Você pode achar o Pânico na TV qualquer coisa. Bom, ruim, chato, brilhante ou simplesmente mais uma onda passageira.

Agora, é inegável que os caras têm uma grande capacidade em criar bordões, massificar dancinhas e criar hábitos que caem no gosto do povo.

Dois são bem conhecidos: a inconfundível Dança do Siri. Que incomodou - e muito - a vida dos repórteres da Globo.

E as Sandálias da Humildade, que enfernizaram a vida de várias celebridades. E trouxeram uma polêmica: Daniella Cicarelli tem realmente 6 dedos num dos pés?

***

Atualmente, a “plataforma de humor” do Pânico é o Zina. Talvez você não esteja reconhecendo o nome. Mas provavelmente conhece o cara: ele é o corinthiano que popularizou o grito: “Ronaldo!”.

Pois bem: depois de cair no gosto da galera, a equipe do Pânico foi atrás do cara. Começou a fazer reportagens semanais mostrando a simplicidade do seu dia-a-dia. E começou a ter números cavalares de audiência.

Resultado? Zina foi contratado como funcionário da RedeTV!, ganhou uma casa do presidente da emissora e um quadro junto com os humoristas Sabrina Sato e Alfinete.

Mas o grande momento do cara foi conhecer o seu ídolo ao vivo. E o Pânico deu um jeito de colocar, frente a frente, criador e a criatura.

***

É bem evidente que o humor do Zina vemjustamente da sua incapacidade mental. Ele tem dificuldade para pronunciar palavras fáceis, para memorizar tarefas simples e - não raramente - parece ter um certo “apagão”.

Mas, convenhamos: o cara, que era um Zé Ninguém, virou uma celebridade, ganhou um trampo na televisão, uma nova morada e o privilégio de desfilar ao lado da gostosa da Sabrina todas as semanas. Jogou bola com um dos maiores jogadores de todos os tempos. E, em troca disso, estava apenas sendo ele mesmo. Parecia uma boa oportunidade, uma chance de ouro, não?

Mais ou menos.

Algumas semanas depois, Zina foi preso por porte de cocaína. E aí, o Pânico levou ao ar uma reportagem bastante polêmica, que afirmava: Zina sofre de esquizofrenia. O cara, para conseguir conviver em sociedade (como eu falei: é bem fáceil perceber que ele é pancadinha), toma 12 comprimidos por dia.

E aí, o Pânico teve que fazer uma retratação meio taba-buraco, mostrando “como eles eram legais com a comunidade da Xurupita” (bairro onde Zina mora). Que estavam do lado do Zina. Que iam ajudar na sua recuperação. Etc, etc, etc.

E eu, que sempre me mijava de rir com as reportagens dele, comecei a pensar. O Pânico está mudando a vida dele para melhor ou para pior?

Porque, porra: uma coisa é explorar uma pessoa que tem condições de se defender. Se, por exemplo, a Carla Perez, ou a Luciana Gimenez, ou uma ex-BBB quer ser explorada como “a gostosa burra” na televisão, tudo bem. Problema delas.

Agora, com um neguinho doente, a coisa é mais complicada.

Lembram quando o Faustão colocou o Latininho ao vivo? Pois é: fiquei pensando se isso não é um “Latininho” disfarçado. Como a doença dele é mental, e não física, talvez fique mais fácil pra gente fazer de conta que está tudo bem.

Eu realmente não sei o que pensar a respeito. Eu adorava os quadros do Zina. Rolava de rir. E achava o máximo quando o Pânico ficava em primeiro lugar no Ibope e agradecia o apoio da Comunidade da Xurupita.

Mas será que isso tá certo? Não sou muito de puritanismos e sentimentos de culpa. Acho que humor não respeita muitas regras. Agora, tudo tem um limite, não?

Por favor, opinem. Deixem seus comments. Topa participar?
Topo. Topo. Por que não? Vâmo cair pra dentro.

