Tenho muitos amigos em SP. Muitos mesmo. Amigões do peito, do tempo do colégio. Daqueles que eu nunca precisei anotar o número na agenda do celular, porque sempre soube de cor.
Tenho muitos conhecidos em SP também. Alguns por meio profissional, alguns pelas concidências da vida. Diria que, se eu me mudasse para cá, não teria nenhuma problema em arranjar agenda para todos os dias do ano.
Mas aí que está a questão: eu gostaria de morar aqui?
Olha, vou dizer para vocês que hoje eu não tenho o menor interesse me mudar para São Paulo. Talvez a vida me force. Talvez eu tenha que vir pra cá para abrir alguma frente do meu negócio. Talvez eu me apaixone por uma paulista e decida largar tudo.
Mas, olha: vai ser foda.
Toda vez que eu venho pra cá, fico com a mesma sensação. De uma cidade cinza, esfumaçada e sem sal. Sem alma. Sem a personalidade que as maiores cidades do mundo têm.
Para mim, São Paulo é uma boneca inflável. Tem tudo ali, mas falta o principal.
Em determinado período da vida, eu pensei muito em vir para São Paulo. E até recusei propostas bem interessantes em termos de grana. Hoje eu não consigo entender o que se passava pela minha cabeça.
São Paulo não tem horizonte! Como morar numa cidade sem horizonte!
O que sempre dizem é que aqui, com dinheiro, você come bem, vai a shows, vê exposições e faz vários programas que nunca acontecem em Porto Alegre. Pode até ser verdade. Mas acho que esse custo-benefício não compensa.
E quem se acostuma com o padrão de beleza de Porto Alegre, tem dificuldades para aceitar a “beleza paulistana”. Sabe? Aquelas minas que, de longe, parecem bonitas. Mas de perto, você percebe que são apenas bem arrumadas.
Se tiver algum amigo meu paulista que quiser se manifestar, legal. Mas eu realmente não me imagino na Terra da Garoa.
O Casseta&Planeta, nos tempos de Casseta Popular, tinha uma camiseta que era: “Vá ao teatro e não me convide”. Pois eu digo o mesmo: “vá a São Paulo e não me convide”.
E se for para ver uma peça em SP, muito menos.
Atualizado às 9h30 de 21/01: Que fique bem claro: eu também não acho Porto Alegre uma grande maravilha. Acho provinciana ao extremo. Mas, pelo menos, não me sinto tão desconfortável.
47 Comentários
19 de janeiro de 2010 às 23:30
tira uma semana pra vir pra São Paulo sem obrigações profissionais, para sair com os amigos, e realmente VIVER a cidade, e depois a gente conversa.
compartilho de algumas broncas (a falta de horizonte, especialmente) e não duvido que, ainda assim, continuarás não querendo morar aqui. mas tem coisas aí que são de quem só conhece a cidade de dentro dum táxi, por assim dizer.
20 de janeiro de 2010 às 0:07
bah, quem é que escreveu isso? tiago? felipe? eu tava aí em sampa também.. fui segunda cedinho e voltei terça a noite..
cara, eu moraria certo aí.. inclusive, se alguém da livead tiver lendo isso, pode me contratar.. haha!
a vida é um eterno cobertor curto.. tu tapa aqui, descobre lá.. sao paulo tem seus prós e contras, é só tu saber lidar com isso, eu acho.. tem muita vantagem que porto alegre não tem, mas, talvez exatamente por isso, gera algumas desvantagens.. tipo: a cidade que tem TUDO.. exatamente por isso, tem muita gente, que por sua vez, gera muito trânsito.. e por aí vai..
e como disse o solon ali, se tu souber curtir a cidade, deve rolar tranquilo.. mas cada um é cada um né.. tem gente que jamais moraria em porto alegre por achar uma loucura.. tem gente que jamais moraria no campo.. e por aí vai.. mais um assunto que não tem como provar quem tá certo ou errado.. são apenas opiniões, hehe
20 de janeiro de 2010 às 9:36
Dizem que SP é NYC daqui 10 anos
e Porto Alegre é São Paulo daqui 10 anos.
Eu acho que prefiro avançar 20 anos do que 10 anos.
Nunca fui à São Paulo, nem a NYC,
mas para a primeira também não tive
a oportunidade e nem a vontade de ir.
Esse não é o primeiro texto/opinião que leio sobre como é ruim
viver por lá. Se todas as cidades tem seus prós e contras então
prefiro ficar em Porto Alegre que tem 10 anos de problemas
a menos que SP.
Aqui eu ainda consigo chegar em casa em 30 minutos,
comer sem entrar em fila e apreciar a beleza gaúcha.
Por outro lado ter uma experiência (de vida e trabalho) em SP
poderia melhorar, depois, a vida aqui em Porto Alegre.
Sem contar que lá as coisas acontecem (na comunicação), não é?
O ideal seria que tudo acontecesse aqui também mas enquanto as empresas fugirem para lá sem deixar resquícios aqui, fica difícil.
O Lucas Mello falou uma coisa interessante sobre POA/SP na Semana ARP, que o fato de estarmos “Fora do Centro” deveria nos ajudar ao máximo. Estar em Porto Alegre nos proporciona uma visão diferente daquela que as pessoas do centro tem. É um jeito diferente de ver as coisas. Isso já explica um pouco o porque tem tanto gaúcho em SP.
