Já faz tempo que eu e o Felipe recebemos feedbacks sobre a Perestroika. Um dos mais recorrentes é de que temos uma política de auto-elogio. Ou, para falar em português bem claro: que a Perestroika se acha.

Fico feliz que as pessoas se sintam à vontade para dividir essa percepção com a gente. Muito pior é a Perestroika estar passando essa impressão e nem se dar conta.

Inclusive, quem me conhece sabe que eu adoro crítica. O elogio costuma massagear o ego, mas não provoca mudança. A crítica é que é o combustível pra gente ficar melhor, e melhor, e melhor.

Para falar a verdade, durante um certo período, a gente talvez tenha tido uma resistência ao que diziam. Mas essa fase já passou e hoje esse é um tópico bem importante da nossa pauta. Estamos estudando formas de minimizar esse nosso jeito. Não só como “estratégia de comunicação”, mas passando por valores mais fundamentais da nossa essência.

E aí, uma primeira demonstração de que estamos levando isso muito a sério é explicar, a partir do nosso ponto de vista, por que isso acontece. Como falei antes: tudo está sendo repensado e rediscutido. Mas até agora, acreditávamos de verdade nos pontos abaixo.

1) Vícios de publicitário
Quem escreve no blog sou eu e o Felipe. Fomos redatores publicitários durante muitos anos. E, como muitos de vocês sabem, a função de um redator nada mais é do que vender. Destacar os pontos positivos e mascarar os negativos. A gente se policia, mas não adianta: depois de tantos anos, é complicado reaprender a escrever. Elogio embutido, adjetivo em excesso e uma exageradinha de vez em quando sai ao natural. Não é programado.

2) Paternidade
Quem já viu uma mãe falando do filho, entende. Ele é o mais inteligente, o mais bonito, o mais esperto, o melhor no futebol, o que aprendeu a ler mais rápido na turma, o mais engraçado, carismático e divertido. Os outros eu não sei: mas o meu filho é o máximo. E não é por que é meu filho, viu?

Quando você monta uma empresa, você dá a luz a um negócio que é a sua imagem. São os valores que você acredita, do jeito que você curte, com a personalidade que você acha que é a mais legal. Não por acaso existe a máxima de que a empresa tem a cara do dono.

Se você conversar com um empresário, vai ver que ele acredita que a sua empresa é melhor que as outras por vários motivos. Ou os concorrentes ganham pouco, ou tratam mal os funcionários, ou fazem um trabalho ruim, ou são desonestos, ou são caretas. Tão natural quando uma mãe que superdimensiona os elogios do filho e nunca repara muito nos defeitos.

3) Dificuldade de entender o que fazemos
Talvez, para você, que visite o nosso blog todos os dias, seja fácil entender o que fazemos. Mas normalmente, não é. Normalmente, demoramos cerca de 30 minutos para explicar o que fazemos, como fazemos e por que acreditamos que somos diferentes de outras escolas.

Se você imaginar que o público do blog e do twitter se renovam, e que esse público é sim um potencial comprador dos nossos serviços - somos uma empresa, né? -, é nossa obrigação comunicar o que somos. Isso passa, muitas vezes, por relatar conquistas que já tivemos.

4) Posicionamento
É muito mais fácil dizer “sou eclético, ouço tudo” do que dizer “gosto de pagode”. É muito mais fácil ser uma pessoa que “não gosta de política” do que se filiar a um partido, seja para lá ou para cá. É muito fácil ser uma pessoa que não se posiciona. Assim como é muito mais fácil ser uma marca neutra, cumpridora, que não ofende ninguém, mas que não cria vínculo com ninguém.

Nem todo mundo concorda com o nosso ponto de vista, mas a Perestroika acredita que para ser amado é preciso se posicionar. E o preço de se posicionar é ser odiado por outras pessoas.

A gente prefere ser uma empresa com alma, com personalidade.

Obviamente que nem tudo sai como planejado. Quando vemos que pesamos demais a mão, pedimos desculpas, numa boa. Sem falso remorso.

