Arquivo de agosto de 2009
Africa do Sul
26 de agosto de 2009Ontem, tivemos o prazer de receber na Perestroika o Márcio Santoro, sócio e VP de Atendimento da Agência Africa para uma MASTER CLASS do curso Gestão de Contas.
Não tenho certeza absoluta que todos os alunos do Gestão de Contas tem noção da oportunidade que tiveram. Quer dizer, não tenho certeza se eles tem noção de quem veio falar para eles, mas acho que a oportunidade que tiveram ficou claro após a aula acabar.
Tenho a convicção que os grandes profissionais tem uma visão e uma capacidade de tornar simples o que eles fazem. E o Márcio certamente confirmou e reforçou essa minha percepção. Um cara muito gente fina, sem frescura, papo fácil. E que durante a sua apresentação simplificou ao extremo o entendimento que ele tem sobre o papel do atendimento. O papel de gestor que essa figura tem dentro das agências e outras empresas prestadoras de serviço na área da comunicação.
Inclusive, ainda bem que a gente fez a aula inaugural ANTES da aula do Márcio. Porque, caso contrário, certo que os alunos iam pensar que a gente tinha montado tudo com base no que ele diz. Foi impressionante ver a sintonia entre tudo o que ele apresentou e a filosofia do nosso curso. No entender de ambas a as partes, o grande papel de gestor do atendimento se dá em 3 níveis principais: gestão de processos, gestão de pessoas e gestão estratégica. Justamente os 3 módulos do curso Gestão de Contas.
O Márcio apresentou em primeira mão para a turma um trabalho que está prestes a apresentar dentro da Africa, onde pretende mudar a nomenclatura do departamento: Atendimento & Gestão.
Além disso, ele nos contou detalhes sobre o planejamento e lançamento da Africa. O jeito como a própria marca foi pensada, planejada e executada, sendo a primeira conta de si mesmo. A proposta “Relais & Chateaux” da marca (que, olha, não é querendo se meter, mas tem muito a ver com o jeito que a Perestroika enxerga a si mesmo). No final, 1 hora de perguntas e respostas aproximaram ainda mais os alunos do Márcio.

E para completar, sorteamos dois “safaris à Africa”. O Márcio “doou” o cachê dele para isso. E a Africa ainda casou mais uma passagem. Dois Diegos, o Cunha, da Leograf, e o Bagatini, da Interativacom, literalmente sentaram em cima do prêmio e garantiram uma ida a São Paulo para conhecer a agência.
Buena, ontem foi mais um daqueles dias especiais por aqui.
Márcio, mais uma vez, muito obrigado pela tua disponibilidade de vir até a Perestroika. E pela tua simpatia durante toda a experiência.
Aqui abaixo, escondido no “read the rest of this entry”, vocês encontram um texto do Márcio, que de certa maneira resume muito do que foi a aula dele ontem. E que resume também a filosofia que norteou a concepção do programa do Gestão de Contas.
E se tudo o que sabemos está errado?
25 de agosto de 2009Há cerca de 200 mil anos, nasceu o Homo Sapiens. De lá para cá, nós fomos sempre destruindo certezas. Antes, achávamos que o fogo era uma fenômeno sobrenatural. Achávamos que os raios e trovões eram a ira divina. Achávamos que a evolução dos animais se dava pelo uso e desuso, e não pela seleção natural.
Podemos lembrar que há cerca de 500 anos a Humanidade acreditava que o Planeta estava no centro do universo. Não só isso: a Terra era chata e qualquer homem que se aventurasse em alto mar iria enfrentar a fúria de seres mitológicos.
Podemos pensar que a sociedade daquela época era extremamente ingênua e ignorante. Como eles poderiam acreditar em tanta fantasia?
É lógico imaginar que boa parte do conhecimento adquirido antes dos últimos 500 anos era bullshit. Antes de Darwin, Copérnico, de Newton, de Einstein, acreditávamos em muita baboseira.
Mas se há 500 anos, há apenas 500 anos, a Humanidade acreditava em coisas que hoje parecem absurdas, será que daqui a 500 anos não será o mesmo?
Será que no Ano 2.500, quando olharem para a nossa sociedade, não vão dizer “Esses caras eram uns idiotas, não sabiam nada de nada”?
É sério que eles acreditavam em apenas três dimensões?
É sério que a população em geral entendia o tempo como uma coisa linear?
É sério que os cientistas não acreditavam em reencarnação?
É sério que a comprovação dos fatos se dava através do método científico?
É sério que a maconha não era legalizada?
E por aí vai.
Se há 500 anos a humanidade acreditava em valores que, hoje, são motivo de piada, por que não podemos ser motivo de piada para daqui 500 anos? Ou para daqui 50 anos? Ou para daqui 5 anos?