Abrass
20 de janeiro de 2010 às 11:31
Não sei qual dos amigos da Perestroika escreveu o texto.
Mas eu queria dizer algumas coisas…
Não em defesa de São Paulo, mas em relação a escolhas…
Escolher a cidade para viver, é uma escolha totalmente pessoal.
Conheço gente que acha Londres cinza também e odeia o jeito distante dos ingleses.
Sem falar da batata que eles têm na boca.
Eu acho uma cidade mega interessante.
Outros amigos pensam que NY é muito agitada, barulhenta e violenta.
Um deles, que inclusive já viajou o mundo inteiro, me falou que se sentiu o Crocodilo Dundee na Big Apple.
Penso que a escolha da cidade para viver é como a escolha do time para torcer, o partido para votar e a religião para crer.
O lugar que você escolhe para viver tem a ver com você, com seu momento, com a grana que você quer ganhar, com o herói que você quer ter como chefe, com a mulher que você se apaixonou e resolver largar tudo por ela.
O lugar que você escolhe para viver tem a ver com suas idéias e ideais.
O lugar que você escolher para viver depende também da sua boa vontade. Brigar com o lugar e tentar o seu jeito não é a melhor opção. Melhor voltar de onde veio ou tentar outro destino.
A verdade, pelo menos para mim, é que cada um tem seus motivos. Muito complicado apontar que lugar é o inferno
e que lugar é o paraíso.
Colocando um pouco de propaganda nesse papo, tem até aquele comercial da Polar sobre paulistas.
Pra quem não conhece, tá aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=pRAMHY364Is
É ótimo, divertido, nós gaúchos damos risada. Mas sinceramente? É uma caricatura.
Não, não troco o pôr-do-sol do Guaíba pelo pôr-do-sol do Alto de Pinheiros.
Não, não troco o Ibirapuera pelo Parcão. Aliás, chamamos o Parcão de Parcão, mas se a gente pensar, vai ve que ele é um parquinho.
Não, não troco nenhuma churrascaria paulistana pelo Barranco. Nenhum bar pelo Nito.
Também não acho as paulistas bem arrumadas. Caetano já cantou “…apesar da deselegância discreta de suas meninas…”
Mas também não dá pra generalizar. Gloria Kalil é paulistana.
E, olha, tem sim muita paulista bonita com um ar cosmopolita interessante. É só ir no lugar certo na hora certa.
Agora, de fato, mulher bonita como a gaúcha não tem. No Rio Grande do Sul uma nova Gisele pode tá trabalhando no caixa do supermercado. E não precisa ser do Zaffari.
Enfim, seja lá qual dos amigos-irmãos da Perestroika tenha escrito o texto, fico a disposição para ser o guia em uma próxima visita.
Prometo te fazer mudar de idéia! Liga: 11-9649-3932. Márcio Tour.
Vai ver que São Paulo não é tão cinza como pintam.
Para fechar, como diz o mestre Olivetto “Entre as maiores cidades do mundo, como Tóquio, Nova York e Cidade do México, em matéria de proximidade da beleza, São Paulo é, disparado, a melhor. Porque é a única que fica a apenas 45 minutos de vôo do Rio de Janeiro.”
Beijos.
Márcio Fritzen.
20 de janeiro de 2010 às 12:09
Quem escreveu o texto fui eu, Tiago.
E talvez faça sentido o que estão dizendo. Eu acho Londres uma bosta. Cinza e sem sal também.
tg
20 de janeiro de 2010 às 12:42
Nunca fui a SP e nunca tive muita vontade também. Sempre imaginei uma cidade cinza e confusa. Um pedaço de caos que sempre quis fugir.
Mas ai conheci Londres, e gostei pra caramba. Uma cidade onde as coisas acontecem, onde se acha de tudo. Tá certo, passei como turista, o que é sempre bem diferente.
E, agora, depois de conhecer Londres, São Paulo não me assusta tanto. Acho que deve ser interessante demais, apesar de eu ter pavor de trânsito.
Agora, sobre a parte da beleza gaúcha, concordo totalmente. Não morando em Porto Alegre, eu vejo como aí é bom demais nesse aspecto.
Tommy
20 de janeiro de 2010 às 12:51
Se é pra mencionar casseta & planeta, tinha a clássica;
“Seu filho tem apresentado comportamento estranho?
Os olhos dele estão sempre vermelhos?
O quarto dele está sempre enfumaçado?
Cuidado! Seu filho pode estar morando em São Paulo.”
Um pouco óbvia, mas idverte.
Abrás!
20 de janeiro de 2010 às 13:57
Já morei em sampa. Tenho família e amigos por lá. E sabe qual o problema de morar naquela cidade? Tu tem q trabalhar pra kct pra fazer e comprar tudo isso que dizem que só tem lá.
20 de janeiro de 2010 às 15:01
São Paulo é a Competence das cidades. Depois que passa por ela, aguenta qualquer outra.
20 de janeiro de 2010 às 15:10
Pena que os melhores comentários são sempre dos anônimos. Fica difícil dar os créditos a quem merece.
tg
20 de janeiro de 2010 às 15:13
Anonie: uma variação de “If I can make it there, I’ll make it anywhere”?
Aquele bêbado e fumante inveterado de olhos azuis sabia das coisas. Sinatra FTW.
