Novos cursos da Perestroika.

2 de setembro de 2010

Então, meio pá-pum: a Perestroika vai lançar alguns cursos em 2011 em outro formato. Mais curtinhos e mais baratos, para privilegiar principalmente aquela galera que está com a grana mais curta.

Tem alguma sugestão? Escreve aí que vamos avaliar com todo o carinho do mundo. A voz do povo é a voz de Deus.

***Qualquer, absolutamente QUALQUER ideia é bem-vinda.

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Uma das políticas que a gente tem aqui na Perestroika é de sempre ficar atento às críticas que os alunos fazem aos nossos cursos. Quando a crítica é construtiva e faz sentido, arregaçamos as mangas e tentamos provocar alguma mudança. Mesmo que dê trabalho.

O Consumer Beat, nosso curso em parceria com a Box1824, nasceu em 2008 e sempre foi muito bem avaliado. Mas existia uma consideração que aparecia com certa frequência: apesar de ser “o curso da Box”, muita gente queria ouvir outras visões, de outras empresas, sobre os mesmos assuntos abordados.

A gente entendia isso, mas sabia que era inviável, uma vez que - como falei acima - a ideia do curso era, justamente, abrir a tecnologia da Box para a turma.

Pois coincidentemente, neste ano tivemos que repensar o projeto. A Box tinha um plano de crescimento para 2010 muito importante e não estava em condições de tocar o Consumer Beat. Todos ficamos tristes, mas vimos aí uma oportunidade de fazer um novo curso. Sem perder o que o Consumer Beat tinha de bom, mas agregando coisas que pudessem fazer ele ficar ainda melhor.

E foi aí que nasceu o True Consumer.

Para não perdermos a essência do conteúdo abordado até então, chamamos a Mari Baldi. Ela é a curadora do curso. A Mari foi professora das duas primeiras edições do Consumer, e foi a aula melhor avaliada nos focus groups que fizemos.

Mas apesar da Mari conseguir manter a visão que se tinha anteriormente, ela ainda trouxe vários profissionais consagrados de outras empresas. Muitos caras da própria Box, muitos caras que já foram da Box, muitos caras de empresas tão compententes quanto a Box. Uma galera superantenada, que está trabalhando com o que é vanguarda em pesquisa no Brasil. Uma mistura de gente de Antropologia, Pesquisa, Inovação e Criação.

E é justamente essa soma fez o True Consumer reunir, na nossa opinião, o “melhor dos dois mundos”.

Para quem não sabe: o curso é focado em pesquisa e comportamento do consumidor e é direcionado para profissionais de agências de propaganda, marketing de empresas, designers, psicólogos e empresários. No fundo, o curso serve para qualquer profissional que precisa entender a cabeça do consumidor, esteja ele onde estiver na engrenagem de uma empresa.

O programa conta com quatro módulos:

• Landscape: dá um panomara geral do que está acontecendo no mundo e de como o consumidor está inserido nesse mundo.
• Reaching Consumer: como se faz para chegar no consumidor e extrair dele informações relevantes
• Workshop: a prática em todos os níveis, desde a definição do problema até a análise e apresentação dos materiais
• Master Class: duas aulas com a Ana Paula Cortat, da Isobar, e o João Batista Ciaco, da Fiat.

Enfim: espero que vocês gostem. A Mari Baldi, os professores e a Perestroika estão superempolgados.

Para ver as informações mais detalhadas, com as datas certinhas, professores e valores, clique aqui.

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A Copa de 2014.

25 de agosto de 2010

Faz pouco mais de um mês que acabou a Copa da África do Sul.

Isso quer dizer: em menos de 4 anos, teremos uma Copa do Mundo no Brasil. Um dos dois maiores eventos esportivos do mundo (dois anos depois teremos o outro, você sabe) no nosso país.

Melhor: um evento justamente associado ao esporte preferido do brasileiro, disparado. O futebol.

A Copa do Mundo pode, de fato, cravar um alfinete no ano de 2014 quando se for contar a história do Brasil no futuro. Como nação, podemos aproveitar a desculpa da Copa para se desenvolver. Acabou a história de país do futuro. É agora, no presente.

