Existem muitos golpes baixos na propaganda. E boa parte deles já está no senso comum dos criativos. Cachorrinho, nenê, paródia, músicas emotivas com crianças cantando, dublagens, velhinhos muito loucos, e por aí vai.
Eu sempre tive como postura fugir dessas fórmulas. E nem o argumento de que “mas isso é adequado ao cliente” servia para me fazer relaxar. Porque eu sempre acreditei que existiam saídas igualmente adequadas, mas um pouco mais criativas.
Claro que, nem sempre a gente ganha. Às vezes a gente se mata fazendo um negócio legal. E, no final das contas, sai no jornal um anúncio com um velhinho muito louco, segurando um nenê nos braços e um cachorrinho na coleira.
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Acredito que em todas as áreas acontece a mesma coisa. Peguemos como exemplo um restaurante. Um buffet pode servir arroz, feijão e carne todos os dias. Não é criativo, mas é adequado. É vendedor. Não podemos condená-lo por essa decisão.
Ao mesmo tempo, é fácil perceber que existem outras alternativas igualmente adequadas. Igualmente vendedoras. E muito mais criativas.
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Na televisão, também acho que a tônica se repete.
Os caras que comandam a grade devem criar os novos programas a partir de um briefing, um público, uma verba e assim por diante. E certo que, de vez em quando, deve rolar um papo meio:
“Tá, quem sabe a gente não monta um programa só com um monte de gostosas? Tipo aquele Fantasia do SBT? Mas nem precisa das brincadeiras. O que a galera quer é ver as gostosas”.
Assim nascem as doenças da TV.
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Eu me prestei a ver um programa inteiro do Studio Pampa. E ainda obriguei a minha mulher a ver junto, para não tirar conclusões sozinho.
Não há como negar que as minas são gostosas. Umas mais charmosas, outras mais barangas, é verdade. Mas o programa não faz sentido nenhum.
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Entendo que alguém que queira simplesmente ver um bando de gostosas. Que não esteja atrás de conteúdo. Entendo perfeitamente e acho justo que exista público para isso.
Agora, o que eu não entendo é: por que essa pessoa não entra num site de putaria? Convenhamos: dá para encontrar coisa bem melhor, em mais quantidade e com muito menos roupa na internet.
Juro que não entendo.
A não ser que a grande diversão aí seja ouvir as pérolas das apresentadoras.
3 Comentários
29 de outubro de 2008 às 18:42
“Meninas, não temos a letra i de iscola, só o e de esqueiro”. O seu Língua portuguesa deve tá se retorcendo no caixão. Que horror.
30 de outubro de 2008 às 11:37
“Agora, o que eu não entendo é: por que essa pessoa não entra num site de putaria? Convenhamos: dá para encontrar coisa bem melhor, em mais quantidade e com muito menos roupa na internet.”
essa é a pergunta que não quer calar…

28 de outubro de 2008 às 17:20
hahahaha!já tinha ouvido falar muito dessa maravilha. só não ligava o nome à pérola. sabe o que é pior, essa menina cris algo, foi minha colega de famecos! MEDO! é a total falta de noção!