É possível questionar novamente o capitalismo?
Não é estranho ver o maior representante do liberalismo, O Estado Americano, entrar para salvar a GM?
Se meu avô estivesse vivo, estaria dandos gargalhadas altas agora e dizendo: “Colosso! Maravilha!” Sim, vô, o Obama estatizou um dos ícones da América e parece que é sócio da Fiat na Crysler também.
Dizem que o Chaves andou fazendo piada com o Fidel sobre isso.
Mas pensem bem:
No meio disso tudo, ninguém para para questionar o sistema. A língua portuguesa muda de tempo em tempo, mas o sistema permanece.
Estou longe de pregar a ditadura. Longe de falar de esquerda ou direita. Meu pensamento livre está um layer acima:
Democracia permite que questione o jeito formal de democracia? Não se fala disso.
A política do jeito que é não está radicalmente atrasada? A tecnologia que temos hoje não permitiria um outro tipo de representatividade do povo?
Eu adoraria votar mais, se fosse uma senha por computador ou urnas eletrônicas espalhadas por armazéns: onde tem Coca-Cola ou caixa eletrônico poderia ter uma.
E aí, que me chamassem pra votar mais.
O mundo girou. Não preciso mais de representantes votando todas questões por mim. Algumas mais relevantes, respondo eu, direto. Sem conchavos, esquemas, compra de votos. Nada disso.
Somos sócios do Brasil. 4 meses do meu ano vão para o Estado, em impostos. E tá na cara que não estão usando bem o dinheiro.
Bom, isso aqui não é um blog político então fico por aqui. Mas é um blog de ideias. E hoje pensei nisso e coloquei no papel. Meio ingênuo, sim.
Mas eu reclamava que o modelo das agências de propaganda não mudam desde os anos 50.
Só que tem coisa mais atrasada que impactaria mais do que qualquer campanha no sucesso das empresas e na nossa vida mesmo.
10 Comentários
11 de junho de 2009 às 3:38
Eu já acho que o povo devia votar menos. O povo é “burro” sim. Hipocrisia à parte.
Mas como não é um blog político, também não irei me alongar, portanto, resumindo:
DEVERIAM ABOLIR O VOTO OBRIGATÓRIO. Tem loco que não sabe nem a diferença entre governo estadual e federal e é OBRIGADO a votar. Ele será PUNIDO se não votar, quando na verdade estaria nos fazendo um favor.
O Che Guevara evitava aceitar analfabetos em suas tropas de guerrilha. E dizia para os camponeses que encontrava no caminho: “aprendam a ler e a escrever, um povo ignorante é muito fácil de ser enganado”. De certa forma o Brasil se encaixa nisso. Não somente pelo analfabetismo, mas a ignorância como um todo.
Quem quiser votar, vota, quem não quiser participar, ok.
Agora, onde devíamos participar mais, isso sim, é na fiscalização. É exigindo prestação de contas, exigindo uma imprensa fiscalizadora, não reelegendo políticos com passado sujo (que é o que mais acontece).
Na Argentina qualquer escândalo menor que o mensalão já dá panelaço na frente da Casa Rosada, no Brasil dá piadinha no Casseta e Planeta. A distância de Brasília também contribui com isso acho. Se a capital federal fosse em PoA, BH, RJ, SP, acho que o bixo ia pegar mais. Mas de qualquer forma o povo brasileiro é acomodado SIM. Toda a merda que rola na política é um pouco nossa culpa SIM.
Ninguém quer se meter “no mundo sujo da política”. Aí só sobram os sujos. Os honestos tinham que querer se meter mais SIM.
To muito bêbado para o horário, disse que não ia me alongar, mas acabei me emocionando. Obrigado pela atenção de quem chegou até aqui, aquele abraço e um beijo nas crianças.
Fui!
11 de junho de 2009 às 3:40
Pessoal, vocês podiam assinar o post né? Nunca sei quem é o autor. Hahaha!