Podemos usar a Copa de 2014 pra fazer do Brasil um país melhor do que é hoje. Mas, para isso, temos que ser malandros de verdade: vamos dar uma festa para bilhões de pessoas do mundo todo e precisamos encantar.

Gente que nunca olhou pra nós. Gente que acredita que somos a nação do futuro. Gente que acha que o Brasil é só futebol, samba e praia. Gente que gosta, mas não pede em casamento. Gente que adora a alegria do nosso povo. Gente que investe ou quer investir. E gente que ouve falar do Brasil mais por coisas ruins do que boas: que sabe, por exemplo, que o país é um dos destinos preferidos para exploração sexual de menores de idade.

Deu de “jeitinho brasileiro”.

Temos Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Nenhum país teve isso até hoje. Durante o período destes jogos, nosso país será o centro do mundo. Fãs do esporte, turistas, vão viver 30 dias de pura alegria e festa aqui, deixando todo seu dinheiro na nossa economia, mas também empresas, investidores e empreendedores estarão por aqui de olho nos 200 milhões de brasileiros como mercado consumidor. Jornalistas, astros da música, do cinema, enfim, formadores de opinião dos mais diversos tipos e segmentos podem sair daqui com a imagem que quiseremos (Mick Jeager já se comprometeu a torcer pela Argentina).

E aí?

E aí que acho mesmo que podemos fazer da Copa um marco zero. Veja a Brahma, Seara e Oi. Rapidamente já se associaram a FIFA. Outras grandes empresas se ligaram a CBF. A VW deve estar pensando no Gol da Copa desde agora. A Seara quer se tornar uma fornecedora mundial de alimentos através da visibilidade que o país vai ter. Vejo a RBS se mexendo, abrindo empresa de eventos com a Globo, etc. Todos os dias falamos do assunto na Vulcabras e o plano da Olympikus até 2016 já existe.

E as médias e pequenas empresas, o que estão fazendo? Os jovens empreendedores, o que estão planejando, montando?

As grande marcas e empresas vão precisar de parceiros, em todas as áreas. Fornecedores de matéria-prima, conteúdo, mídia, comunicação, designers, RPs, produtoras de eventos. Assessoria jurídica para contratos. Projetos de fábricas, máquinas. Transporte e logística. Precisaremos de novas lojas esportivas e mais uma infinidade de coisas que se fosse citar esse texto ficaria ainda mais longo.

Sinceramente acredito que podemos tornar o Brasil um dos lugares mais legais do mundo, mostrando tudo de bom que fazemos.

Só que pra isso, precisamos fazer. Tirar do papel. Precisamos, de fato, transformar o país num dos lugares mais legais do mundo.

Como a Austrália fez. Como Barcelona fez.

Estude (pelo Google é o suficiente) a transformação de Barcelona. Não foi o Comitê Olímpico Internacional que sugeriu, por exemplo, que o bairro novo da vila olímpica teria um sistema subterraneo de coleta de lixo absolutamente fantástico e econômico. Foi um espanhol, que entendeu os jogos como uma possibilidade de fazer algo novo, melhor. Usou a necessidade de construir como desculpa. E nisso, melhoraram tudo: índices de violência caíram, melhoram transporte, novos bairros (que significa novos bares -charmosos-, restaurantes -bárbaros-, armazens bacanas, hotéis, isto é: dinheiro novo circulando, amigo. Crescimento do consumo direto e indireto, através do crescimento da renda geral da população).

Barcelona era uma e hoje é outra. Depois que engrenou, só continuou evoluindo. Estude a Austrália. Esses países souberam aproveitar, mesmo que tenham partido de um ponto mais avançado que o nosso, claro.

Não fique apenas com os maus exemplos, por favor. Não fiquei apenas resmungando. Muita coisa não vai funcionar mesmo. E daí? Sobre isso, não podemos fazer nada.

Muita gente ainda não entendeu que vamos viver uma época de ouro daqui pra frente. Que nenhuma outra geração do país nasceu com oportunidade tão boa de se dar bem. Se não formos capaz de aproveitar o vento soprando a nosso favor, vai ser complicado fazer isso depois.

Conheço uma galera talentosa em todas as áreas. Mas conheço também pessoas que são devagar, que reclamam de tudo. Vivem miando.

