Rock n’ Roll é isso aí
22 de julho de 2010Atitude, diversão e se importar pouco com os erros.
O AMOR NÃO É CLICHÊ: o curso do Carpinejar
20 de julho de 2010Inscrições abertas.
O curso começa dia 23 de agosto e acontece às segundas-feiras.
São apenas 35 vagas.
Baixe o PDF com o programa do curso: aqui.
Acesse a página com as informações do curso: aqui.
Inscreva-se de uma vez no curso: aqui.
Veja o blog do Carpinejar: aqui.
Acesse o twitter do Carpinejar: aqui.
Se estiver com pressa mesmo, ligue pro 3061.5564 e fale com a Mari.
MUDANçA simples que faria o futebol ficar infinitamente mais legal.
18 de julho de 2010Ao longo da última Copa, ficaram falando de mudanças nas regras do jogo. Chip na bola, sensores nas traves, replay para os árbitros. Acho tudo isso ótimo. Na verdade, acho quase inconcebível que o esporte mais popular do mundo esteja demorando tanto para implementar tecnologia dentro das quatro linhas.
Só que eu sei que essa história é muito complicada. Sempre vai existir a desculpa que “na terceira divisão, não tem como ter replay para o bandeirinha” ou que “se o bandeirinha der o impedimento, e depois virem que o jogador não estava, como vão repetir a jogada?”. Tudo isso é fácil de corrigir, basta vontade da FIFA.
Agora, existe uma mudança muito, mas muito, mais muito mais simples que alteraria o jogo drasticamente. E, na minha opinião, para muito melhor.
Vencedor = 3 pts, Perdedor = 0 pt, Empate = 0 pt.
Já pensou? Não existiriam mais retrancas no primeiro tempo, nem times fazendo cera desde o primeiro minuto de jogo. E se o jogo estivesse empatado ali, pelo 20 do segundo tempo, viraria uma partida aberta, cheia de ataques e contra-ataques.
Mesmo que uma das equipes estivesse ganhando por um magro 1×0, não haveria chance para um jogo morno. O derrotado iria com tudo para cima e seria um Deus-nos-acuda até o apito final.
Não é simples? Simplérrimo. E não precisa de chip em bola, nem de replay. Dá para colocar em prática na Terceira Divisão e na Champions League. Democraticamente, como gostam os velhinhos da FIFA.
Então, por que não?
OBS: Não vale analisar essa mudança com a cabeça de hoje. Imagine essa mudança a partir do novo contexto criado. Ou seja: teríamos vários exemplos de viradas históricas quase que semanalmente.
Nova turma de molotov: inscrições abertas.
15 de julho de 2010Blá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá. Blá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá blá bláblá blábláblá blá bláblá blá bláblábláblá blá bláblá.
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Blábláblá blá: http://www.perestroika.com.br/cursos/molotov/
Food Experience Turma I: Obrigado!
14 de julho de 2010Foi absurdamente, unbelievablemente, incrivelmente, intraduzivelmente e fodalhasticamente muito foda pra caralho demais a festa de encerramento da primeira edição do Food Experience.
A função toda aconteceu segunda-feira de noite, inaugurando o espaço de eventos do Le Bistrot Gourmet. As imagens falam mais do que eu posso dizer aqui. Mas se você quer palavras, fica com que o Diogo descreveu no Destemperados.
Um beijo pra ti Diogo, foi du caralho.
Beijos a todos, Felipe.
MOLOTOV: Bangkok, Festa, Vuvuzela e DM9
6 de julho de 2010Sábado agora teve festa de encerramento de mais um Molotov. Apesar de várias baixas, já que tínhamos bastante alunos de Bento Gonçalves, Lajeado e outras cidades mais afastadas de Porto Alegre, a festa foi muito massa. E terminou com pequenas hordas de novos molotovers invadindo várias noites de Porto Alegre. Bem, pelo menos foi o que me disseram.
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SÁBADO DE MANHÃ
Tudo começou com uma aula simplesmente du caralho que tivemos com o Graham Painter, publicitário americano que hoje trabalha como diretor de criação na Tailândia e está abrindo uma escola de portfolio em San Francisco e em Bangkok. O careca com um crivo na boca na foto abaixo.