Mas também temos acertado em muitos momentos. E quando isso acontece, as pessoas que se identificam com o nosso jeito de pensar se conectam com a gente de uma maneira muito mais profunda e verdadeira.

5) Feedback positivo
É bem significativa a parcela de pessoas que nos dá um feedback positivo. Algumas vezes, é só um muito obrigado. Mas algumas vezes, são depoimentos que arrepiam. Não dá para simplesmente ignorar isso. Desdenhar o que as pessoas nos confidenciam seria de uma frieza e de uma insensibilidade atroz.

Esses feedbacks alimentam um sentimento de que estamos acertando mais do que errando. E aí, não é se achar, ou se deslumbrar. É muito mais auto-confiança do que presunção. É aceitar o elogio numa boa.

Até porque, excesso de modéstia é a pior arrogância que existe.

6) Linguagem editorial espontânea
Não é normal uma empresa se comunicar como a gente se comunica. A gente simplesmente ignorou vários polices que são comuns no ambiente empresarial (como falar palavrão e/ou fazer piadas com temas polêmicos).

Isso dá margem para que alguém se ofenda com o que a gente diz? Se dá. Mas não é a intenção.

Justamente por assumirmos esse jeito mais “humano”, nos sentimos mais à vontade para falar o que realmente pensamos. Eu acredito, e acredito mesmo, que somos bem mais transparentes que a maioria das empresas. Talvez, isso nem sempre bem entendido.

7) Resposta automática
Nunca deletamos comentários no blog que nos ofendam. Nunca tiramos do ar qualquer tipo de conteúdo que fosse gerado espontaneamente pelo consumidor e que nos detonasse. Até os comentários anônimos a gente deixa. Melhor: até as piadas internas a gente deixa (tem uns caras que fazem sempre a mesma crítica, encarnando personagens de forma muito explícita). Não acreditamos nisso. Inclusive, se você discordar desse post, tem todo o direito de deixar a sua opinião mais sincera.

Podemos até discordar, mas nunca censuramos ninguém. Acreditamos que o consumidor tem o direito de dizer o que bem entende. Acreditamos que a empresa e o cliente devem discutir numa realção um para um. Essa é uma postura que nem todas marcas acreditam, mas a gente faz questão de manter.

Agora, assim como deixamos qualquer um falar, nos sentimos à vontade para responder às críticas. A relação um para um vale para os dois lados. E num mundo onde o “cliente tem sempre a razão”, que diz o que bem quer e é tratado de forma paternalista, talvez esse seja um choque.

8 ) Nos achamos mesmo
Existem características que fazem parte da nossa personalidade e que vão, invariavelmente, aparecer nas entrelinhas do que escrevemos. Admitimos isso sem problemas. Se é o caso, é o caso: temos que tentar melhorar, mas não podemos achar que isso desqualifica todas as coisas boas que fazemos.

9) Exigência descabida
Tenho amigos que validam suas teses pela exceção, não pela regra. Por exemplo: o cara acha que o Robinho é ruim. Daí ele está acabando com o jogo, já fez dois gols, deu passe para outros dois. No primeiro drible errado, meu amigo larga.

Tô falando, esse Robinho é um balaqueiro.

Percebo que algumas pessoas criam uma expectativa fora do normal com relação à Perestroika. Cobram da gente um desempenho muito acima do que exigem (só para dar um exemplo) de todas as instutuições de ensino que estudaram ao longo da vida. Mesmo que, muitas delas, tenham valores semelhantes (ou maiores) que os nossos.

Infelizmente, tem gente que, em vez de ficar se apegando às coisas boas que as empresas oferecem (seja a Perestroika, seja quem for), prefere ficar pentelhando no detalhe que deu errado. Mas daí não tem muito o que fazer. Inclusive, acho que isso tem muito a ver com o próximo item.

10) O preço de crescer
Quando você é uma empresa pequena, ninguém dá bola. Quando você começa a aparecer, você percebe que o tratamento das pessoas ao seu redor muda. Hoje, eu sou um cara muito mais ocupado do que era no meu tempo de funcionário. E não porque eu quero, mas porque preciso. Ou você acha que eu não queria ter mais tempo para me divertir?