É preciso fazer bem feito, de fato. Estudar, pesquisar. Buscar referências, investimentos. Montar um plano de negócios. Quebrar a cabeça pra fazer acontecer. Não é simples e ninguém vai vir dizer o que fazer: não tem manual.

Só que a oportunidade está em todas as áreas. Todas as profissões. Tenho conhecido designers de móveis incríveis, que nunca imaginei que existisse por aqui, centros de desenvolvimento de tecnologia geniais, encubadoras, parcerias público-privadas de gente como nós que foi lá e fez. E vão se dar bem por isso.

Não basta apenas novas ideias, insights. O papel aceita tudo. É preciso uma mudança de atitude. É preciso ir até o fim. Nós somos a nação. O falado fracasso do Brasil na Copa é também o fracasso meu, seu, de todos nós.

E aí, se isso realmente acontecer, vamos ver o bonde passar, o dinheiro ser gasto, e ter que concordar que não estavamos prontos para essa oportunidade.

Neste caso, nem o tão sonhado hexa aqui no Brasil vai me fazer mais feliz.

Márcio Callage.

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Gente, finalmente a Perestroika chegou em SP. E, na nossa opinião, chegou muito bem acompanhada. Colmeia, Cubocc e Livead são nossos parceiros nesse projeto que é realmente fantástico.

O site é amissa.com.br, e agora está disponível para todo mundo. Quem tem senha pode acessar com o código e terá, além de uma condição especial, a vantagem de não ter que preencher o campo “Nos convença”.

O Twitter do projeto é @sermaodamissa. Siga e acompanhe por lá as novidades.

Enfim: com um pouco mais de tempo eu explico melhor o projeto. Mas por enquanto, é isso. Divirtam-se.

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Eu não vejo mais TV.

16 de agosto de 2010

Pois é. Me dei conta esses dias que não vejo mais televisão. E quando digo “televisão”, não estou falando apensas de TV aberta. Estou falando de TV fechada também. E até quando consumo filmes/seriados, faço direto no computador. Minha televisão virou um item decorativo.

Tá, tá, não vou mentir. Tem dois momentos da semana que eu sento no sofá e vejo televisão. Um, quando tem jogo do meu time. Nesse quesito, as transmissões web ainda não chegaram lá. Dois, aos domingos à noite, que é um dos poucos momentos em que eu fico em casa. Ligo a TV simultaneamente ao computador, e fico espiando o Charles Henrique convencendo as celebridades a dançar Ah, Muleque.

Só. E não sinto falta nenhuma.

Todas as demais informações audiovisuais eu consumo diretamente pelo computador. Seja pelo Youtube (minha grande fonte), seja por sites de notícias, sejam porcarias que eu baixo por conta própria.

Talvez existe gente ainda mais conectada que eu, que não liga a televisão nunca. Mas o legal é perceber o padrão. Há pouco tempo, menos de um ano, eu chegava em casa e sempre zapeava, para ver se encontrava alguma coisa legal. Sempre fui um grande consumidor da mídia de massa.

Hoje, o raciocínio é inverso: eu só ligo a TV (e isso é quase nunca) quando não encontro nada para consumir na internet.

O mesmo vale para o jornal. Nunca leio o jornal. Quando abro um exemplar, acho tudo velho, chato. Esse final de semana, estava na casa dos meus pais e resolvi dar uma chance. A única notícia que realmente me interessava eu tinha lido poucas horas antes, na internet. E não dava nem para dizer que era uma versão diferente: era exatamente a mesma reportagem. Até as imagens eram idênticas.

Claro, sempre haverá alguém para lembrar que nós somos uma parcela menor da sociedade, e que num país onde a Rede Globo atinge 99% do território nacional, a transição para a internet será lenta e gradual. Fato.

Mas que a onda começou a se formar, e já dá para ver onde ela vai quebrar, isso já dá.

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Saco mágico by Pulga

12 de agosto de 2010

Pois está aí outro negócio que a Perestroika não pode deixar de falar: o Saco Mágico.

Saco Mágico from Saco Mágico on Vimeo.

Eu, particularmente, tenho cinco motivos para estar emocionalmente envolvido com esse projeto. O primeiro é bem óbvio: os quatro sócios foram nossos ex-alunos, se conheceram aqui e, pelo visto, viram que tinham afinidades para abrir uma parada. Daí nasceu a Pulga, uma Whatever Hotshop, que cria projetos das mais diferentes naturezas. O Saco Mágico é um deles.

