As caras mudaram. Os caras mudaram.
21 de junho de 2010O case “Eu já Sabia”, co-criação da DCS e da BOCA, acaba de ganhar Leão de Prata em Cannes. Eu, que trabalhei anos com Olympikus, que trabalhei anos na DCS, e que estou intimamente ligado com a BOCA, estou puta feliz. Só quem viveu o dia-a-dia de uma marca tão grande sabe da responsabilidade e da dificuldade para colocar de pé um projeto ambicioso como este.
Nessas horas, percebo que as algumas das escolhas que fizemos aqui na Perestroika foram muito acertadas. Porque sempre nos preocupamos (talvez até demais) em ter na nossa órbita caras que sejam realmente sejam referência naquilo que fazem. No mínimo, no RS. Mas algumas vezes, com relevância no Brasil.
Veja o exemplo deste case. O Márcio, gerente de marketing de Olympikus, é sócio da Perestroika. O Marcelo Quinan, sócio da Boca, é coordenador e professor do curso MTHFCKR. O Eduardo Menezes, Diretor de Criação da Boca, recém deu uma aula matadora na última sexta-feira. E por aí vai. Muita gente que está envolvido com o “Eu já sabia” tem alguma relação com a gente. É só espiar a ficha técnica.
Pô, não há como separar as coisas. Saber que Cannes endossou, que os principais criativos do mundo endossaram o trabalho desses caras é fantástico. Porque isso acaba endossando também a nossa visão sobre comunicação digital. Desculpa, mas não dá para não ter uma pontinha de orgulho próprio.
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Mas o mais importante, pelo menos na minha visão, é entender o que está por trás desse prêmio. E, por favor: eu não vou dizer que temos que ficar atentos para os novos formatos de comunicação ou que as verbas estão migrando ou que a categoria Press&Poster já não é tão interessante.
Isso eu, você e até a vó do Badanha já sabem.
O que eu acho legal ficar esperto é: quem são as novas lideranças criativas do mercado de comunicação local? Porque senão, fica tudo muito utópico. A gente fica olhando a CP+B fazer umas coisas sensacionais e imagina quando um job desses vai cair na nossa mão. Olha para Cubo, Live e Colmeia e suspira fundo.
Mas certamente tem gente aqui, embaixo do nosso nariz, fazendo coisas do caralho - e coisas que estão mudando o rumo das coisas no RS. Talvez, elas ainda não sejam reconhecidas por isso. Mas pode apostar: existe uma revolução silenciosa falando bem alto. E que já tem impacto em premiações, em cotratações e - principalmente: em verbas gordas.
Fique atento a isso. As peças do tabuleiro de xadrez mudaram. Os nomes que você tem que acompanhar mudaram. Os Twitters que você têm que seguir mudaram. As empresas, os formatos, as lógicas mudaram. As caras mudaram. Os caras mudaram.
Você já parou para pensar: quem é a vanguarda criativa no RS hoje? Quem está transformando o mercado? Essa é uma resposta tão importante para quem está começando quanto para quem já é mais experiente. Eu estou sempre atento a essas novas lideranças. Saber para onde elas estão indo é, boa parte das vezes, um excelente atalho.
Acredito que em breve, essa galera, que vem há horas com outro drive (como o Márcio, o Quinan e o Menezes - mas também com caras como o Leo Prestes e o Israel Mendes, que estão fazendo trabalhos revolucionários na W3 e na Aquiris - ou o Gustavo Mini, que está implantando uma nova cultura dentro de uma agência “tradicional”) ditará o rumo das coisas e influenciará a vida de todo mundo.
Se isso realmente rolar, aí sim dá pra dizer: eu já sabia.
As empresas deveriam ser mais Ronald Rios.
16 de junho de 2010Esses dias, a Perestroika twitou uma frase tipo: “Eu nunca pegaria a Carrie Bradshaw”. Aí, uma seguidora nossa, perguntou que “a Perestroika não poderia dizer isso, porque era Pessoa Jurídica, e não Pessoa Física”.