12 Comentários | Categoria: Perestroika


Eu sou um cara megasensível. E muito passional. Talvez, na Perestroika, o mais passional de todos. O que tem o lado bom e o ruim, como tudo na vida. O lado ruim é que fica mais difícil lidar com críticas. Muitas vezes já quero brigar com comentários no nosso blog, com twitadas e com outros percalços naturais do processo de se ter uma empresa, administrar uma marca e lidar com pessoas. Graças a Deus tem o Tiago aqui que sempre faz o contraponto e me faz pensar sobre essas coisas antes de sair tomando atitudes.

O lado bom é que fico emocionado com as coisas, com as oportunidades, com os elogios, com as coisas que dão certo e tal. Fico feliz mesmo, arrepiado, com vontade de sair pulando às vezes, chorando outras e, algumas vezes, de sair pela Perestroika andando de cueca - o que de fato já aconteceu algumas vezes. Talvez por isso, tenha me emocionado tanto com o surfe do Romeu no Dilúvio.

Sou um cara que se leva pelas paixões. E embora isso tenha tb o seu lado bom e o ruim, ser extremamente racional também tem. E sou feliz assim, mesmo que momentos de tristeza também acompanhem essa jeito apaixonado de viver.

Para mim, viver sem paixão não faz o menor sentido. Trabalhar sem paixão também não. E o resumo do que quero dizer para vocês é esse: persigam a paixão. Na vida, no trabalho e em tudo o que fizerem.

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Posso dar essa sugestão com a tranquilidade de quem arriscou muita coisa em nome disso. Vejam bem: eu comecei minha carreira na publicidade como atendimento na Dez Propaganda, em 98. E não foi um estagiozinho de 3 meses, como acontece com muita gente. Fiz estágio, em pouco tempo, fui contratado como assistente. Passei 3 anos e meio no atendimento. Era uma jovem promessa, que cresceu rápido na agência. Eu tinha 22 anos e era o segundo atendimento da agência na época. Mas eu não tava feliz. Pedi demissão e decidi que ia para a criação. Fui absorvido na própria Dez, como estagiário de redação, ganhando 8 vezes menos do que ganhava como atendimento.

Na criação, fui contratado 3 meses depois. 9 meses depois, fui o Redator do Ano do Prêmio Colunistas. Depois sai e fui trabalhar na Paim como redator. Em 2005, logo depois da conta da Renner ter ido para a Escala, assumi a área de Novos Negócios da Paim, deixando a trajetória de redator publicitário para trás e assumindo uma rotina ligada a prospecção, gestão de projetos e planejamento.

Um ano depois, nova guinada: virei Diretor de Criação da Paim. Tinha 28 anos. Era uma coisa bem fora do normal uma pessoa dessa idade estar numa posição dessas numa das 5 maiores agências do estado. Uma situação bem confortável, digamos assim. Bom, eu não tinha nem 4 meses como DC e fui convidado para trabalhar na LiveAD, uma empresa que eu nem sabia o que fazia. Mas segui totalmente meus instintos - porque a razão talvez mandasse eu ficar.

Menos de 2 anos depois de assumir a Criação da LiveAD, larguei tudo para me dedicar exclusivamente à Perestroika, que ainda estava engatinhando, sem nenhuma garantia que daria certo, e ganhando significativamente menos do que lá.

Em todas essas mudanças, eu sempre tive medo. Foi um trabalho árduo dos meus sentimentos tentando convencer minha razão de que era a coisa certa a fazer, o que é mais difícil que o contrário (a razão convencendo os sentimentos). Mas nunca consegui jogar para debaixo do tapete o que o meu coração (ui, que gay) dizia para fazer. E em todas, absolutamente TODAS as mudanças, eu nunca me arrependi. Sempre fiquei mais feliz. Que na real é o que importa.

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Tá: para não parecer que tudo foi tão perfeito, teve uma vez que eu fiquei um tempão numa empresa sem amá-la mais. Tipo todas as células do meu corpo diziam que eu não tinha mais que estar lá. Menos o meu cérebro. “O que tu vai fazer?” “Tu vai arregar?” “Se tu sair, tu vai assumir o teu fracasso.”

