestroika
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9 Comentários

Kroeff

Podia dar tua opinião, já que é diferente. Pra isso também, viemos aqui ;)

Tiago

Kroeff, eu prefiro acreditar que tudo é uma técnica. Existem fatores externos, claro. Existe a tal “inspiração”. Mas a gente pode controlá-la e até estimulá-la.

E não estou falando de drogas alucinógenas nem de “fazer um brain num parque”. Mesmo numa salinha, trancado, dentro da agência, se pode fazer um brain muito mais produtivo. Desde que a gente domine o processo.

A grande questão é que 0,000001% dos criadores de agência de propaganda estudam o processo criativo. Daí, realmente: é muito mais fácil acreditar que existe um gênio que sopra as respostas no nosso ouvido.

Abs
tg

Karen

Olé!
Gosto da tentativa de tentar separar o lado da expectativa de ser amado, aprovado, do processo criativo. Quantas vezes já não nos sabotamos pelos fatores externos à criação em si? Já contei na nossa aula de processo criativo sobre o pânico paralisante que tomou conta de mim quando morava em Kyoto e caiu no meu colo pra criar o uniforme da seleção brasileira, patrocinada na época pela asics (sendo ex-atleta de vôlei). Pensei na minha família torcendo nas arquibancadas, e se eu os decepcionasse? Tenho que dar o crédito ao meu ex quando, em meio a essa crise aguda de insegurança criativa cunhou a frase “do your best and forget the rest”. Esse mantra já me livrou de algumas armadilhas auto-impostas. Ele me lembra do que posso fazer nessas situações: o trabalho em si.
Claro que isso não quer dizer que me livrei das tais crises - semana passada mesmo tive uma que me detonou a cervical. Mas às vezes consigo lembrar do mantra na hora certa.

Kroeff

Entendi, Tiago. Apesar de não concordar inteiramente contigo também huehe Eu acredito no estudo, mas acredito nos gênios também, mesmo porque alguém teve que inventar a técnica.

tiago

Kroeff,

Não, eu não disse que não existem pessoas geniais. Disse que não acredito no “gênio” (como “gênio da lâmpada”). Ela sugere que a inspiração vem de uma figura mitólogica, espírito, força sobrenatural. Porque, pensando assim, a gente tira o peso das costas e faz “o nosso melhor”.

Eu prefiro creer que a pressão é um componente importante de tudo isso. Tem gente que reage bem à pressão e, por isso, vale mais que os que não reagem. Vide os Michael Jordans e Tiger Woods da vida.

tg

Vieira

Também não acredito nessa entidade que aparece e nos proporciona esses momentos de iluminação, mas que ele é sufocado diariamente por todos as inseguranças e incertezas que eu tenho, isso é.

Então só posso concluir que: No creo en las Bruxas, mas que las hay, las hay.”

Vieira.

Lucas Moraes

A teoria dessa mulher é interessante porque a gente depende do externo pra criar. Os deuses que ela fala, pra mim, são todas as experiências que nos impressionam, nos inspiram e são a força propulsora dos trabalhos criativos.
São os ruídos que pareciam melodia pro Tom Waits.

LM

Lucas Moraes

Ah, não consegui ver esse vídeo no Google Reader.
Braços!

gabielias

Também acho interessante o que ela fala, mas assim como o Tiago disse, não podemos esperar simplesmente que a inspiração venha para começarmos a criar.

Lembro do que o Felipe disse uma vez: “Temos que gostar do processo.” Até porque, se o processo não for bem executado, o resultado não será satisfatório.

*Omg! Tempos que eu não lia/comentava no blog.

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