Daí, é muito fácil um cara mal intencionado dizer que você mascarou, ou que não vê mais os amigos porque acha que é celebridade, ou que virou um porco capitalista e só quer ganhar dinheiro. Não tem nada a ver. É justamente o contrário: a vontade de ver os amigos só aumenta. Difícil é fazer isso cheio de funcionários para pagar no final do mês.

11) Acreditamos no que fazemos
Nos preocupamos de verdade em oferecer produtos bons, que instrumentalizem os alunos e que contribuam para que eles saiam melhores do que entraram. Fazemos isso com dedicação e com paixão. E aí, não tem jeito: quando você acredita numa coisa, e quando está emocionalmente envolvido com essa causa, você defende ela até o fim.

12) Algumas coisas são impossíveis
Esses dias, um conhecido meu, que é Sul-africano, disse que o Nelson Mandela não era tão bonzinho assim. “A história chegou distorcida para o mundo. Esse cara é um sacana, um mau caráter.”

Pois se o Mandela, que é uma pessoa acima de qualquer discussão, uma unanimidade mundial, sofre resistência em alguns grupos, como que uma empresa não vai sofrer? Pense comigo: se a Apple, que é quase uma religião, tem um monte de gente pra criticar, imagine o resto.

Certamente, para muitas pessoas, a Perestroika é uma empresa comum, indiferente, insossa. Para outros, ela é uma escola palha. Isso é normal: não existe negócio/líder/marca/organização/entidade no mundo que tenha 100% de aprovação.

13) Talvez tudo isso que nós falamos aí em cima seja só bullshit, e nós sejamos apenas péssimos empresários e comunicadores
Existe uma hipótese de que nenhum dos outros 12 pontos tenha o menor sentido. De que a gente realmente se comunique muito mal. De que o nosso negócio seja uma merda, e que a gente ache que é legal porque somos uns sem-noção.

Torço para que não seja isso. Mas se é isso, mais cedo ou mais tarde os indicativos negativos vão aparecer. E aí, ou a gente muda, ou a gente quebra.

Mais uma vez: obrigado pelos feedbacks. E continuem fiscalizando. Se não mudarmos, podem nos alertar novamente.

17 Comentários | Categoria: Perestroika

Rock n’ Roll é isso aí

22 de julho de 2010

Atitude, diversão e se importar pouco com os erros.

4 Comentários | Categoria: Perestroika

Inscrições abertas.
O curso começa dia 23 de agosto e acontece às segundas-feiras.
São apenas 35 vagas.

Baixe o PDF com o programa do curso: aqui.
Acesse a página com as informações do curso: aqui.
Inscreva-se de uma vez no curso: aqui.
Veja o blog do Carpinejar: aqui.
Acesse o twitter do Carpinejar: aqui.

Se estiver com pressa mesmo, ligue pro 3061.5564 e fale com a Mari.

16 Comentários | Categoria: Perestroika

Ao longo da última Copa, ficaram falando de mudanças nas regras do jogo. Chip na bola, sensores nas traves, replay para os árbitros. Acho tudo isso ótimo. Na verdade, acho quase inconcebível que o esporte mais popular do mundo esteja demorando tanto para implementar tecnologia dentro das quatro linhas.

Só que eu sei que essa história é muito complicada. Sempre vai existir a desculpa que “na terceira divisão, não tem como ter replay para o bandeirinha” ou que “se o bandeirinha der o impedimento, e depois virem que o jogador não estava, como vão repetir a jogada?”. Tudo isso é fácil de corrigir, basta vontade da FIFA.

Agora, existe uma mudança muito, mas muito, mais muito mais simples que alteraria o jogo drasticamente. E, na minha opinião, para muito melhor.

Vencedor = 3 pts, Perdedor = 0 pt, Empate = 0 pt.

Já pensou? Não existiriam mais retrancas no primeiro tempo, nem times fazendo cera desde o primeiro minuto de jogo. E se o jogo estivesse empatado ali, pelo 20 do segundo tempo, viraria uma partida aberta, cheia de ataques e contra-ataques.