Na real, eu queria racionalmente vencer aquela situação. Não queria pecar por omissão, por falta de tentativa. E fiquei um bom tempo (mesmo) nessa empresa. Claro, no final o fato de eu ter ficado lá me gerou muito aprendizado. Mas quando finalmente eu sai, tive uma puta sensação de alívio, de libertação, de felicidade. E fiquei me perguntando por que não tinha saído antes. Isso também foi aprendizado.

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Hoje, eu sei que dá para ser feliz fazendo o que se quer fazer. Vivo isso na Perestroika todos os dias. Cada trabalho, cada novo projeto, cada novo curso é um puta tesão. Muita vontade de se envolver, de mergulhar, de se entregar. E quando a gente se entrega, não tem problema ter que trabalhar todos os sábados, não tem nada de errado acordar às 8 da manhã de domingo para fazer reunião. O amor é cego.

E o mais legal é que a recompensa é o próprio processo de trabalho.

Muita gente não se dá conta disso e fica se focando no trabalho final, na execução final, no filme pronto na formatura. Mas o processo criativo - uma das poucas coisas que absorvi do curso do Charles Watson - deve ser um processo auto-télico, onde encontramos e focamos o prazer no processo, e não no ponto final. Em outras palavras, o caminho é a viagem, não o lugar de chegada.

A gente vê que os alunos que mais se puxam, mais se empenham, mais nos impressionam, são os mais apaixonados. Pela Perestroika. Pelo projeto que estão fazendo. Pela vida, como é o caso do Romeu.

O Tiago já escreveu um post muito legal nesse blog sobre as recompensas que se obtém no trabalho. Eu acho que a paixão é uma das recompensas da vida.

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Tem outra coisa que eu acho que torna todo esse discurso mais relevante ainda que é o seguinte: a gente trabalha com criação. Ou pelo menos com o processamento de um monte de informação, conteúdo e estímulos que recebemos para a formatação de um produto criativo. Seja ele comercial, experimental ou autoral.

Eu particularmente acredito que a sensibilidade necessária para identificar esses estímulos, essas vibrações vêm da paixão.

Uma vez li em algum lugar uma história do Lupicínio Rodrigues sobre as várias mulheres que ele teve, e o sofrimento que a paixão não correspondida ou traumática que algumas desses romances geraram nele. E ele disse algo, que não foi bem isso, mas que é mais ou menos por aqui: ele não se arrependia de ter se apaixonado e ter se entregado em todos esses casos, mesmo para as mulheres que mais fizeram ele sofrer. Porque as que mais fizeram ele sofrer foram as responsáveis pelas melhores obras dele.

Felicidade, tristeza, emoções forte enfim são combustível criativo.

Vejam o Vinícius de Moraes. O cara foi foda na produção cultural e artística brasileira. Foi um cara que se apaixonou muitas vezes. Casou 9, só para a gente ter noção. Porra, era um cara que acreditava no amor. E provavelmente, na paixão.

*******

A razão é muito importante, é claro. Pensem, racionalizem. Mas lembrem-se que a razão nos deixa seguros, e nos deixa brabos. O que nos deixa feliz ou triste é emoção.

Planejar, projetar, pensar é bem racional.
Mas a paixão é que vai a gente ir lá e fazer.

Vão lá e faça.
Se apaixonem.
E, de vez em quando, deixem se levar pelas paixões. Acho que vocês vão concordar comigo que vale a pena.

Beijos,
Felipe

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PROJETO WI ORG: FALTA UM MÊS.

24 de novembro de 2009

Como a maioria de vocês sabe, o Projeto Wi Org foi lançado pela Perestroika na palestra da Semana ARP. Queremos que você monte a sua empresa. E para isso, vamos dar 40h de consultoria (20h da Perestroika + 20h Network for Ideas), além de R$ 10.000,00 para montar o business plan.

A competição é exclusiva para alunos, ex-alunos e para quem esteve presente na palestra e entregou a ficha preenchida para a nossa organização. E não adianta um do grupo se enquadrar nessas características e os outros não. Todo mundo tem que respeitar os critérios.

Além disso, tem mais um detalhe: só podem participar pessoas com até 29 anos. Quando a Perestroika nasceu, os três sócios na época tinham menos de 30. Então, dá para fazer.

