Tá, esse post não tem ideia. É só pra dizer que o Paulo Autuori esteve ontem na Perestroika, falando para o curso Kick Off. E foi bem legal. (Nos comentários eu discorro mais sobre o assunto.)

Postado em 16 de junho de 2009 às 13:03
Arquivado na categoria: Perestroika
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6 Comentários

admin

Na verdade, eu poderia falar de muitas coisas que o Autuori comentou ontem. A começar pelo nível do cara: o Autuori é de outra turma. Um cara articulado, inteligente e que coloca seus pontos de vista com clareza e convicção.

Mas o que me marcou mais da conversa de ontem foi a crença que o Autuori tem na profundidade, no estudo. Quando ele fala, você vê que ele sabe do que está falando. Ao contrário de muitos profissionais do futebol, que confudem a profissão com conversa de bar.

Quanto mais eu vejo as aulas, quanto mais sei de futebol, mais eu sei que não sei.

tg

Fred Berghan

Autuori além de técnico, é um estudioso do futebol, o que confere a ele um nível acima de certos técnicos que já passaram aqui.
Com certeza o achismo não faz parte do método de trabalho do cara.
Vamo lá!!! 4-4-2 neles! :)

Luís Felipe

bah, concordo plenamente, Tiago. Ali eu consegui entender porque o Mano Menezes, o Cuca, estagiaram com o Autuori. Ele é um professor mesmo, um professor de treinadores.

Se eu sou dirigente, largo o departamento de futebol nas mãos dele e de um cara que tenha mais contatos com o mercado - já que ele não gosta de se relacionar com empresários.

admin

Eu realmente não entendo porque o “manager” não pegou no Brasil. O Autuori teria mto esse perfil.

tg

Lucas von M.B. Silveira

Acho que sei Tiago. O brasileiro ser meio preguiçoso/acomodado é a primeira justificativa. E que no Brasil tudo é mais bagunçado é outra.

Quanto à bagunça, basta olhar pra trás. Cara, até ONTEM tinha virada de mesa no Brasil. Ano 2000 se não me engano, o Fluminense surgiu do nada, da Série C pra Série A na Copa João Havelange.

O Palmeiras em 2002 ou 2003 foi um dos primeiros times grandes do Eixo Rio-SP a cair pra segundona sem choro. Antes eles davam um jeito de virar a mesa.

E quanto ao quesito preguiça, acho que nossos técnicos preferem ganhar 300mil pra serem SÓ técnicos do que uns 450mil (ou os mesmos 300) pra administrarem mais um moooonte de coisa, hehe. Ainda mais no Brasil, administrar um time no meio da bagunça.

Na europa os caras administram as fortunas, aqui é uma bomba esse cargo, pois tu tens que administrar as dívidas.

Eu vejo meio que por aí. Estamos muito mais profissionais hoje. Mas ainda engatinhando.

Flávio Dutra

Realmente o Autuori conhece o assunto, entende profundamente a área em que atua. Isso é importante e o torna diferente da maioria dos demais que atuam por aqui.

Sobre o Manager, e demais cargos gerenciais, não terem pego no Brasil, isso vai mudar, está mudando aos poucos. Os clubes que demonstram trabalhar com planejamento já se destacam há algum tempo, dentro e fora do campo. Logo, servirão como benchmark para os demais clubes e entidades. Temos outros exemplos fora do futebol, como o caso do vôlei, por exemplo. Mas ainda somos muito pequenos em termos gerais. Há muito o que ser feito e melhorado, e, para isso, precisaremos de profissionais qualificados.

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