Pois eu repliquei dizendo que era exatamente esse o nosso jeito de se comunicar por lá. Nós temos dupla personalidade (às vezes é o Felipe, às vezes sou eu) e não pedimos autorização um para o outro. Simplesmente escrevemos o que julgamos ser legal. Às vezes, falamos como Pessoa Jurídica. Mas muitas vezes - provavelmente a maioria das vezes -, como Pessoas Físicas.
E quer saber? Acho legal pra caralho que a gente tenha essa postura. Porque gente fala como gente, não fala como empresa. Gente prefere pizza de calabresa do que muzarella. Gente odeia passear no Brique. Gente nunca pegaria a Carrie Bradshaw. E gente, muitas vezes, diz que nunca pegaria a Carrie Bradshaw só para implicar com os outros. Ou por ironia. Ou como piada interna.
Gente fala como gente, e isso se torna muito mais interessante do que os discursos manjados das empresas falam. Que sempre “estão pensando no futuro do planeta, com ações de sustentabilidade e presercação da natureza”. Já pensou, como seria um um papo de bar entre várias empresas? Um saco, só com aqueles papinhos politicamente corretos.
Eu acredito que já foi o tempo em que as marcas tinham que se chapa branca. Ou que tinham que se alinhar apenas com causas neutras. Ou ter posições necessariamente boazinhas.
Eu acho que, daqui pra frente, vão se destacar as marcas que não tiverem problemas em posicionar. As marcas que tiverem um discurso de gente, mas gente de verdade. Porque gente de verdade fala mal de pagode pra defender o heavy metal.
Na minha opinião, as empresas deveriam ser mais Ronald Rios. Vão saber dizer mais “eu gosto disso, eu não gosto disso”.
(Atenção: se você não gosta de palavrões, opiniões agressivas e ironia das fortes, melhor não dar play. Não diga que não avisamos.)
Claro que não estou dizendo que as empresas, a partir de agora, devem sair xingando todo mundo e emitindo opiniões racistas, fascistas e Southpárkicas.
Mas chega daquele discursinho morno e bege. Fico pensando se a OI exigisse que a OI FM “contemplasse na sua programação todos os gêneros musicais com o mesmo número de horas, faixas e com a mesma participação no horário nobre”. Já pensou? Terminaria The Killers e começaria Molejo.
CURSO EMPREENDEDORISMO CRIATIVO COM NOVAS DATAS.
10 de junho de 2010Atenção! Atenção! Mudança nas datas no EC: agora, o curso começa dia 28/07, quarta-feira.
Essa alteração aconteceu por causa de agenda dos professores. No final das contas, acabou sendo bom para todo mundo. Principalmente para o pessoal que estava no final do semestre e não teria condições de se inscrever.
Dúvidas? Informações? Clique aqui.
O Menezes que interessa
9 de junho de 2010Tá, vou pagar pau. Vou pagar pau porque vou falar de um gênio. Não estou falando de Pablo Picasso, Albert Einstein, Steve Jobs, Flea e outros gênios menores. Estou falando de um gênio com “M” maiúsculo. Um gênio contemporâneo. Um gênio que está aqui, em Porto Alegre. E que o mundo está apenas começando a descobrir. Estou falando do gênio que é o Menezes.

A primeira vez que eu ouvi falar desse cara, foi quando estourou a música “Daiane: bronze na cor, prata no dente, ouro pra gente” do seu projeto Conjunto Comercial, em conjunto com o Paraíba, menos conhecido como o Lucas da Fresno.
Quando eu vi o site da banda (não achei mais, será que ainda existe?), perguntei pros meus amigos (que eram todos da Fabico) de quem era esse negócio. E eles falaram: É do Menezes. Um gênio que tem lá na Fabico.
Daí, fiquei sabendo que o Menezes era o mesmo cara que tinha composto a Melô do Axel Foley com seu outro projeto, o MC Sargento. Outra pérola deste projeto: o Surfa o Tsunami.
O Menezes é um cara que VAI LÁ E FAZ.
