Tá, vou pagar pau. Vou pagar pau porque vou falar de um gênio. Não estou falando de Pablo Picasso, Albert Einstein, Steve Jobs, Flea e outros gênios menores. Estou falando de um gênio com “M” maiúsculo. Um gênio contemporâneo. Um gênio que está aqui, em Porto Alegre. E que o mundo está apenas começando a descobrir. Estou falando do gênio que é o Menezes.

A primeira vez que eu ouvi falar desse cara, foi quando estourou a música “Daiane: bronze na cor, prata no dente, ouro pra gente” do seu projeto Conjunto Comercial, em conjunto com o Paraíba, menos conhecido como o Lucas da Fresno.
Quando eu vi o site da banda (não achei mais, será que ainda existe?), perguntei pros meus amigos (que eram todos da Fabico) de quem era esse negócio. E eles falaram: É do Menezes. Um gênio que tem lá na Fabico.
Daí, fiquei sabendo que o Menezes era o mesmo cara que tinha composto a Melô do Axel Foley com seu outro projeto, o MC Sargento. Outra pérola deste projeto: o Surfa o Tsunami.
O Menezes é um cara que VAI LÁ E FAZ.
Tem muitas ideias. Mas mais imortante que isso, tira elas do papel e coloca para acontecer. Quer ver o que mais que ele fez?
• Disseminador e Representante Oficial de “O Jogo” aqui no Brasil.
• O “Basta de Estopa”
• Mentor do Funerária no Twitter
• E claro, o Bronze Brazil, projeto do qual tive a honra de fazer parte e compartilhar todo o processo com ele (e que está sendo reformulado para as Olimpíadas de 2012).
É um cara que escreve bem pra caralho e ilustra demais.
Não é à toa que ele dá aula na Perestroika.
E além de tudo, é um cara muito querido e engraçado.
Não é à toa que todo mundo ama ele.
E para completar, hoje está de aniversário. Por isso, Parabéns Mestre Menezes. Tu é um gênio.
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Há duas semanas, o Menezes lançou o seu primeiro livo: A COPA QUE INTERESSA.

Um livro de leitura rápida e megadivertida, onde o Menezes apresenta as 32 seleções que vão disputar a Copa que começa depois de amanhã, dividido nos 8 grupos de 4 times, exatamente conforme as chaves do evento.
É um livro bom para quem gosta de futebol e ótimo para quem não acompanha.
Isso porque, além da análise do contexto do esporte dentro daquele país, o Menezes dá uma contextualizada no país mesmo, dando informações econômicas, sociais e culturais (coisa que ele domina muito bem), de forma muito engraçada e irônica. Entre as pérolas, estão as diferenças entre Eslovênia e Eslováquia, a definição do que é o povo dinamarquês e o texto sobre o México, cheio de referências a turma do Chispirito.

