No último mês, troquei o lado do balcão. Depois de anos e anos ensinando, voltei para a sala de aula. Voltei a ser aluno: me inscrevi em dois intensivos, essas imersões de final de semana).
Caras: simplesmente adorei.
Os dois não eram cursos tradicionais. Tinham o foco mais no “desenvolvimento pessoal”. O conteúdo foi BEEEEEM legal, mas vou dizer: fosse qual fosse o assunto, acho que eu iria gostar do mesmo jeito. Estudar tem muita coisa bacana. Nos faz conviver com pessoas novas, estimula a curiosidade, questiona nossos valores de até então, etc., etc., etc.
É engraçado. Hoje em dia, com Googles e Wikipedias da vida, a gente fica com uma pseudo-oniciência. Está na dúvida? É só entrar na internet, ler dois artigos e você já fica com a sensação de que domina minimamente determinado assunto para discutir com os outros.
Mas, no fundo, no fundo, a gente sabe que não é bem assim.
Quando você estuda num lugar sério, você se aprofunda de uma maneira muito mais foda. Não dá para comparar. Além disso, faz muita diferença ter um professor. O papel do cara é justamente criar mecanismos que façam a gente sentir/viver/perceber o conteúdo de uma forma diferente.
Se o professor é bom, você não sai da aula apenas sabendo o conteúdo. Sai motivado a aprender mais.
Lembro que há um tempo eu entrevistei o Marco Loco e o Emiliano Trierveiller por Skype, quando eles recém tinham se mudado para Berlim. Eles disseram que estavam estudando alemão e que isso ia muito além das facilidades para se comunicar. Ajudava a entender a cultura local. E abria a cabeça para outras coisas.
Então, fica aí a minha dica. Estude. E não deixe que as aquelas desculpinhas marotas peguem você.
Não tenho tempo. Cara, existem trocentas opções para você voltar a estudar. Se não é uma escola, compre um livro. Ou se aprofunde no tema na internet (mas daí, para valer!). Ou faça um intensivo. Ou use parte das suas férias e se inscreva num curso rapido. Ou faça um desses lances de ensino à distância. Lembre:se-: tempo todo mundo tem, é só uma questão de prioridade.
Não sei o que fazer. Cara, por que você não aprende uma língua? Ou uma luta marcial? Ou uma dança que você curte? Ou um instrumento musical? Opção é o que não falta.
Não tenho grana. Cara, existem muitas alternativas de cursos baratos. Digo mais: existem muitos cursos de graça por aí. É só pesquisar que você acha. Os centros culturais de Porto Alegre apresentam excelentes opções. (Agora, se você não procurar, é certo que não vai achar.)
***
Claro. Óbvio. É muito conveniente para um cara que tem uma escola dizer tudo isso. Parece uma malandragem, uma mensagem - nada - subliminar.
“Volte a estudar. Ah, e lembrando: estamos com matrículas abertas, tá?”.
Não, né?
Estude onde você quiser! Se for na Perestroika, óbvio vou ficar muito feliz. Mas se for numa universidade, numa escola de inglês, numa outra cidade, ou até num concorrente nosso: beleza.
A moral desse post é meter uma pilha para que você pense sobre o assunto. Só.
Mas as nossas matrículas estão abertas, tá? ![]()
4 Comentários
22 de fevereiro de 2010 às 8:50
Aprendi mais sobre roteirização por vontade própria, e ajuda de amigos, do que se perdesse um p*ta tempo e dinheiro em curso.
Só exemplo.
Instrumento musical? Todo mundo conhece um músico disposto a ensinar - especialmente se o cara quer eventualmente dar aula, gosta de passar conhecimento adiante e quer treinar a própria paciência ensinando um novato.
E por aí vai. Opções não faltam, mesmo.
Eu mesmo já ensinei poker, mesmo sendo um novato, pruma galera que agora joga direto e às vezes até me rapa.
2 de março de 2010 às 8:39
sabe eu parei de estudar quando me formei na 8°depois disso não quiz mais saber,fiquei um bom tempo parada,agora voltei com muita vontade vc não acredita como esta sendo bom estudar de novo .
Cintia

22 de fevereiro de 2010 às 4:08
Só quero ser rico pra poder ser um rico excêntrico. Poder fazer um monte de bizarrice.