Eu sou um cara bem crítico comigo mesmo (talvez até demais). Quando mando um bola na trave, ou pra fora, ou aquelas Bandeiraaaaaantes, eu espero a poeira baixar e sempre digo a quem precisa ouvir:
“Meu, eu errei.”
Não vejo problema nenhum nisso. No trabalho, nunca achei que fossem me demitir. Pelo contrário: sempre percebi que esse ato de maturidade me fazia ganhar mais pontos, e não perder.
Nas empresas, principalmente nas grandes empresas, a lógica é o Jogo do Tira-e-põe. Todo mundo quer tirar do seu e colocar no dos outros. Talvez por isso seja tão difícil ouvir de alguém um “Eu errei” quando a campanha não atinge os resultados que a gente queria. Ou quando a manipulação fica abaixo do esperado, por apostar num fornecedor mais barato. Ou quando o prazo estoura, porque o cara ficou pentelhando no layout sem necessidade.
Errou? Então diga, sem medo: “Eu errei”.
Não fique se defendendo. Não fique arranjando desculpa. Não fique jogando a culpa para os outros.
Eu mantenho um caderninho mental, com as vezes que acertei e com as vezes que eu errei na propaganda. E tenho orgulho de dizer que, pelo menos nesse caderninho, minha média foi bem boa.
E se vocês querem saber, também tenho bastante orgulho de dizer que errei muitas vezes (sem hipocrisia nenhuma). Porque as vezes que errei, errei com convicção.
Isso que é importante. Ter a sua opinião. Mesmo que todo mundo cague pra ela. Mesmo que seu chefe nem ouça você e faça só o que ele pensa. Tenha a sua sentença e não deixe de verbalizá-la.
Se esconder atrás da opinião dos outros, ou torcer pelo fracasso geral para depois dizer “Viu? Eu falei!” é muito espírito de porco.
Das duas, uma. Ou você mata no peito, e corre os riscos, ou você aceita a o consenso geral e trabalha para que isso dê certo.
Agora, o inverso também é verdadeiro. Se você não errou, não precisa ficar assumindo a culpa pelos outros. Você não precisa ser um herói desnecessariamente. Ponha a cabeça no travesseiro e durma tranqüilo.
A moral da história é a seguinte: se até os melhores do mundo erram, por que nós, pobres mortais, não erraríamos?
4 Comentários
22 de setembro de 2008 às 12:51
É tao bom ler isso quando esta começando.
Muito certo que ja da uma aliviada.
22 de setembro de 2008 às 15:00
O que o Paul Arden diz é um pouco diferente.
E, obviamente, o que ele diz é mto melhor. ![]()
22 de setembro de 2008 às 15:01
Inclusive, várias vezes eu me pego dando conselhos e, quando me dou conta, estou repetindo as dicas do cara. Os livros dele são demais. Sabedoria pura.
tg

22 de setembro de 2008 às 11:11
Uma das melhores dicas do Paul Arden