Arquivo da categoria ‘Design’
OEstúdio na Perestroika
28 de novembro de 2008O que foi a nossa aula de ontem!
Pura inspiração, com bom-humor e uma simpatia irresistível.
Explico aos que não estiveram presentes: Anne Gaul, estilista do coletivo OEstúdio, do Rio, foi nossa convidada para a aula de design de moda.
Anne contou como uma empresa de 7 sócios de áreas completamente diferentes e unidos pela paixão pelo que fazem podem impactar a cena do design no Brasil. Design de moda, sim, mas também de filme, identidade, produto, web, gráfico. Muita, mas muita liberdade criativa e resultados enlouquecedoramente vibrantes, diferentes, lindos. Os caras se puxam, se divertem, se enlouquecem trabalhando pra fechar as coleções a tempo dos grandes eventos de moda brasileiro. Adrenalina e muita troca.
Como diz a Carol, fui pra casa pipocando. Ainda tô pipocando, fuçando no site deles sem parar.
Agradeço à Anne e aO Estúdio pela simpatia, pela inspiração e pela visão do design como construção coletiva. Encerramos nosso primeiro semestre em alto estilo. E com água na boca pro que ainda vem por aí.
Não vou mostrar o trabalho deles nesse post, porque acho que fuçar no site é uma experiência muito mais rica e irresistível. Vão! Já!
http://www.oestudio.com.br/
5 de Novembro, dia do designer
6 de novembro de 2008Ontem foi dia do designer.
Só fui saber disso porque recebi um spam da revista publisher me parabenizando.
Aqui no Gad, silêncio.
Na lista de ex-colegas da Oz, silêncio.
Fiquei muito em dúvida se passava adiante a parabenização. Será que era, mesmo? Meu colega Jonas confirmou, me mandando um cartaz da Icograda - ok, it’s official.
Imediatamente mandei um faceiro “feliz dia do designer” pra todos os gadianos.
E comecei a receber parabéns de volta - de arquitetos. Curioso, eles não se enxergavam como designers. E isso me causou estranheza.
Explico.
Lá pela metade da década de 90 eu saía - fresquinha de tudo - da Fabico e encontrava no Gad a certeza do que eu seria na vida: designer. Nessa empolgação, indo morar do outro lado do mundo e conversando com o querido colega Claudio Strüssmann, aprendia que o design podia ser muito mais que aquelas peças gráficas. Que o design podia ser um jeito de interferir positivamente no jeito como as coisas são feitas no mundo. Um jeito de pensar.
E lá me fui pro Japão me achando uma pessoa muito relevante pro mundo, sendo designer.
Corta pra 2004, dez anos de andanças pelo mundo, de volta ao Gad. Encontro um ambiente em que todos são assumidamente chamados de designers. Todos, o pessoal do administrativo, os atendimentos, os redatores, e eu enxerguei isso como uma tangibilização daquela idéia mais global do design.
O tempo passou, o Gad mudou, não se chama mais Gad Design. Agora o Gad é uma holding de várias empresas focadas em suas áreas de atuação - o que comercialmente pode ser muito acertado, mas do ponto de vista interno, de como os projetos eram desenvolvidos com um espírito de equipe multidisciplinar, acho que houve uma perda grande. O design, que era tanto, agora parece ser o termo mais desgastado e desprovido de valor da face da terra.
Até que nesse ano (2008) é contratado Charles Bezerra pra cuidar da empresa de inovação do Gad, o recém-lançado Gad’Innovation. O Charles é um especialista em inovação que transita entre o mundo das pesquisas e das filosofias e também das grandes corporações. Um pensador do design inserido no mercado. Lançou um livro chamado “o designer humilde”, que fala justamente da missão primeira do design: resolver problemas, sair de uma situação imposta para uma situação escolhida. Opa! Eu também acho isso! Fiquei feliz.
Hoje eu estou aqui, junto com o Gustavo e a Carol, tentando passar um pouco da minha experiência pra vocês, tentando despertar em vocês um profissional empolgado, apaixonado, cheio de boas perspectivas. Um profissional de design - com orgulho.
Como nos velhos tempos.
Ou como nos novos tempos.
