Arquivo da categoria ‘Consumer Beat’
Contículos.
1 de setembro de 2008A Carla Federizzi, planejamento da Escala e aluna do Consumer Beat, tem um blog muito legal. É o Contículos, que traz um mini-conto todos os dias.
O conceito de mini-conto, pelo que ela explicou, é variável. Cada um diz uma coisa. Mas na opinião deles, os limitadores são:
“Para nós, leigos, um miniconto é uma narrativa que deve conter rigorosamente os seguintes elementos:
* Palavra(s).
* Um enredo.
* Um final inesperado.
* No máximo 12,5 linhas.
* No mínimo 50 entrelinhas.”
É ou não é bacana?
Essas regrinhas tornam os textos perfeitos para o ambiente da web, onde tudo é muito rápido. E também acabam com a desculpa dos caras que dizem que não têm tempo para ler.
Fica a dica: conticulos.blogspot.com.
Sobre música e mãos.
29 de agosto de 2008*Por Desirée Marantes
Eu acredito ser impossível viver sem música. Algum espertinho certamente vai dizer “e os surdos, vivem como?” então já aproveito para enfatizar que música não se percebe apenas com os ouvidos, certamente todos já foram em algum show ou festa devem ter sentido aquele “baixo bombando”, o que nada mais é do que as freqüências de sub-grave atingindo o corpo humano. Então sim, música não é apenas apreciada pelos ouvidos, surdos também vivem em um universo musical e de acordo com uma das teorias mais modernas da física, a Teoria das Cordas, todos nós vivemos em um mundo regulado por freqüências.
Ok, isso foi apenas uma pequena digressão.
Ultimamente tenho reparado em uma espécie de renascimento de canções pop com arranjos mais complexos, onde o uso de harmonias complexas remete diretamente a vocais no estilo Beach Boys, bandas onde a presença de aparatos tecnológicos não é o mais importante, não sobrepujam a presença humana, ou seja, um retorno a fazer música com as mãos, e não apenas pressionando botões e samplers.
A utilização de instrumentos acústicos é bem marcante e isso faz muita diferença (ex: trompete, trombone, violino, violoncelo, gaita). Para se tocar bem (ou pelo menos de maneira que não agrida o ouvido alheio) é necessário ter certa prática e familiaridade com as ferramentas em mãos, ao contrário de recursos da música eletrônica, onde é possível ler um tutorial sobre midi e criar um disco. Dentro dessas novas bandas a mais conhecida delas chama-se Beirut, do jovem multi-instrumentista Zach Condon, e outras ainda estão engatinhando no mundo indie, mas são tão boas quanto, como Fleet Foxes, The Mumlers, Cloud Cult e Misophone.
O principal motivo de essas bandas terem me chamado atenção*, é que elas representam uma maneira de criar que privilegia a utilização da técnica sem o uso exagerado da mesma e que traz de volta a tona o elemento humano dentro da criação, o chamado “feeling”, ou seja, o poder das mãos.
Porém não basta apenas ter feeling e não dominar a técnica. E ambos dependem de inspiração para se desenvolverem. Aliás, já pararam pra pensar sobre essa palavra? Seria apenas coincidência que ela além de significar uma espécie de iluminação, também representa parte do ato de respirar?
Bom, voltando a música e as mãos. Me passa pela cabeça que talvez isso seja representativo de uma série de movimentos culturais e de consumo que buscam essa idéia do feito a mão, da exclusividade, de trabalhar com elementos diferenciados, de fazer algo que seja só seu e ao mesmo tempo universal.
Essa reflexão é uma tentativa de chamar a atenção para o quão legal e interessante (eu diria que é vital, mas tenho tentado ser uma pessoa menos radical em minhas afirmações) é reparar como influências que teoricamente não tem a ver com publicidade e nem com consumo, acabam se tornando fontes inusitadas de inspiração. Que observar o que acontece ao nosso redor, ajuda muito na hora de se dar conta de como fatores aparentemente irrelevantes fazem toda a diferença na detecção de movimentos que podem, ou não, se tornar mais fortes no futuro e influenciar o comportamento da sociedade.
E que é preciso exercer o poder de abstração em frente ao mundo das famosas referências, pois elas fazem parte de um passado que não deveria ser ruminado. Já se deram conta de que talvez não seja a toa que aquela revistinha famosa de publicitários se chame ARCHIVE? Sim, eu tento ser menos radical, mas nem sempre consigo.
Ah, segue link para se alguém quiser baixar algumas músicas das bandas que citei.