Não tem muito o que ver no site dos caras, mas vale pela URL: www.dragaoamarelo.com.

O segundo é a pilha empreendedora. Há poucos dias, escrevemos um outro post falando justamente disso. A Perestroika adora ver que empresas criativas nasçam a partir de um empurrãozinho nosso.

O terceiro está diretamente ligado ao segundo. Tanto acreditamos no projeto que resolvemos patrociná-lo. Estamos lá, no site do projeto, ao lado de outras marcas que temos um ótimo relacionamento, como Red Bull e Camiseteria. O que, de certa forma, até legitima a nossa escolha.

O quarto é puramente meritocrático. Estou pagando muito pau para a forma como os guris pensaram a estrutura do negócio, a estratégia de captação de patrocínio e a dinâmica de remuneração. Mas também estou bem impressionado com os resultados de divulgação, o número de followers alcançado em tão pouco tempo e a repercussão positiva nas mídias sociais. Sem falar na coragem de lançar um projeto que é meio absurdo, meio bizarro, meio piada interna, e que morreria em 9 entre 10 Planos de Negócio.

Agora, mesmo que não houvesse nada disso, ainda assim eu teria um grande motivo para estar orgulhoso do Saco Mágico. Gosto muito dos quatro sócios, mas um deles é sangue do meu sangue. E aí, não há como oferecer nada menos do que o meu apoio nessa nova empreitada.

Romeu, Nery, Fernando e Pinkão: parabéns. Bem-vindos ao outro lado do balcão.

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Arquitetura Efêmera- 2ª turma

10 de agosto de 2010


Estamos lançando a 2ª edição do curso Arquitetura Efêmera.
A primeira edição foi em setembro do ano passado e desde então a caixa de email do curso não parou de bombar.
Para aqueles que estavam ansiosos para esse lançamento, a hora chegou!
Clique aqui para ver o programa completo e aqui para se inscrever.
Agora se você não tem nem ideia do que seja Arquitetura Efêmera, não vamos te deixar na mão.
A Arquitetura Efêmera é uma área da arquitetura que está diretamente ligada a cenografia, instalações e estandes.

Contando com a experiência e expertise da Divisão de Efêmeros, aliada a tecnologia de educação da Perestroika o curso tem os seguintes objetivos:

- Proporcionar aos alunos uma visão mais ampla da arquitetura e sua relação com outras áreas, como espetáculos, exposições e eventos.
- Criar um repertório arquitetônico e artístico.
- Ampliar conhecimentos e referências sobre novos aspectos e temas da arquitetura.
- Proporcionar contato com conceituados profissionais ligados a área.

Além disso, vai rolar uma mostra de Post-it Art. Mas o que é isso?
Para colocar em prática o que foi visto em aula, os alunos vão receber um job real, com prazo, cronograma e verba a ser administrada.
O desafio vai ser conceber, planejar, desenvolver e montar uma Mostra de Arte em Post-its.

E ainda, o aluno que se destacar durante o curso, vai ser encaminhado para uma temporada de 1 mês de experiência trabalhando na Divisão de Efêmeros.
A vaga já está garantida, com direito a bolsa-auxílio e tempo de experiência com possibilidade de renovação.
Só depende do desempenho do aluno vencedor.

Para mais informações e para conferir o programa completo, clique aqui.

Dúvidas, é só entrar em contato através do email efemera@perestroika.com.br, ou dar uma ligada pra cá e falar com a Mari no 3061-5564 ou 3072-4568.

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Malas na MTV.

10 de agosto de 2010

O post Os Malas da Noite virou reportagem da MTV.

Notícias MTV RS - Malas Da Noite from Jornalismo on Vimeo.

Valeu Pepe, galera da Vit e da MTV. E destaque especial a todos nossos ex-alunos que representaram muito bem os seus papeis. :)

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Desde que lançamos O AMOR NÃO É CLICHÊ, o curso do Carpinejar aqui na Perestroika, um monte de gente procurou a gente para entender melhor o que é o curso. Talvez o vídeo abaixo não tenha sido suficientemente esclarecedor : )

Sério agora: foram muitas dúvidas mesmo, de várias pessoas de backgrounds megadiferentes. E como a dúvida de um pode ser a de muitos, decidimos publicar aqui um guia que pretende esclarecer as principais questões que surgiram para nós, todas respondidas pelo próprio Fabrício. Talvez isso ajude muita gente.