Mesmo que uma das equipes estivesse ganhando por um magro 1×0, não haveria chance para um jogo morno. O derrotado iria com tudo para cima e seria um Deus-nos-acuda até o apito final.

Não é simples? Simplérrimo. E não precisa de chip em bola, nem de replay. Dá para colocar em prática na Terceira Divisão e na Champions League. Democraticamente, como gostam os velhinhos da FIFA.

Então, por que não?

OBS: Não vale analisar essa mudança com a cabeça de hoje. Imagine essa mudança a partir do novo contexto criado. Ou seja: teríamos vários exemplos de viradas históricas quase que semanalmente.

13 Comentários | Categoria: Perestroika

Blá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá. Blá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá.

Blá blá bláblá. Blá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá. Bláblá bláblá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá.

Blá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá blá bláblá blábláblá. Blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá blá blá bláblábláblábláblá. Blá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá blá bláblá. Blá blá blá. Blá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá.

Blá blá. Bláblá blábláblá blá blábláblá blá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá. Blá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá. Blá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá. Blá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá. Blá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá.

Blábláblá blá: http://www.perestroika.com.br/cursos/molotov/

7 Comentários | Categoria: Perestroika

Foi absurdamente, unbelievablemente, incrivelmente, intraduzivelmente e fodalhasticamente muito foda pra caralho demais a festa de encerramento da primeira edição do Food Experience.

A função toda aconteceu segunda-feira de noite, inaugurando o espaço de eventos do Le Bistrot Gourmet. As imagens falam mais do que eu posso dizer aqui. Mas se você quer palavras, fica com que o Diogo descreveu no Destemperados.

Um beijo pra ti Diogo, foi du caralho.
Beijos a todos, Felipe.

3 Comentários | Categoria: Perestroika

Sábado agora teve festa de encerramento de mais um Molotov. Apesar de várias baixas, já que tínhamos bastante alunos de Bento Gonçalves, Lajeado e outras cidades mais afastadas de Porto Alegre, a festa foi muito massa. E terminou com pequenas hordas de novos molotovers invadindo várias noites de Porto Alegre. Bem, pelo menos foi o que me disseram.

***
SÁBADO DE MANHÃ
Tudo começou com uma aula simplesmente du caralho que tivemos com o Graham Painter, publicitário americano que hoje trabalha como diretor de criação na Tailândia e está abrindo uma escola de portfolio em San Francisco e em Bangkok. O careca com um crivo na boca na foto abaixo.

A aula foi simplesmente sensacional. O Graham apresentou alguns formatos interessantes e originais de brainstorming e de processos criativos: o “6 thinking hats” e o modelo “Yes and”. Muito, muito du caralho. Mas isso vai ficar para outro post.

***
SÁBADO 21:30
Próxima parada: Verde Club. Aliás, um grande obrigado ao pessoal do Verde, que nos recebeu muito bem e fez todas as nossas vontades por lá. Com direito a muita ceva, espaço reservado e KILL ME, tocando várias vezes. Teve quem bebeu pouco, quem bebeu médio e quem bebeu profissionalmente.

Vira-vira de todas as formas. Inclusive vira-vira dentro de uma vuvuzela original, trazida da África do Sul pelo Márcio e sorteada entre os alunos. É óbvio que eu não fiquei virando cerveja. Nunca foi um esporte que pratiquei bem. Mas foi interessante ver a performance de algumas pessoas. Grande performance eu diria. Teve até gente vendo mulher vesga nas pinturas.

Aí, não teve erro. Clima perfeito, gente rindo, pessoas se abraçando. Belo momento. Não tinha nada demais. Não tinha muita gente. Só as pessoas certas com a pilha certa.


***
SÁBADO 23:30
Tudo muito bom, todo mundo feliz. Mas antes de começar a festa mesmo, teve as indicações.
Carlos Harres, Fernanda Santana e Diogo Batalha receberam os destaques. Muito merecido por sinal. Parabéns aos 3. Agora, estamos escrevendo aquela cartinha de recomendação, para enviar aos diretores de criação das principais agências do RS.

