Muitos falam que “mudou o perfil do criador publicitário”. Mas eu não sei, não. Eu acho que o que fazia o bom criador de antigamente continua fazendo o bom criador da atualidade.
Características como curiosidade, informação, bom humor, cultura, desapego, dedicação, entre outras, continuam sendo o combustível de boas ideias. Sejam elas na TV, no rádio, na internet, num saco de pão, numa comunidade do Facebook ou dentro de um boeiro.
A maior prova disso, na minha opinião, é que os grandes criadores das “novas mídias” são pessoas que também tinham uma grande capacidade criativa nas “velhas mídias”. Já reparou nisso? Se você olhar para os caras que mais ousavam no offline, hoje muitos deles estão fora das agências tradicionais.
Caras como o Leo Prestes, o Fabiano Goldoni, o Israel Mendes, o Pedro Perurena, o Vinícius Malinoski, o Márcio Callage e o Felipe Anghinoni. Todos eles tinham portfólios sênior ainda bem jovens. E, não por acaso, o Leo Prestes foi parar na W3, o Fabiano na Fox de Buenos Aires, o Pedro se mandou para a Live, o Malinoski virou DC na Cubo, o Israel montou a Aquiris, o Márcio se bandeou para a Olympikus e o Felipe assumiu a Perestroika.
Não por acaso, o Leo criava zines na faculdade. O Fabiano fazia video-flyers muito antes do Youtube se popularizar. O Israel tinha um dos maiores blogs de Winning Eleven do Brasil. O Malinoski e o Perurena tocavam juntos numa banda. O Márcio organizou o maior FICA da história. O Felipe já escrevia textos de comédia antes do Rafinha Bastos aparecer.
Porque pessoas criativas não precisam da propaganda tradicional para mostrar a sua criatividade. Na verdade, elas nem precisam da propaganda para mostrar a sua criatividade. Pessoas criativas são criativas em qualquer plataforma. Na TV, no jornal, no Twitter, numa tela em branco, numa jogada de futebol, na maneira de contar uma piada ou montando um negócio.
Portanto, o que eu defendo é que o “novo criador” não tem nada de novo. O que mudou foi a forma como o consumidor consome as mídias. E, por isso, ele foi forçado a usar novos canais para as suas ideias.
Apenas isso.
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O Young Creative de 2009, na minha opinião, foi uma grande prova desse ponto de vista. Com muita justica, o Patrick Matzembacher, redator da DCS, foi eleito o cara.
E foi eleito o cara não porque ele tem “ideias legais para novas mídias”. Mas porque ele tem boas ideias, independente das mídias.
Ele foi eleito o cara porque é tão curioso, bem informado, engraçado, culto e dedicado quanto eram os grandes criadores da DPZ na década de 80.
Ele foi eleito o cara porque não fez simplesmente um portfólio, mas foi além. Criou uma abertura especial para o seu DVD, com o bom humor típico do Patrick.
Ele foi eleito o cara porque, muito antes de criar propaganda, ele já manifestava a sua criatividade em outras plataformas. Como o curta-metragem Hugo, onde assumia o papel de um zumbi faminto.
Portanto, a minha dica é: não se preocupe em ser “um novo criador”. Se preocupe em ser, apenas, um criador. Um cara do caralho. Um cara interessante.
Suas ideias vão aparecer naturalmente.
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Pedi para que o Patrick me enviasse os seus trabalhos e fiz questão de publicar aqui no blog. Aí está o sarrafo para quem quer disputar em 2010.
Aproveitem.
Assinado (atendendo a pedidos): Tiago.
Intro
Ação Claro que é Rock
Untitled from Jean Philippe Rosier on Vimeo.
Ação Hellbabes
Rotina em chamas
Jingle Claro
Spot STIHL
Finaleira.
Untitled from Jean Philippe Rosier on Vimeo.
4 Comentários
16 de junho de 2009 às 21:28
Eu sei que já mandei um e-mail hoje, mas queria agradecer também aqui nos comments.
Fiquei nas nuvens quando li o post. Eu só tenho a agradecer por todas as dicas, tudo que vocês me ensinaram e continuam ensinando. Vocês já eram professores muito antes de terem feito a Perestroika.
Um abração e VALEU!!!!!!

16 de junho de 2009 às 18:26
Mto legal esse texto!