E se tudo o que soubermos sobre tudo estiver errado?
Já pensou? O Armando Oliveira pode ser, realmente, REALMENTE, a reencarnação de Jesus.
Nova turma de Kick Off: futebol + jornalismo + business. Matrículas abertas.
24 de agosto de 2009Depois de muita apreensão, finalmente estão abertas as inscrições do Kick Off.
Para nossa felicidade, conseguimos confirmar vários nomes muito legais para essa segunda edição. Além do Nando Gross, comentarista da Rádio Gaúcha e coordenador do curso, já estão garantidos:
Paulo Roberto Falcão: Comentarista da Rede Globo e colunista de ZH
Rodrigo Caetano: Gerente de futebol do Vasco da Gama
Paulo Vinícius Coelho: Comentarista da ESPN
Fernando Carvalho: Vice-presidente de futebol do Internacional
Amir Somoggi: Consultor da Casual Auditores
Márcio Callage: Gerente de Divisão de Marketing da Olympikus
Oliver Seitz: Professor da Football Industry, de Liverpool
João Paulo Medina: Gestor de futebol
Marcelo Rospide: Auxiliar técnico do Grêmio
Cléber Xavier: Auxiliar técnico do Inter
Jogadores: Jogadores da dupla Grenal
Nada mal, né? Para garantir a sua vaga, é só mandar email para futebol@perestroika.com.br ou pelo (51) 3062.5568.
Se você não levou fé, então ouça o que o PVC disse sobre a gente.
Bem-vindos, Molotovers.
18 de agosto de 2009Fizemos esse teaser para dar as boas vindas aos novos alunos de Molotov. Faltaram alguns professores, mas o importante é a intenção. No final das contas, todo mundo vai se conhecer ao vivo.
Aí vai o vídeo. Agora atualizado, com a ilustre presença de Rafa Bohrer.
(Quem aparece, pela ordem: Felipe Anghinoni, Vinícius Malinoski, Gustavo Diehl, Tiago Mattos, Keka Morelle, Rafa Bohrer e Lúcio Regner.)
Fala aí, amizade.
14 de agosto de 2009Você costuma ver seus amigos com frequência? Pois devia. Cada vez mais, as pesquisas indicam que um dos principais fatores para a longevidade é uma boa rede de camaradas.
Eu vejo meus amigos do colégio toda semana. Quer dizer: até começar o curso de futebol, eu via eles toda semana. Agora, os encontros têm sido mais esporádicos. Mas, ainda assim, é muito raro eu ficar quinze sem falar com a galera.
Sempre tomo esse cuidado. Porque a gente começa a trabalhar, depois forma família, daí ganha mais responsabilidades, fica sem tempo pra nada. E os amigos sempre saem da pauta. Tudo vira prioridade, menos ver o pessoal.
Acho isso uma insanidade. Pô, se os caras são REALMENTE seus amigos, pouquíssimas coisas devem ser mais divertidas do que passar um tempo com eles. Talvez aí que esteja a questão principal: você já parou para pensar quem são os seus brothers, aqueles amigos de verdade?
Porque essa relação se confunde muito, principalmente no ambiente de trabalho. Às vezes, você fica muito amigo de alguém enquanto convive com essa pessoa diariamente. Aí, troca de emprego e nunca mais fala com o cara. Será que ele é seu amigo? Ou a amizade é apenas circunstancial?
Por isso que eu digo: happy hour com a galera do trampo é legal pra caralho. Mas veja até onde esses caras são amigos por conveniência, por comodidade. E até onde são amigões do peito.
É comum a gente ouvir o cara dizer “esse cara é meu grande amigo!”. Mas há quanto tempo vocês não se falam? Há quanto tempo vocês não saem para trocar uma ideia? Tem gente que diz isso mas não tem nem o número do cara na agenda do celular. Pô, será que ele é realmente seu amigo?
Acho que as boas amizades são fundamentais para uma vida saudável. Desde a adolescência, sempre criei mecanismos para não perder o contato com os caras. Antes eram as noites e as viagens pra praia. Numa época, era o futebol. Depois, vieram os campeonatos de Winning Eleven. Ultimamente tem sido o poker. E mais recentemente, até a própria Perestroika virou ponto de encontro, já que vários amigos estão fazendo curso por aqui.
É muito complicado manter a pauta social. Eu, por exemplo, gostaria de ver com mais frequência muita gente que gosto. Mas nem sempre dá. Por isso acho tão importante não perder contato com os caras que são meus irmãos. Esses sim, eu não posso deixar de lado.
Não concordo muito com esse papo de que “amizade de verdade resiste à falta de convivência”. Acho que amizade é um lance que o cara tem que cultivar, tem que regar toda hora. Ou murcha.