Pra concluir, esse dia fez algumas coisas legais virem à tona a respeito do tema. Uma delas foi mandada pela querida Paula Gomes, e outra pelo colega de SP Casemiro Moraes. Paula enviou um texto feito de perguntas criados pelo designer e autor de design alemão Markus Frelzl - e Casemiro repassou um manifesto bem-humorado feito pelos alunos da Univali. Enjoy!
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Rio 2016.
1 de outubro de 2008A Laura, nossa designer-planejamento, me perguntou do porquê de eu ter escolhido a marca do Rio 2016 como exemplo de “sobrinho-do-dono-design”.
Ela ficou curiosa quanto aos critérios que me fizeram chegar a essa escolha.
Bom, confesso que não elaborei muito profundamente esses critérios, e fui mais pelo feeling - de que o conjunto de elementos não funciona. Vou tentar elaborar melhor:
Tenho a sensação de que até posso entender as intenções do designer, mas me parece que faltou sutileza, síntese e qualidade gráfica para que os conceitos principais pudessem prevalecer e trazer uma significação primeira - o que tranquilizaria quem visse a marca e incentivaria a descobrir os demais significados.
Há o Pão-de-Açúcar, imagem-ícone (e um tanto desgastada, talvez) do cenário carioca, representando a terra. Há a água e o sol, completando o cenário. Os três deveriam formar uma massa visual mais coesa, que suportasse melhor a mistura com os demais elementos da marca. Segundo a justificativa que encontrei, há um nadador mergulhando, cujo corpo seria o Pão-de-Açúcar e a cabeça, o sol.
Vamos às tipologias escolhidas. Há uma fonte sem serifa e extremamente geométrica para a palavra Rio (temos aqui um elo olímpico, talvez?), outra clássica (segundo justificado, “em alusão à Grécia”) para a data e outra básica para o decodificador. Isoladamente, nada contra as escolhas. No conjunto com os demais elementos, too much information. O bastão que forma o R solto e em cor diferente do resto da palavra Rio e o 6 passando por cima do elemento gráfico azul só ajudam a confundir: pra onde olhamos primeiro?
A proposta é contemporânea ou clássica? Pra mim, é bastante anos 80, sem que houvesse intenção.
E as cores? Bandeira brasileira + o “heat” do Rio. Cores olímpicas. Tudo bem, mais uma vez entendo a intenção. Mas mais uma vez falta buscar uma combinação que ajude no entendimento dos elementos e traga uma atmosfera para a marca. Falta sensibilidade, refinamento, rigor, foco. Pra que tanto degradê, pelamor? Segundo a defesa da marca, “o degradê representa o calor da cidade e o calor humano”.
Pode-se justificar que o conceito de colagem de linguagens seja proposital, que uma olimpíada no Rio poderia incorporar essa miscelânea. Atletas do mundo todo, Babel… espírito exuberante e multi-racial brasileiro, designer sempre é bom de chalalá.
O que resta pra mim é: não funciona. Não é esteticamente coeso, não tem um conceito marcante, não atrai, não gera orgulho - e uma marca dessas teria que criar empatia com a população.
Pelo que entendi, esta marca foi uma primeira proposta desenvolvida para a candidatura do Rio para as Olimpíadas de 2016. A marca que realmente concorreu foi outra, que incluo aqui.
Não ficou muito claro para mim como ocorreu essa substituição. Complemento a conversa incluindo também as demais marcas das cidades concorrentes pelo mundo.
Participem também com suas impressões. Analisar uma marca é um puta exercício pra formarmos um olhar mais crítico com relação às nossas próprias.
O desafio está lançado.
Pontos de Referência
29 de setembro de 2008A Carol d’Avila, coordenadora do curso de Design, fez uma lista de referências para a turma dela. Mas a lista ficou tão legal que a gente achou que seria justo dividir com todo mundo:
*******
Pessoal, como falei na aula, aqui estão todos os links DOS CARAS!
Aí vão todos e um pouco mais!
Acho que vale dar uma fuçada e pequisada pra ver caras que vcs admiram.
Como eu disse, acho que ninguém precisa ficar preso a uma forma de expressão.