Tá, mas por que eu estrou fazendo outro post sobre este assunto?

Lembro que, lá em 1996, quando estava no cursinho, um professor falou. “Faltam 30 dias para o Vestibular. Faltam 30 dias para vocês estudarem todo o conteúdo de História, Geografia, Português, Matemática, Literatura, Biologia, Química, Física e Inglês”.

Aquilo me deu um choque de realidade. Eu tinha que começar a me preparar para as provas.

Pois bem: falta um mês para a entrega do Projeto Wi Org. Estou vendo um monte de gente dizendo “tenho a minha ideia, vou fazer”. Mas vai fazer quando? Já começou? Já se organizou? Já leu o business plan? Já montou o grupo de pessoas envolvidas?

Eu não canso de dizer isso: estudos comprovam que a ideia é só 5% do trabalho. Então, se você tem a ideia GENIAL, parabéns. Só faltam 95% para ficar milionário.

Então, vai lá e faz.

(Todas as informações do concurso estão aqui).

***

Imaginem que o universo de concorrentes (alunos + ex-alunos + presentes na palestra) é, sei lá: 1.500 pessoas. Não passa disso. Dessas 1.500, certamente 80% não vão se coçar. Já baixa para 300. Desses 300, certamente metade vai deixar para fazer em cima da hora. Já baixa para 150.

E se você for pensando, analisando, perguntando, vai ver que quem quer ganhar DE VERDADE esse projeto são poucos. Pouquíssimos.

Você é um deles?

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Romeu surfa no arroio dilúvio

19 de novembro de 2009

Atualizado às 23h03 de 21/11/2009: sem fazer juízo de valor, mas o vídeo oficial do Surf no Dilúvio está com 113 mil views. Se você não espiou, clique aqui.

Por sinal, lembrei que há pouco tempo, escrevi um post onde eu fazia uma referência direta ao Romeu. Mais uma demontração de que esse cara já estava no nosso radar há horas. Era só questão de tempo.

Para ver o post, clique aqui.

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O post abaixo foi escrito na emoção e gerou pelo menos dois efeitos que não era o planejado.
Esse post está sendo escrito para corrigir isso.

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A grande notícia a ser dada era: essa tarde, no meio de um temporal muito foda, que virou o grande comentário entre os gaúchos, um outro acontecimento também gerou repercussão e furou a pauta. Três caras surfaram do dilúvio.

Meu, Porto Alegre não tem praia. Porto Alegre tem um rio. E um arroio que corta a cidade desbocando nesse rio. Esse arroio chamado Dilúvio divide a principal avenida que corta a cidade transversalmente e é uma das mais movimentas em fluxo de carros, a Av. Ipiranga. Esse arroio é conhecido por ser imundo, sujo com lixo e com um monte de esgoto.

Tipo, é foda cair no arroio, meio sem querer. Cair de carro no Dilúvio é um grande problema em parte por causa do carro e do acidente, e poder ter se machudado e tals, e em parte por causa do nojo e mal-estar que deve ser cair naquela imundice.

Agora, cair na água de propósito. E para surfar. No meio de um temporal. Isso é muito foda.
Eu fico imaginando os caras olhando a formação para saber qual o ponto onde daria onda.

Meu, isso é muito animal. É a primeira vez que alguém surfa no Dilúvio. É a primeira vez que alguém surfa em Porto Alegre, imagino. E é a primeira vez que eu ouço de alguém que mergulha no Dilúvio na maior boa vontade.

Isso é muito rock n’ roll. É muito VAI LÁ E FAZ.

*****
Quando a gente publicou esse post pela primeira vez, a gente disse erroneamente que se tratava de uma ação para a Boat Camisetas, que é a marca de camisetas que o Romeu tem, que é um dos 3 caras que surfou. A gente conhece bem a Boat porque ela é do Romeu, que é aluno de 3 cursos nossos, e do Dudu, que trampa aqui com a gente.