A aula foi simplesmente sensacional. O Graham apresentou alguns formatos interessantes e originais de brainstorming e de processos criativos: o “6 thinking hats” e o modelo “Yes and”. Muito, muito du caralho. Mas isso vai ficar para outro post.
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SÁBADO 21:30
Próxima parada: Verde Club. Aliás, um grande obrigado ao pessoal do Verde, que nos recebeu muito bem e fez todas as nossas vontades por lá. Com direito a muita ceva, espaço reservado e KILL ME, tocando várias vezes. Teve quem bebeu pouco, quem bebeu médio e quem bebeu profissionalmente.

Vira-vira de todas as formas. Inclusive vira-vira dentro de uma vuvuzela original, trazida da África do Sul pelo Márcio e sorteada entre os alunos. É óbvio que eu não fiquei virando cerveja. Nunca foi um esporte que pratiquei bem. Mas foi interessante ver a performance de algumas pessoas. Grande performance eu diria. Teve até gente vendo mulher vesga nas pinturas.

Aí, não teve erro. Clima perfeito, gente rindo, pessoas se abraçando. Belo momento. Não tinha nada demais. Não tinha muita gente. Só as pessoas certas com a pilha certa.


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SÁBADO 23:30
Tudo muito bom, todo mundo feliz. Mas antes de começar a festa mesmo, teve as indicações.
Carlos Harres, Fernanda Santana e Diogo Batalha receberam os destaques. Muito merecido por sinal. Parabéns aos 3. Agora, estamos escrevendo aquela cartinha de recomendação, para enviar aos diretores de criação das principais agências do RS.

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3 MESES NA DM9
Certamente, ninguém estava mais feliz que o Diogo. Além da indicação, o Diogo recebeu a distinção mais importante da noite: 3 meses de trampo na DM9DDB em São Paulo. Um acordo firmado entre a agência e a Perestroika, por iniciativa do Márcio Fritzen e do Guga Diehl, ambos redatores da DM9 e professores do Molotov.
Valeu mesmo por cavarem esse falta aí dentro Guga e Fritzen. Foi ducaralho essa iniciativa de vocês.
E muitos parabéns pro Diogo, que teve muito sangue no olho, se destacou em quase todas as tarefas que entregou - e, olha, ele entregou quase todas - e teve muita atitude “Vai lá e faz” durante as nossas 16 semanas de aula.
Meu, parabéns mesmo. Merecido pra caralho.
A gente tem certeza que tu vai aproveitar muito a tua temporada lá.
E apostamos que a DM9 também vai te aproveitar muito bem.
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SÁBADO 00:30
Aí, não tem relato.
Quem foi, foi.
Quem viu, viu.
Quem testemunhou, testemunhou
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DESPEDIDA
Molotovers recém formados: foi um grande prazer e um privilégio para nós ter vocês na Perestroika. Foi tudo muito du caralho. Muito obrigado por todas as palavras, e-mails e manifestações de carinho que vocês tem dividido com a gente desde sábado. Vamos sentir saudades. De verdade. Vocês sabem melhor que ninguém que aqui não tem espaço para demagogia. Mantenham contato.
Olha a galera que trabalha aqui na Peres aí embaixo:

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RECADO
Interessados no Molotov, se inscrevam o quanto antes, porque ainda esta semana estaremos lançando a turma do segundo semestre para uma lista preferencial.
Beijos a todos,
Felipe
O JUIZ É UM BUG
27 de junho de 2010*Por Israel Mendes, Sócio da Aquiris Game Experience, professor do MTHFCKR e do curso que a Perestroika está abrindo em SP em breve.
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Como Game Designer, tenho o hábito de olhar o mundo do ponto de vista de um desenvolvedor de jogos. Faço isso num bar, no trânsito, numa fila, em casa. Tenho inclusive uma aula que dou no curso MTHFCKR aqui da @perestroika em que, entre outras questões discutidas, em um determinado momento analiso curiosidades de alguns jogos. Tratam-se de dinâmicas, nuances de regras, balanceamentos, mecânicas de gameplay, etc. E uma dessas análises é justamente o assunto que está sendo matéria em todos os jornais de hoje, após os erros das arbitragens de Alemanha x Inglaterra e Argentina x México revelados pela dedo-dura Super Câmera Lenta.
Estou falando da polêmica: Juiz de Futebol x Tecnologia.