***
3 MESES NA DM9

Certamente, ninguém estava mais feliz que o Diogo. Além da indicação, o Diogo recebeu a distinção mais importante da noite: 3 meses de trampo na DM9DDB em São Paulo. Um acordo firmado entre a agência e a Perestroika, por iniciativa do Márcio Fritzen e do Guga Diehl, ambos redatores da DM9 e professores do Molotov.

Valeu mesmo por cavarem esse falta aí dentro Guga e Fritzen. Foi ducaralho essa iniciativa de vocês.
E muitos parabéns pro Diogo, que teve muito sangue no olho, se destacou em quase todas as tarefas que entregou - e, olha, ele entregou quase todas - e teve muita atitude “Vai lá e faz” durante as nossas 16 semanas de aula.

Meu, parabéns mesmo. Merecido pra caralho.
A gente tem certeza que tu vai aproveitar muito a tua temporada lá.
E apostamos que a DM9 também vai te aproveitar muito bem.

***
SÁBADO 00:30

Aí, não tem relato.
Quem foi, foi.
Quem viu, viu.
Quem testemunhou, testemunhou

***
DESPEDIDA
Molotovers recém formados: foi um grande prazer e um privilégio para nós ter vocês na Perestroika. Foi tudo muito du caralho. Muito obrigado por todas as palavras, e-mails e manifestações de carinho que vocês tem dividido com a gente desde sábado. Vamos sentir saudades. De verdade. Vocês sabem melhor que ninguém que aqui não tem espaço para demagogia. Mantenham contato.

Olha a galera que trabalha aqui na Peres aí embaixo:

***
RECADO
Interessados no Molotov, se inscrevam o quanto antes, porque ainda esta semana estaremos lançando a turma do segundo semestre para uma lista preferencial.

Beijos a todos,
Felipe

9 Comentários | Categoria: Perestroika

O JUIZ É UM BUG

27 de junho de 2010

*Por Israel Mendes, Sócio da Aquiris Game Experience, professor do MTHFCKR e do curso que a Perestroika está abrindo em SP em breve.

***

Como Game Designer, tenho o hábito de olhar o mundo do ponto de vista de um desenvolvedor de jogos. Faço isso num bar, no trânsito, numa fila, em casa. Tenho inclusive uma aula que dou no curso MTHFCKR aqui da @perestroika em que, entre outras questões discutidas, em um determinado momento analiso curiosidades de alguns jogos. Tratam-se de dinâmicas, nuances de regras, balanceamentos, mecânicas de gameplay, etc. E uma dessas análises é justamente o assunto que está sendo matéria em todos os jornais de hoje, após os erros das arbitragens de Alemanha x Inglaterra e Argentina x México revelados pela dedo-dura Super Câmera Lenta.

Estou falando da polêmica: Juiz de Futebol x Tecnologia.

Convido a todos para uma breve reflexão mais estrutural desse caso do ponto de vista de Game Design.

Se buscarmos as definições para o que é JOGO, um momento comum de todas é que jogo é um sistema dinâmico. Ou seja, um sistema em constante alteração das variáveis que influenciam a sua mecânica-mestre. É algo não-linear, mas com um grau controlado de imprevisibilidade.

Essas variáveis podem ser: cavalos, bispos, dados, roletas, cartas, tabuleiros ou, no caso do futebol, jogadores, campo, bola, tempo, etc. Existem ainda alguns controladores do balanceamento que garantem a aplicação das regras e que determinam a cadência do jogo. Exemplos no futebol: o juiz, os cartões, as linhas laterais, o apito, a linha de escanteio, primeiro e segundo tempos, pênaltis, etc.

A saber: o Jogo Futebol é como o Par-ou-Ímpar ou qualquer outro. Obviamente muito mais complexo, como muito mais regras e limites envolvidos. Mas enquanto sistema dinâmico, obedece às mesmas lógicas. E segundo seu balanceamento, ao juiz cabe o papel de autoridade isenta e aplicadora daquilo que é certo ou errado dentro de campo.