20 de janeiro de 2010 às 15:26
porto alegre, se tu for pro iguatemi, bela vista, etc, tu vai ver muita mina gata.. dá uma banda no centro e já ve que a coisa muda um pouco de figura.. depende muito da região.
fiquei ali em sao paulo agora no morumbi, perto do shopping.. porra, vi muita mina gata nas ruas, no shopping, etc.. superou minhas espectativas.. óbvio que ainda prefiro poa nesse quesito, mas longe de ser um terror lá..
mas porto alegre é sinistro.. fiz um mochilão chile/peru.. bah, triste.. 21 dias fora.. quando voltei pra cá, era uma paixão a primeira vista por minuto.. parada de ônibus, fila do pão, etc.. hehehe
20 de janeiro de 2010 às 20:35
Eu sou completamente ao contrário. Eu ADORO morar em cidades diferentes, desde que tenham um mesmo denominador comum: serem cosmopolitas. Isso é algo que me incomoda mais em Porto Alegre do que a falta de horizonte de São Paulo. O horizonte de sampa não é distante apenas geograficamente.
Culpa do meu pai militar. Já morei em Porto Alegre, Florianópolis, Rio de Janeiro, São Paulo, Londres e Berlim. Acho todas especiais. Amo todas elas. Sendo que no Brasil Rio e São Paulo ainda estão na frente de Porto Alegre.
Depois de morar em tantos lugares percebo que não serei plenamente feliz em nenhum lugar.
Sinto falta do molejo e do humor dos cariocas… do cheiro de mar, de tomar um mate leão comendo um joelho. Estudar na Tijuca e morar na Barra. Foi incrível.
Porto Alegre eu sinto falta dos amigos, do Inter, do chimarrão, do sutaque, de Ipanema, da Zona Sul.
São Paulo é aquela loucura. Adorava a cidade 24h, comer um franguinho em Moema ou da Galeria Ouro Fino. Do meu apartamento e a padaria na frente. Do sabor único da Pizza do Brás. Saudades de brigar com os Corinthianos e aquela mistura de Brasil. São Paulo tem um pouco de todos os “Brasis”. É um liquidificador cultural maravilhoso. É uma cidade que enriquesse a cabeça. É uma Babilônia 100% Brasileira.
E Londres. Cinzenta, profunda e histórica. Lembro de 1998 com o movimento Clubber crescendo. As raves em prédios abandonados na periferia da cidade. Dos shows dos sonhos acontecendo todos os finais de semana. Adoro a batata na boca. Adoraria falar inglês com esse sutaque. Dos Pubs escuros e do beberrôes assistindo a um jogo da segunda divisão. Caminhar e viver a história 24h. Não só a história passada, mas fazendo a do futuro.
E Berlim? Oq falar de Berlim? Gelada, fria, sombria e de péssimo humor. Por outro lado revoltada como nem Londres sabe ser. Artística, inconformada. Com o olhar sempre voltado para o futuro, apesar de os pés estarem cravados em um passado duro, sofrido e reflexo de toda nossa humanidade. Destruida e reconstruida 3 vezes.
Eu moraria em quase qq cidadade. Adoro testar meus limites. Provocar minha tolerância. Meu gauchismo é exploratório como de muitos que vieram antes de mim. Indo para Mato Grosso, Norte do Paraná e desbravando a Amazônia.
Ano passado neguei uma proposta para Singapura que ainda me dói lembrar, mesmo tendo optado por ficar em Berlim (que eu amo). Me vejo andando em uma cultura ainda mais estranha e curiosa. Fico triste. Como ficaria o Marco Loco com esse tempero oriental?….. Quem sabe….
Respeito muito a tua opinião Tiagão. E até te entendo. Mas ela não funcionaria para mim. Porto Alegre esta dentro de mim. Carrego um pouco dela para onde quer que eu vá. E isso me basta.
Abraço
20 de janeiro de 2010 às 21:29
Tem uma outra coisa aí que sempre me deixou com um pé atrás de ir morar em Sampa: eu acho ruim pro país tanta centralização. Pra São Paulo, então, nem se fala - a cidade vai ficar com trânsito e poluição inviáveis em uns vinte anos se a migração continuar assim.
Uma das coisas que eu acho fantásticas nos Estados Unidos é que é normal o cara fazer o colégio em Minneapolis, a faculdade em Chicago e ir trabalhar em San Francisco. Isso significa que em qualquer uma dessas três cidades existem CABEÇAS que fazem da cidade um lugar com boas opções e com nível de mercado.
Esse êxodo das boas cabeças de POA é algo que quem tem o mínimo apreço pela cidade tem que fazer um certo esforço para evitar.
É péssimo para a economia, e pode acabar nos transformando em um Uruguai - lá, os jovens todos tentam ir pra Espanha, e o país parou no tempo.
Esse é o maior motivo pelo qual eu faço esforço pra ficar. Mesmo com 70% dos amigos já em São Paulo.
21 de janeiro de 2010 às 6:01
Leo, concordo contigo que nos EU é diferente. E a economia é maior também. Aqui na Alemanha existem 4 cidades para trabalhar: Munique, Berlim, Hamburgo, Frankfurt.