O AMOR NÃO É CLICHÊ

1. Esse curso é uma oficina?
É uma oficina literária, vamos trabalhar escrita criativa a partir de experiência pessoais sobre o amor. A grande novidade é que uma oficina temática, para manter o foco, o interesse é converter a catarse e a confissão em experiência estética.

2. É de algum gênero literário específico?
Existe essa vantagem: serão trabalhados todos os gêneros. É uma oficina que não reduz o aluno a trabalhar um único modelo. Tentarei descobrir nele sua aptidão. Em vez dele se adaptar a um padrão pré-estabelecido, verei qual gênero ele se expressa melhor - se é o conto se é o poema se é a narrativa longa se é o ensaio.

3. Eu tenho que escrever no curso?
Totalmente. Mostrar seus escritos e debater com a turma é uma forma de perder a arrogância e acelerar o amadurecimento do estilo.

4. Eu nunca escrevi na vida. Isso faz diferença?
De maneira nenhuma, cada um tem seu ritmo. E muitas vezes quem não escreve possui ainda mais facilidade: não está viciado em um formato e se defenderá menos na hora da crítica e aproveitará mais rápido as sugestões.

5. Tem algum pré-requisito?
Sinceridade até para mentir.

6. Eu já fiz outros cursos com o Carpinejar. É parecido com eles?
Não, é a primeira vez que dou esse curso. É o curso que sempre desejei conduzir: soma de todo o meu trabalho. Reúne consultório poético, arte da sedução, terapia literária (para desmanchar bloqueios e dificuldades), tudo aplicado para desenvolver a escrita. Eu até diria que são quatro oficinas numa só.

Somente quando exercitamos plenamente nossa personalidade é que podemos mudar o ponto de vista e assumir perspectivas novas e diferentes dentro de casa.

7. Tem trabalho para fazer em casa?
Haverá tarefas em casa por um motivo: quero que a literatura também se espalhe na solidão do aluno. Que ele não fique adiando o texto pelo momento ideal, que não fique aguardando o final de semana ou a hora vaga para escrever, que todo instante seja necessário, é transformar a brecha em janela e a janela em porta. O vento e a água crescem nas infiltrações.

8. Por que o nome das aulas são os 10 mandamentos?
Para deixar o moralismo somente no título das aulas.

9. O que são os “exercícios inusitados e desafios para despertar a criatividade”?

Trabalhos em grupo ou individual onde os alunos serão desafiados a escrever a partir de pedidos totalmente inesperados. O objetivo é ensaiar improvisos.

10. Eu não gosto de Carpinejar, devo fazer o curso?

Tampouco gosto de mim. É no ódio que exercito a observação. O arrebatamento aceita qualquer coisa, a desconfiança trabalha a dúvida, essencial para a imaginação chegar mais longe.

O curso começa dia 23 de agosto. E são apenas 35 vagas.
Baixe o PDF com o programa do curso: aqui.
Acesse a página com as informações do curso: aqui.

Recomendo tb que vocês acessem a página de vídeos do Carpinejar. Muitas entrevistas excelentes. E lá vocês vão encontrar a continuação dessa entrevista. Garanto que vale muito a pena. É engraçadíssima. E o Jô e o Carpinejar ficam se alfinetando o tempo todo.

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As palestra do TED são foda. São verdadeiros intensivos: em 15 minutos, você ouve uma teoria imperdível. De revolução molecular a novas formas de comunicação. Da falência da educaçãoàs benécies do mapeamento do genoma humano. De como criar os filhos a por que devemos mudar os indicadores econômicos dos países ricos.

Os TED Talks conseguem ser profundos e leves ao mesmo tempo. Conseguem inspirar e instruir. Conseguem ser originais sem babaquice. É uma Superinteressante elevada a potência mil e escrita pelos maiores pensadores da humanidade.

Mas isso não é muita novidade. O TED está cada vez mais mainstream. E que bom que está cada vez mais mainstream: se o lema deles é Ideas Worth Spreding (ou: Ideas que vale a pena espalhar), nada mais lógico.