Por conhecer a figura que é o Romeu, a gente ficou sabendo do surfe muito cedo e ficou muito emocionado, querendo saber se era verdade, ver as fotos e o vídeo. E daí, por ser próximo dos caras e da Boat, acabou colocando que era uma ação promocional. Sei lá por que, não pensamos muito na hora. O objetivo era divulgar a notícia.

Teve umas pessoas que começaram a questionar o evento por causa disso, por ser uma ação promocional. Bom, acho que mesmo que fosse não teria problema nenhuma. Acho até que me faria admirar a marca.
Mas não é para discutir isso aqui. O importante é que NÃO foi e foi a gente que escreveu errado.

*****
A Alana comentou no post original o seguinte: “este título “aluno da perestroika faz tal coisa” tá muito gaúcho na zh feelings. #euri”

Eu concordo com ela. Por isso mesmo tratei de escrever esse post aqui. Não sei qual o código de conduta, se deveria apagar o post antigo ou não. Resolvi deixar. Mas é verdade, o fato de ser um aluno da Perestroika é irrelevante para o fato que aconteceu. Parece que a gente quer puxar a brasa pra nossa sardinha.

Mas de novo: isso acabou acontecendo porque conhecemos o Romeu e admiramos muito ele. Acho que o título queria mais dizer “a gente conhece o cara que fez isso, e ele é nosso amigo”, como que se exibindo pela admiração.

E também, de uma certa maneira, poder dizer “Eu já sabia”.
O Romeu sabe o que isso quer dizer.
Ele já recebeu todas as nossas dicas e reconhecimentos nesse sentido.

Falar mais que isso, pareceria que a gente quer puxar mais uma vez a brasa para a nossa sardinha.

Deixa isso entre a gente.
Nós e o Romeu. O cara que surfou no Dilúvio. E que é nosso amigo.

***
Valeu, Romeu.
Hoje tu deixou um monte de gente mais feliz.

37 Comentários | Categoria: Perestroika


Depois da ação do Víncius Facco e Felipe Pinho Fornari, ex-alunos da Perestroika, que passearam pelo o Dilúvio (veja aqui), numa ação para a Revista O Dilúvio, agora foi a vez do do Ricardo Dullius, mais conhecido como Romeu, tocar o terror na galera.

Ele, junto com Juliano Didonet e Nelson Pinto, simplesmente SURFOU NO DILÚVIO durante o temporal que aconteceu hoje. O fato está na capa dos sites de grande visibilidade, como Clicrbs, R7 e muitos outros.

Romeu: quando tu canaliza a tua energia para o Bem, tu é o cara!

Edit: Não foi uma ação promocional. A promoção da Boat foi consequência do buzz gerado e do perfil do Romeu no twitter ser o mesmo da Boat. O Dullius é a cara da Boat.

Ele só foi lá e fez.











Na homepage do R7

Na homepage do ClicRBS

Em breve, maiores informações.

23 Comentários | Categoria: Perestroika


(ATENÇÃO: Se você veio até aqui em busca do Business Plan do Projeto Wi Org, clique aqui.)

***

Sábado passado fui a São Paulo participar do TEDxSP. O TED é uma conferência anual que rola na Califórnia e se propõe a receber a elite intelectual/criativa do planeta. Já participaram o Bill Clinton, Paul Simon, Bill Gates, Bono Vox, Al Gore, Michelle Obama e Philippe Starck, entre outros cabeções.

Os vídeos estão disponíveis na web e vale a pena das uma espiada. Tem muita coisa boa.

A primeira edição brasileira foi iniciativa do Hélder Araújo, que conseguiu a licença TEDx e organizou um puta evento sob o guarda-chuva “O que o Brasil tem a oferecer para o mundo?”.

Primeira boa notícia: é tudo de graça - sim, de graça. O complicado é passar no filtro. Rola uma mega seleção e só 500 caras no Brasil foram selecionados. Eu, o Márcio e o Felipe fomos alguns desses privilegiados (pensando bem, acho que a seleção não é tão rigorosa assim, hehe).

No final, o Felipe teve que ficar cuidando do Bento. Pena.