Convido a todos para uma breve reflexão mais estrutural desse caso do ponto de vista de Game Design.
Se buscarmos as definições para o que é JOGO, um momento comum de todas é que jogo é um sistema dinâmico. Ou seja, um sistema em constante alteração das variáveis que influenciam a sua mecânica-mestre. É algo não-linear, mas com um grau controlado de imprevisibilidade.
Essas variáveis podem ser: cavalos, bispos, dados, roletas, cartas, tabuleiros ou, no caso do futebol, jogadores, campo, bola, tempo, etc. Existem ainda alguns controladores do balanceamento que garantem a aplicação das regras e que determinam a cadência do jogo. Exemplos no futebol: o juiz, os cartões, as linhas laterais, o apito, a linha de escanteio, primeiro e segundo tempos, pênaltis, etc.
A saber: o Jogo Futebol é como o Par-ou-Ímpar ou qualquer outro. Obviamente muito mais complexo, como muito mais regras e limites envolvidos. Mas enquanto sistema dinâmico, obedece às mesmas lógicas. E segundo seu balanceamento, ao juiz cabe o papel de autoridade isenta e aplicadora daquilo que é certo ou errado dentro de campo.
Se o juiz pode errar, então já existe aí um contrassenso. Arnaldo César Coelho, por exemplo, disse que o erro grave tem que ser corrigido, não pode acontecer. Já o erro leve é convivível. Entendo a análise dele: o futebol é um esporte quase intocável, tem uma mística enorme ao seu redor, fora todas as importâncias comerciais. Acho que é assim que a maioria tem exergado até então. Mas estruturalmente, entendendo o futebol como um jogo igual a qualquer outro.
Regras são regras. E segundo elas: erros são erros.
Existe ainda a corrente que diz que os jogadores podem errar. Portanto o juiz também pode. Mas na teoria somente os jogadores podem errar. Pois seus erros já possuem na própria dinâmica e balanceamento do jogo seus respectivos ônus: a vantagem direta ou indireta para o adversário. Ou seja, a punição e o ônus dos erros de um time afetam a dinâmica provendo bônus ao outro time. Isso é mais que previsto, é planejado, é proposital para enriquecer o gameplay.
Mas e o juiz? Pode errar? Não.
Afora seu papel que não prevê, segundo as regras, o erro, existe ainda o agravante de que ele não possui ônus. Apesar de muitas vezes ser punido e ficar “na geladeira” por alguns jogos ou torneios, isso acontece depois da partida que foi influenciada pelo seu erro. Ou seja, a dinâmica dessa partida é permanentemente prejudicada.
Se errar é humano, de novo: então, estruturalmente, não pode um juiz (um humano) ocupar a posição de decidir o que é certo ou errado. Ou é preciso que se esmiuce quais erros são permitidos. Estabeleça-se a gordura e os limites. Em outras palavras, defina-se melhor: erro!
Soa estranho, soa utópico. Mas à cadência do jogo soa exato, seguro e, principalmente, justo.
Excluo aqui, obviamente, as análises interpretativas, pois essas sim estão previstas em regulamento e daí cabe ao juiz decidir, segundo seu julgamento, o veredicto. Mas o que se viu hoje foi um gol do Lampard pela Inglaterra uns 50cm legítimo, porém anulado. E também um gol do Tevez em impedimento pela Argentina, neste caso, erradamente validado.
Raciocínio exposto, encerro então dizendo que quando o juiz erra, ele se torna um BUG no sistema. No sistema dinâmico chamado Jogo de Futebol.
Um bug tal qual ao de um software que, apesar da previsão de funcionamento, oscila entre o correto e o incorreto de maneira randômica. Existem precedentes subjetivos agindo em questões exatas e não-interpretativas. E isso é nocivo para o gameplay do Futebol. Para qualquer gameplay, aliás.
Enigmas do universo.
27 de junho de 2010
Para ver a foto maior, clique aqui.
Esses dias twittei essa foto. Sei que ela é velha. Mas também sei que ela não perdeu a sua magia.
Há alguns anos, ela circula em listas de emails, fóruns e blogs como piada. Mas eu sempre busquei respostas com essa foto. Sim, porque convenhamos: há muita coisa bizarra e sem explicação.
Listei as perguntas que mais me intrigam. Vocês conseguem me ajudar? Vale tudo: resposta lógica, piadinha e até teoria da conspiração.
