Não concordo com o ponto de vista da Elizabeth Gilbert, mas acredito que muita gente vá achar interessante. A dica foi do Rodrigo Pinto. (É em inglês, e o máximo que dá pra colocar são legendas em inglês também.)
9 Comentários
31 de maio de 2009 às 23:24
Kroeff, eu prefiro acreditar que tudo é uma técnica. Existem fatores externos, claro. Existe a tal “inspiração”. Mas a gente pode controlá-la e até estimulá-la.
E não estou falando de drogas alucinógenas nem de “fazer um brain num parque”. Mesmo numa salinha, trancado, dentro da agência, se pode fazer um brain muito mais produtivo. Desde que a gente domine o processo.
A grande questão é que 0,000001% dos criadores de agência de propaganda estudam o processo criativo. Daí, realmente: é muito mais fácil acreditar que existe um gênio que sopra as respostas no nosso ouvido.
Abs
tg
1 de junho de 2009 às 16:45
Olé!
Gosto da tentativa de tentar separar o lado da expectativa de ser amado, aprovado, do processo criativo. Quantas vezes já não nos sabotamos pelos fatores externos à criação em si? Já contei na nossa aula de processo criativo sobre o pânico paralisante que tomou conta de mim quando morava em Kyoto e caiu no meu colo pra criar o uniforme da seleção brasileira, patrocinada na época pela asics (sendo ex-atleta de vôlei). Pensei na minha família torcendo nas arquibancadas, e se eu os decepcionasse? Tenho que dar o crédito ao meu ex quando, em meio a essa crise aguda de insegurança criativa cunhou a frase “do your best and forget the rest”. Esse mantra já me livrou de algumas armadilhas auto-impostas. Ele me lembra do que posso fazer nessas situações: o trabalho em si.
Claro que isso não quer dizer que me livrei das tais crises - semana passada mesmo tive uma que me detonou a cervical. Mas às vezes consigo lembrar do mantra na hora certa.
2 de junho de 2009 às 0:43
Entendi, Tiago. Apesar de não concordar inteiramente contigo também huehe Eu acredito no estudo, mas acredito nos gênios também, mesmo porque alguém teve que inventar a técnica.
2 de junho de 2009 às 12:14
Kroeff,
Não, eu não disse que não existem pessoas geniais. Disse que não acredito no “gênio” (como “gênio da lâmpada”). Ela sugere que a inspiração vem de uma figura mitólogica, espírito, força sobrenatural. Porque, pensando assim, a gente tira o peso das costas e faz “o nosso melhor”.
Eu prefiro creer que a pressão é um componente importante de tudo isso. Tem gente que reage bem à pressão e, por isso, vale mais que os que não reagem. Vide os Michael Jordans e Tiger Woods da vida.
tg
2 de junho de 2009 às 13:01
Também não acredito nessa entidade que aparece e nos proporciona esses momentos de iluminação, mas que ele é sufocado diariamente por todos as inseguranças e incertezas que eu tenho, isso é.
Então só posso concluir que: No creo en las Bruxas, mas que las hay, las hay.”
Vieira.
9 de junho de 2009 às 19:58
A teoria dessa mulher é interessante porque a gente depende do externo pra criar. Os deuses que ela fala, pra mim, são todas as experiências que nos impressionam, nos inspiram e são a força propulsora dos trabalhos criativos.
São os ruídos que pareciam melodia pro Tom Waits.
LM
11 de junho de 2009 às 16:10
Também acho interessante o que ela fala, mas assim como o Tiago disse, não podemos esperar simplesmente que a inspiração venha para começarmos a criar.
Lembro do que o Felipe disse uma vez: “Temos que gostar do processo.” Até porque, se o processo não for bem executado, o resultado não será satisfatório.
*Omg! Tempos que eu não lia/comentava no blog.

30 de maio de 2009 às 14:58
Podia dar tua opinião, já que é diferente. Pra isso também, viemos aqui