O problema é que nos últimos anos, na corrida pelo segundo lugar como cidade no Brasil, Porto Alegre ficou bem na rabeira. Todo mundo ama Portinho mas não sabe como desenvolver a cidade. O Rio, hoje em dia e sem sombra de dúvida, é a cidade do futuro no Brasil.
Um dos defeitos, na minha humilde opinião, é ficar olhando o problema dos outros com mais interesse do que nossos próprios.
Porto Alegre é como o Goiás. Forma talentos para jogarem posteriormente em times mas famosos de Rio e São Paulo. Todos respeitam os jogadores que vieram de lá. Mas ninguém acha que o Goiás será campeão Brasileiro.
21 de janeiro de 2010 às 9:07
Exato. E esse fato de não saber desenvolver a cidade e não saber olhar os próprios defeitos tem tudo a ver com o fato de que grandes engenheiros, arquitetos, jornalistas etc se mandaram.
Fica um lance Tostines: a cidade não se desenvolve porque não tem gente boa, e não tem gente boa porque não se desenvolve para mantê-las.
Ao mesmo tempo, existe a mentalidade de que aqui só agricultura e indústria movem a economia, e o setor de serviços, que emprega gente boa, fica pra trás.
Enfim. Vou escrever um texto inteiro sobre isso. Me cobrem : )
21 de janeiro de 2010 às 9:21
tipo torcedor do flamengo que mora em santa catarina.. “porra, pq tu não torce pro avaí, pro figueira, pro criciuma???”
aí eles respondem: “eu quero ser campeão, quero um time de ponta.. os times daqui, quando estão na primeira divisão já chegaram no seu limite..”
sim, mas se o pessoal de lá não torcer pra eles, como vão crescer? a lógica de sair de poa é a mesma, ao meu ver..
21 de janeiro de 2010 às 11:00
Acabei de ver isso:
http://www.psfk.com/2010/01/the-best-cities-on-the-planet-hub-culture-2010-zeitgeist.html
São Paulo, é uma das 20 melhores para se viver. o.O
21 de janeiro de 2010 às 11:32
Só pra constar: 57% dos moradores de São Paulo deixariam a cidade caso pudessem.
21 de janeiro de 2010 às 12:05
Eu sou gaúcha… e moro em São Paulo…
Amo São Paulo? NÃO! Odeio São Paulo? NÃO! Amo o Pedro, amo muito o Pedro… O conheci em Porto Alegre (ele fazia aviação na PUC), e eu psico. Me apaixonei e mudei… Acho que nós dois amamos Porto Alegre na mesma inensidade… Assim como curtimos nossa vida em São Paulo. Muitos dizem que São Paulo não tem qualidade de vida o que e mentira. Qualidade de vida é algo que cada um define o que é importante para si próprio. Nós moramos no Itaim, fazemos aula de danças duas vezes por semana, vamo à academia, passeamos de moto, “escapamos” quando dá, e curtimos o que a cidade tem para ofercer… Nao vamos em todos os shows, nem assistimos todos os filmes, as vezes, gostamos de reunir os amigos, às vezes, gostamos de sair nos bares à pé… ou jantar em um restaurante ao ar livre (e às vezes vou de chinelo e shortinho em um restaurante superrrrr chique e tem outras pessoas assim tb)… Nem todas as mulheres mega se arrumam aqui… ontem corri no parque e depois fui tomar um suco no Pé no parque (um lugar que me faz sentir no Rio)…
Gente, a vida nos pega surpresas e, provavelmente, meus filhos serão Paulistanos e quero que eles amem o sul, o chimarrão, os fandango de CTG, a semana farroupilha, tant quanto o Ibitapuera, a Paulista e Vila Madalena…
Um abraço e quem chegar aqui e precisar de ajuda conta comigo!!! Fui ajudada por gaúchos e paulistas que sabem acolhr muito bem e valorizar quem aprende a gostar dessa terra!
Gaúcha há 6 anos em São Paulo
21 de janeiro de 2010 às 12:35
acho que desses 57% que querem sair da cidade, 75% são de outras localidades.
21 de janeiro de 2010 às 16:36
Comentários muito fodas.
Eu sou paulistano, moro a 3 anos e meio em Porto Alegre(em 2006 eu responderia a pesquisa dizendo que gostaria de deixar a cidade e deixei), acho que o Marco Verruckt falou tudo, de um jeito que gostaria de dizer mas talvez não conseguisse.
Tenho saudades pra caralho de São Paulo, lá estão meus amigos, minha familia, o Corinthians, enfim, quase tudo que amo, mas quando tô lá sabe de onde sinto falta? Daqui.
Pois é, já pensei muito sobre isso, e estou conformado, nunca estarei completamente feliz com o lugar onde moro, morando seja onde for, cada lugar tem seu espaço nas lembranças.
21 de janeiro de 2010 às 23:00
Completando o que o Cassaca disse, de fato nunca estamos satisfeitos. Nunca morei fora de Porto, mas sempre achei que devia ter coisa melhor ai fora.
Ate que agora, no inicio do ano, peguei uma mochila, botei nas costas e vim pra europa. To mochilando aqui a quase um mes, e sabe o que descobri? Toda cidade maravilhosa tem pontos insuportaveis, e toda cidadesinha tem pontos maravilhosos. Tudo depende de voce aceitar e aprender a conviver com eles.