Se o juiz pode errar, então já existe aí um contrassenso. Arnaldo César Coelho, por exemplo, disse que o erro grave tem que ser corrigido, não pode acontecer. Já o erro leve é convivível. Entendo a análise dele: o futebol é um esporte quase intocável, tem uma mística enorme ao seu redor, fora todas as importâncias comerciais. Acho que é assim que a maioria tem exergado até então. Mas estruturalmente, entendendo o futebol como um jogo igual a qualquer outro.

Regras são regras. E segundo elas: erros são erros.

Existe ainda a corrente que diz que os jogadores podem errar. Portanto o juiz também pode. Mas na teoria somente os jogadores podem errar. Pois seus erros já possuem na própria dinâmica e balanceamento do jogo seus respectivos ônus: a vantagem direta ou indireta para o adversário. Ou seja, a punição e o ônus dos erros de um time afetam a dinâmica provendo bônus ao outro time. Isso é mais que previsto, é planejado, é proposital para enriquecer o gameplay.

Mas e o juiz? Pode errar? Não.

Afora seu papel que não prevê, segundo as regras, o erro, existe ainda o agravante de que ele não possui ônus. Apesar de muitas vezes ser punido e ficar “na geladeira” por alguns jogos ou torneios, isso acontece depois da partida que foi influenciada pelo seu erro. Ou seja, a dinâmica dessa partida é permanentemente prejudicada.

Se errar é humano, de novo: então, estruturalmente, não pode um juiz (um humano) ocupar a posição de decidir o que é certo ou errado. Ou é preciso que se esmiuce quais erros são permitidos. Estabeleça-se a gordura e os limites. Em outras palavras, defina-se melhor: erro!

Soa estranho, soa utópico. Mas à cadência do jogo soa exato, seguro e, principalmente, justo.

Excluo aqui, obviamente, as análises interpretativas, pois essas sim estão previstas em regulamento e daí cabe ao juiz decidir, segundo seu julgamento, o veredicto. Mas o que se viu hoje foi um gol do Lampard pela Inglaterra uns 50cm legítimo, porém anulado. E também um gol do Tevez em impedimento pela Argentina, neste caso, erradamente validado.

Raciocínio exposto, encerro então dizendo que quando o juiz erra, ele se torna um BUG no sistema. No sistema dinâmico chamado Jogo de Futebol.

Um bug tal qual ao de um software que, apesar da previsão de funcionamento, oscila entre o correto e o incorreto de maneira randômica. Existem precedentes subjetivos agindo em questões exatas e não-interpretativas. E isso é nocivo para o gameplay do Futebol. Para qualquer gameplay, aliás.

14 Comentários | Categoria: Perestroika

Enigmas do universo.

27 de junho de 2010

Para ver a foto maior, clique aqui.

Esses dias twittei essa foto. Sei que ela é velha. Mas também sei que ela não perdeu a sua magia.

Há alguns anos, ela circula em listas de emails, fóruns e blogs como piada. Mas eu sempre busquei respostas com essa foto. Sim, porque convenhamos: há muita coisa bizarra e sem explicação.

Listei as perguntas que mais me intrigam. Vocês conseguem me ajudar? Vale tudo: resposta lógica, piadinha e até teoria da conspiração.

1) Como é que esse gordão conseguiu pular tão alto?
2) Por que ele está de camisa e gravata e o outro cara está de bermuda?
3) O que é aquela projeção na parede?
4) Por que tem papel higiênico em cima da mesa? Por que o rolo está pela metade? O que significa aquela bolinha de papel? Por que tem três copos em três tamanhos diferentes? E um guardanapo? E um prato azul com apenas um palito dentro?
5) Por que o cara de bermuda está completamente estático, aparentemente sem reação?
6) Por que o gordão está usando uma cueca verde?
7) Que lugar é esse? Uma casa? Uma empresa? Uma academia de kung fu?
8 ) O que é aquele mofo, lá no cantinho, perto da mochila? É uma planta? Um pé de maconha?
9) Perceba que, bem próximo à bunda do gordão, tem um objeto estranho. Ele está plugado na parede? Está na mão do outro cara? O que é?
10) O que são aqueles objetos reluzentes nas mochilas em cima das cadeiras?
11) O que é aquele lance em cima do armário, à direita?