Tem muitas ideias. Mas mais imortante que isso, tira elas do papel e coloca para acontecer. Quer ver o que mais que ele fez?
• Disseminador e Representante Oficial de “O Jogo” aqui no Brasil.
• O “Basta de Estopa”
• Mentor do Funerária no Twitter
• E claro, o Bronze Brazil, projeto do qual tive a honra de fazer parte e compartilhar todo o processo com ele (e que está sendo reformulado para as Olimpíadas de 2012).
É um cara que escreve bem pra caralho e ilustra demais.
Não é à toa que ele dá aula na Perestroika.
E além de tudo, é um cara muito querido e engraçado.
Não é à toa que todo mundo ama ele.
E para completar, hoje está de aniversário. Por isso, Parabéns Mestre Menezes. Tu é um gênio.
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Há duas semanas, o Menezes lançou o seu primeiro livo: A COPA QUE INTERESSA.

Um livro de leitura rápida e megadivertida, onde o Menezes apresenta as 32 seleções que vão disputar a Copa que começa depois de amanhã, dividido nos 8 grupos de 4 times, exatamente conforme as chaves do evento.
É um livro bom para quem gosta de futebol e ótimo para quem não acompanha.
Isso porque, além da análise do contexto do esporte dentro daquele país, o Menezes dá uma contextualizada no país mesmo, dando informações econômicas, sociais e culturais (coisa que ele domina muito bem), de forma muito engraçada e irônica. Entre as pérolas, estão as diferenças entre Eslovênia e Eslováquia, a definição do que é o povo dinamarquês e o texto sobre o México, cheio de referências a turma do Chispirito.

E ainda tem um parágrafo superinteressante para quem não entende de futebol - pessoas como eu. É o “Finja que entende”. Em 5 linhas toda a informação que você pode arrotar sobre aquela seleção e fazer bonito na frente dos amigos nas rodinhas de discussão sobre a Copa.
A primeira edição está praticamente esgotada. E a gente está vendendo o livro para a Comunidade Perestroika por módicos R$15,00. É o lugar mais barato onde vcs vão encontrá-lo porque não existe margem. Todo o dinheiro é repassado integralmente ao autor. Só porque a gente quer sempre incentivar as atitudes de quem vai lá e faz. Restam apenas 8 exemplares.
Se quiserem degustar um pouquinho, aqui embaixo tem um trecho que o Menezes liberou só pra gente publicar.
Memória seletiva.
7 de junho de 2010A ESPN lançou há alguns meses uma série interessantíssima: está retransmitindo grandes jogos das Copas do Mundo, com narrações e comentários atuais.
Isso é muito bacana por vários motivos. O primeiro - e mais óbvio - é que você se sente testemunha da história. Foi legal pra caralho olhar o gol de mão do Diego Maradona ali, em tempo real, no meio do jogo. E não numa edição. Mesmo que a narração seja mais descompromissada, em alguns momentos o cérebro desliga e parece que tudo está acontecendo ao vivo mesmo.
A segunda coisa que é muito bacana é conseguir analisar friamente os jogos, sem a emoção do momento. Porque, convenhamos: é difícil ter esse olho clínico numa final de Copa, bêbado, com seus amigos berrando em volta e com um carnaval preparado em caso de vitória do Brasil.
Nessas horas, fica muito claro como nós usamos e abusamos da nossa memória seletiva. A gente fica lá, lembrando como o Brasil humilhou a Alemanha na final de 2002. E esquece da bola na trave quando o jogo ainda estava 0×0. Quando vemos um jogo que já aconteceu, ficamos mais próximos dos acontecimentos e não nos influenciados tanto pelo escore da partida.
Por sinal, futebol é um ambiente onde a memória seletiva se manisfesta bastante. Se temos uma tendência a culpar o árbitro, a gente costuma lembrar dos erros que o juiz comete contra a gente, e não a favor. Se pegamos no pé de determinado jogador, lembramos das jogadas que ele errou, e não as que acertou.