E ainda tem um parágrafo superinteressante para quem não entende de futebol - pessoas como eu. É o “Finja que entende”. Em 5 linhas toda a informação que você pode arrotar sobre aquela seleção e fazer bonito na frente dos amigos nas rodinhas de discussão sobre a Copa.
A primeira edição está praticamente esgotada. E a gente está vendendo o livro para a Comunidade Perestroika por módicos R$15,00. É o lugar mais barato onde vcs vão encontrá-lo porque não existe margem. Todo o dinheiro é repassado integralmente ao autor. Só porque a gente quer sempre incentivar as atitudes de quem vai lá e faz. Restam apenas 8 exemplares.
Se quiserem degustar um pouquinho, aqui embaixo tem um trecho que o Menezes liberou só pra gente publicar.
NOVA ZElÂNDIA
Velha retranca
São porcarias como a seleção da Nova Zelândia que nos fazem querer ir até a Suíça e apedrejar a sede da Fifa, em Zurique. Francamente, os neozelandeses contribuem tanto para o futebol quanto os Engenheiros do Hawaii para a formação intelectual de um adolescente.
Porém, todos sabemos que futebol é um produto a ser vendido, e a fatia do planeta onde ficam a Ásia e a Oceania é um mercado gigantesco. Assim sendo, os dois continentes têm direito a cinco vagas na Copa do Mundo, um número bem maior do que o de seleções com um razoável nível técnico na região. Invariavelmente, uma destas vagas acaba nos pés de sauditas, de iranianos, chineses ou, como este ano, de neozelandeses.
Para entender melhor as distorções que isso causa, basta olhar para as seleções que a Nova Zelândia teve que eliminar para chegar à África do Sul: Nova Caledônia, Fiji, Vanuatu e Bahein. Times tão fracos que seriam derrotados por um time formado por qualquer bando de fãs de Star Wars.
Um otimista desavisado teria a expectativa de que eles, ao menos, servissem para tomar goleadas, aumentar a média de gols da competição e garantir momentos bizonhos durante o mundial. Mas nem isso. Adianto que, apesar de ruim, a seleção deles não é amadora. E pior, descende diretamente da escola de futebol inglesa, a mais chata do mundo. Tudo que times com esta filosofia sabem fazer é se defender, montar uma retranca e provocar sono no espectador.
Ou seja, nem entrando pelo cano eles serão capazes de nos diver- tir. Na primeira fase a Nova Zelândia enfrenta a Eslováquia, outro time bastante retranqueiro. Cogito que pela primeira vez a TV não tenha melhores momentos para passar no intervalo da partida.
POR QUE TORCER
A Nova Zelândia é ótima no Rugby, um esporte irmão do futebol. Talvez um bom desempenho na Copa faça com que dediquem-se e melhorem seu desempenho no futuro. Quem sabe em 2050 a presença deles não seja tão lamentada em um Mundial.
POR QUE SECAR
Quando foram escolher a sede da Copa de 2006, tudo se encaminhava para que a África do Sul fosse a escolhida por apenas um voto de diferença. Fazia parte de um rodízio de continentes, no qual finalmente chegaria a vez do continente negro. Porém, na véspera da eleição, a Nova Zelândia mudou seu voto sem motivos aparentes, apoiando a candidatura alemã e adiando a festa na África por mais quatro anos. Nunca foi provado suborno ou compra de voto, mas foi no mínimo uma sacanagem.
FINJA QUE ENTENDE
“Apesar dos times de futebol locais serem formados por colhedores de kiwi em período de férias, a seleção neozelandesa não é essa porcaria toda. Não me surpreendo se fizerem Paraguai e Itália suarem sangue e arrancarem um empatezinho dos eslovacos”.
11 Comentários
10 de junho de 2010 às 10:30
Olha, qualquer coisa que eu falar sobre o Menezes aqui não estaria no nível de genialidade dele. Já tive a oportunidade de falar por e-mail isso para ele, mas repito aqui:
Admiro pessoas que tem atitude, que chegam e fazem o que tem vontade. e ele é uma dessas pessoas. Com o diferencial de que faz bem.
Ok, vou parar por aqui porque tá ficando meio gay isso, mas só digo uma coisa: É o livro do ano, não ousem não comprar.
12 de junho de 2010 às 11:17
Restam mais exemplares, mas já garanti o meu e a aconselho a outrem fazer o mesmo.
Que mais importa? A copa vai, fica a memória.
feliz aniversário pro cara; juro que fiz um curso aí esperando um ‘cameo’ do gênio.
E pior que rolou, numa discussão sobre Daiane mediada pelo Felipe.
Como disse Ismael Caneppele, “Estar junto não é físico”.
12 de junho de 2010 às 22:27
Sempre ouvi falar do Menezes. Quase trabalhei com ele na W3, mas saí quando ele entrou. Pena. Enfim, parabéns. Acho que a publicidade dá um início tangível e real pra gente que nem ele, “gênio”, mas fico triste por ela, às vezes, atrofiar esses mesmos caras.
Acho que a publicidade é uma gentil prostituta. Perder a virgindade e o medo com ela, é bom; casar, não. Fico feliz que o cara que eu sempre ouvi ser gênio, comece a cornear mais a sua puta.
17 de junho de 2010 às 21:41
ACHO que o menezes nada tem a ver com a melô do axl folley, a não ser que minha memória falhe MUITO. fora isso, grande cara, merece todo SUCE$$O!

9 de junho de 2010 às 15:14
Parabéns Mestre Menezes. Tu é um gênio. [2]