11 de junho de 2009 às 15:49
Excelente post.
Não vou comentar sobre política, mas sobre ideias.
Ultimamente tenho dedicado um tempo extra para a análise de textos, independente do tipo. E faz parte dessa análise perceber a diferença e a peculiaridade de cada autor.
A dúvida é natural, isso acontece com músicas também. “Poutz! Que banda é essa mesmo?” Mas quando acompanhamos a trajetória de um autor/banda percebemos logo de cara de quem é a autoria.
Então fica aqui mais uma ideia. Acompanhar, pesquisar e ser curioso pode trazer muitas respostas sem que nenhuma pergunta seja feita.
A mono tem me ensinado muito. =)
11 de junho de 2009 às 19:09
Não acho que está na hora de mudar o sistema. O capitalismo é perfeito, quem quer mais vai atrás e recebe sua recompensa por isso, com o governo atuando somente onde deveria: saúde, educação e segurança - tudo com o dinheiro dos impostos. Perfeito!
Mas ai inventaram o bicho homem: sacana, ganancioso, malandro, egoísta e dai temos a situação presente. É assim nos EUA, era assim na URSS e vai ser sempre onde tiver pessoas.
12 de junho de 2009 às 9:32
-> “Pessoal, vocês podiam assinar o post né? Nunca sei quem é o autor. Hahaha!” - Lucas, já pedi isso também, mas o pessoal não nos escuta. =)
Tô achando lindo todas essas mudanças no mundo. Aos poucos isso vai enfiando na cabeça das pessoas que NADA é perene.
O comunismo foi pro beleléu há décadas. O capitalismo acabou de tomar uma sumanta de pau nos EUA. As perguntas que os jornalistas fazem para entrevistados agora podem ser expostas em blogs antes da matéria sair. Sem falar de exemplos mais clássicos, como a mudança gigantesca que atingiu as indústrias fono e cinematográfica depois da web.
É maravilhoso isso, pelo menos para quem não se arrepia quando vê algo diferente na sua frente, percebe que mais uma mudança está acontecendo e procura se adaptar logo a ela.
José Saramago (comunista até o talo, por sinal) já disse que a democracia não é perfeita, mas é o melhor que temos até agora. Não duvido que um dia ela também seja substituída. E espero não estar tão gagá pra me chocar quando isso acontecer.
Enfim, mudar é muito bom.
12 de junho de 2009 às 11:56
Leiam o que o Gorbachev escreveu esses dias no Washington Post: “It’s time for a global Perestroika”. Vamos dominar o mundo!
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/06/05/AR2009060501966.html
P.S.: O post é do Márcio.
tg
12 de junho de 2009 às 15:03
A autoria dos posts às vezes fica até clara.
Pena que o Tiago já disse, mas respondo igual: é do Márcio.
14 de junho de 2009 às 12:43
Diego,
Já dizia o Quino: a questão não é ser sobre acreditar em capitalismo ou socialismo, a questão é sobre não acreditar nas pessoas.
15 de junho de 2009 às 12:08
Ótima ideia, Marcio. Concordo totalmente que a tecnologia é uma, senão a melhor, forma de ter uma sociedade mais participativa e transparente. Substituir câmara e senado por senhas ou máquinas de votos em vendinhas seria genial.
A propósito de tecnologia e democracia, vejam o exemplo do que tá acontecendo no Irã: http://www.fastcompany.com/blog/kit-eaton/technomix/iranian-reformist-protestors-tweet-despite-government?partner=homepage_newsletter
Só não concordo quando diz que ninguém fala no fim do capitalismo. Se fala, sim. E bastante. Tem muita gente inclusive dizendo que a gente tá migrando prum modelo misto de capitalismo e socialismo com essas série de estatizações, com os governos servindo não interferindo quando o mrcado vai bem e segurando a onda quando vai mal.

11 de junho de 2009 às 0:02
gostei.