A memória seletiva está por todo lugar. Vai dizer? Você briga com a namorada e, um mês depois, fica pensando em como ela era linda, como era querida, como era carinhosa. Mas você não lembra dos motivos pelos quais você realmente se separou.
Ou você pensa nos tempos de colégio, e lembra de como era legal, como era divertido. Mas se esquece daquela noite em claro que precisou para estudar para a prova de matemática. É mais fácil lembrar da viagem para a Ilha do Mel e menos das manhãs de inverno, que a gente tinha que acordar cedinho para descobrir que a mitocôndria era responsável pela respiração celular.
Pois é. A memória seletiva é um mecanismo da natureza, e temos que aceitar isso. O grande problema é que ela romantiza tudo. As coisas ficam muito mais legais do que eram de verdade.
Eu acredito que isso é um perigo. Assim como o over-pessimista é um cara que, mais cedo ou mais tarde, empaca na vida, o cara que não administra bem a memória seletiva também se quebra. Em vez de aproveitar a oportunidade que tem em mãos, ele fica sempre lamentando a oportunidade que já passou. O cara fica apegado ao passado. Pior: apegado a um passado que, provavelmente, nem era tão bacana assim.
A oportunidade que a gente tem hoje é a mais importante da nossa vida. O job que você tem em mãos hoje é o que interessa. Porque é ele que você tem poder de mudar, interferir, mexer. O que passou, passou.
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Nos tempos de Competence, quando rolava um momentinho de folga, eu incorporava um personagem reacionário que tinha como bordão Bom era no tempo dos militares. Ele dizia bobagens como:
Bom era no tempo dos militares, que tinha aula de Moral e Cívica, que os alunos cantavam o hino todo dia de manhã. Hoje em dia eles têm aulas de artes, aula de música, daí começam a ter ideia, querem virar arquiteto, designer. Ou seja: profissão de maconheiro..
ou
Bom era no tempo dos militares, que não tinha gente vagabundeando na rua. Tava na rua à toa, ia preso. Agora a juventude faz até festa na rua, essas tal de rave. Isso é motivo para se drogar. Isso é festa de maconheiro..
Piadinhas de lado, pense comigo: tem gente que tem saudade do tempo dos militares. E não é pouca gente. Tem alguma dúvida de que a memória seletiva atrapalha?
Perestroika lança novo curso: Empreendedorismo Criativo.
25 de maio de 2010
Esse é um daqueles projetos que a Perestroika queria lançar há tempos. Mas há tempos mesmo. Eu tenho aqui, no meu computador, um arquivo chamado novos cursos.doc, que data de 2008, e que já tinha na listinha de projetos futuros: Empreendedorismo Criativo.
Mas lançar esse curso em 2008 seria afobação. Por três motivos. Primeiro, porque naquela época a Perestroika era muito mais reconhecida pelo lado “criatividade”, enquanto que hoje ela também é respeitada pelo lado “empresa”. Brincando, brincando, no período em que todo mundo reclamava da crise, a Perestroika cresceu mais de 230%. Hoje temos cases consistentes de relacionamento de marca, gerenciamento de crise e de política de contratação. E, talvez por isso, começamos a ser chamados para congressos de administração e RH, onde nos pedem para falar da Perestroika como modelo de negócio.
O segundo motivo é que, naquela época, nós ainda não tínhamos encontrado os profissionais que nos ajudariam com o conteúdo Empreendedorismo de fato. Depois de muitas entrevistas, chegamos à dupla Marcus Ronsoni e Orestes Pacheco. Eles são Facilitadores Sênior do Empretec, curso que é referência mundial no assunto. Na verdade, a nossa encomenda foi: queremos o Empretec que olhe daqui pra frente, e não daqui pra trás. O resultado não poderia ser melhor.
Mas o principal motivo é que, só em 2009, a Perestroika organizou o Wi Orgs.

