Não sou um cara religioso. Não tenho conhecimento de astrologia ou posição lunar. O tarô, as cartas, buzios, nada disso acabou influenciando alguma decisão minha na vida. De supertição mesmo, lembro de uma: o ano novo.
Podemos começar tudo sempre, a qualquer momento. Evidente. A desculpa de que hoje é domingo, vou começar a correr na segunda, é esfarrapada. Mas, ao menos pra mim, a virada do ano é punk. Como faço aniversário 28 de dezembro, vira tudo um bolo só. E o momento se torna realmente especial.
No dia-a-dia, brinco que vivo muito num close, em planos fechados, vivendo o momento, o detalhe, o desafio. E uso a virada do ano pra rodar um plano aberto. Ver de cima, e enxergar a cena toda. É o momento em que, de uma maneira não tão racional quanto parece quando escrevo, faço um geralzão: um balanço do que rolou, e o que quero daqui pra frente. O que vou deixar na lata de lixo e o que quero carregar junto comigo.
Raramente acerto sobre o futuro (se acertasse, seria tarólogo). Não vivemos só do que existe dentro de nós. O mundo conspira. Coisas acontecem. Existem reflexos externos inesperados para as nossas atitudes. E não temos bola de cristal. Sem falar que tem sempre um filho da puta em wall street aprontando alguma coisa. Mas no fim das contas, o ano sempre foi mais bacana do que planejei. 2008 foi assim. 2009 também vai ser. Desejo isso pra mim, e desejo isso para cada um de vocês.
Feliz 2009.
E obrigado a todos que ajudaram a fazer meu 2008 tão bacana: alunos, sócios, professores e amigos.


6 de janeiro de 2009 às 20:32
Lindo texto, meu velho.
Bora que 2009 promete!
Abração.
P.s.: Almoço essa semana?