Para falar bem a verdade, o público me pareceu ser menos interessante do que o evento em si. Como todo mundo andava com uns crachás gigantes, então era fácil descobrir de que empresa os caras eram. Achei meio homogêneo: a grande maioria era da mídia ou de empresas ligadas à publicidade.

***

Bom, vamos resumir, senão o post fica muito grande.

1) A organização estava animal. Parabéns, galera. Mandaram muito bem. Simplesmente impecável.

2) O evento em si, o conteúdo estava muito bom também. Apesar de eu não ter me emocionado com várias palestras (veja abaixo), ainda assim a grande maioria tinha pelo menos um aspecto interessante. O overall foi muito, muito válido.

3) Os temas centrais foram: educação, redes sociais, cultura de gueto e amor.

4) Com tantos convidados sobre educação, duas pessoas vieram para mim e falaram a mesma coisa. “Pô, só esqueceram de chamar a Perestroika pra falar”. Foi muito legal ouvir esse feedback de gente que não nos conhece direito.

5) Voltando ao amor: uma das poucas críticas que eu tenho eram os momentos “All we need is love”.
Era meio chato ver a galera se emocionando com filosofia barata. Às vezes, os caras diziam umas coisas óbvias, uma coisa meio “viver e não ter vergonha de ser feliz” (como diz o cara do @bizrevolution - por sinal, ótimo resumo). E aí rolava uma comoção geral, uma catarse coletiva. Nunca fui num culto religioso envolvendo multidões, mas acho que é mais ou menos isso que acontece. Em alguns momentos, o TEDxSP parecia a Igreja Universal dos intelectuais.

6) Segunda crítica: rolou um ufanismo exacerbado. Tá certo que eu não sou lá um cara com muita identidade nacional. Mas, tipo, alguns momentos parecia o Galvão Bueno torcendo pela seleção.

7) Foi muito legal ouvir sobre sustentabilidade sem um discurso ecochato. Até eu, que sou meio cético para essas coisas, abri a cabeça. Só achei um pouco exagerado o lance das bicicletas. Umas quatro palestras trataram desse tema.

8 ) Simplesmente absurdo ver algumas pessoas que não prestavam atenção na palestra para ficar twittando, tirando fotos e blogando. Dava muita raiva. O cara com uma oportunidade de ouro e, ficava ali, se exibindo para os amigos. (Menos mal que celulares e computadores só podiam ser usados no terceiro andar.)

9) Em 100% das vezes que eu fui apresentado, falavam assim. “O Tiago tem uma escola em Porto Alegre, com um monte de curso inovador. Poker…”. SEMPRE começavam pelo poker. Quando eu fui conversar com o Hélder, a primeira pergunta que ele fez? “E aí, quando vocês vão abrir um curso de poker aqui em SP?”. Bizarro.

***

Na minha opinião, o TEDxSP se dividiu da seguinte forma:

Grupo I - Palestras Realmente do Caralho
Grupo II - Palestras Que Me Fizeram Pensar
Grupo III - Palestras Sem Muito Conteúdo, Mas Com Uma Vibe Legal, Inspiradoras
Grupo IV - Palestras Informativas
Grupo V - Palestras Chatas ou Inúteis

No Grupo I, eu colocaria apenas duas palestras.

Augusto de Franco
Escritor, Consultor e um dos netweavers da Escola-de-Redes: uma rede de pessoas dedicadas à investigação sobre redes sociais e à criação e transferência de tecnologias de netweaving.
Assim que o Augusto de Franco foi apresentado pela organização do TEDxSP. No primeiro impacto, o que mais me chamou a atenção, logo que ele subiu ao palco, foi a sua semelhança com o Zé do Caixão.

Esse cara matou a pau. E digo isso porque consegui confirmar a minha tese: num dos intervalos do evento, cruzei com o Vitor Knijnik, que teve a mesma impressão. “O velhinho das redes invisíveis foi o melhor”. Concordo, Vitor. Ele foi o melhor.

O cara, através do Diagrama de Baran, mostrou os modelos de rede: centralizadas, descentralizas e distribuídas.