Para quem não sabe, Wi Orgs foi um estudo feito pela Perestroika que detectou características de um novo modelo empresarial. Esse material foi apresentado numa palestra na Semana da Comunicação, com auditório lotado e presença de empresas de SP e RJ, que apresentaram seus cases. Na época, o conteúdo acabou ficando superficial, pois tivemos muito pouco tempo para falar. Mas agora, com um curso inteiro pela frente, poderemos tratar com outro nível de profundidade.

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O objetivo do EC é bem esse: despertar o espírito empreendedor nas pessoas. Tanto para quem quer montar um negócio próprio. Quanto para quem quer fazer carreira dentro de uma empresa (ao melhor estilo Você S.A.).
Mas eu, que nunca estudei administração, nem nunca tive uma empresa, posso fazer? Fique tranquilo. Não é necessário nenhum pré-requisito.
E eu, que já sou formado em Administração? Também não precisa se preocupar. Você definitivamente não verá o que viu na faculdade: o curso tem uma abordagem muito diferente das academias tradicionais e traz vários conceitos inéditos.
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O bacana de ter um curso assim no portfólio é que, teoricamente, qualquer pessoa pode se interessar. Então, talvez você não tenha interesse. Mas provavelmente alguém que você conhece (namorada, o seu melhor amigo, vizinho, irmão, etc.) tenham vontade de aprender mais sobre o assunto. Fica a dica.
Para ver o programa completo, clique aqui.
Quer se dar bem em publicidade? Então NÃO tenha idéias.
24 de maio de 2010por Gustavo Mini
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Não sei se o Mini ainda precisa de apresentações, mas em todo caso, ele é o responsável pela área Conexões, da Escala, pelo Walverdes e pelo Conector, onde esse texto foi originalmente publicado.
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É isso mesmo. Ao longo das últimas décadas, venderam o negócio da publicidade pra estudantes e novos profissionais como um lugar onde é obrigatório e fundamental ter idéias, boas idéias, muitas idéias. Bem, amigos, acho que é hora de mudar essa diretriz.
Após tanto tempo batendo nessa tecla, o resultado é que agora, efetivamente, os corredores, mesas e salas de reuniões de agências e produtoras das diversas especialidades do marketing estão ABARROTADAS de gente com idéias. Muitas idéias. Inclusive muitas boas idéias.
(Ok, o pessoal sempre também traz a prima das idéias, a “opinião”, mas isso é assunto pra outro post).

Você aí, que trabalha nesse meio: já participou de alguma reunião em que faltassem idéias? Duvido muito. Em toda reunião com mais de dois seres humanos, sempre saltam idéias, especialmente de pessoas pouco envolvidas com a questão. As reuniões são o nascedouro de muitas idéias. Uma pessoa tem uma idéia. As outras ficam em polvorosa e também querem ter as suas. Uma a uma, as idéias vão sendo geradas e preenchem a sala até o teto. Se não há um braço forte, nenhuma delas vê a luz do dia. Porque não existe registro na história da humanidade de qualquer idéia, por mais genial que seja, que tenha sido colocada em prática durante uma reunião. É depois, em outras condições de temperatura e pressão, que as idéias de fato acontecem.
Não bastasse isso, a internet ainda mostrou pro mundo como é comum ter idéias. E boas idéias. É um catatau de gente que hoje escreve, fotografa, desenha, programa e filma suas idéias. E depois posta em algum lugar. E conta para os amigos, e os amigos dos amigos, e os amigos dos amigos dos amigos, que teve essas idéias. Algumas modestas. Outras bacaninhas. Mas umas quantas muito, muito legais. Em uma média que rivaliza com a maior parte das agências de publicidade, que investem milhões de dólares em profissionais e estruturas criadas pra ter… idéias.
Ter idéias, queiramos ou não, já não é mais diferencial pra ninguém. É preciso ser muito cínico ou preso ao passado pra não aceitar essa nova realidade. E, como reza uma antiga regra econômica, a abundância de um elemento gera automaticamente a carência do seu oposto correspondente. No caso das idéias, qual seria o oposto correspondente? Não, não é o pensamento burocrático e clichê, mas a capacidade de botar idéias em prática. A abundância de gente tendo idéias está gerando uma grave carência de gente disposta a ouvir e ajudar a levar adiante a idéia de outras pessoas. Se não na área de software livre e nos coletivos artísticos, ao menos em publicidade, isso parece estar acontecendo.