1) Como é que esse gordão conseguiu pular tão alto?
2) Por que ele está de camisa e gravata e o outro cara está de bermuda?
3) O que é aquela projeção na parede?
4) Por que tem papel higiênico em cima da mesa? Por que o rolo está pela metade? O que significa aquela bolinha de papel? Por que tem três copos em três tamanhos diferentes? E um guardanapo? E um prato azul com apenas um palito dentro?
5) Por que o cara de bermuda está completamente estático, aparentemente sem reação?
6) Por que o gordão está usando uma cueca verde?
7) Que lugar é esse? Uma casa? Uma empresa? Uma academia de kung fu?
8 ) O que é aquele mofo, lá no cantinho, perto da mochila? É uma planta? Um pé de maconha?
9) Perceba que, bem próximo à bunda do gordão, tem um objeto estranho. Ele está plugado na parede? Está na mão do outro cara? O que é?
10) O que são aqueles objetos reluzentes nas mochilas em cima das cadeiras?
11) O que é aquele lance em cima do armário, à direita?
Você tem respostas? Você tem mais perguntas?
Current - One dress, infinite possibilities
22 de junho de 2010O post abaixo é uma homenagem à dupla Letícia e Marcela, que recém lançaram o Current. Talvez muita gente não saiba, mas esse foi um projeto que nasceu dentro da Perestroika, a partir de um trabalho proposta no curso Superstylin’. Depois, ele foi finalista no concurdo Wi Orgs, e quase levou o grande prêmio.
Fico muito feliz em ver essa ideia de pé, saindo do papel e virando tecido. Todos vocês sabem que nós somos grandes entusiastas do Vai lá e faz e do Empreendedorismo criativo. É legal pra caralho saber que temos um pontinha nesse lançamento.
Quando a gente fala no primeiro dia de aula que pretendemos mudar a vida das pessoas, pode parecer meio babaca. Mas vendo essas coisas, não há dúvidas que a Perestroika tem sido um catalisador para muita gente.
A ideia é genial: um vestido que você assina. Sim, assina, como uma revista. A base preta é sempre a mesma. Você compra e recebe em casa complementos, que alteram completamente a proposta do vestido. Brilhante.




(Clique aqui e veja mais do trabalho das gurias.)
Bom, chega de papo.
Current - One dress, infinite possibilities
*Por Letícia Haag e Marcela Altmayer
Na primeira versão do Superstylin, em 2009, fomos desafiadas a projetar um novo negócio no mercado da moda. Desse desafio surgiram propostas de pequenas revoluções e produtos que atendiam a demandas que talvez nem existam ainda.
Ao longo do curso, das aulas, das reuniões, das sessões de fotos, os projetos começaram a aparecer e ganhar forma. Surgiram idéias de revolucionar o mercado do jeans, lingeries para nichos, roupas reversíveis e junto com tantos outros surgiu o projeto Current.
Sentindo a necessidade de utilizar uma única peça de roupa de várias maneiras e conseguir aproveitá-la muito mais, criamos o primeiro vestido, preto e feito com um tecido “experimental”, com quatro botões nas extremidades que encaixavam três opções de frentes que alteravam o estilo da peça.
Esse primeiro vestido sobreviveu apenas a algumas sessões de fotos, mas persistiu a idéia de construir uma plataforma onde as possibilidades de customização são maiores que a manutenção de um closet perfeito. O Current logo foi pensado como um modelo de negócios de colaboração onde a capacidade de criar junto aos consumidores é mais importante do que vender um produto fechado.
De posse desse conceito e de um vestido surrado, conseguimos vencer o Go Pro e embarcamos para o Rio de Janeiro onde passamos uma temporada no OESTUDIO. Tendo as melhores referências profissionais do mercado, amadureceram os conhecimentos em desenhos técnicos, modelagem, costura, finalização de peças, começamos a colocar em prática o projeto, não mais como um experimento e sim como um negócio.
Voltamos do Rio, falando chiado, e com a experiência de ter adaptado nosso projeto ao conceito do OESTUDIO, um vestido mais urbano e confortável, além de ter auxiliado na concepção da coleção de verão 2011. Com essa base, iniciamos de fato a produzir uma coleção valendo, com planilha de Excel controlando os gastos e tudo.