Me parece que esse é o melhor jeito de deixar os caras sempre por perto. Crie uma rotina com a gurizada. Crie um compromisso semanal, ou quinzenal. Porque “vamos almoçar semana que vem” é pedir para empurrar o encontro com a barriga.
Descubra quem são os seus amigos e conviva com eles. Na melhor das hipóteses, você vive melhor.
Na pior das hipóteses, você vive mais.
***
Falando em amigos, esse semestre pintou um trabalho muito legal de um aluno chamado Ricardo Dullius, mais conhecido como Romeu. Arrepiou a galera e serviu para indicá-lo ao Prêmio Boris Yeltsin.
É isso aí, Romeu. Vamos compartilhar felicidade com o mundo.
Compartilhe! from BoaT-Camisetas Impossíveis! on Vimeo.
Fim de jogo.
12 de agosto de 2009E chegou ao fim mais um projeto da Perestroika: o Kick Off. Confesso para vocês que, quando inventamos um “curso de futebol”, me deu um frio na barriga. Tinha tudo para dar certo, mas também tinha tudo para dar errado. Futebol lida com paixão e sempre que esse componente entra na receita, os sentimentos ficam imprevisíveis.
Mas tudo correu bem. No final das contas, o curso foi um sucesso. Conseguimos trazer nomes de dimensão nacional, como PVC, Paulo Autuori, Maurício Noriega, Ruy Carlos Ostermann, Rodrigo Caetano, entre outros.
O Grand Finale contou com a presença de Fernando Carvalho, que falou abertamente sobre gestão, critério de futebol, bastidores de grandes jogos. E ainda revelou, em primeira mão, três contratações do Inter (se não saiu na mídia, me perguntem que eu conto).
Aos alunos, professores e convidados: valeu, galera. Foi mais uma puta experiência.
Ah, e aguardem, porque em breve teremos a segunda edição do curso. Interessados: futebol@perestroika.com.br.










A profundidade superficial.
10 de agosto de 2009A Wikipedia é uma das ferramentas mais maravilhosas da internet. Mas junto com ela, está acontecendo um fenômeno assustador. A profundidade superficial.
Hoje, em cinco minutos, você vira um pseudo-especialista em qualquer assunto. Vai dizer? Basta saber fazer as perguntas certas para o seu buscador e, voilá: você consegue enrolar o suficiente para que acreditem que você manja do negócio.
E aí está a razão de um problema mais grave. Ao meu ver, está se formando uma geração sem opinião. Uma geração que não acha nada. Que pega emprestado o discurso dos outros como se pegasse um vidro de pepino no supermercado.
Por mais contraditório que isso seja, me parece que quanto mais informação se tem acesso, menos informação as pessoas têm. Afinal, tudo está a um clique. Por que eu preciso guardar no meu cérebro, no meu HD, se o Google faz isso pra mim?
Dar opinião não é crime. Inclusive, é assim que a Humanidade evolui. É confrontando ideias que a gente aperfeiçoa as ideias. Mas para opinar, você precisa, antes, se informar.
E aí, você tem algo a dizer sobre esse assunto?
A verdade sobre a gripe suína.
5 de agosto de 2009Como muitos de vocês sabem, estou desde quinta-feira em casa, de quarentena, para evitar de me expor. Não, eu não peguei a gripe suína. Peguei um gripão foda, a pior que eu já tive na vida. encarei todos os sintomas dos panfletinhos, mas fui a dois médicos e ambos me disseram que eu estou a salvo.
Nesses dias de reclusão, aproveitei para estudar o assunto em todas as fontes possíveis e inimagináveis. Nos sites do Ministério da Saúde, nos principais portais, revistas especializadas, etc, etc, etc.
O que me chocou foi a quantidade de informações desencontradas. Algumas, você vê que tem um mínimo grau de seriedade. Outras, eu já considero completamente irresponsáveis. E tem um monte, um monte de coisa que parece piada.
Mais do que entrar na teoria da conspiração ou não, eu acho que temos que ter cuidado. Todos nós somos de uma geração que consome informação pela internet. E no caso de um assunto delicado como a gripe A, temos que saber recorrer às fontes certas. Sejam elas oficiais ou não.
No Youtube, estão cada vez mais comuns os vídeos falando da gripe suína como factóide para alimentar a indústria farmacêutica. Eu não sei se concordo muito. E acho que pode até ter um efeito reverso: em vez de esclarecer a população, pode confundir ainda mais. E ficar todo mundo sem saber a quem recorrer.
Sei lá: ainda não tenho opinião formada.
Mas para não sair de mãos abanando, separei dois vídeos para quem curte essas teorias da conspiração. O primeiro é, no mínimo, bem intencionado. O segundo, bom, o segundo é o segundo.