O genial é que, se você olhar com atenção, os modelos são completamente diferentes, mas as bolinhas estão nos mesmos lugares. E aí, ele levantou a ideia de que, sem mexer nas instituições, mas apenas nas conexões, nós podemos ter sociedades absolutamente diferentes. O importante é a gente descobrir um jeito de reordenar essas linhas invisíveis de maneira a sermos mais conectados e colaborativos.

Um cabecice, mas uma cabecice do caralho.

Hoje de manhã, fiquei pensando no assunto e acho que esse modelo de rede tem muito a ver com as transformações que o mercado de Comunicação está sofrendo. Antes, com as mídias tradicionais, o discurso era unidirecional. Agora, com as estratégias envolvendo Redes Sociais, estamos migrando para um modelo de Hubs (Facebook, Orkut, Youtube, etc. são, na verdade, hubs). E, se isso é verdade, talvez a gente esteja na direção do modelo três. Que eu não faço ideia como vá ser.

Regina Casé
Já sei. Você deve estar pensando que eu sou um deslumbradinho. Ou que eu me deixei levar pela simpatia da Regina. Ou que eu não levei em conta o fato dela ser comunicadora de televisão. Ou que a palestra dela só foi legal porque ela passou uns vídeos da Globo.

Sim, tudo isso é verdade. Mas não tira nenhum pouco o mérito de uma outra faceta da Regina Casé que, confesso para vocês, eu não conhecia. Achei que ela estava lá no TEDxSP meio pelo nome. Mas não: ela falou MUITO bem sobre um tema MUITO interessante.

O tema abordado foi a “cultura dos guetos”. Eu não sabia (não vejo muito a Globo) que ela rodou o mundo visitando as periferias de vários países. E aí ela teve contato com os movimentos culturais autênticos dos guetos africanos, europeus e sul-americanos. Inclusive ela mostrou trechos e contou casos bem específicos de México, França e algum país da África, que agora eu esqueci (olha o preconceito pegando, seu Tiago!).

Segundo ela fala, as periferias estão conseguindo se conectar de forma independente. Os caras estão produzindo produzindo arte de ponta e - o que é mais curioso - estão conseguindo comercializar a sua arte sem precisar do apoio das multinacionais. É um mundo paralelo bizarramente gigante, que está todo mundo ignorando. Mas que está bombando aqui e lá fora.

A apresentadora terminou com uma frase que ficou martelando na minha cabeça por dias e dias. “O Brasil pode ser a vanguarda antigueto”. Frase complicadinha, mas que, na minha visão, significa o seguinte:

O Brasil é um país heterogêneo e, justamente por isso, pode liderar essa corrente de pensamento. Está na hora da gente olhar para a periferia de um jeito diferente, sem desmerecer a produção dos caras só porque eles têm uma condição financeira menos favorecida.

Acho que é por aí.

Evidente que a Regina Casé foi ajudada porque, pouco antes dela, o Ronaldo Lemos (indicado pela Superinteressante como um dos “novos pensadores mundiais”) falou do mesmo assunto, com uma abordagem mais teórica. Foi a base que ela precisava para apresentar o assunto de uma maneira mais prática.

Também curti: Casey Caplowe, Fernanda Viegas, Jarbas Agnelli, João Paulo Cavalcanti, Ronaldo Lemos, Sandro José de Souza e Silvio Meira.

O resto eu colocaria nos grupos III, IV e V.

***

Em breve, os vídeos estarão disponíveis. Aí, você vai poder ver as palestras na íntegra e concordar/discordar de mim.

Mais uma vez: parabéns para a organização: Hélder, João, Dudu e todo o resto. Foi uma experiência inesquecível. Do cacete.

***

Terminei a noite no Bar Secreto. Aquele do Lucas Mello, dono da Live. Aquele que precisa de uma certa manha para conseguir entrar. Aquele onde a Madonna e o Jesus se conheceram. Aquele onde o Michel Gondry tocou bateria. Sabe?

Foi bem legal. Mas aí, é papo para outro post.

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Pessoal,

Pra todos que estavam esperando o pdf com o modelo de business plan, ele já está disponível no final da página do regulamento.

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Where are you, guys?