Nao aguentei os 20cm de neve em Berlim ou a confusao absurda do metro londrino. Cheguei a Barcelona achando tudo maravilhoso, sai pensando que aquele transito simplesmente nao faz sentido.
Minhas primeiras impresoes sobre Lisboa foi de uma cidade parada no tempo. Estou indo embora amanha e nao consigo parar de pensar que foi o melhor lugar que ja estive. Nao sei como vou viver sem as `pastelarias` em cada esquina.
Ainda tenho pela frente Paris, Madrid, Amsterda e Dublin, mas ja to comecando a ficar com saudade da redencao =)
Ps> Maldito teclado sem acento.
22 de janeiro de 2010 às 12:37
Impressionante os pontos de vista de cada um. pegaria uma frase de cada pessoa e formaria assim meu comentário.
Sobre São Paulo, a definição “Para mim, São Paulo é uma boneca inflável. Tem tudo ali, mas falta o principal” é perfeita.
Acho indispensável ir a São Paulo pelo menos uma vez por ano, mas não moraria jamais.
Achei que amaria Barcelona, e realmente amei, mas conhecer me satisfez, não gostaria de morar.
Digo o mesmo de Londres, de Roma…
Hoje moro no Rio. E a cidade maravilhosa como todas as outras tem seu lado ruim. Logo descobri que aqui não quero morar pra sempre também.
Uma amiga me disse que meu problema é que eu não vou pros lugares de corpo e alma. Pior que acho que é verdade. Minha alma foi vendida pro diabo e ele mora aí em Porto Alegre. O corpo viaja, mas a alma sempre fica e o corpo acaba querendo voltar.
22 de janeiro de 2010 às 13:17
concordo com todo text e com o comentário de alguém aí, de que as vezes formamos a opinião com o que vemos dentro do táxi.
mas sabe aquela sensação, que tem tanta gente de tanto lugar, que ao mesmo tempo que é de todo mundo, aquilo não é de ninguém.
A identidade de SP me parece ser a falta de uma, ou exceso de várias…
mas é uma opinião de quem vive e está numa cidade provinciana… por pensarmos assim, nos declaramos provincianos. lá no fundinho
22 de janeiro de 2010 às 15:36
tem gente feliz e infeliz em qualquer cidade ou cidadela do mundo… a cidade é 10% do fator decisivo pra isso, ao meu ver…
o ser humano é o bicho mais adaptável que eu conheço.
25 de janeiro de 2010 às 14:55
Concordo plenamente! Acabei de voltar de um mês de tentativa de “férias” em Sampa! E voltei mais estressado do que fui! Meu irmão mora em Sampa e vive me convidando para morar com ele. E eu também já sonhei no passado em morar em Sampa, trabalhar em uma grande agência e ganhar o triplo do que em Porto Alegre. Mas hoje, consciente de que Sampa é o caos e de que o custo benefício não vale a pena, eu desisti completamente de morar lá! Mas também não quero mais morar em POA. Questão pessoal! Me identifiquei com o Nordeste, precisamente Salvador! O mercado de lá não é bom como o de POA, tão pouco como o de Sampa. Mas o custo benefício de morar num lugar que tem clima quente, belas praias e onde todo mundo vai passar as férias, é muito melhor na minha opinião, do que São Paulo ou até mesmo Porto Alegre. Salvador é uma cidade grande, cosmopolita e possui horizonte! Outras cidades do nordeste também são assim! Prefiro o Nordeste do que São Paulo e tenho dito!
25 de janeiro de 2010 às 20:16
Visito o blog há um tempão e não entendo ainda pq os posts não são assinados. É difícil assumir a opinião ou é modéstia em excesso? ou é pira com o julgamento prévio que pode ser feito com base na assinatura? Ou a opinião expressa no blog é o que a Perestroika pensa? A primeira impressão é essa. Que a opinião da empresa é o que está escrito. Expliquem ae…. Poderia ter um post sobre isso. Aí podem colocar ali do ladinho e todo mundo vai entender sem vocês ter que ficarem repetindo o motivo.
Eu procurei um post explicando mas não achei. Se existe já, me desculpem. E eu sempre me pergunto quem escreveu e nunca sei. Porque eu não conheço vocês.
26 de janeiro de 2010 às 20:14
o tiago, eu tava pronto pra te dar a maior força aqui, assinando embaixo do teu texto, que diga-se de passagem, é exatamente como penso. mal chego em sampa e já morro de vontade de sair de lá. acho uma energia ruim. enfim, mas o que eu queria dizer, é que estava pronto pra fazer um texto enorme aqui te elogiando, até que li os comentários. e ó:
vai te fuder. como é que tu não gosta de londres!?
ah, pára, te larguei… sai fora meu… que idiota!
27 de janeiro de 2010 às 11:57
Hmmmm…
Particularmente me preocupo mais com a mentalidade geral das pessoas da cidade do que com as impressoes que a cidade me causa através de aspectos visuais e funcionais.
Acho tao fácil me adaptar a novos lugares e pessoas.
O difícil mesmo é lidar com divergencias em termos de educacao, moral, ética. Nesses casos sim, nao vejo outra solucao a nao ser saltar fora e ir procurar uma cidade que lhe agrade mais.
Ao resto, adaptacao.
Sei lá, talvez eu leve a vida muito na boa mesmo, mas nao ter raizes me prendendo a lugar algum é uma das melhores coisas que existem.