Tudo bem. Eu sou o primeiro a defender o atual modelo de criador-produtor, do cara que tem idéia e coloca a mão na massa pra vê-la nascer. Mas também faço questão de levantar a voz contra o desequilíbrio ecológico que está acontecendo no famoso “campo das idéias”. Nada me tira da cabeça que, hoje, se dar bem no mundo da comunicação não quer mais dizer ser uma pessoa cheia de boas idéias, mas está mais relacionado a ser capaz de ajudar a botar de pé as idéias dos outros. Ou, para irmos mais longe na hierarquia, construir e gerir estruturas nas quais boas idéias sejam levadas adiante.
Eu não sou nenhum guru do marketing, nem ganho rios de dinheiro ou montei alguma hotshop super cotada de forma que possa comprovar na prática minha tese. Mas mesmo assim, tenho minhas experiências práticas e tambémacho que não custa nada perguntar: você acha mesmo que o Steve Jobs criou e desenhou o iPad?
Gustavo Mini
ENCHENDO MURCILHA
13 de maio de 2010BLACK SABBATH
JAMES BROWN
DEEP PURPLE
BLUE OYSTER CULT
GREEN DAY
RED HOT CHILLI PEPPERS
AGENT ORANGE
RED LORRY YELLOW LORRY
PINK FLOYD
WHITE STRIPES
ERRO NA DIVULGAÇÃO DO SUPERSTYLIN’: O CURSO ACONTECE NAS 2as., Não nas 4as.
10 de maio de 2010Galera: houve um erro na divulgação do Supestylin’. Ao contrário do que foi enviado no PDF e no site, o curso acontece às SEGUNDAS-FEIRAS, e não às QUARTAS-FEIRAS. A confusão aconteceu porque, na edição passada, era às quartas.
Pedimos desculpas a todos. Um PDF corrigido será enviado a toda lista preferencial. A informação já foi trocada no link www.perestroika.com.br/moda.
Escreva comigo O Futuro da Propaganda
29 de abril de 2010Galera, quero que vocês escrevam comigo um artigo para o Propaganda e Marketing. Deixa eu explicar melhor:
Fui convidado para escrever um artigo para o projeto “Propaganda no Futuro”, da Propaganda e Marketing, que está fazendo 45 anos em 2010. Achei bem legal a proposta. Acho que vale a pena dar uma passada lá e ler os textos. Tem gente bem relevante escrevendo. E alguns textos bem bacanas. Aparentemente, no entanto, não tem tido muito acesso, a julgar pelo número de comments dos textos.

Bom, eu não tenho muita certeza de como vai ser a propaganda no futuro. Estou fazendo aqui o exercício de futurologia, sabendo que é impossível prever. Tipo, se não dá para saber o que vai acontecer amanhã, imagina tentar dizer como vai ser daqui a 10 ou 15 anos. Mas enfim, esse é o briefing e acho que o exercício de escrever isso já faz a gente refletir. E só isso já vale a pena.
Agora, se é complicado prever a propaganda e a comunicação do futuro, a do presente a gente sabe muito bem como funciona. Colaboratividade, crowdsourcing, web 2.0 e esses conceitos todos ligados à formação de comunidades e participação/conversa da marca com seu público.
Pois bem, quero ajuda para escrever esse artigo. O título será “O Futuro da Propaganda em 40 twits”. Então, poste aqui nos comments a sua contribuição em até 140 caracteres. E coloque o seu user do twitter (e de preferência, cadastre o seu e-mail no formulário, para eu poder entrar em contato).
Eu vou escrever coisas também e depois vou misturar à contribuição de vocês. Depois, a gente publica no PropMark e, claro, com créditos para todos os participantes.
Tomara que dê certo. Se puxem. Ah, e muito obrigado pela ajuda.
Beijos,
Felipe