Mas, mergulhar e experimentar várias!
www.notcoming.com/saulbass/index2.php -
Várias coisas bacanas do Saula Bass. Fiquei devendo as aberturas dos filmes afú, mas a gente vai aprendendo a cada aula
www.davidcarsondesign.com - site oficial
www.bantjes.com - site oficial
www.sagmeister.com/index.html - site oficial
http://br.youtube.com/watch?v=uKb7PLljT7k
Aqui o Sagmeister fala um pouco do processo criativo dele.
www.philippe-starck.com
Acho que não precisa explicação
www.joshuadavis.com
Bacana de fuçar!
www.lobo.cx
Dá um orgulho os trabalhos deles!
www.oestudio.com.br
Galera jovem foda! que faz!
www.pentagram.com
agência em que a Paula Scher é diretora de criação.
www.paulascher.com
trabalhos pessoais da Paula Scher, pinturas, desenhos, etc.
www.whynotassociates.com
AMO!
www.droog.com
vale fuçar nos diversos designers que trabalham pra Droog.
www. zahahadid.com
acho que ela podia ter um site com design mais bacana. Alguém se habilita?
www.wolfolins.com
digam se nã dá vontade de trabalhar lá? Isso pra quem curte identidade, né?
www.karimrashid.com
também acho que não precisa explicação. Mas é o designer que o passa mais a percepção de que ele anda por diversos universos!
MAIS: links que não entraram na aula!
www.goodbysilverstein.com
curto muito o que os caras fazem em “interactive”! É uma agência que pensa além de propaganda.
www.studiodumbar.com
estúdio holandês bem bacana.
www.tolleson.com
www.barnbrook.net
www.mattardesign.com.br
estúdio bacana de SP
www.tatil.com.br
estúdio bacana no Rio
www.imaginaryforces.com
www.duffy.com
www.tjep.com
Alguns Blogs de Pesquisa, bacanas!
http://designblender.tumblr.com
www.mocoloco.com
www.bemlegaus.com
www.thedieline.com
www.graphic-exchange.com
www.coolhunting.com
www.thecoolhunter.net
http://netdiver.net
http://itsgreendesign.blogspot.com/
Relevância
16 de setembro de 2008Design hoje é ferramenta. (Decepcionado?) Uma indispensável, glamourosa, versátil ferramenta. Queremos ensinar você a usar essa ferramenta com sensibilidade, inteligência, critério e eficácia.
Só que não adianta sabermos usar a ferramenta se não soubermos o que queremos construir com ela. Esse “penso” se chama branding. Construção, gestão, manifestação da personalidade de marca. E isso se faz através de planejamento, estratégia e design.
Design sem branding pode ser lindíssimo e irrelevante.
Branding sem design pode ser muito consistente e não chegar ao coração. E é o coração, cada vez mais, que determina o comportamento das pessoas. O que escolhem, usam, compram, descartam, se apegam, rejeitam.
As experiências. A relação verdadeira que se dá entre as marcas e a vida das pessoas. É nessa arena de emoções que o design costura as vivências, as expectativas, as identificações.
Nosso desafio aqui é provocar vocês a combinar maestria no uso da ferramenta e inteligência na determinação do quê projetar. Criem relevância no que fizerem. Transformem o mundo através do design - somos nós os agentes capazes de mexer com os hábitos e as percepções das pessoas através das marcas com as quais trabalhamos. Nossa maneira de pensar e resolver os problemas nos qualifica para a missão. Na verdade, nos compromete com ela.
Acessem os links da Wolff Olins e da Bantjes. Vocês foram apresentados a eles na última aula de Design.
E welcome to the Matrix.
Bem-vindos à Perestroika
4 de agosto de 2008Sejam todos muito bem-vindos ao nosso novo blog.
Sejam todos muito bem-vindos ao nosso novo site.
A partir de hoje, é aqui que a gente se encontra para trocar idéias. A novidade média é que agora dá para ver todas as informações dos cursos nessa mesma página. A grande novidade é que muito em breve vamos ativar os blogs dos cursos.
Ou seja, você paga 1 blog e leva 6.
Basta usar os filtros ali do lado para ver os posts dos blogs que mais te interessam. Ou ver tudo de todos por aqui, no centralizador de posts. E você pode assinar o RSS do blog que te interessa.
Aproveitando o ensejo: se você não sabe o que significa assinar o RSS, você deveria fazer o Mash Up, que está todo descritinho, nos mínimos detalhes, ali em cima, no menu “cursos”.
Bom proveito para vocês.
Boa sorte para nós.
Bem-vindos à nova Perestroika.