Você tem respostas? Você tem mais perguntas?

14 Comentários | Categoria: Perestroika

O post abaixo é uma homenagem à dupla Letícia e Marcela, que recém lançaram o Current. Talvez muita gente não saiba, mas esse foi um projeto que nasceu dentro da Perestroika, a partir de um trabalho proposta no curso Superstylin’. Depois, ele foi finalista no concurdo Wi Orgs, e quase levou o grande prêmio.

Fico muito feliz em ver essa ideia de pé, saindo do papel e virando tecido. Todos vocês sabem que nós somos grandes entusiastas do Vai lá e faz e do Empreendedorismo criativo. É legal pra caralho saber que temos um pontinha nesse lançamento.

Quando a gente fala no primeiro dia de aula que pretendemos mudar a vida das pessoas, pode parecer meio babaca. Mas vendo essas coisas, não há dúvidas que a Perestroika tem sido um catalisador para muita gente.

A ideia é genial: um vestido que você assina. Sim, assina, como uma revista. A base preta é sempre a mesma. Você compra e recebe em casa complementos, que alteram completamente a proposta do vestido. Brilhante.

(Clique aqui e veja mais do trabalho das gurias.)

Bom, chega de papo.

Current - One dress, infinite possibilities
*Por Letícia Haag e Marcela Altmayer

Na primeira versão do Superstylin, em 2009, fomos desafiadas a projetar um novo negócio no mercado da moda. Desse desafio surgiram propostas de pequenas revoluções e produtos que atendiam a demandas que talvez nem existam ainda.

Ao longo do curso, das aulas, das reuniões, das sessões de fotos, os projetos começaram a aparecer e ganhar forma. Surgiram idéias de revolucionar o mercado do jeans, lingeries para nichos, roupas reversíveis e junto com tantos outros surgiu o projeto Current.

Sentindo a necessidade de utilizar uma única peça de roupa de várias maneiras e conseguir aproveitá-la muito mais, criamos o primeiro vestido, preto e feito com um tecido “experimental”, com quatro botões nas extremidades que encaixavam três opções de frentes que alteravam o estilo da peça.

Esse primeiro vestido sobreviveu apenas a algumas sessões de fotos, mas persistiu a idéia de construir uma plataforma onde as possibilidades de customização são maiores que a manutenção de um closet perfeito. O Current logo foi pensado como um modelo de negócios de colaboração onde a capacidade de criar junto aos consumidores é mais importante do que vender um produto fechado.

De posse desse conceito e de um vestido surrado, conseguimos vencer o Go Pro e embarcamos para o Rio de Janeiro onde passamos uma temporada no OESTUDIO. Tendo as melhores referências profissionais do mercado, amadureceram os conhecimentos em desenhos técnicos, modelagem, costura, finalização de peças, começamos a colocar em prática o projeto, não mais como um experimento e sim como um negócio.

Voltamos do Rio, falando chiado, e com a experiência de ter adaptado nosso projeto ao conceito do OESTUDIO, um vestido mais urbano e confortável, além de ter auxiliado na concepção da coleção de verão 2011. Com essa base, iniciamos de fato a produzir uma coleção valendo, com planilha de Excel controlando os gastos e tudo.

Estamos agora começando a ver o resultado desse trabalho, esperando atingir nossas metas iniciais através de uma simples página no Facebook para que o Current venha a se tornar a proposta que idealizamos: o controle sobre o desperdício causado pelo imediatismo da moda e a criação de uma comunidade onde a capacidade de inventar fica acima da capacidade de comercializar produtos.

Ainda estamos nos primeiros passos, então se você gostou da nossa proposta é o momento de ajudar a criar o Current que você gostaria de vestir :D

*Letícia Haag e Marcela Altmayer foram alunas da primeira turma de Superstylin’ e agora são sócias do Current.

10 Comentários | Categoria: Perestroika