Tao bom poder morar em outras cidades, vivenciar outras culturas, conhecer pessoas completamente diferentes. Acho que as cidades e seus habitantes sempre terao algo para nos oferecer de bom, nos acrescentar e nos ensinar.
Palavras de quem já morou na Alemanha e atualmente está morando em Londres(e adorando!), gracas a Perestroika. =]
Cheers chaps,
.jules
27 de janeiro de 2010 às 16:25
Eu amo São Paulo. Nasci e cresci aqui. Me acostumei com aqui. Mas não é só que me acostumei, é que eu amo mesmo São Paulo. É que nem amar uma pessoa e ter certeza que você quer passar o resto da vida com ela apesar da sua comida preferida ser jiló, ou gritar muito alto com vc quando fica nervosa. Ou, de repente, de ter cometido um puta crime e estar tentando se regenerar. Quero dar a mão a ela e ajudá-la nisso. Você realmente não gosta de jiló ou de que gritem com você mas de alguma maneira as outras qualidades dessa pessoa te tocam de um jeito muito maior do que a pessoa anterior, cujo único defeito de que vc se lembra é ela não trocar o rolo de papel higiênico.
Eu conheço São Paulo de um jeito muito mais intenso do que algumas visitas ou curtas temporadas. Conheço da minha vida inteira. Já morei em Kuala Lumpur e visitei um monte de outras cidades por aí. Quero morar em um monte de outras mais, mas aqui é o meu lugar, e é para onde eu sempre vou voltar.
E acho que não dá para julgar se vc moraria em outra cidade só de visitar, porque morar é bem diferente do que passar uma temporada com uma necessidade louca e intensiva de encontrar pontos de felicidade e prazer.
Eu não connheço Porto Alegre e amo São Paulo e não estou nem um pouco ofendida com seu texto, mesmo porque vc tem toda razão. São Paulo tem tudo isso, e em São Paulo falta tudo isso. E nem acho que o seu texto é sobre nenhuma das duas cidades, mas é sobre acostumar-se e sentir-se confortável em novos lugares.
E não vou explicar por que amo São Paulo, seria tão inútil quanto explicar por que eu amo a pessoa que eu amoe que você não ama.
ps Marco Verruckt, deu vontade de plagiar seu primeiro comentário e assianr embaixo. Quer casar comigo?
27 de janeiro de 2010 às 16:42
bem q dizem q a gauchada se acham superiores q o Brasil todo…tsc tsc…
Engraçado é q qdo neguinho ta sem trabalho, corre pra SP atras de emprego, shows de sua banda predileta??? “bahhh” logico q em POA quase NUNCA rola, e correm pra SP pra ir no show de sua banda predileta…aqui tudo tem, nao se falta nada! Muito pelo contrario, somos pessoas generosas que recebemos o Brasil todo de braços abertos pra morar, pra trabalhar e etc…a mulherada aqui sao tao interessantes qto em POA tb, aqui em sp tem muitassss mulheres lindas! nao só “bem arrumadas” tenho muitas amigas gauchas que moram em sp q sao tao “sem sal” (nao deixando de serem bonitas) como muitas amigas paulistas lindas q eu tenho…enfim…isso é puro bairrismo e isso eu nao tolero…chega a ser ridiculo pra vcs por todos acharem a gauchada super inteligentes e educadas, mas sao preconseituosos, e defeito pior q esse nao tem…e aqui em SP nao tem!!!! é isso que falta na tal “boneca inflavel” q o autor comentou acima??? ou seja, temos tudo mas falta alguma coisa…o preconceito né? q é oq vcs tem… “Bahhh”"”
30 de janeiro de 2010 às 21:33
Porto Alegre é provinciana, pequena até nos seus defeitos. Tem um povo simpático e bem característico e talvez seja aí que ela perde um pouco da beleza que os gaúchos tanto exaltam.
Na minha terra somos plurais, não podemos ser definidos por nenhum dos nossos problemas estruturais (que não são poucos), nem ao menos pelo povo que aqui vive.
Aqui costuma-se dizer que é terra de ninguém, porém na verdade é terra de todos. O mundo inteiro está condensado nas avenidas e até nos bairros mais distantes.
Em São Paulo temos oportunidades de ser e fazer o que bem quisermos, e veja bem nas outras capitais desse mesmo Brasil, não temos meu rapaz.
Nessa selva encontramos tudo para sermos felizes ou podemos optar por viver como um miserável se lamentando pelas disparidades da cidade.
A sua opinião me parece um tanto preconceituosa ao afirmar que o núcleo bandeirante não tem alma. Provavelmente quando veio para cá nunca conheceu outros lugares fora o circuito Paulista/Marginais, não é?
Sinceramente não te convidaria para vir a Sampa para experimentar nossos atrativos.
E espero que você não se apaixone por uma paulista kkkkkkkkkkkk.
Boa sorte em POA.