17 de novembro de 2009

Esse é o meu convite de formatura (para quem não sabe, estudei Publicidade na Famecos de 97 a 2000).

Como toda boa turma de pp, nosso convite não podia ser normal. Tinha que “ter ideia”. E aí, depois de muito discutirmos, depois de muita polêmica, depois de muito Se é assim, então eu me formo em gabinete , finalmente chegamos num consenso. Iríamos parodiar as revistas de celebridades, mostrando que éramos um bando de estagiários e jovens profissionais fodidos.

Na época, eu até que achava legal. Para falar beeeem a verdade, achava mais ou menos legal. A minha proposta era fazer tudo em cima da temática Silvio Santos (desde o convite, passando pelo palco, pelo discurso, até o paraninfo, que seria o Lombadi). Não rolou.

De qualquer maneira, abracei os Chiques e Formandos e virei noites escrevendo os textos. Sabe como é: tinha que ter ideia em tudo.

***

Esses dias, durante a minha mudança, encontrei uma cópia perdida no meio das minhas coisas. Olhei para a capa e fiquei surpreso. Depois de formado, tive contato com muito pouca gente da foto. Quanse ninguém acabou no “mercado publicitário” (leia-se: agências e suas respectivas fornecedoras).

Por isso, eu pergunto: where are you, guys? Foram trabalhar no Marketing? Fizeram uma segunda faculdade? Abriram uma banquinha de sucos na Ferrugem?

(Se ninguém responder, das duas, uma: ou eles realmente sumiram, ou nenhum deles prestigia o Blog da Perestroika).

Fica aí a dica para a gurizada mais nova.

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Pessoal,

Muita gente tem ligado e mandado e-mail questionando sobre o Business Plan que a gente prometeu deixar à disposição na sexta-feira passada para a elaboração do Projeto Wi Org. Mas a real é que esses modelos de business plan são muito complexos e com linguagem bastante corporativa.

A gente tá dando uma amaciada e tornando o modelo mais simples e fácil de ser preenchido. Por isso, estamos demorando a colocar lá. Mas até quarta-feira agora, dia 18.11, estará lá.

Se você quer entender o que é o Projeto Wi Org, clique aqui.
Se você quer ler o regulamento do projeto, clique aqui.
Se você quer visitar o site da Caras, clique aqui.

Abrass,
Felipe

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Hoje, durante a nossa palestra, a Perestroika e a Network For Ideas lançaram o Projeto Wi Org.

Em outras palavras: vamos ajudar você a montar a sua própria empresa.

Basicamente, a Perestroika e a NI* estão promovendo um concurso de planos de negócios. Juntas, elas vão selecionar um business plan, oferecer 40h de consultoria e mais R$ 10.000 para montar o projeto 100%.

(Atenção: são R$ 10.000,00 apenas para MONTAR O PLANO DE NEGÓCIOS. Não são R$ 10.000,00 para MONTAR O NEGÓCIO. É uma grana muito boa para essa etapa do projeto. Se o Business Plan vingar, e se decidir colocar a empresa de pé, a Perestroika e a NI* provavelmente vão capitalizar ainda mais o negócio.)

É uma puta chance para você montar a empresa dos seus sonhos.

O projeto Wi Org é exclusivo para a Comunidade Perestroika (alunos e ex-alunos). Também podem participar as pessoas que estavam presentes na nossa palestra, preencheram a ficha com os dados corretos e entregaram para a nossa equipe. (Viram por que a gente enchia o saco para vocês irem?)

Detalhe: é obrigatório que todos os envolvidos no projeto tenham menos de 30 anos. Queremos frescor. Queremos cutucar a nova geração.

O regulamento com todas as informações está em perestroika.com.br/wiorg. Clique aqui.

***

Essa parceria entre a Perestroika e a NI* é um estímulo ao empreendedorismo criativo, à inovação, ao espírito vai lá e faz.

Como Escola, com “E” maiúsculo, a Perestroika tem uma pretensão de GERAR. Estimulamos e apoiamos a PRODUÇÃO.

E dessa vez, ainda damos R$ 10.000,00 para isso.

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