*As músicas são ótimas também.
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Desirée Marantes trabalha na Box1824, empresa parceira da Perestroika no curso Consumer Beat. A idéia é que ela contribua regularmente com o blog da Perestroika.
Bem-vindos à Perestroika
4 de agosto de 2008Sejam todos muito bem-vindos ao nosso novo blog.
Sejam todos muito bem-vindos ao nosso novo site.
A partir de hoje, é aqui que a gente se encontra para trocar idéias. A novidade média é que agora dá para ver todas as informações dos cursos nessa mesma página. A grande novidade é que muito em breve vamos ativar os blogs dos cursos.
Ou seja, você paga 1 blog e leva 6.
Basta usar os filtros ali do lado para ver os posts dos blogs que mais te interessam. Ou ver tudo de todos por aqui, no centralizador de posts. E você pode assinar o RSS do blog que te interessa.
Aproveitando o ensejo: se você não sabe o que significa assinar o RSS, você deveria fazer o Mash Up, que está todo descritinho, nos mínimos detalhes, ali em cima, no menu “cursos”.
Bom proveito para vocês.
Boa sorte para nós.
Bem-vindos à nova Perestroika.
Poesia visual impulsionada pelo You Tube.
16 de julho de 2008A partir de agora, o Blog da Perestroika cresce e passa a contar com contribuições de todos os nossos sócios, de todos os nossos novos cursos.
E a estréia não poderia ser melhor. Um texto inspiradíssimo da Carla Mayumi, Diretora de Planejamento da Box.
Aproveitem.
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Poesia visual impulsionada pelo You Tube.
Quem gosta de poesia? Quase todo mundo. É bonito, é culto, é legal gostar de poesia. Agora quem de fato lê poesia, compra livro de poesia, passa longos minutos sentado em casa e troca a TV por um livro de poesia? Para quem se não se identifica com essa cena quase idílica, a internet vem ajudando a reestabelecer um elo com a poesia, de um jeito visual, lúdico e bem familiar: através da telinha do You Tube.
Billy Collins, poeta americano dos nossos dias, fala do sucesso dos seus poemas no You Tube da seguinte forma: “I like poetry that ambushes people, like it’s no big deal, you’re cruising around YouTube, you know, and there’s a poem.” (algo assim: “gosto da poesia que te pega sem querer, como se não fosse grande coisa, tipo você está passeando pelo You Tube e dá de cara com um poema”). Billy Collins, através da sua poesia, se aproxima da vida cotidiana, fala do cachorro, das calçadas, das coisas com as quais topamos quando olhamos para os objetos dentro de casa, mas que na maioria das vezes não nos damos conta de que estão ali. Os próprios títulos dos poemas falam dos momentos diários de cada um de nós: “Man Listening To Disc”, “The Best Cigarette”.
O vídeo de um de seus poemas, “Forgetfulness”, é um dos que melhor representam esse movimento, é campeão de acessos dentro da temática poesia: já teve mais de 400.000 acessos, o que para uma peça literária não é pouco. Não é para menos: o criador do vídeo, Julian Grey, conseguiu colocar ainda mais poesia no que já era lindo, mesmo que dessa forma tenha transformado a peça numa outra peça.
Deixando um pouco a poesia de lado e falando do que isso tem a ver com business, com criatividade, com planejamento: quem criou esse vídeo foi a área de entertainment da JWT (sim, a agência de propaganda), que realizou a peça para o Sundance Channel. Isso mostra como a inspiração, a arte e a cultura podem conversar de maneira verdadeira com a arte da propaganda. E mostra principalmente a importância de pessoas que trabalham no mercado de marcas estarem ligadas e conectadas a movimentos fora do próprio umbigo. Se todo mundo fica “se inspirando” sempre nas mesmas fontes, nada novo surge no front. É só olhar para o lado que tem um monte de coisa nova e inspiradora acontecendo. Entender isso é um passo de fazer as tendências acontecerem.
Video do poema Forgetfulness, de Bill Collins:
Sem querer acusar ninguém, mas o vídeo “Forgetfulness” parece ter sido uma inspiração para o filme do Itaú Personalite, julguem por si:
Video do filme do Itaú Personalité:
* Neste link, para quem quiser mais, tem todos os vídeos realizados para poemas do Billy Collins - sim, tem vários, o cara realmente despertou o desejo de videomakers por transformarem seu texto em linguagem visual:
http://www.bcactionpoet.org. Ou clique aqui.