1 de fevereiro de 2010 às 9:32
adorei. adorei tudo isso. e viva o nosso país, em primeiro lugar. se eu sou barrista, é pelo brasil. nasci no rio, moro há 30 anos em porto alegre, minha família inteira mora em sp, cresci indo pra lá 3X por ano. hoje, o homem com quem quero formar a MINHA família mora lá. gaúcho, saiu daqui há 20 anos porque a propaganda mandou ele embora daqui. se ele voltaria? claro que não. ou seja: amando ou não sp, é pra lá que vou ter que ir. com o coração na mão, sim, porque em poa me sinto mais em casa, mais acolhida, mais protegida. e não mais uma. mas não interessa. depois que a fase do medo passar, sei que vou amar sp com todos os seus defeitos. porque suas qualidade são muito maiores. poderia ficar linhas e linhas aqui, contando as coisas que vivi lá nos últimos meses, nas minhas idas mensais. coisas que, nem de perto, temos aqui. mas melhor não, no fundo, todo mundo sabe o que sp tem.
só mais um comentário: tiago, tive que rir com teu item número 6. as gaúchas sabem ser bonitas, sim. mas logo na padre chagas??? lá elas são tão douradas, loiras e laranjas…
1 de fevereiro de 2010 às 16:15
Dani, na Padre Chagas tem de tudo. Loiras, morenas, patys, alternativas. Mas, na sua maioria, mulheres bonitas.
Definitivamente, mina laranja não faz muito meu tipo.
Bjos.
tg
1 de fevereiro de 2010 às 21:46
http://www.youtube.com/watch?v=9oPbja31CC8
Veja esse vídeo a partir de 2:46. Isso é São Paulo!
1 de fevereiro de 2010 às 22:07
“Nada do que eu falei é ofensivo a SP.”
Nem “São Paulo é uma bosta”?? =/
2 de fevereiro de 2010 às 11:54
Agradeço todos os comentários. Minha considerações.
1) Nada do que eu falei é ofensivo a SP. O leitor que tem o mínimo de bom senso entende que é só uma opinião. É como dizer: “eu prefiro sorvete de chocolate do que de baunilha. Acho baunilha sem graça”. Qual é o problema de dizer isso?
1) Ninguém é obrigado a amar SP só porque tem poder econômico e um monte de shows legais. Por esse raciocínio, todas as mulheres deveriam ser apaixonadas por caras feiosos cheios de dinheiro.
3) Engraçado que muita gente me criticou sem ter a menor ideia de quem eu sou. De quantas vezes fui a SP. De quanto tempo já fiquei a SP. O que fiz ou o que deixei de fazer. Se morei em SP ou não. De quantos amigos e histórias eu ouvi da cidade. Essa inferência é, no mínimo, um atestado de ignorância.
4) É uma estupidez muito grande me chamar de bairrista. Eu, por exemplo, amo o Rio de Janeiro. É uma cidade colorida, viva, alegre e com puta beleza natural. Evidente que também tem seus problemas. Mas, para o meu gosto, é infinitamente mais legal que o concreto cinza de SP.
Eu não fiz nenhuma apologia à Porto Alegre ou ao Rio Grande do Sul. Não acho que seja grande coisa e até deixei bem claro. Odeio café colonial, Teledomingo e chimarrão na Redenção.
Só acho SP palha.
6) Acredito que o que pode ter ofendido uns e outros é que eu chamei as gurias paulistas de sem sal. Mas daí, basta uma voltinha na Padre Chagas para ver que isso é um fato, não uma opinião.
tg
7 de fevereiro de 2010 às 12:18
Buenas,
Tive a surpresa deliciosa de descobrir este teu blog, que não consigo parar de ler. E vou aproveitar, me ‘adonando’ do espaço para um post, e dar um pitaco.
Nasci no interior, morei em Sampa, Rio e antes de mudar para Milão morei dois anos aí em PoA.
E toda vez que olho aqui para este céu cinza milanês - durante mais ou menos 3-4 meses ao ano, suficiente para me fazer pensar em começar uma terapia prozachiana - volto minha alma saudosa para os pampas e concordo contigo: não se pode ser criativo numa terra que não possui horizonte, que não permite ao olhar esgarçar-se, revirar-se. Que não permite á alma ‘creativar’ para ser feliz.
Olha, sou designer, mestre em criatividade, profissional (e mulher) escaldada, capaz de viajar mentalmente só ao piscar os olhos, mas não dá. Viver no cinza, no plano, não dá. E SP é assim, Tokyo, Milano, etc.
Talvez eu seja um pouco bairrista e um pouco sentimental, mas o fato é que nenhuma grana, nenhuma mostra cultural, nenhuma peça de teatro substitui o nosso calor, a nossa efusividade gaúcha, a não ser o cheiro do mar e a vista de Botafogo.
ps.: Poa é uma roça iluminada, mas Milão também.
Até a minha volta
!
11 de fevereiro de 2010 às 13:13
Que interessante ler as manifestações sobre esse assunto. Tenho dez anos de Porto Alegre. Viemos morar aqui, eu e mais um filho, por questões financeiras já que, as de coração se desmancharam bem antes de começarem. Conheci lá em Sampa um “bonfiniano” que, voltou de lá depois de ter arranjado umas notáveis encrencazinhas. Nós perdemos o contato tão breve quanto o que tivemos por lá.
Meu bairro de nascimento e criação ainda se chama Cidade Vargas, e fica dentro do bairro do Jabaquara. Era composto por imóveis de 500 a 1000m2, por ser bem próximo (uns 15 minutos do aeroporto de Congonhas), e a homenagem não ficava por ai, suas ruas tinham os nomes das cidades do interior gaúcho. Desse bairro mudei-me apenas para morar por quatro anos na Vila Madalena e Pinheiros.
