Aulas
Quando os alunos falam das nossas aulas, a gente ouve com uma frequência: “Tem um treco diferente lá, que não dá para entender, mas que deixa a aula mais leve”.
Esse treco se chama Experience Education. E apesar de muitas vezes ser invisível para os alunos, para quem está no backstage não é. Dá muito trabalho. Uma metodologia própria, um checklist com 17 pontos, que procuram transformar cada aula numa experiência marcante.
E não estamos falando de um professor fantasiado de vaca (apesar de termos uma aula assim). Não estamos falando de uma aula que, de uma hora pra outra, vira uma balada (apesar de termos uma aula assim). É muito mais do que um show, uma piada.
Na maioria das vezes, é apenas um refinamento no design de informação, no storytelling da apresentação, na metodologia emocional, no link aula-a-aula feito pelo mapa conectivo.
E mesmo quando acontece a galhofa, nunca é o show pelo show. O conteúdo é o mais importante. Agora, isso não significa que não possa ter uma abordagem inovadora.
Em outras palavras:
Quando uma criança pergunta se pode colocar o dedo na tomada, a mãe diz que não, para evitar que ela tome choque. Mas a criança não entende, pois o conceito de choque é muito abstrato. Até que, um dia, ela vai lá e coloca a mão na tomada, toma o choque e nunca mais esquece o que isso significa.
Ela aprende pela experiência que viveu. Uma experiência marcante fica para a vida.
Na Perestroika, a gente não quer que ninguém tome choque. Mas a gente tem certeza que só se aprende com emoção. Vivendo uma experiência de aprendizado diferente do que a gente vê nas escolas tradicionais.
Se você não se convenceu ainda, vamos voltar às origens.
A palavra escola vem do grego scholé, que significa lugar do ócio. O aprendizado é uma opção, não uma imposição. Então, será que a escola não deveria ser um lugar mais inspirador do que é hoje?
A metodologia da Perestroika é baseada num mashup, entre o que conhecemos dos conceitos clássicos de educação com movimentos contemporâneos de aprendizado, além do entendimento da sociedade pós-Revolução Digital.
Junte, por exemplo, os quatro pilares da Educação de Jacques Delors com Edutertainmet. E voilá.
A escola tem que ser um processo divertido. Um programa. O aluno tem que deixar de ir no cinema, no jogo, no bar com os amigos para ver a aula. Não por obrigação. Por prazer.
Aluno não é quem está sentado na cadeira. Aluno é qualquer pessoa que decida aprender.
Professor não é quem está na frente falando. É qualquer pessoa que é escolhida pelo aluno para ensinar.
A escola não pode ser um fardo. Aprendizado é um processo invisível que nasce naturalmente e tem como base a inspiração. Por isso, deve ter conteúdo, forma e emoção.
Não faz sentido?