Os vídeos do TED já ultrapassaram a fronteira dos hipsters. E estão cada vez mais blogados, reblogados, embedados. A filosofia barata que vinha por email, aquela com powerpoints horrendos e frases de auto-ajuda, talvez ainda tenha espaço. Mas a democratização do conhecimento de alto nível está cada mais maior.

Inclusive, eu fui dos que me beneficiei diretamente dessa popularização. Descobri o TED bem mais tarde que vários dos meus contemporâneos.

Tudo isso você, provavelmente, já sabe. Mas precisava ser dito, pois a discussão que eu quero trazer aqui é outra.

A impressão que eu tenho é que boa parte do público vê os vídeos do TED, paga pau, passa adiante. Mas não aplica. Leva o lema Ideas Worth Spreading muito ao pé da letra. Espalha, mas não institui na própria empresa, no próprio trabalho, na própria vida. Fica uma discussão mais no plano das ideias e menos no plano das ações.

Claro, isso é ótimo. Evidente que abrir discussões já é um grande avanço. Por favor: não quero parecer um crítico chato.

Só acho que está na hora de nos policiarmos para darmos o próximo passo. Levar isso adiante. Como diz o profeta Fernando Vanucci: é hora de mudar, mudar ou…mudar de vez!

Nesse sentido, existe uma iniciativa semelhante ao TED, que também já virou mainstream, mas numa escala um pouco menor, chamada 99%. Na prática não muda muita coisa. Você vai entrar lá, vê os vídeos - que também são do caralho - e consome conteúdo de altíssimo nível.

Mas o lema dos caras já tem outro enfoque. It’s not about ideas. It’s about making ideas happen(Isso não é sobre ideias. É sobre ideias colocadas em prática.).

E esse é o ponto deste post: a fusão desses dois mundos.

Há poucos dias, o Gustavo Mini Bittencourt publicou um texto muito bacana que reblogamos. Quer se dar bem em publicidade? Então não tenha ideias. (Se você ainda não leu, reserve cinco minutinhos e espie.)

Há muito tempo, a Perestroika vem repetindo insistentemente o seu mantra Vai lá e faz, originado do post Foi lá e fez. (Se você ainda não leu, reserve dez minutinhos e espie os dois.)

Me parece que aí tem uma coisa interessante.

Acho que, a partir de agora, quem só tem o academicismo, o conhecimento, só a teoria, e não sabe colocá-la em prática, está mais propenso a ficar obsoleto rapidinho. Com tanto conhecimento free na internet, com tanta coisa bacana por aí, ou você tem algo realmente original para dizer, ou talvez fique para trás.

Porém, o outro lado da moeda também é verdadeiro. Ser um do-it-yourself é só metade do profissional de excelência. Com tantos TEDs à disposição, talvez a gente comece a ser exigido a saber mais do que simplesmente fazer.

Eu fui educado pela publicidade. Trabalhei anos em agências de propaganda. Nesses ambientes, o conhecimento muitas vezes é desdenhado em prol da capacidade de execução. Você não precisa saber muito o porquê: você só tem que saber chegar na solução.

Durante mais de uma década, fui muito mais instigado a absorver referências (da propaganda e de fora da propaganda) do que estudar teorias sobre comunicação. Inclusive, a palavra teoria, em algumas rodas de criativos, é quase uma ofensa.

Mas será que são excludentes? Será que a gente tem que ser um ou outro? Será que a nossa escolha profissional tem que ser tão Salomônica?

Acho que não. Acho que esse é um pensamento velho e surrado. A revolução digital permite que você crie um blog em 5 minutos. E também permite que você entre na Wikipedia e vire um mini-especialista em qualquer coisa nesses mesmos 5 minutos.

Num espaço curto de tempo, você pode fazer e saber. Não precisa mais optar por um ou outro.

Acho que a tendência é caminharmos para um meio termo, onde você tem que ser capaz de manjar das duas coisas. Acho que os teóricos-puros perderão espaço, assim como os fazedores-puros também perderão espaço. O criativo do futuro é um híbrido.

Agora, me permitam interromper o raciocínio por aqui. Preciso sair para fazer umas coisinhas.

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