Vivendo aqui me incomoda muito ouvir, sentir e enxergar o preconceito que quase todos têm de quem vem para morar aqui. Sempre sou interrogada sobre oque vim fazer aqui? Primeiro, vim por causa da venda do imóvel, na Cidade Vargas, e com uma herança a mais que eram dois cachorros, um Akita e um setter inglês. Apenas aqui, eu encontraria um padrão de imóvel que é o apartamento térreo, e sem elevador. Hoje sobrem arranha-céus, inclusive, um prédio alto nos fundos do meu apê.
Infelizmente, minha terra natal acaba por expulsar seus filhos que, como eu por falta de opções de moradia mudei-me para cá. Nunca imaginei que para uma mulher paulistana se adequar aos costumes fosse uma coisa impossível acontecer. Sofro muito com a solidão que me é imposta pelos padrões “família”. Já sofri violências inimagináveis, e no que se refere a relacionamentos, sempre fui acolhedora, e ao final fui agredida até pelo fato de ser de fora. Talvez por isso, eu tenha me sentido tão agredida pela propaganda da cerveja que classifica preconceituosamente as paulistas, e nossa cidade.
Em Sampa diferente daqui, se tu se muda vem um vizinho(a) e trás bolo de fubá e te chama pra tomar um café. Aqui a cuia roda e te pulam a vez, e se te oferecem falam para não ficar tomando muito devagar o chimas. Só fui tomar um chimas quando aprendi a fazer o meu. Falam que nós paulistas temos sotaque e parece que se tu se abre a boca e diz ser de outro Estado ai passam a te ver com desconfiança. Ou, se o gaúcho já morou em SP, ai fica a te contar que inclusive, não voltaria mais. Por outro lado, têm pessoas no próprio meio jornalístico empregadas e com tudo bem na vida que ‘crescem o olho’ para ir morar em Sampa, e adquirir maior renome, e por fim, ficam lá mesmo. O resto da vida!
No atendimento no comércio, nunca vi tamanha desatenção e descaso. Já estive em lojas em que o vendedor(a) falava ao mesmo tempo comigo, e mais outra pessoa, chegando a me constranger tamanho o desrespeito. Tirando as redes de super maiores, onde os funcionários são obrigados a manter um padrão de atendimento, no geral, é uma brincadeira!
E o quesito trânsito é o pior deles, apesar de não vermos tantos engarrafamentos o desrespeito e a grossura são marca registrada. Tanto para pedestres, quanto ciclistas que sempre são os menores e mais frágeis. Faltam guardas da EPTC nas vias! O mito de que não jogam um papel de bala no chão, vai por ‘Arroios Dilúvios abaixo’, quando se mora nesta cidade. E a maior das mentiras que, ouvia lá para cima no sudeste, era que no sulllllll só tinham gringos loiros e de olhos azuis. KKKKKKK bem cantou a Neuzinha Brizola “é tudo mintchura”.
E salvem a beleza da cultura dos maravilhosos teatros e atores que temos em São Paulo, que não deixam nada a dever ao primeiro mundo. São maravilhosos os atores e peças em São Paulo, assim como museus, parques, casas de espetáculos e nossos times de futebol que lá, diferente daqui, não vemos um time torcendo para o outro perder em dia de decisão nacional. Vide a Copa Taça Libertadores quando o Grêmio perdeu infelizmente, para o Boca Juniors. E lembrando ainda, o gingle Forno Alegre é demais de 42º. Graus.. e aqui ainda que seja visto como esquisito, se alguém tem iniciativa e faz algo, ninguém fica a seu lado, mas passado um tempo todo mundo faz também.
Saúdo ao Márcio, a Thalita e a Amora.
Ass. Uma Bandeirante nos pampas
8 de junho de 2010 às 1:22
Podem me chamar de provinciano, mas se eu (que vivo em Porto Alegre) não valorizar a minha cidade, quem fará isso?
Conheci muitos paulistas, cariocas, uruguaios, portugueses, e gaúchos de outras regiões que optaram pela Cidade.
A maioria não se arrepende da escolha. Mas também há quem se arrependa. Também conheci vários porto-alegrenses que saíram da cidade: por opção ou por necessidade.
Acontece com Porto Alegre, assim como em qualquer outro lugar.
A diferença é que se um paulista (ou um carioca) assumir um discurso provinciano, tudo bem. Afinal, suas culturas foram eleitas pelo Poder Central (há muito tempo) como o retrato da cultura nacional.
Mas se alguém fora do eixo Rio-SP declarar seu amor a sua cidade (é estranho, né?): imediatamente é rotulado de provinciano.
Como se fosse um insulto eleger as praças e parques de Curitiba em detrimento ao Parque do Ibirapuera; como se fosse um absurdo eleger o transporte público de Porto Alegre ao invés do transporte de São Paulo; ou um desrespeito eleger as praias de Fortaleza ao invés das praias do Rio.
Sobre futebol, de fato sempre esbarro em corintianos abraçados em são-paulinos quando vou a São Paulo.
Que bom para São Paulo ter tantas qualidades!
Quanto a mim, me basta ser porto-alegrense.

19 de janeiro de 2010 às 23:04
e faz falta um horizonte…