Estamos agora começando a ver o resultado desse trabalho, esperando atingir nossas metas iniciais através de uma simples página no Facebook para que o Current venha a se tornar a proposta que idealizamos: o controle sobre o desperdício causado pelo imediatismo da moda e a criação de uma comunidade onde a capacidade de inventar fica acima da capacidade de comercializar produtos.
Ainda estamos nos primeiros passos, então se você gostou da nossa proposta é o momento de ajudar a criar o Current que você gostaria de vestir ![]()
*Letícia Haag e Marcela Altmayer foram alunas da primeira turma de Superstylin’ e agora são sócias do Current.
As caras mudaram. Os caras mudaram.
21 de junho de 2010O case “Eu já Sabia”, co-criação da DCS e da BOCA, acaba de ganhar Leão de Prata em Cannes. Eu, que trabalhei anos com Olympikus, que trabalhei anos na DCS, e que estou intimamente ligado com a BOCA, estou puta feliz. Só quem viveu o dia-a-dia de uma marca tão grande sabe da responsabilidade e da dificuldade para colocar de pé um projeto ambicioso como este.
Nessas horas, percebo que as algumas das escolhas que fizemos aqui na Perestroika foram muito acertadas. Porque sempre nos preocupamos (talvez até demais) em ter na nossa órbita caras que sejam realmente sejam referência naquilo que fazem. No mínimo, no RS. Mas algumas vezes, com relevância no Brasil.
Veja o exemplo deste case. O Márcio, gerente de marketing de Olympikus, é sócio da Perestroika. O Marcelo Quinan, sócio da Boca, é coordenador e professor do curso MTHFCKR. O Eduardo Menezes, Diretor de Criação da Boca, recém deu uma aula matadora na última sexta-feira. E por aí vai. Muita gente que está envolvido com o “Eu já sabia” tem alguma relação com a gente. É só espiar a ficha técnica.
Pô, não há como separar as coisas. Saber que Cannes endossou, que os principais criativos do mundo endossaram o trabalho desses caras é fantástico. Porque isso acaba endossando também a nossa visão sobre comunicação digital. Desculpa, mas não dá para não ter uma pontinha de orgulho próprio.
***
Mas o mais importante, pelo menos na minha visão, é entender o que está por trás desse prêmio. E, por favor: eu não vou dizer que temos que ficar atentos para os novos formatos de comunicação ou que as verbas estão migrando ou que a categoria Press&Poster já não é tão interessante.
Isso eu, você e até a vó do Badanha já sabem.
O que eu acho legal ficar esperto é: quem são as novas lideranças criativas do mercado de comunicação local? Porque senão, fica tudo muito utópico. A gente fica olhando a CP+B fazer umas coisas sensacionais e imagina quando um job desses vai cair na nossa mão. Olha para Cubo, Live e Colmeia e suspira fundo.
Mas certamente tem gente aqui, embaixo do nosso nariz, fazendo coisas do caralho - e coisas que estão mudando o rumo das coisas no RS. Talvez, elas ainda não sejam reconhecidas por isso. Mas pode apostar: existe uma revolução silenciosa falando bem alto. E que já tem impacto em premiações, em cotratações e - principalmente: em verbas gordas.
Fique atento a isso. As peças do tabuleiro de xadrez mudaram. Os nomes que você tem que acompanhar mudaram. Os Twitters que você têm que seguir mudaram. As empresas, os formatos, as lógicas mudaram. As caras mudaram. Os caras mudaram.
Você já parou para pensar: quem é a vanguarda criativa no RS hoje? Quem está transformando o mercado? Essa é uma resposta tão importante para quem está começando quanto para quem já é mais experiente. Eu estou sempre atento a essas novas lideranças. Saber para onde elas estão indo é, boa parte das vezes, um excelente atalho.
Acredito que em breve, essa galera, que vem há horas com outro drive (como o Márcio, o Quinan e o Menezes - mas também com caras como o Leo Prestes e o Israel Mendes, que estão fazendo trabalhos revolucionários na W3 e na Aquiris - ou o Gustavo Mini, que está implantando uma nova cultura dentro de uma agência “tradicional”) ditará o rumo das coisas e influenciará a vida de todo mundo.
Se isso realmente rolar, aí sim dá pra dizer: eu já sabia.
